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Sessão 4: Aprendizagem: perspetivas teóricas e processos e etapas psicológicas envolvidas

Formação Pedagógica Inicial de Formadores - Módulo 1
by

Forseguro

on 15 September 2014

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Transcript of Sessão 4: Aprendizagem: perspetivas teóricas e processos e etapas psicológicas envolvidas

Sessão 4
Aprendizagem: perspetivas teóricas e processos e etapas psicológicas envolvidas
O que é a Aprendizagem?
A
aprendizagem
ocorre quando há mudança no repertório das respostas de um organismo:
colocado face a um mesmo estímulo, o sujeito modifica o seu repertório comportamental, cognitivo e/ou afetivo, de forma sistemática, consistente e duradoura.

É pela aprendizagem que adquirimos saberes, desenvolvemos capacidades e competências, ocorrendo uma mudança pessoal;
aprendendo vamos construindo novos comportamentos e novas reações
que vão integrar o repertório do nosso comportamento.

Através da aprendizagem, damos respostas adaptadas às solicitações e desafios múltiplos do nosso quotidiano, promovemos mudanças pessoais e adaptamo-nos às condições do ambiente sempre em mudança, assegurando a flexibilidade do nosso comportamento.
O quotidiano contribui, portanto, para a elaboração de novos modelos de comportamento e desempenha, por conseguinte, o papel de situação da aprendizagem.
PERSPECTIVAS TEÓRICAS DA APRENDIZAGEM
No processo de aprendizagem, as vias pelas quais a modificação de um comportamento ou atitude se manifesta e perdura são múltiplas. Existem diferentes teorias que procuram explicar as diferentes formas que este processo pode assumir:

Perspetiva Comportamentalista;
Perspetiva Cognitivista;
Perspetiva Construtivista;
Perspetiva Humanista.
Características do processo de aprendizagem
:
é um
processo global
porque a sua eficácia implica uma interação real entre os diferentes tipos de saber. Para que haja aprendizagem, é necessário que o formando seja capaz de fazer apelo aos seus conhecimentos, capacidades e valores e que, no contexto de formação, consiga vivenciar um conjunto de experiências passíveis de serem transformadas em novos valores e maiores capacidades. De outra forma, quando algum destes elementos estiver ausente, estamos perante um fenómeno de mimetismo que, por si só, nega a própria essência de aprendizagem.
É um
processo dinâmico
porque a mudança de comportamentos é operacional e observável. Logicamente só existe aprendizagem quando os participantes atuam e interagem. Esta atividade pode ser externa (física), sendo o primeiro indicador de pertença e de reconhecimento da validade dos conhecimentos; pode ser também uma atividade interna (mental, afetiva, social), fundamental para o desenvolvimento da coesão do grupo e consequente legitimação dos parceiros.
O processo de aprendizagem
é contínuo
porque esta é uma das características do ser humano e da construção da sua personalidade. Desta forma a transmissão dos conhecimentos e a sua consequente apreensão implica a satisfação de necessidades do indivíduo recetor. Sejam estas necessidades físicas, biológicas, psicológicas ou sociais, a sua satisfação implica sempre um processo evolutivo.

A aprendizagem
é pessoal.

A aprendizagem deverá ser um processo que caminhe no sentido da complexidade de saberes, habilidades e comportamentos. De qualquer forma, este percurso
deverá ser gradual
para não corrermos o risco de desmotivar os participantes e provocar a sua desistência. Assim, os temas a abordar deverão ser inicialmente simples e ir aumentando lentamente de dificuldade. No mesmo sentido, o apoio prestado aos grupos deverá ser maior no início da formação, decrescendo de intensidade ao longo do tempo.
A aprendizagem é cumulativa
porque os saberes e as atividades se associam no sentido da aquisição de novos comportamentos. Segundo um exemplo já conhecido, o aparelho conceptual dos indivíduos é construído como um puzzle em que cada elemento novo deverá encaixar nos precedentes, criando novas possibilidades de combinação futura.
Perspetiva Comportamentalista (Behaviorista)
Estas teorias focaram sobretudo a relação Estímulo-Resposta e procuraram saber quais as leis que geriam esta díade, considerando apenas uma dimensão da ação humana: o comportamento. O ser humano é assim entendido como uma máquina produtora de respostas em função dos estímulos apresentados.Os comportamentalistas estudaram as variáveis que levam à repetição de um determinado resultado de aprendizagem (um comportamento) e procuraram formas de controlar o meio para alterar esse resultado.Segundo esta teoria, aprender seria acumular associações estímulo-resposta cada vez mais complexas, isto é, respostas passivas a estímulos, pressupondo repetição e exercício.
O que condiciona a ação é a natureza do estímulo e o que a dirige é o reforço. Na sequência de uma resposta e em função do seu resultado, é fornecido um estímulo (reforço) que confere à resposta um efeito agradável ou desagradável. Este estímulo vai aumentar ou extinguir a probabilidade de resposta do sujeito.
Dado que o sujeito constitui um agente passivo no processo, será necessário "forçá-lo" a aprender através da criação de uma situação externa. A aprendizagem é feita por "modelagem" mediante determinados objetivos que se pretendem alcançar. O indivíduo constitui apenas a matéria-prima que vai ser "trabalhada".Para os comportamentalistas, não é suposto o indivíduo conhecer os objetivos da aprendizagem, bem como não necessitamos de conhecer os seus interesses ou necessidades individuais, pois não existe necessidade de os diferenciar.
Principais teorias comportamentalistas
Condicionamento clássico
O condicionamento clássico resulta da transferência de uma resposta associada a um estímulo para um outro que inicialmente não a provocava. É o que habitualmente se designa de "reflexo condicionado", que se traduz numa mudança estável nos padrões de comportamento ou no conjunto de respostas num organismo.
Este tipo de aprendizagem é muito pouco utilizado em formação. É, contudo, muito utilizada na publicidade e constitui uma das formas de aprendizagem que está presente na nossa vida quotidiana. Por exemplo: se fui vítima de um assalto posso sentir medo (resposta condicionada) quando perceciono determinados tipos de pessoas ou determinados locais (estímulos condicionados).
Condicionamento operante
Skinner foi um dos grandes mentores desta vertente da perspetiva comportamental. Ela distingue-se da perspetiva anterior pelo papel que o indivíduo desempenha no processo de aprendizagem (condicionamento).Segundo o autor, o nosso organismo adota certos comportamentos de forma a obter uma determinada resposta. O sujeito opera sobre o ambiente de forma voluntária e com o objetivo de obter satisfação ou evitar o desconforto. Há assim um papel ativo que é desempenhado pelo sujeito.

