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LEITURAS OBRIGATÓRIAS UPF 2014: "Quincas Borba", "São Bernardo", "Alguma poesia" e "Laços de família".

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Fernando Juarez de Cardoso

on 6 August 2015

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Transcript of LEITURAS OBRIGATÓRIAS UPF 2014: "Quincas Borba", "São Bernardo", "Alguma poesia" e "Laços de família".

LITERATURA BRASILEIRA
LEITURAS OBRIGATÓRIAS UPF

Graciliano Ramos -
São Bernardo
(1936)

Vinculado ao período do Romance de 30, a obra de Graciliano Ramos se diferencia das típicas obras dos seus contemporâneos, por conta de dois aspectos, principalmente:
objetividade e a concisão da linguagem e o rompimento com o panfletarismo da época.
Machado de Assis -
Quincas Borba
(1891)

Escrito dez anos depois de
Memórias póstumas
,
Quincas Borba
não traz tamanhas inovações quanto àquela obra, porém esta se trata da continuação “lateral” das
Memórias
, contando a história de Rubião.
Leituras obrigatórias UPF 2014
Gonçalves Dias -
I-Juca Pirama
(1851)
Machado de Assis -
Quincas Borba
(1891)
Graciliano Ramos -
São Bernardo
(1936)
Carlos Drummond de Andrade -
Alguma Poesia
(1930)
Clarice Lispector -
Laços de Família
(1960)
Érico Veríssimo - Incidente em Antares (1971)

Clarice Lispector -
Laços de Família
(1960)

Nascida em 1925, na Ucrânia, Clarice Lispector passa a infância em Recife e, na adolescência, viaja para o Rio de Janeiro, onde se estabeleceria por alguns anos, até casar-se com um diplomata.
Carlos Drummond de Andrade -
Alguma Poesia
(1930)

AS FASES DO POETA MULTIFACETADO
Este ex-professor mineiro, que herda a fortuna do filósofo Quincas Borba, das
Memórias Póstumas
, será o personagem central da narrativa.
Assim, nos primeiros quatro capítulos, temos a contemplação de Rubião em sua residência, até que, o narrador em terceira pessoa decide “abandoná-lo” para nos contar a sua ascensão meteórica em um longo flashback.
Ao contar como se deu o início dessa relação entre o ex-professor e enfermeiro de Quincas Borba, o narrador nos apresenta alguns episódios importantes, sendo o principal deles a sua filosofia humanitas: “Ao vencedor, as batatas”.
Ao se tornar o herdeiro universal de Quincas, Rubião ruma para o RJ e conhece o casal Sofia e Palha (cap. 27, presente da narração).
A mudança e a relação com os novos “amigos” irá causar uma série de transformações que levarão o protagonista à miséria e a degradação, culminando com a sua perda de sanidade e a decadência final.
- Paixão de Rubião por Sofia;

- As sociedades de Camacho (jornal) e Palha (importadora);

- A suposta traição de Sofia com Carlos Maria (episódio das cartas);

- Parasitismo dos amigos de Rubião;

- Bustos de Napoleão I e Napoleão III;
"Uma das tribos extermina a outra e recolhe os despojos. Daí, a alegria da vitória, os hinos, as aclamações. Se a guerra não fosse isso, tais demonstrações não chegariam a dar-se. Ao vencido, o ódio ou compaixão.....Ao vencedor, as batatas !”
“Supões-se em um capo de duas tribos famintas. As batatas apenas chegavam para alimentar uma das tribos, que assim adquire forças para transpor a montanha e ir à outra vertente, onde há batatas em abundância; mas se as duas tribos dividirem em paz as batatas do campo, não chegam a nutrir-se suficientemente e morrerão de inanição. A paz, neste caso, é a destruição; a guerra, é a esperança.
Narrado em primeira pessoa, São Bernardo faz parte do primeiro grupo de narrativas do autor, que se caracterizam por “uma pesquisa progressiva da alma humana, no sentido de descobrir o que vai de mais recôndito no homem, sob as aparências da vida superficial.”
Assim como em Caetés, São Bernardo também é narrado em primeira pessoa, agora por Paulo Honório, que almeja contar a sua história, que se inicia, propriamente dita, no terceiro capítulo do livro.
“Dirigi-me a alguns amigos, e quase todos consentiram de boa vontade em contribuir para o desenvolvimento das letras nacionais.”

