Loading presentation...

Present Remotely

Send the link below via email or IM

Copy

Present to your audience

Start remote presentation

  • Invited audience members will follow you as you navigate and present
  • People invited to a presentation do not need a Prezi account
  • This link expires 10 minutes after you close the presentation
  • A maximum of 30 users can follow your presentation
  • Learn more about this feature in our knowledge base article

Do you really want to delete this prezi?

Neither you, nor the coeditors you shared it with will be able to recover it again.

DeleteCancel

POESIA DE VANGUARDA IBERO-AMERICANA E A ANIMAVERBIVOCOVISUALIDADE

novas formas de expressão na criação literária, da intersemiose ao videopoema Antonio Miranda Universidade de Brasília  
by

Antonio Miranda

on 9 September 2015

Comments (0)

Please log in to add your comment.

Report abuse

Transcript of POESIA DE VANGUARDA IBERO-AMERICANA E A ANIMAVERBIVOCOVISUALIDADE

POÉTICAS DE VANGUARDAS
resistências e dissidências
UNIVERSIDADE FEDERAL DE MATO GROSSO


Homenagem a Wladimir Dias-Pino
Cuiabá, MT, 9 a 11 de setembro de 2015


POESIA DE VANGUARDA IBERO-AMERICANA E A ANIMAVERBIVOCOVISUALIDADE: novas formas de expressão na criação literária, da intersemiose ao videopoema


Antonio Miranda
Universidade de Brasília

LÍRICA DO CIBORGUE
E. M. de Melo e Castro

o ciborgue habita
debaixo da tua pele

pouco a pouco
ele toma conta
de todos os teus
sentidos e não sentidos

(...)
eles inauguram
os movimentos
que são teus pensamentos


1. INFOPÉTICA E COMPLEXIDADE

Existirá uma poética do complexo,
ou a complexidade é em si própria, uma nova poética
que sempre esteve entre nós, mas que os computadores conseguiram revelar,
tal como aconteceu com os “atratores estranhos” de geometria não euclidiana fractal criada por Benoit Mandelbrot?

“a poética exige níveis objetuais do fazer,
enquanto a complexidade é do domínio conceitual.

No entanto, ambas são categorias diferenciadas,
mas indissociáveis do conhecimento e das manifestações comunicativas.
Digamos então que
a poética é um fazer,
enquanto a complexidade é uma condição ou estado de energia.

Mas quando essa energia é a própria matéria do fazer poético, como no caso da infopoesia e das poesias digitais, então a complexidade torna-se uma
poética das transformações
só probabilisticamente previsíveis.”

( E. M. DE MELO E CASTRO, p. 10-11)


trilhões das tuas células
serão sutilmente alteradas
e as funções
dos teus órgãos
serão novas
quando
já não terás
um só eu
mas vários eus
que nem sequer
serás
é com eles
que para sempre
viverás
para além do óbvio
Homo Sapiens Ciborgue
irmão de mim próprio

A
LOGOPÉIA
deriva do grego logopeía, “criação de palavras”, e
traduz a capacidade de combinação da forma e do conteúdo das palavras
com o objetivo de obter a obra sublimada pela beleza estética.

INFOPOESIA – E. M. DE MELO E CASTRO
“Uma sabedoria que reinventa e renomeia tudo aquilo que produz ou em que toca: POESIA, TRANSPOESIA, REPOESIA.



A AVE, de WDP !!!!!!




Os três modos retóricos que Ezra Pound, em ABC of Reading (1934), definiu para “carregar de energia” a linguagem poética,
visam criar uma espécie

de semiótica para os registros possíveis da linguagem poética
dominada por todas as formas de criação.



MELOPEIA, FANOPEIA E LOGOPEIA

A
MELOPÉIA
é, na sua origem grega melopoiía
(«composição de cantos líricos»),
a arte de musicar a poesia.

A
FANOPÉIA
traduz
o poder visual da imagem
("throwing the object (fixed or moving) on to the visual imagination", nas palavras de Pound); é particularmente significativa na poesia visual chinesa.

A
INFOPOESIA
, ou seja, a poesia produzida com instrumentos informáticos que é já agora uma possibilidade, ao se instalar na realidade virtual,
equaciona as ainda algo enigmáticas relações
da interação homem-máquina.