O processo de aprendizagem pode ser influenciado com base em três tipos de reforços:
Reforço Positivo: nestes casos, o estímulo é associado a consequências benéficas para o sujeito;
Reforço Negativo: quando a situação de partida é adversa para o sujeito e a resposta pretendida restabelece a situação normal.
Punição: neste caso, o estímulo provoca consequências adversas para o sujeito, é habitualmente usada para enfraquecer ou extinguir uma resposta.
Aprendizagem social
Albert Bandura verificou que alguns comportamentos eram aprendidos de uma forma diferente da que era justificada pelos modelos teóricos anteriores. Muitos dos comportamentos aprendidos seriam adquiridos muito mais rapidamente do que seria possível por condicionamento. A única explicação que encontraria seria a de que muitos dos nossos comportamentos e a maior parte das nossas aprendizagens são feitas por observação, isto é, são resultantes da interação e imitação social de um modelo. É através da observação que aprendemos a serrar uma tábua, a cozinhar, a pintar e tantas outras coisas.A aprendizagem por observação implica a modificação do sistema de respostas de um indivíduo, através da observação de uma sequência: aparecimento de um estímulo ao modelo - execução da resposta pelo modelo - reforço pelo comportamento do modelo.O aprendente observa e imita o modelo, adquirindo novas formas de comportamento, novas respostas, que não implicam a imitação do modelo - cópia exata ou reprodução passo a passo, mas antes o desenvolvimento de uma maior variedade de respostas.
Esta teoria coloca a ênfase no indivíduo que deixa de desempenhar um papel passivo, passando a responder aos estímulos em função da interpretação que deles faz.
Implicações da perspetiva comportamentalista na formação

Definir com a maior exatidão possível os objetivos finais da aprendizagem (apesar de não serem dados a conhecer aos formandos);
Proceder a uma análise cuidada da estrutura das tarefas, de forma a determinar os objetivos do percurso;
Apresentar a matéria em sequências curtas, de modo a permitir um melhor condicionamento do sujeito, conduzindo-o através de experiências de aprendizagem positivas;
Criar estímulos capazes de suscitar as reações adequadas às aprendizagens pretendidas; Reforçar as reações pretendidas;
Dar feedback dos resultados de aprendizagem;
Recompensar, retirar a recompensa ou punir, tendo em conta a relação comportamento expresso/aprendizagem pretendida; Treinar os comportamentos aprendidos.

Exercícios de repetição;
Ensino individualizado do tipo programado;
Demonstração/imitação (muitos comportamentos, principalmente os mais complexos podem ser ensinados mais facilmente através da exposição a um modelo que ilustre o comportamento desejado); Memorização


