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Presságio - O Amor

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by

Catarina Martinho

on 27 May 2013

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Transcript of Presságio - O Amor

Momentos a discutir ''Quem quer dizer o que sente
Não sabe o que há de dizer.
Fala: parece que mente
Cala: parece esquecer .''

Com esta quadra, o autor pretende descrever as inquietações dos apaixonados que não sabem como reagir aos seus próprios sentimentos.
Se os sentimentos forem expressados, é corrido o risco de parecerem exagerados e desproporcionados mas se, por outro lado, os sentimentos não forem expostos, o amor parecerá falso aos olhos dos outros.

''Mas se isto puder contar-lhe
O que não lhe ouso contar,
Já não terei que falar-lhe
Porque lhe estou a falar.''

Nesta quadra, Pessoa explica que o próprio poema é uma declaração de amor e que, por essa razão, já não é necessário passar por todas as complicações anteriormente descritas, visto que o amor já foi confessado. ''Presságio - O Amor'' ''O amor, quando se revela,
Não se sabe revelar.
Sabe bem olhar p'ra ela,
Mas não lhe sabe falar.

Quem quer dizer o que sente
Não sabe o que há de dizer.
Fala: parece que mente
Cala: parece esquecer.

Ah, mas se ela adivinhasse,
Se pudesse ouvir o olhar,
E se um olhar lhe bastasse
Pr'a saber que a estão a amar!

Mas quem sente muito, cala;
Quem quer dizer quanto sente
Fica sem alma nem fala,
Fica só, inteiramente!

Mas se isto puder contar-lhe
O que não lhe ouso contar,
Já não terei que falar-lhe
Porque lhe estou a falar.'' Biografia Fernando António Nogueira Pessoa nasceu a 13 de Junho de 1888, em Lisboa.
É considerado um dos mais prestigiados poetas da literatura do século XX e da literatura portuguesa.
Pessoa criou, ao longo dos anos, diferentes heterónimos que lhe permitiam expressar diferentes visões do mundo.
Esplêndidas obras da literatura como ''O Livro do Desassossego'' e ''Tabacaria'' foram escritas sob a forma de Bernardo Soares, Álvaro de Campos, Alberto Caeiro ou Ricardo Reis.
Fernando Pessoa acabou por morrer a 30 de Novembro de 1935, vítima de cólica hepática. Quadras a destacar ''O amor, quando se revela,
Não se sabe revelar.
Sabe bem olhar p'ra ela,
Mas não lhe sabe falar.''


Escolhi esta quadra porque mostra o lado mais musical e surpreendente da poesia de Fernando Pessoa.
Supreendente na medida em que, em vez de elogiar o amor, Pessoa mostra-se perturbado pelas dificuldades envolvidas na simples revelação e demonstração de um sentimento que deveria ser puro, inocente e sem qualquer tipo de complicações. Relacionar com outras obras Análise geral do poema Neste poema, Pessoa quis pôr em evidência as dificuldades e complicações da tentativa de expressão do amor.
Outra interpretação do poema, fala também da indefinição do amor, da falta de explicação para este sentimento que ultrapassa as barreiras da lógica e do bom-senso.
Pessoa não pretende, no entanto, explicar o amor, mas apenas declará-lo à sua amada da única forma que sabe, escrevendo.

Quanto aos recursos estilísticos são utilizadas várias antíteses de forma a evidenciar a oposição entre sentir o amor e ter capacidade para falar dele à pessoa amada.
Também está presente uma anáfora nos versos 15 e 16:
''Fica sem alma nem fala
Fica só, inteiramente!''.
Por último, é possível destacar o uso da sinestesia no verso:
''Se pudesse ouvir o olhar,''. ''Presságio - O Amor''
Fernando Pessoa
Este magnífico poema, também conhecido como ''O Amor'', foi publicado no dia 24 de Abril de 1928.
Durante este período da sua vida, Pessoa foi colaborador da revista ''Presença''. ''Amo como ama o amor. Não conheço nenhuma outra razão para amar senão amar. Que queres que te diga, além de que te amo, se o que quero dizer-te é que te amo?''
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