Interação que
diluindo a noção de autor, ao mesmo tempo a potencia,
agora de uma forma exponencial, nas suas capacidades criativas e críticas. É que as imagens assim produzidas, ou seja, os infopoemas, ao atingirem graus de complexidade estrutural e perceptiva de outro modo impossível de alcançar, representa uma virtualização de virtualização (...)” E. M. DE MELO CASTRO


As teorias mais recentes das áreas de informação e comunicação anunciam para esse início de século, o que já foi prenunciado na filosofia e na matemática:
o aperfeiçoamento de nossa percepção das diferentes
possibilidades de combinação entre elementos (registros)
. INTERSEMIOSES.

Paulo Leminski (1944-1989) que “aqui muitos/vários códigos interpenetram-se produzindo híbridos que são os mutantes da qualidade nova”;
através da intersemiose,
cruzam-se “outras linguagens, outros códigos, outros recursos, outros meios” .


“Existem atualmente 460.000 palavras na língua portuguesa (sendo a maior parte delas rótulos de conceitos) e elas
podem ser combinadas para formar um número infinito de proposições.
Embora muitas combinações de palavras possam não ter sentido, ainda temos a possibilidade
de criar um número infinito de proposições válidas e significativas.
Jamais faltarão novas ideias para poetas e romancistas se expressarem de novas maneiras” (NOVAK). Houaiss dicionarizou 400.000 palavras da língua portuguesa.

BENTO TEIXEIRA – POEMA BARROCO








DA NIRHAM EROS (pseud. ANTONIO MIRANDA)
Exemplo: VERBI – VISUAL

AUGUSTO DE CAMPOS / JULIO PLAZA
verbi voco visual tridimensional.
“voco” em sentido recursivo, mental.

GUILHERME MANSUR
“ideograma verbal”

ANIMAVERBIVOCOVISUALIDADE

A
AV3
é um tipo de linguagem que se apresenta por meio da
convergência tecnológica
complementada pelo
hibridismo de formatos e registros
e que desperta uma ação criativa integradora de sentidos.

AV3, Hibridismo e Convergência Tecnológica

A AV3 surge nas redes telemáticas e a partir de seus dispositivos e de nossa percepção buscará na rede prismática de ideias, uma combinação possível de seus múltiplos formatos. No processo de comunicação em AV3
autores combinarão cognitivamente conteúdo e forma
e poderão
processar registros e comunicá-los numa
arquitextura multidimensional.



Paulo Leminski (1944-1989) que
“aqui muitos/
vários códigos interpenetram-se produzindo híbridos
que são os mutantes da qualidade nova”; através da intersemiose, cruzam-se “outras linguagens, outros códigos, outros recursos, outros meios” .

A AV3 surge nas redes telemáticas e a partir de seus dispositivos e de nossa percepção buscará na
rede prismática de ideias, uma combinação possível de seus múltiplos formatos.
No processo de comunicação em AV3 autores combinarão cognitivamente conteúdo e forma e poderão processar registros e comunicá-los numa arquitetura multidimensional.


TEMPLO PODER, de ANTONIO MIRANDA
A linguagem combinatória da AV3 aciona assim a organização de compostos derivados das estruturas convencionais de texto, imagem e som para transformá-las em novas estruturas, conciliando suas diferenças em possibilidades concretas de informação e sentido.

Antes havia a intenção da
"integração das artes"
(Bauhaus). Mas a tecnologia era limitada, como acontecia na inter-relação do texto, som e imagem. A verbivocovisualidade dos poetas concretistas é um exemplo dessa limitação. Mesclando texto, som e ilustração, o texto sugeria ou formava a imagem — a geometrização do verso e sua ideogramação.










DESEMBARQUE
ANTONIO MIRANDA

Jorge Luis Borges: “geometrização do poema”


A atividade de “
amalgamar
” elementos parece mais fácil. É possível mesmo harmonizar texto, som e imagem
pela convergência tecnológica do processo digital.
E se o(s) criador(res) e autor(es) souber(em) valer-se desse recurso, pode(m) alcançar a
ânima
, ou seja, à (dupla) relação da
poiesis
(elemento estético, criativo) e o da
animação
" dos elementos da composição mediante a tecnologia. Arriscaríamos dizer que, em certo sentido, o termo
anima como a alma dessa relação intersígnica.