Esta perspetiva teórica apresenta uma tendência a subalternizar o papel do indivíduo que aprende enquanto construtor da sua própria aprendizagem.Dado que, em certa medida, o indivíduo é concetualizado como um ser passivo, que tem que ser “forçado “ no sentido da aprendizagem, o comportamentalismo estimula um modelo massificado de ensino, pressupondo que todas as pessoas aprendem da mesma forma a mesma tarefa (exceção: Bandura). Consequentemente, não contempla estratégias para lidar com as diferenças individuais.Verifica-se também que o funcionamento do reforço nem sempre é satisfatório, uma vez que o mesmo tem diferentes significados e consequências para diferentes pessoas;
Técnicas de ensino mais utilizadas
Análise crítica a este modelo
Princípios básicos aplicados à formação
Perspetiva Cognitivista
Ao contrário dos comportamentalistas, que centraram a sua atenção no comportamento humano, os cognitivistas procuraram estudar os processos cognitivos – o que acontece no cérebro do indivíduo, entre a receção do estímulo e a execução da resposta.O pilar fundamental desta perspetiva parte do princípio que a aprendizagem opera uma mudança na estrutura cognitiva do sujeito ou na maneira como ele percebe, seleciona e organiza os objetos e acontecimentos, atribuindo-lhes significado. A aprendizagem constitui, assim, um processo interno que envolve o pensamento e que, portanto, não é diretamente observável. As mudanças externas e observáveis são resultado de alterações internas, reestruturações mentais ao nível dos significados, emoções e crenças, confundindo-se muitas vezes com o próprio processo de compreensão. Desta forma, podemos dizer que a mudança ocorre primeiro a um nível cognitivo e depois emocional e comportamental.
Esta conceção de aprendizagem pressupõe, assim, que esta se constitua como um processo sistemático e ativo (mais do que meras associações), que resulta de uma necessidade adaptativa do sujeito, na qual este articula a nova informação adquirida com a anteriormente aprendida. Isto é, o indivíduo é construtor do seu próprio mundo e realidade.
Um outro conceito importante avançado pelos teóricos desta perspetiva é o de insight, isto é, a compreensão repentina e intuitiva das relações entre diferentes elementos. A solução para um problema surge de forma súbita, devido a uma alteração na forma como o campo percetivo passa a ser encarado.
Segundo esta perspetiva, na qual se valorizam as diferenças interindividuais, o indivíduo desempenha um papel ativo na aprendizagem, já que integra o significado que este lhe atribui, a interpretação pessoal que faz da realidade. Quanto melhor estiver estruturado o material significativo mais facilmente se aprende.
O processo de aprendizagem implicará assim:
Aquisição de nova informação
que provém de uma nova situação, neste caso é necessário que já tenha adquirido anteriormente informação que lhe permita apreender a nova;
Transformação do conhecimento
, a aprendizagem é essencialmente uma tarefa de atribuição de significado que resulta da forma como é percebida uma situação.
Aprendizagem significativa –
quando há uma integração ou associação dos novos conhecimentos ou experiências na estrutura cognitiva existente, ou seja, há uma relação entre os novos conteúdos e os anteriores, que permite uma assimilação mais rápida.
A
prendizagem mecânica –
refere-se à aprendizagem de conhecimentos que não têm nenhuma relação (ou quase nenhuma) com a estrutura cognitiva já existente. O conhecimento adquirido não estabelece qualquer relação com conhecimentos anteriores, sendo distribuído arbitrariamente.
Perspectiva Cognitivista (cont.)
Implicações da perspetiva cognitivista na formação
Princípios básicos
aplicados à formação
Motivar o sujeito para a aprendizagem, relacionando as suas necessidades pessoais com os objetivos da própria aprendizagem;
Valorizar a experiência anterior, reconhecendo que quer esta, quer a visão pessoal do mundo integram a estrutura cognitiva do sujeito;
Implementar estratégias de ensino-aprendizagem ajustadas ao nível de desenvolvimento do sujeito; Relacionar o novo com o adquirido, estabelecendo conexões entre os conhecimentos e capacidades novos e os que foram adquiridos anteriormente;
Valorizar a compreensão em detrimento da memorização;
Fornecer informações ou pistas e indicar factos que facilitem a compreensão, a organização e a retenção dos conhecimentos;
Promover a experimentação de novos conhecimentos, através da prática de uma série de tentativas variadas e sucessivas que facilitem a transferência e o desenvolvimento de novos conhecimentos, capacidades e competências;
Proceder à sistematização: iniciar cada unidade de ensino-aprendizagem, apresentando conjuntos significativos e descer gradualmente ao pormenor; concluir a exploração de um determinado conteúdo com um esquema-síntese.
Técnicas de ensino
mais utilizadas
Ensino pela descoberta (guiada);Apresentação dos objetivos;Elaboração de sumários e esquemas;Aplicação de questionários orientados para a compreensão; Construção de um momento de motivação antes da abordagem de novos conteúdos em que se irá utiliza conhecimentos e experiências adquiridos previamente;Realização de debates e estudos de caso.
Análise crítica a este modelo
A aprendizagem deixa de ser manifestação de um comportamento expresso e mais uma atribuição de significados, de acordo com a experiência anterior do sujeito que aprende, e estreitamente relacionada com a sua utilização previsível ou os seus fins.Tendo em consideração a perspetiva anteriormente abordada (comportamentalista), o cognitivismo dá maior atenção às particularidades de cada indivíduo, nomeadamente expectativas e estilos cognitivos, considerando que diferentes indivíduos requerem diferentes modos de aprendizagem. Ao estudar as estruturas e os processos subjacentes à aprendizagem, a perspetiva cognitivista tornou possível a criação de condições externas que facilitem este processo. No âmbito do processo de aprendizagem perspetivado pelos cognitivistas o esquecimento e o erro são vistos como momentos do próprio processo, e não como incapacidades. Em todo este contexto também o papel e as funções do formador são concetualizadas de forma diferente. O formador deve facilitar o adquirir de estruturas de conduta e de representações de objetos que permitam agir sobre o meio e/ou sobre as representações que dele temos.
Perspetiva Construtivista
