Loading presentation...

Present Remotely

Send the link below via email or IM

Copy

Present to your audience

Start remote presentation

  • Invited audience members will follow you as you navigate and present
  • People invited to a presentation do not need a Prezi account
  • This link expires 10 minutes after you close the presentation
  • A maximum of 30 users can follow your presentation
  • Learn more about this feature in our knowledge base article

Do you really want to delete this prezi?

Neither you, nor the coeditors you shared it with will be able to recover it again.

DeleteCancel

Make your likes visible on Facebook?

Connect your Facebook account to Prezi and let your likes appear on your timeline.
You can change this under Settings & Account at any time.

No, thanks

GESTÃO EDUCACIONAL: uma questão paradigmática.

No description
by

Aminadabe Vieira

on 4 December 2013

Comments (0)

Please log in to add your comment.

Report abuse

Transcript of GESTÃO EDUCACIONAL: uma questão paradigmática.

GESTÃO EDUCACIONAL: uma questão paradigmática.
PARADIGMÁTICA?
Pa-ra-dig-ma:

1. "Modo de existência e de organização de ideias, uma sistemologia de ideias." (MORIN, 1985)

2. "Totalidade de pensamentos, percepções e valores que formam uma determinada visão da realidade [...]". (CAPRA, 1993)

3. "Modo como pensamento é orientado para perceber o mundo." (LÜCK, 2010)

Objetivos:
"Descrever as diferenças entre administração e gestão educacional através da apresentação de características e atuações nas duas dimensões de uma mesma área de atuação profissional: a de organização e a de influência sobre o trabalho educacional com qualidade. As diferenças são propostas de modo a evidenciar o âmbito da administração e limites da sua concepção, e a necessidade de
superação desses limites, por um conceito mais abrangente
, capaz de olhar e orientar e dinâmica dos processos sociais que constituiem os processos em educação, como, aliás, todos os empreendimentos humanos." (LÜCK, 2010)


Mudança de paradigma?
A autora faz questão de ressaltar que a mudança paradigmática a que se refere não diz respeito, de forma alguma, a uma rejeição ou negação do paradigma anterior. Portanto, ao adotarmos o paradigma da gestão educacional em detrimento do paradigma de administração, devemos performar uma superação do antigo. É necessário levar em consideração as contribuições prestadas pela administração educacional, já que "bons processos de gestão educacional se assentam sobre e dependem de cuidados de administração bem resolvidos, porém praticados a partir de pressupostos mais amplos e orientações mais dinâmicas [...]".
É NECESSÁRIO QUE OCORRAM MUDANÇAS NÃO SÓ CURRICULARES, METODOLÓGICAS OU DE MODERNIZAÇÃO. GRANDES MELHORIAS NA EDUCAÇÃO EXIGEM UM
"
NOVO ESTILO DE RELACIONAMENTO DAS INSTITUIÇÕES EDUCACIONAIS COM A SOCIEDADE
EM GERAL, UMA
NOVA ORIENTAÇÃO A RESPEITO DO SIGNIFICADO DA EDUCAÇÃO
, DA ESCOLA E DA APRENDIZAGEM NA SOCIEDADE DO CONHECIMENTO." (LÜCK, 2010)
AÇÕES SETORIAIS
E CONCENTRADAS EM ASPECTOS ESPECÍFICOS COMO A QUALIFICAÇÃO DOS PROFESSORES, POR VEZES, OU A IMPLANTAÇÃO DE RECURSOS TECNOLÓGICOS NA SALA DE AULA,
NÃO SÃO SUFICIENTES
PARA A PROMOÇÃO DE AVANÇOS CONSISTENTES. A
GESTÃO EDUCACIONAL SUPERA
ESSAS
LIMITAÇÕES
DEVIDO A SEU
ENFOQUE NA VISÃO DE CONJUNTO
E
NA ORIENTAÇÃO ESTRATÉGICA DO FUTURO
, TENDO POR BASE A MOBILIZAÇÃO DE PESSOAS ARTICULADAS EM
EQUIPE
.
POR QUE MUDAR?
Porque a educação e o desenvolvimento da qualidade de ensino demandam orientação global, abrangente, interativa e com visão a longo prazo. A gestão educacional em âmbito macro - orgãos superiores - e em âmbito micro - a partir das escolas - é capaz de estabelecer o direcionamento e a mobilização que sustentariam e dinamizariam o modo de ser e de fazer do sistema de ensino e das escolar.
O QUE É GESTÃO EDUCACIONAL?
É o "processo de gerir a dinâmica do sistema de ensino como um todo e de coordenação das escolas em específico, afinado com as diretrizes e políticas educacionais públicas, para a implementação das políticas educacionais e projetos pedagógicos das escolas, compromissado com os princípios da democracia e com métodos que organizem e criem condições para um ambiente educacional autônomo."
AUTONOMIA
PARTICIPAÇÃO
AUTOCONTROLE
RESPONSABILIDADE
ADMINISTRAÇÃO EDUCACIONAL: POR QUE NÃO?
"Porque a administração é vista como um processo linear, racional e fragmentado de organização e de influência estabelecida de cima para baixo e de fora para dentro das unidades de ação, bem como do emprego de pessoas e de recursos, de forma mecanicista e utilitarista, para que os objetivos intitucionais sejam realizados."
Interpretação do ambiente de trabalho e do comportamento humano como previsíveis, podendo ser controlados.
Crise, ambiguidade, incerteza = disfunção, problemas a serem evitados.
Acredita que o sucesso, uma vez alcançado, mantém-se por conta própria e não demanda esforço de manutenção.
A precariedade de recursos é encarada como o impedimento mais sério para a realização de um bom trabalho e obtenção de bons resultados.
"Não se mexe em time que está ganhando."
Importação de modelos que foram efetivos em outros contextos.
Os alunos e os professores são considerados como peças passivas na determinação do destino da educação.
Qualquer exceção à normalidade e cumprimento aos modelos, normas e regras corresponde a uma disfunção a ser coibida com penalidades que vão desde a advertência, até a exclusão.
Cabe ao administrador estabelecer as regras do jogo e não aos membros da unidade de trabalho.
A evolução ocorre por incremento e agregação, em vista de que o ideal é crescer. Quanto mais, melhor.
A objetividade garante bons resultados.
Da fragmentação
à visão de conjunto
Desenvolvimento das áreas específicas de atenção