CLEMENTE PADIN – URUGUAI
A
arquitextura
é compreendida finalmente como uma combinação estética dos elementos criativos, movidos em “anima”, compondo uma mensagem única, na
relação intersígnica
defendida por Philadelpho Menezes.

A AV3, como pretendemos,
permite a poiesis e
a virtua, a criação e sua virtualização,
combinando fatores estéticos e éticos em composições híbridas
de alcance ilimitado em termos expressivos: a animaverbivocovisualidade; que acontece no campo digital, mas que
também pode associar-se a elementos físicos,
nas expressões artísticas e científicas: performances, projeções sobre objetos, “instalações urbanas”, sons e até tato e olfato...






FERNANDO AGUIAR (Portugal)


O
hipermodernismo
marca uma nova era nas comunicações e acesso à informação, considerando que o
pós-modernismo
terminou no século passado e levou consigo antigos métodos de organização e tratamento de informação, sejam eles aplicados ao contexto científico, artístico ou na literatura e nas práticas criativas ainda sem um planejamento de amálgamas multissensoriais na arquitextura aqui anunciada.

Vale dizer,
criando simulações e alternativas de comunicação fora dos padrões convencionais,
para estimular de forma mais integrada os sentidos humanos. Nessas situações
é preciso treinar o olhar e a percepção
para a assimilação dos conteúdos.

“O poeta inscreve, modela, geometriza, diagrama sobre a superfície plana da página, dos muros, da tela ou parte para suportes mais amplos como o disco sonoro, o cinema e o vídeo, e à publicação digital, com recursos multimídia e holográficos... agora vale tudo no processo de criação e expressão...” (Miranda, 2013).


É PEIRCE quem nos fornece as bases para um entendimento efetivo dos diversos códigos (ou semias: sistemas de signos) e suas relações.
Partindo sempre do ícone,
o signo da atividade criadora, seja ela artística ou científica.

Na semiologia a iconicidade é a propriedade que tem o signo icônico de representar por semelhança o mundo real.

SEMIOSE – além da representação... semiotifixação

















GILBERTO MENDONÇA TELES


Quem avança na discussão da
interrelação necessária entre arte e ciência,
buscando estimular a academia a pensar seu processo criativo, é o físico
Roland de Azevedo Campos.







Convencido de que
não há ciência sem o recurso da arte e não deve haver arte sem o apoio da ciência e da tecnologia,

no livro “Arteciência – Afluência de Signos Co-Moventes (2003), o autor leva o leitor a percorrer estes espaços de convergência científico-poético-músico-pictóricos.

Segundo Campos é o que ocorre quando ideias/fórmulas físico-matemáticas coparticipam de poemas, ou quando imagens poéticas percorrem e inspiram tópicos da física. Essa transemiose oxigena e adensa os conteúdos.

3. O AV3 E A TEORIA DO CONHECIMENTO OBJETIVO

Devemos invocar a
Teoria do Conhecimento Objetivo
, de Karl R. Popper, para entender o espaço da AV3. Popper, em sua teoria, identificou três mundos:

1 – o mundo físico,
que “distinguimos em corpos animados e inanimados e que também contém estados e eventos especiais, como tensões, movimentos, forças, campos de força”;

2 – o mundo metafísico,
das “vivências conscientes e, presumivelmente, de vivências inconscientes”;

3 –mundo do conhecimento registrado,
“dos produtos objetivos do espírito humano, originários da ação do mundo 2”.










KARL R. POPPER



Ou seja, a materialização ou
coisificação do conhecimento
mediante sua inscrição (ex. livros) “que
consiste em atos linguísticos, que são também coisas físicas, processos que se efetuam no mundo 1”.

Devemos reiterar que, neste caso, sempre existe uma base física — que chamamos de suporte — e a
mensagem
disposta no
processo comunicativo.







RODOLFO FRANCO

O conhecimento digitalizado, no século passado, apenas começava sua virtualização pela computação, em certa medida limitada às letras e números, signos e símbolos de representação, no processo convencional de registro. Atualmente, porém, os avanços tecnológicos permitem a amálgama de textos, imagens e sons
mediante a convergência tecnológica e sua algoritimização.