Esta perspetiva fundamenta-se essencialmente na nossa capacidade de construção do conhecimento através da atribuição de significados à nossa experiência. Refletindo sobre ela criamos novos modelos mentais que utilizamos para interpretar a experiência e construir um novo entendimento do mundo. A aprendizagem surge, assim, como o processo de ajustamento das novas experiências aos modelos mentais que vamos construindo.A perspetiva construtivista centra-se, sobretudo, na procura de um sentido. É essencial que o indivíduo se sinta ativo e interessado ao longo de todo o processo. Não importa memorizar e reproduzir o conhecimento ou o sentido atribuído por outros, mas sim que o próprio formando construa um sentido ao longo da aprendizagem.De acordo com a perspetiva construtivista a construção de significado está relacionada não só com a compreensão dos acontecimentos e experiências como um todo, mas também com a integração das partes que constituem essas experiências.
Implicações da perspetiva construtivista na formação
Princípios básicos
aplicados à formação
O formador terá que fazer um esforço no sentido de compreender os modelos mentais criados pelos formandos e os pressupostos que estão na sua base; Uma vez que a aprendizagem é uma constante procura de significado, os conhecimentos e experiências no contexto da formação devem estar relacionados com os significados que os formandos procuram construir; O processo de aprendizagem tem como objetivo a construção de significado para o próprio sujeito, e não a descoberta das respostas que o formador considera corretas; O papel do formador deve consistir, assim, em desafiar os formandos na procura e descoberta dos seus próprios significados.
Técnicas de ensino
mais utilizadas
Técnicas de debate e discussão;Ensino individualizado;Autoavaliação.
Análise crítica deste modelo
O formador deverá procurar promover no formando novos sentidos através da inter-relação dos factos; Para que a experiência tenha sentido, é necessária a compreensão dos factos como um todo e a compreensão das partes integradas no contexto do todo; O processo de avaliação deve ser integrado no processo de aprendizagem; o formando deve receber feedback da sua progressão; As técnicas de ensino são constantemente adaptadas ao feedback dado pelo formando; os formandos são encorajados a analisar e a interpretar a informação; São eliminados os testes de avaliação estandardizados;Maior ênfase no papel do formando na sua própria avaliação - autoavaliação.
Perspetiva Humanista
Esta teoria centra-se no estudo da especificidade do ser humano perante uma determinada tarefa. Segundo esta perspetiva, a aprendizagem é um processo cognitivo, mas o formando cresce e adquire experiência com uma atitude livre, num processo de autorrealização ativo e pessoal. Para que a aprendizagem se dê, é necessária a implementação de um clima social propício ao desenvolvimento do trabalho. É necessário estimular o trabalho em conjunto e o desenvolvimento afetivo do grupo, para assim favorecer a aprendizagem.Para isso, será igualmente necessário que o formando aceite as suas diferenças interindividuais, compreendendo e aceitando realidades diferentes das suas.
Implicações da perspetiva humanista na formação
Princípios básicos
aplicados à formação
Perspetivar a aprendizagem em termos de desenvolvimento da pessoa humana; Centrar a aprendizagem no sujeito e nas suas necessidades, nos seus sentimentos e nas suas motivações; Desenvolver no indivíduo o sentido de responsabilidade no processo de aprendizagem, valorizando as experiências de autoaprendizagem e promovendo a autoavaliação; Realizar atividades e experiências significativas para o sujeito que aprende; Estabelecer relações interpessoais no seio do grupo, baseadas na empatia, criando assim uma atmosfera emocional positiva que facilite a integração das novas ideias e experiências; Ensinar também a sentir e a gerir as emoções e não apenas pensar; Promover a aprendizagem ativa, direcionada para processos de descoberta, autónomos e refletidos; Respeitar o ritmo de aprendizagem de cada indivíduo, elaborando estratégias diferenciadas de ensino/aprendizagem a implementar num mesmo momento, perante o grupo.
Técnicas de ensino
Ensino individualizado; Discussões; Debates;Painéis; Simulações; Jogos de papéis; Resolução de problemas.
Análise crítica do modelo
A teoria humanista apresenta pouca precisão em alguns dos conceitos definidos. Ao privilegiar a autoaprendizagem e autorrealização dos formandos abre demasiado espaço a interpretações subjetivas e caracteriza-se por uma falta de diretividade por parte do formador, que pode originar alguma dispersão e falta de controlo no grupo de formação.Ao mesmo tempo, por dar ênfase à individualidade dos formandos abre espaço a que estes se pronunciem sobre as condições de trabalho e que possam, eventualmente, negociá-las.Esta característica do humanismo proporciona, ainda, ocasiões ao formando para trazer atividades para o grupo, a sua contribuição pessoal, os seus saberes, experiências e dúvidas, evitando assim que ele tenha um papel passivo ou dependente. Os formandos devem poder tomar decisões, mantendo assim a sua integridade pessoal.Outra preocupação desta perspetiva é a organização do trabalho para que as capacidades de todos os membros do grupo possam ser utilizadas. No entanto, isto pode trazer alguma dificuldade na conciliação de diferentes interesses e tempos individuais de aprendizagem.Se o grupo for visto como um "bom grupo" e as condições de trabalho forem satisfatórias, a atividade desenvolvida por cada um nestas situações será vivida psicologicamente como uma gratificação.
Gostaríamos de salientar que existem muitas outras teorias e perspetivas sobre o processo de aprendizagem que defendem um papel mais, ou menos, ativo do indivíduo no processo (ex. teorias do processamento de informação). Aprender pode ser tratar, escolher informação, reunir, estruturar e integrar informações pertinentes em detrimento de outras informações consideradas parasitas ou prejudiciais ao processo de aprendizagem. Mas, muitas destas teorias complementam outras perspetivas e apenas a sua compreensão como um todo permitirá a facilitação do processo de ensino-aprendizagem.
PROCESSOS, ETAPAS E FATORES PSICOLÓGICOS DA APRENDIZAGEM
Modelos de Aprendizagem
Neste tipo de aprendizagem, o formando é sujeito passivo da formação, limitando-se a receber as informações que o formador transmite. É o modelo tradicional de ensino em que a comunicação unidirecional obedece ao modelo do método expositivo.O formador é o elemento estruturador que seleciona, desenvolve e aplica os conhecimentos que julga mais importantes para o grupo que assiste. A atividade dos formandos é puramente para o grupo que assiste. A atividade dos formandos é puramente intelectual e, consequentemente, o seu grau de satisfação bastante diminuto. Apesar destes elementos negativos inerentes ao método, ele não deve ser colocado de parte, na medida em que grupos heterogéneos e altamente competitivos se recusam, regra geral, a interagir e a expor os seus pontos de vista.