Distorção da realidade do processo educacional

Desarticulação das ações político-pedagógicas
Realidade como uma relação sistêmica e cíclica

Realidade como unidade complexa e dimensional

Pluraridade, diversidade e multiplicidade como agentes alteradores e substanciais
Adoção de uma perspectiva mais concreta e menos abstrata
A Prática individualizada e competitiva

Isolamento profissional em nome da sua autonomia didática

Departamentos em órgãos do sistema de ensino trabalhando em foco de objetivos específicos

Paralelismo de intervenções na escola refletidos na didática docente
Da passagem do individual para o coletivo
Orientação por foco de interesses individuais e corporativos
Consideração à autonomia como direito e condição dada.
Reforço à competência técnica individual
Fracionamento e isolamento, unidades com vida própria
Ação epecializada sobre diferentes fragmentos
Idealização e artificialização da realidade
Orientação por consciência coletiva e social
Autonomia percebida como conquista e fato circunstancial
Reforço à competência social
Estabelecimento de interdependência de partes entre si
Ação interativa e processual sobre o conjunto
Percepção da realidade como é, em sua condição substantiva
A Concepção de Gestão
Certos aspectos da administração educacional atual precisam ser superados para que possam haver, de fato, avanços na gestão escolar como um todo.

Limitações de responsabilidade para expansão
Entender a escola como parte de um sistema maior

Isenção de responsabilidade do trabalho

"Passa ou repassa" de culpas e responsabilidades a burocracia política
"A criança é desmotivada"
"Ela chega despreparada"
"Hoje em dia os alunos não querem aprender"
"É difícil promover um avanço no ensino quando os professores não colaboram"
"Os professores estão desestimulados e não tem interesse em dar boas aulas"
"A escola reproduz as desigualdades do sistema, se não mudar o sistema a escola continuará a mesma."
"Faço o que a Secretaria de Educação manda"
"Não mantenho o trabalho em dia com a Secretaria porque a diretora não me orienta adequadamente"
Percepção da realidade
x
Plano Ideal
"O entendimento de que, se não houvesse o problema apontado, tudo funcionaria bem e perfeitamente"
Profissionais altamente eficientes, porém totalmente ineficazes
Realidade educacional proativa direcionada ao aprendizado
Parte da organização como um todo e entendimento da autojustificação da óptica alienativa
x
A prática de ações episódicas evidencia a falta de visão de conjunto e pensamento estratégico
Espontaneísmo e foco reativo visando resultados próximos

"Educação é um processo longo e contínuo"

A mudança de um elemento cultural altera todos os outros
Mudança de elementos interligados dá a continuidade necessária do processo educacional
Das ações episódicas para o processo dinâmico e global
Orientação de ações por visão exclusivamente de curto prazo.

Ações motivadas por pressões do momento e reação.

Óptica quantitativa e de caráter operacional

Foco na eficiência, tarefas e funções

Lógica produtiva de economia e facilitação de ação
Orientação de ações por visão de curto, médio e longo prazos

Ação motivada por visão de futuro

Óptica orientada por objetivos e metas

Foco na eficácia, processos e resultados

Reconhecimento da complexidade de processos e constante pesquisa a cerca dos mesmos
Da superação episódica para o processo dinamico e global
Descentralização da autoridade e desburocratização
Sob o argumento da centralização de autoridade, acaba se criando uma condição de dependência das escolas aos sistemas de ensino que as mantém

Desencontro de ações é iminente devido à falta de direcionamento comum e divergência de objetivos
Novas formas de gestão que "que substituam a excessiva centralização por procedimentos que garantam uma ação educacional efetiva"

A competencia do processo depende diretamente do senso de responsabilidade dos participantes

Professores, funcionários, alunos, pais e a comunidade participando de um dialogo com a instituição
Organização contínua de funções limitadas por regras
Esfera específica de competência para cada função
Conjunto de funções organizado hierarquicamente
Normas e regulamentos específicos para o conjunto e para cada função
Meios de produção e de administração focados em suplantar o sentido de propriedade dos resultados em cada um dos setores
Seleção de candidatos ao exercício das funções de acordo com sua competência técnica específica
Burocracia como mecanismo de isenção de responsabilidades
Acentuação da burocratização = Acentuação da hierarquização

"O conjunto é muito maior que a soma das partes"
- Kurt Lewin
"A burocracia é menor que a soma das partes"
- Ferguson
Construção de mecanismos externos de controle de gestão

Tomada de decisão distante do âmbito de ação

Competências técnicas localizadas de forma especializada em âmbito central
Construção de mecanismos de autonomia de gestão
Tomada de decisão próxima do ambiente de ação

Competências técnico-políticas construídas e disseminadas por todo o sistema
Passagem da centralização da autoridade para a sua descentralização
Full transcript