Em etapa mais avançada da exposição, Popper (p. 39) já considera “a parte imaterial, o lado imaterial do mundo 3”, reconhecendo um impacto sobre a nossa consciência.
Ou seja, a
criação de outra realidade,
produto da criatividade e da sensibilidade. Agora com mais recursos à disposição de artistas e cientistas, e até mesmo de qualquer pessoa que deseje ingressar no processo criativo, aberto pela democratização dos meios de informação e comunicação.


A partir dos conceitos de Pierre Levy,
o virtual não se opõe ao real.
O virtual é sempre uma potência,
uma possibilidade do ser, da entidade concebida no mundo 2, anterior à sua realização no mundo 3.

E o registro no mundo do conhecimento objetivo
requer meios e capacidades de inscrição,
cujos recursos vêm se expandindo com o avanço das teorias, das metodologias e das tecnologias ao alcance dos criadores, mas que também dependem de sua capacidade intelectual
(mundo 2).

O processo de virtualização sendo uma “heterogênese, um devir outro, processo de acolhimento da alteridade”, entendendo heterogênese como a variação na concepção e expressão, ou seja,
as diferentes maneiras de manifestação de uma ideia.

Em suma,
a inscrição depende da anima (alma) do criador e dos recursos ao seu alcance no processo criativo (poiesis),
ou seja, uma ideia pode expressar-se de diferentes maneiras, mais ou menos eficiente conforme as faculdades e condições do criador, sujeitas a críticas, refutações e transformações.


BLACK & WHITE
Antonio Miranda (poema)
Alexandre Rangel (webdesign)
Leitura compreendida como um ato que surge da mediação,
ato de decifrar signos que traduzem uma linguagem.
Não se trata apenas de entender (ler) o mundo pelo prisma de um autor (ou autores), mas também captar essa linguagem que se expressa através de signos (em registros) e que pode tornar fluida a ação comunicativa.

Leitura também como processo dinâmico de aprendizagem, construída pela definição de padrões e códigos (...) Essa intimidade do leitor agora integra um espaço de “
convivência virtual
” onde os internautas e seus pares compartilham experiências e saberes para
além dos espaços convencionais.


JAUME PLENSA [Espanha]
É a
comunicação extensiva,
um processo que avança com a instrumentalização de sistemas abertos, cooperativos e de compartilhamento de dados:

“É a interação de emissores e receptores com uma
lógica hipertextual
, pontual e objetiva em suas metas, mas efêmera, sem estoques e em constante mutação. É
um entrelaçamento de pessoas e de ideias em sistemas complexos
que tentam responder sincronicamente às demandas de seus usuários” (Simeão, 2006).

“DÚVIDA” - FERNANDO DAVIDOVITSCH
4. O AV3 e a HIPERTEXTUALIDADE

A hipertextualidade, segundo Simeão (2006) pode ser compreendida como a
possibilidade da interconexão de conteúdos múltiplos.
A principal característica deste indicador é o direcionamento intertextual construído por meio de links conceituais.


5. O AV3 e a HIPERMIDIAÇÃO

A hipermidiação é a combinação da informação em suas múltiplas dimensões.
Texto, imagem e áudio são utilizados na construção do conteúdo numa lógica discursiva não linear
que obedece aos comandos do usuário.
Há, de fato, operacionalmente, uma preocupação estética de construção, mas distingue-se da anterior por concentrar-se na capacidade de promover a construção de conteúdos em bases meta-textuais.

6. O AV3 e a INTERATIVIDADE

Compreendida como a possibilidade de
diálogo entre o usuário (interpretante) e os sistemas;
e de usuários entre si por meio de sistemas com ferramentas que promovem um contato temporário ou permanente, respondendo também dúvidas sobre o sistema e sua utilização, seus produtos e serviços de informação.

A principal característica deste indicador é a interação do sistema com seus usuários, sejam eles emissores ou receptores,
fundamental no processo de ensino-aprendizagem.


Algoritimização versus parametrização
como uma permanente necessidade de vinculação dos conteúdos a uma lógica computacional.