Ao contrário do modelo anterior, nesta forma de aprendizagem, o papel do formando é fundamental. É ele que através da sua experiência e na troca de opiniões com os restantes elementos do grupo descobre os conceitos e constrói raciocínios e, logicamente, retira as conclusões que considera mais pertinentes.Neste caso, o formador deverá dominar os procedimentos inerentes ao método ativo e funcionar como um animador e moderador do grupo. Se levarmos em consideração o facto de todos os indivíduos terem ritmos de aprendizagem diferentes e admitindo que o próprio indivíduo poderá ter oscilações de ritmo ao longo do processo formativo, concluímos que o grau de dificuldade para o formador é bastante mais elevado.
Aprendizagem por ação
Aprendizagem por receção
Modelo Hierárquico de Aprendizagem
Este modelo estabelece a existência de 8 hierarquias ou tipos diferentes de aprendizagem, para assim explicar as capacidades mais básicas. Defende que cada aprendizagem é um pré-requisito para novas aprendizagens e que é possível desenvolver capacidades diferentes em simultâneo ou utilizar vários tipos de aprendizagem para a mesma tarefa.
As oito hierarquias definidas para este modelo são:
Aprendizagem de Sinal: aprendizagem de uma resposta geral e difusa a um sinal. Ex: piscar os olhos quando se ouve um ruído.
Aprendizagem de Estímulo - Resposta: aquisição de uma conexão precisa entre um estímulo preciso e uma resposta. Ex: travar com o semáforo vermelho.
Encadeamento: aprender a estabelecer um encadeamento entre dois ou mais estímulos-respostas. Ex: reconhecer palavras escritas pelo som.
Associações Verbais: aprender a ligar palavras, neste processo de aprendizagem as palavras funcionam como um estímulo que permite combinações que funcionam como resposta. A linguagem fornece a base para estas ligações implícitas. Ex: a partir de palavras escritas, reconhecer uma frase.
Discriminações Múltiplas: aprender a discriminar estímulos semelhantes e a responder de diferentes maneiras.Aprendizagem de conceitos: respostas de classificação de grupos de objetos, factos ou ideias.
Capacidade para lidar com o semelhante e com o diferente
.Aprendizagem de Princípios Gerais: aquisição de uma compreensão de proposições, relacionando dois ou mais conceitos de modo a que A... então B.
Resolução de Problemas: envolve a capacidade de pensamento: combinação de dois ou mais princípios para chegar a uma solução única.
Modelo do Processamento da Informação
O modelo do processamento da informação compara o funcionamento dos programas de computador (software), que são basicamente formados por conjuntos de instruções para o tratamento de símbolos, ao funcionamento da mente humana. Isto por que ambos recebem e processam grandes quantidades de informação, manipulando-as, armazenando-as e recuperando-as. Assim, a capacidade de armazenar informação por parte do computador é associada à memória humana, e os códigos de programação, à linguagem.Após a receção do estímulo, este modelo concebe o processamento da informação em três etapas:

1) Esta etapa tem lugar num sistema de armazenamento sensorial que retém, por um curto espaço de tempo, uma réplica do estímulo. Requer atenção por parte do indivíduo.2) Ocorre na Memória a Curto Prazo, que consiste na memória ativa, em que a informação é transformada numa representação simbólica e abstrata. Se esta informação for ensaiada ou experimentada, conduz- nos à etapa seguinte.3) Nesta etapa verifica-se que a forma codificada dos estímulos tanto pode ser categorizada e armazenada na Memória a Longo Prazo, como pode ser rejeitada ou perdida na memória ativa.
Modelo de Ausubel
A base da teoria de Ausubel parte do princípio de que a aprendizagem pode ser significativa, isto é, o sujeito aprende melhor quando integra a nova informação com os conhecimentos já adquiridos. Esta aprendizagem implica que a descoberta se faça do mais geral para o mais específico. Segundo Ausubel, começamos por aprender os conceitos mais abrangentes, pois estes servirão de base para a integração dos mais específicos.Este modelo apresenta-nos vários tipos de aprendizagem, considerando a articulação de dois processos (ou eixos):Intencionalidade da Intervenção dos Processos Cognitivos: de acordo com este processo, toda a aprendizagem requer a intervenção de mais ou menos processos cognitivos;
Tipo de Atividade: de acordo com este processo, a aprendizagem requer um certo tipo de atividade, que pode ir desde a simples receção à descoberta.
a)  Aprendizagem por receção: Aquela em que todo o conteúdo é apresentado ao formando sob a forma final, esperando-se que este apenas interiorize ou incorpore o novo material. b)  Aprendizagem por descoberta: Aprendizagem em que o conteúdo essencial do que vai ser aprendido não é dado, mas sim descoberto antes de ser significativamente incorporado na estrutura cognitiva do aluno. O formando recorda melhor quando é ele próprio a descobrir a aprendizagem. Organiza a aprendizagem segundo o seu próprio ritmo, motivação e estilo pessoal, constituindo um processo relacionado com fatores emocionais e motivacionais. A aprendizagem por descoberta valoriza o exercício de um pensamento intuitivo, isto é, o antecipar hipóteses sem ter todos os dados, explorando, correndo alguns riscos, procurando uma compreensão imediata, desenvolvendo atitudes críticas e criativas. c)  Aprendizagem automática: Este tipo de aprendizagem ocorre quando a tarefa consiste em estabelecer associações puramente arbitrárias e quando falta ao formando o conhecimento prévio necessário para tornar a tarefa relevante e significativa. d)  Aprendizagem significativa: Ocorre quando a tarefa implica relacionar de forma não arbitrária e não linear a nova informação com outras com que o formando esteja já familiarizado. Existe aqui uma forte intervenção dos mecanismos cognitivos mais complexos. Estes constituem alguns modelos de aprendizagem que fazem intervir diferentes capacidades e exigem diferentes respostas, bem como diferentes processos cognitivos.Torna-se fundamental que o formador conheça estes processos, de forma a otimizar o processo de aprendizagem do formando e o processo de formação.
Modelo Instrucional de Gagné e Briggs
Este modelo consiste num sistema de organização e de comunicação, o sistema instrucional, que requer uma planificação minuciosa, flexível e criteriosa e prescreve o ensino individualizado ou em grupo.Enfatiza a importância do formador enquanto elemento chave na execução e controlo do programa. Este sistema compreende nove etapas, organizadas em três fases distintas:
1ª Fase – Pré-ensino
a) Relevância (Obter atenção)
b) Apresentar os objetivos
c) Estimular a recordação de aprendizagens anteriores
2ª Fase – Ensino-aprendizagem
d) Apresentar informações/instruções
e) Orientar o ensino-aprendizagem
f) Orientar o ensino-aprendizagem
e) Dar feedback
3ª Fase – Pós-ensino
h) Avaliar o desempenho
i) Aumentar a retenção e a transferência
Fatores que podem influenciar a aprendizagem
Os diferentes tipos de aprendizagem requerem processos cognitivos diversos, pressupõem diferentes capacidades e exigem níveis de resposta diferenciados.Percebemos também que o conhecimento dos processos cognitivos envolvidos na resolução de diferentes tarefas de aprendizagem contribui fortemente para que o formador otimize o seu trabalho, ajudando-o a selecionar os tipos de aprendizagem mais úteis e ajustados aos objetivos pretendidos e a criar condições de aprendizagem que facilitem a realização das tarefas.Por outro lado, este conhecimento permite ao formando encontrar, ele próprio, as estratégias e soluções mais adequadas a cada tarefa de aprendizagem.Importa, assim, termos em atenção a sistematização dos diferentes processos de aprendizagem implicados quer nos domínios, quer nos objetivos que os orientam.Nesta sistematização as tarefas de aprendizagem são divididas em termos de domínios da aprendizagem, que analisamos no ponto anterior. Queremos, no entanto ressaltar que estes domínios não se excluem entre si, sendo que o desenvolvimento de um pode pressupor o desenvolvimento dos outros. Neste sentido torna-se importante que o formador tenha conhecimento de qual o domínio predominante, tendo em atenção os objetivos de aprendizagem definidos.
Fatores internos
Fatores cognitivos
Fatores cognitivos
Fatores biológicos
Fatores socioculturais
Fatores externos
Motivação
Actividade
Conhecimento dos objetivos
Conhecimento dos resultados
Reforço
Domínio dos pré-requisitos
Estruturação
Redundância
Progressividade
PSICOLOGIA DA APRENDIZAGEM: PEDAGOGIA, ANDRAGOGIA E DIDÁTICA
Pedagogia e Didática
A Pedagogia é considerada como a ciência que estuda as técnicas de educar, enquanto a Didática se dedica ao estudo das técnicas de ensinar.A Pedagogia tem uma longa história, sendo que aquelas que são aceites como primeiras referências remontam a estudos na época de Platão e Aristoteles. A necessidade da sua existência nasce da falta de definição do seu próprio objeto de estudo – a educação. Como ciência particular, desmarcando-se da Teologia e da Filosofia, a Pedagogia afirma-se a partir do século XIX.
Ao ocupar-se com o estudo sistemático da educação e das práticas educativas, a Pedagogia apresenta quatro categorias que interagem entre si: a escola, a família, a comunidade e a convicção.Por seu lado, a Didática, apesar de já ter sido referida pelo alemão Wolfgang Ratke, surge como uma nova área de conhecimento com a publicação da obra “Didática Magna” de Comenius. Mas só no século XX, após muitos estudos e questionamentos, é assumida como uma ciência particular.
A educação é uma situação determinada, num momento espácio-temporal definido, que tem como objetivo a transmissão de conhecimentos, isto é, um processo ensino-aprendizagem. Já a didática visa os meios e fins utilizados nesse mesmo processo de ensino-aprendizagem, com vista à sua eficácia e eficiência. Ao estudar o “O quê?”, “Como?” e “Para quê?” do processo de ensino, a didática visa promover/melhorar a relação entre o formando/aluno e os conteúdos que se pretende ensinar-lhe. Ou seja, cabe à didática encontrar os meios mais produtivos para conduzir o indivíduo à aprendizagem.
A didática está, por isto, intrinsecamente, ligada à pedagogia, mas implica uma intencionalidade e planeamento no que diz respeito ao processo de ensino-aprendizagem.A didática pode ser dividida em didática geral – vertente que se ocupa do estudo de qualquer tipo de ensino, para qualquer aluno/formando; e a didática especial – que analisa os problemas particulares de cada aluno/formando e/ou disciplina, e procura soluções para resolvê-los.
Pedagogia e Andragogia
De uma forma geral, podemos dizer que a Pedagogia tem por objeto o estudo e a reflexão sobre o processo educativo, a Andragogia remete para o contexto educacional do adulto, que decorre de forma continuada, ao longo da vida.Um profissional que exerça a sua atividade na área da Pedagogia terá funções relacionadas com a docência, a produção de conhecimentos na área da educação, e a gestão de processos educativos (escolares ou não-escolares). Neste sentido irá atuar no âmbito da docência infantil, da gestão educacional e na coordenação, acompanhamento e avaliação de projetos pedagógicos e de produção e divulgação de conhecimento científico na área educacional.