“Padre Silvestre ficaria com a parte moral e as citações latinas; João Nogueira aceitou a pontuação, a ortografia e a sintaxe; prometi ao Arquimedes a composição tipográfica; para a composição literária convidei Lúcio Gomes de Azevedo Gondim, redator e diretor do ‘Cruzeiro’.”

“Eu traçaria o plano, introduziria na história rudimentos de agricultura e pecuária, faria as despesas e poria meu nome na capa.”
Nos dois primeiros, temos o personagem-narrador discutindo com os seus aduladores, contratados para escrever a sua história, a forma com a mesma será narrada.
“O resultado foi um desastre. Quinze dias depois do nosso primeiro encontro, o redator do ‘Cruzeiro’ apresentou-me dois capítulos datilografados, tão cheios de besteira que me zanguei:”

“- Vá para o inferno, Gondim. Você acanalhou o troço (...) Há lá ninguém que fale desta forma!”

“- Foi assim que sempre se fez. A literatura é a literatura, seu Paulo (...) Se eu fosse escrever como falo, ninguém me lia.”
Entretanto, Paulo Honório discorda destes e, após dar os dois primeiros capítulos como perdidos, irá contar a sua história por si mesmo, de como se tornou guia de cego à proprietário da fazenda São Bernardo.
Assim, na primeira parte do romance, temos a narrativa de como Paulo Honório se torna um capitalista, após adquirir a arruinada fazenda e transformá-la em modelo de produtividade na região.
Movido pelo seu ideal de propriedade, Paulo Honório busca uma esposa para se casar e ter um herdeiro, e conhece a professora Madalena, que é o oposto do marido, pois possui inclinações socialistas e um forte sentimento filantrópico.
“Faz dois anos que Madalena morreu, dois anos difíceis. E quando os amigos deixaram de vir discutir política, isto se tornou insuportável. (...)
De longe em longe sento-me fatigado e escrevo uma linha. Digo em voz baixa:
- Estraguei a minha vida, estraguei-a estupidamente.
A agitação diminui.
- Estraguei a minha vida estupidamente.”
Por fim, Madalena acaba por suicidar-se, num gesto que leva Paulo Honório a uma tomada de consciência, que se radicaliza por conta da Revolução de 30, levando também aos seus empregados a abandoná-lo em sua propriedade, na qual padece em sua própria solidão.
Incapaz de compreender e aceitar a posição antagônica de Madalena, Paulo Honório passa a desconfiar da esposa e irrita-se frequentemente com a não sujeição dela a suas vontades, tornando o conflito insustentável.
“De repente invadiu-me uma espécie de desconfiança. Já havia experimentado um sentimento assim desagradável. Quando?
(...)
Quando? Num momento esclareceu-se tudo
(...)
Sim senhor! Conluiada com o Padilha e tentando afastar os empregados sérios do bom caminho. Sim senhor, comunista! Eu construindo e ela desmanchando.!”
A fase individual do poeta
A fase social do poeta
A fase filosófica do poeta
A fase da retomada do poeta
Ao longo da vasta produção poética drummondiana, podemos dividir as suas obras em quatro temáticas principais pelas quais o poeta perpassa ao longo da sua carreira, na qual podemos considerar as suas dez principais obras.
A FASE INDIVIDUAL DO POETA
Além disso, nela é que podemos encontrar as relações do “eu com o mundo” que geram um desencantamento do poeta, expressos através de uma ironia e um pessimismo.
Nessa primeira fase, que engloba a publicação de suas duas primeiras obras – “Alguma poesia” (1930) e “Brejo das almas” (1934), temos, marcadamente, as influências modernistas na poesia de Drummond, como a fragmentação, o verso livre e a linguagem coloquial.
Não serei o poeta de um mundo caduco.
Também não cantarei o mundo futuro.
Estou preso à vida e olho meus companheiros.
Estão taciturnos mas nutrem grandes esperanças.
Entres eles, considero a enorme realidade.
O presente é tão grande, não nos afastemos.
Não nos afastemos muito, vamos de mãos dadas.
(DRUMMOND, Carlos. “Mãos dadas”).
A DIVERSIDADE TEMÁTICA DE DRUMMOND (OU O POETA DE SETE FACES)
Independente das divisões esboçadas pela crítica para a sua obra e respectivas temáticas, temos a própria divisão temática estabelecida por Drummond, datada de quando o poeta organiza uma antologia poética em 1962.
Dessa forma, buscando organizar a própria obra em temáticas, Drummond divide-a em nove temáticas principais, que ajudam os seus leitores e o próprio poeta a entender melhor a sua produção.
Sobre Alguma poesia, em específico, temos de lembrar que o livro é composto por 49 poemas, produzidos ainda sob a euforia modernista de 22, e que representam uma síntese bastante equilibrada entre os ideais dessa primeira geração moderna e a seguinte.
Sendo assim, são muitos os poemas relevantes nessa obra, mas, sem dúvida, não podemos esquecer de três deles, que marcaram profundamente a produção poética do autor: Poema de sete faces, Mãos dadas, Quadrilha e No meio do caminho.
Sendo assim, temos definidas as seguintes temáticas:

1) Um eu todo retorcido;
2) Uma província: esta;
3) A família que me dei;
4) Cantar de amigos;
5) Na praça de convites;
6) Amar-amaro;
7) Poesia contemplada;
8) Uma, duas argolinhas;
9) Tentativa de exploração e de interpretação do estar-no-mundo.
No meio do caminho tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
tinha uma pedra
no meio do caminho tinha uma pedra.

Nunca me esquecerei deste acontecimento
na vida de minhas retinas tão fatigadas.
Nunca me esquecerei que no meio do caminho
tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
no meio do caminho tinha uma pedra.

(DRUMMOND, Carlos. “No meio do caminho”).
Quando nasci, um anjo torto
desses que vivem na sombra
disse: Vai, Carlos! Ser gauche na vida.

(DRUMMOND, Carlos. “Poema de sete faces”).
João amava Teresa que amava Raimundo
que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili
que não amava ninguém.
João foi para os Estados Unidos, Teresa para o convento,
Raimundo morreu de desastre, Maria ficou para tia,
Joaquim suicidou-se e Lili casou com J. Pinto Fernandes
que não tinha entrado na história.

(DRUMMOND, Carlos. “Quadrilha”).
Publica o seu primeiro livro (Perto do coração selvagem) por essa época (1944) e passa a viajar muito, ficando anos fora do Brasil até o término do casamento, em 1960, quando publicara os contos de Laços de família.
Sendo assim, sua obra reflete as profundas modificações na estrutura social do país, sob o viés da família patriarcal e, mais especificamente, sob a ótica feminina.
Contudo, a obra de Clarice se diferencia dos seus pares por trazer uma série de inovações que não encontravam semelhança na Literatura Brasileira até então, caracterizando-se pelo:
- desvelamento da existência subjetiva;
- predomínio do monólogo interior;
- utilização do fluxo de consciência;
- náusea e epifania.
São os pequenos detalhes do cotidiano que, em geral, provocam essa ruptura da ordem estabelecida no universo dos personagens, como se fossem pequenas armadilhas que estão a espera dos personagens para desestabilizá-los.
Outros importantes contos da obra são:

-
Imitação da rosa
-
Feliz aniversário
-
Os laços de família
-
O búfalo
A experiência negativa: “Clarice, assim como G. Rosa, dramatiza na ficção a situação negativa da experiência, para nela, primeiro, introduzir o valor positivo da vida e para dela, em seguida, extraí-lo enriquecido e explosivo” (SANTIAGO, SILVIANO)
Costa Lima: prisma, obra como um só corpo, feito de múltiplas faceras, na qual o mesmo se torna outro, nele vivendo e sendo visto.
Em suas obras, predominam personagens dilacerados por um mundo que os esmaga, tornando a existência frágil, tênue, que a qualquer momento pode ser rompida, gerando o desconforto.
Não havia como fugir. Os dias que ela forjara haviam-se rompido na crosta e a água escapava. Estava diante da ostra. E não havia como não olhá-la. De que tinha vergonha? É que já não era mais piedade, não era só piedade: seu coração se enchera com a pior vontade de viver.
(LISPECTOR, CLARICE. "Amor", p. 27)
O bonde se arrastava, em seguida estacava. Até Humaitá tinha tempo de descansar. Foi então que olhou para o homem parado no ponto.
A diferença entre ele e os outros é que ele estava realmente parado. De pé, suas mãos se mantinham avançadas. Era um cego.
O que havia mais que fizesse Ana se aprumar em desconfiança? Alguma coisa intranquila estava sucedendo. Então ela viu: o cego mascava chicles... Um homem cego mascava chicles. (p. 21)
Ainda, cabe notarmos que, nos 13 contos que compõem o livro, somente quatro deles não possuem uma protagonista feminina no seu centro:
Uma galinha, A menor mulher do mundo, Começo de uma fortuna e Mistério em São Cristóvão.
Além disso, todos os contos são narrados em terceira pessoa, com exceção de
O jantar.
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