Nesse contexto, a ciência progrediu porque há
uma dialógica complexa permanente
(E. Morin) e a regulação se dá pelo diálogo. Esse relacionamento também comporta a ideia de que os antagonismos podem ser estimuladores e reguladores. Lembrar as “conjecturas e refutações” da Teoria do Conhecimento Objetivo, de Karl Popper.


7. O AV3 e a HIPERATUALIZAÇÃO

Atualizar é alterar,
mudar para agregar valor.
E esse é o principal objetivo
das atualizações nos sistemas automatizados que processam as informações atuais.

... provocando aceleração do obsoletismo do registro original ou seu descarte. Em cada nova versão são introduzidas alterações não só nos conteúdos dos registros, mas na sua estética e conformação:
Chamamos de hiperatualização em tablets a
atualização em tempo real
, nos moldes da internet, para todo o conteúdo disponível e com alta frequência ao longo do dia. (BOTÃO, 2013)

Segundo o teórico de Henri Bergson e Maurice Halbwachs, a memória social vem
migrando de uma concepção individual para uma composição coletiva,

modelada pelas tecnologias digitais.


8. O AV3 e a MOBILIDADE

Mobilidade é a
possibilidade de transmitir e receber conteúdos em dispositivos portáteis
e também facilmente ajustados ao perfil e contexto de uso, por meio de ferramentas a aplicativos (APPs) configurados pelo usuário e que ampliam e agregam valor ao dispositivo (móvel).

Na Educação, complementando o conceito de e-learning, surge o m-learning
, como um sinal claro de que a tecnologia feita para a
construção de conteúdos de educação à distância se alinha aos dispositivos das novas gerações, exigindo estratégias pedagógicas diferenciadas e recursos tecnológicos específicos.

Com as vantagens das diferentes possibilidades ergonômicas de cada dispositivo.


9. O AV3 e a UBIQUIDADE

A ubiquidade na teologia é a faculdade divina de estar concomitantemente presente em toda parte (HOUAISS). Com essa perspectiva, e com o apoio das tecnologias, também temos o
poder de estar ou existir concomitantemente em todos os lugares.
No mesmo conceito aponta-se também a grande rapidez com que se domina um espaço, seja pelo monitoramento ou mesmo pela possibilidade de incorporá-lo como domínio.

O etnólogo e antropólogo francês Marc Augé em seu livro “Não-lugares” de 1995, cunhou o termo "
não-lugar
" para se referir a
lugares transitórios
que não possuem significado suficiente para serem definidos como "um lugar", por exemplo, um quarto de hotel, um aeroporto ou supermercado, um avião em movimento, etc.

De Antonio Miranda
O disponível estava fisicamente limitado ao local de armazenagem, enquanto no mundo digital o
disponível torna-se ubíquo e múltiplo, acessível de qualquer lugar
,dependente dos recursos e das habilidades dos usuários.




DE POUCOS PARA POUCOS (antes da tipografia)
DE MUITOS PARA MUITOS (na pós-modernidade)
DE TODOS PARA TODOS
(na hipermodernidade)

10. O AV3 e a MULTIVOCALIDADE
(Todos - Todos)


No contexto das redes, por meio da navegação,
com um conjunto de links, externos e internos,
gera-se um mecanismo de comunicação que aciona vários discursos,
tornando-se um dispositivo de comunicação polifônica.

O sociólogo Pierre Lévy, filósofo francês da cultura virtual contemporânea defende a existência de uma
inteligência coletiva.
O conhecimento coletivo é construído (via TIC)
em bases inter e transdisciplinares,
numa multivocalidade de autorias.

Então existem:
a potência computacional, a comunicação ubíqua por internet e a capacidade quase infinita de guardar informações...
Com esses três aspectos nós temos um novo ambiente de comunicação, e esta é a base técnica para o desenvolvimento de um novo tipo de inteligência coletiva.

O que vale é a
complementaridade de ideias no processo criativo
. Uma concepção de “rede”, já defendida por Castells.


CONCLUSÃO

Invoco Pierre Lévy para deixar o desafio de toda vanguarda: o transformacionismo, sem esquecer a antítese de Edgar Morin:
toda vanguarda é a retaguarda do futuro.