No âmbito da Andragogia, o estudo do contexto educacional de adultos resultou na definição de alguns princípios que passamos a listar abaixo:

1. O adulto aprende desde que esteja ativo e motivado; Os métodos utilizados devem obrigar à implicação total do indivíduo no processo de aprendizagem (aprender fazendo);
2. O adulto possui uma experiência de vida rica que, devidamente aproveitada lhe permite aprender novas informações;
3. O adulto precisa de saber os motivos da aprendizagem e não aprender por aprender;
4. O adulto é autónomo, independente e rico, pelo que tem o poder de aderir ou não à formação;
5. Orientação para a aprendizagem: a aprendizagem/formação para o adulto tem essencialmente como objetivo resolver problemas do seu quotidiano (pessoais, profissionais).
Em formação, é necessário ter em consideração as características individuais de cada adulto e as suas diferentes histórias de vida. O formador deverá ter em conta a história de vida do formando, a sua vivência pessoal, o contexto social no qual se integra e o seu percurso profissional. A forma como o adulto vai integrar e fazer uso da sua vivência pessoal ao longo do seu processo de formação vai permitir compreender esse mesmo processo.O ambiente de uma formação de adultos deve ser de sucesso pois, normalmente, estes possuem uma menor resistência ao fracasso do que os jovens. O grau de dificuldade das atividades ou exercícios propostos deve ser desafiante; contudo se for excessivamente alto pode provocar frustração, se o formando não conseguir cumprir com os objetivos, principalmente tratando-se de um adulto.
As competências profissionais podem ser adquiridas através de formação presencial ou à distância, em espaços próprios ou em contextos de trabalho e no âmbito da vida profissional e pessoal. Há uma multiplicidade de meios e formas de participar em formação profissional, o importante é que independentemente da opção, o resultado seja inequivocamente reconhecido e validado.