A poesia tradicional estava baseada no texto calcado no alfabeto:
“Contenta-se em fixar, reproduzir e transportar uma mensagem somaticamente produzida”
(LÉVY, 2015, p. 50).

Ou seja, uma reprodução da fala e do pensar.
“(...) todos os recursos empregados no momento da redação. Uma vez impresso,
o texto material conserva certa estabilidade...
“ até as interpretações dos leitores.

A poesia de vanguarda tem a seu favor, como tentamos demonstrar, além do
somático
, os recursos
midiáticos

e digitais
(LÉVY, p. 52)

Quem quiser avançar no entendimento destes fenômenos, fica a sugestão da leitura de seu último livro — A esfera semântica... É poiesis pura!

Com a possibilidade de reunir formatos, conteúdos e temas das mais diversas áreas do conhecimento em diferentes situações, cria-se um cenário de interdisciplinaridade, multidisciplinaridade e transdisciplinaridade conjugado com qualquer tipo de suporte e de informação, em função da convergência tecnológica.

“Do mesmo modo, desde a revolução industrial que, no mundo da linguagem, fez emergir o jornal, seguido do cinema, do rádio e da televisão, a tendência das mídias tem sido a crescente hibridização de linguagens, numa direção que a
revolução digital está cada vez mais explorando no limite de suas possibilidades.
” (Santaella 2010, p. 95)

Lembrando que o pensamento complexo (Morin) não se limita ao âmbito acadêmico: transborda para os diversos setores da sociedade. E com isso
questiona todas as formas de pensamento dogmático, unilateralmente quantitativo ou instrumental.
Um desafio pela inteligência coletiva e pela democracia.

BIBLIOGRAFIA:

CAMPOS, Roland de Azevedo. Arteciência – afluência de signos co-moventes. São Paulo: perspectiva, 2003. 160p. ISBN 85 273 06689.
FERNANDES, José. Poesia e ciberpoesia: Leitura de poemas de Antonio Miranda. Goiânia: Kelps, 2011. 170 p. ilus. col.16X22 cm ISBN 978-85-400-0216-6
LÉVY, Pierre. A esfera semântica. Tomo I: Computação, cognição, economia da informação. São Paulo: Annablume, 2014. 522 p (Coleção Atopos) ISBN 978-85-391-0630-1
LÉVY, Pierre. A inteligência coletiva. São Paulo: Folha de S. Paulo, 2015. 208 p. (Col.eção Folha. Grandes novmes do pensamento; v. 16) ISBN 978-85-8193-242-2
NOVAK, Joseph D.; CAÑAS, Alberto J. A teoria subjacente aos mapas conceituais e como elaborá-los e usá-lo. PRÁXIS EDUCATICA, Ponta Grossa, v.5, n.1, p-29, jan-jun. 2010. Disponível http://www.periodicos.uepg.br
POPER, Karl R. Conjecturas e refutações. Brasília: Editora da UnB, 1980. 449 p. POPPER, Karl R. (1986) - Objective knowledge : an evolutionary approach / Karl R. Popper.- [Rev.ed.].- Oxford : Clarendon Press, [1986].- X, 395 p
SANTAELLA, M. L. Teoria geral dos signos. Semiose e autogeração. 2. ed. São Paulo: Ática, 1995. 199 p .
SIMEÃO, Elmira. O modelo de comunicação extensiva e as implicações no contexto da comunicação científica: metodologia para mensuração de indicadores do formato eletrônico em rede. In: CONFERÊNCIA IBEROAMERICANA DE PUBLICAÇÕES ELETRÔNICAS NO CONTEXTO DA COMUNICAÇÃO CIENTÍFICA, 1., 2006, Brasília. Anais... Brasília: Universidade de Brasília, 2006.

BASTA

http://issuu.com/antoniomiranda/docs/wlademir_dias_pino
http://www.antoniomiranda.com.br/poesia_visual/antoniio%20miranda7.html
http://www.blocosonline.com.br/literatura/poesia/poedigital/poedig001.htm
http://www.antoniomiranda.com.br/poesia_visual/poesia_animaverbivocoviaual.html
http://www.antoniomiranda.com.br/poesia_visual/fernando_davidovitsch.html
http://www.antoniomiranda.com.br/da_nirham_eros/poego_spaco.html
Full transcript