Genericamente, poder-se-á dizer que a formação de adultos terá como principais finalidades:

O aperfeiçoamento de conhecimentos;
O aumento de aptidões no posto de trabalho;
A mudança de atitude;
A mudança de comportamentos.

Ao contrário da formação dos primeiros anos de vida, em que o professor controla todo o processo educativo, na formação de adultos há uns quantos princípios próprios e genéricos - quer estejamos na presença de formação contínua, quer de processos de escolarização. Ou seja, enquanto no modelo pedagógico é o professor quem decide o que é aprendido, na hipótese andragógica o aprendente ocupa uma posição central.
Pedagogia diferenciada e diferenciação pedagógica: Diferenciar porquê?
A diferenciação pedagógica tem por objetivo adequar as diferentes formas de ensinar, aos diferentes estilos de aprendizagem, procurando identificar e valorizar as competências mais positivas de cada aluno/formando.

Implica que o formador recorra a diferentes estratégias e materiais, no sentido de conduzir os formandos à aprendizagem. Desta forma, ela contempla os processos, e acontece num ambiente de aprendizagem transparente, no qual se identificam e explicam as aprendizagens, para que os formandos definam os seus próprios meios de adquirir os conhecimentos e alcançar os objetivos.
No limite podemos afirmar que o objetivo da diferenciação pedagógica é o alcance do sucesso formativo para todos, considerando a sua individualidade.Inerentes a esta diferenciação temos vários princípios, entre os quais:
A criação de um espaço que privilegie a diferenciação das situações de ensino e aprendizagem, pela flexibilização dos materiais, metodologias e formas de ensino; A existência de uma avaliação contínua das necessidades de aprendizagem dos alunos/formandos; A flexibilização dos grupos de trabalho, que vai gerar diferentes oportunidades de aprendizagem; A criação de atividades e propostas de trabalho aliciantes e adequadas às suas necessidades de aprendizagem; A criação de um ambiente cooperativo e colaborativo quer entre formador/professor e alunos/formandos, quer entre o grupo em formação, no sentido de beneficiar o processo de aprendizagem.
Desta forma, podemos dizer que a
diferenciação pedagógica
é:
Rigorosa –
implica que o formador seja capaz de desafiar os formandos a se superarem; que reconheça a sua individualidade; e que seja capaz de estabelecer objetivos realistas.
Relevante –
foca-se em aprendizagens necessárias e úteis aos formandos.
Flexível e variada –
permite uma adaptação quer das atividades a realizar pelos formandos, quer da forma como estas se podem desenvolver, possibilitando que os próprios formandos intervenham nesta escolha.
Complexa –
desafia os formandos a pensar de forma ativa e criativa sobre os conhecimentos que estão a adquirir.
Existem três tipos de diferenciação pedagógica:

1
. Diferenciação institucional:
ao nível do sistema educativo ou das escolas e instituições de formação (macroestrutura);

2.
Diferenciação externa: a
o nível dos currículos alternativos, apoios pedagógicos ou formas alternativas de organização da escola (mesoestrutura);

3.
Diferenciação interna: ac
ontece na sala de aula implica o desenvolvimento de atividades adaptadas às suas dificuldades ou necessidades de aprendizagem (microestrutura).
A relevância da diferenciação pedagógica reside, em grande medida, no facto de a predisposição, motivação e atenção para a aprendizagem parecerem aumentar quando os formadores têm a capacidade de distinguir as características de cada formando, e ensinar considerando essa individualidade (Grave-Resendes & Soares, 2002).

Desta forma, o formador deve estar atento a aspetos que podem contribuir para a individualidade dos seus formandos. Os fatores que podem influenciar as diferentes formas de aprendizagem e que podem estar presentes num grupo de formação heterogéneo são: capacidades cognitivas, estilos de aprendizagem, adaptação a novos conteúdos, fatores socioeconómicos e familiares, ritmo de aprendizagem, influências de género, influências étnicas e culturais, valorização da aprendizagem e confiança na aprendizagem.
C
oncluindo, não queremos, com tudo isto, dizer que o objetivo da diferenciação pedagógica é gerar um ensino individualizado. A diferenciação pedagógica caminha no sentido da criação de um contexto favorável à aprendizagem, considerando quer as diferenças individuais dos formandos, quer as características de cada grupo de formação ou turma.
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