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Foucault e Pêcheux na Análise do Discurso

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Daniele Crema

on 21 September 2012

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Transcript of Foucault e Pêcheux na Análise do Discurso

Nova História Pêcheux Foucault Análise do Discurso Francesa Estruturalismo Marxismo Ferdinand de Saussure (1857-1913) Seu "Curso de Linguística Geral" (1916) é considerado o gesto fundador do Estruturalismo;
Considerou a língua como uma instituição, inserida que é num feixe de relações;
As mudanças advêm de forças externas que perturbam seu equilíbrio, ocasionando rupturas e reorganizações;
Privilegiou a análise sincrônica, procurando compreender a ESTRUTURA da língua como um SISTEMA em funcionamento em um dado momento histórico. A linguagem apresenta uma dualidade opositiva, que constitui o Sistema Linguístico:
dualidade articulatória/acústica, do som e do sentido, do indivíduo e da sociedade, da língua e da fala, do material e do não-substancial, do paradigmático e do sintagmático, da identidade e da oposição, do sincrônico e do diacrônico, etc. Claude Lévi-Strauss e A Virada Linguística Depois de entrar em contato com a obra de Saussure nos EUA (por intermédio de Jakobson), Lévi-Strauss aplica a metodologia da Linguística aos seus estudos de Antropologia.
A partir daí, as ideias desenvolvidas no interior da Linguística transformam-se em modelo de cientificidade para outras ciências humanas (ciência-piloto);
O Estruturalismo constituiu-se como um movimento diversificado, orientado por um ponto de vista metodológico: TODOS OS CONCEITOS DE UM SISTEMA SE INFLUENCIAM MUTUAMENTE, NADA SIGNIFICA POR SI PRÓPRIO; buscam-se, então, AS RELAÇÕES ENTRE OS ELEMENTOS DE UM MESMO SISTEMA;
A SEMIOLOGIA trata, portanto, de todos os sistemas de signos no seio da vida social. (1950-1970) "Depois de encerrada a entrevista, notei ao meu lado algo que me parecia uma árvore em miniatura, cujas folhas eram pedacinhos de papel com anotações, colados em "galhos" revirados e perfeitamente simétricos. Olhei mais de perto, e percebi que o objeto, protegido por uma redoma de vidro (foto), é a estrutura, em três dimensões, de um grupo de mitos, cuja representação gráfica se encontra à página 81 de L’origine des manières de table (Mitológicas III). A própria página, unida à página 80 do livro, constitui um "fundo" para a "árvore" de mitos, dentro da redoma (reproduzidas a seguir a partir da 1ª edição, de L'origine des manières de table, Paris, Plon, 1968). Evidentemente fascinada pelo objeto, perguntei a Lévi-Strauss se costumava construir assim estruturas míticas. Respondeu-me que sim, que as construia conforme as percebia nos mitos, com os pedaços de papel, barbante, tesoura e cola que sempre tinha à mão. Alguns desses objetos, continuou, "eram como móbiles à la Calder", e ficavam pendurados pelo laboratório de antropologia. Mas eram muito frágeis, e logo se destruíram. Finalmente, tinha sobrado apenas aquela. "Mas então o senhor é um bricoleur também no sentido primeiro do termo [que remete, como se sabe, a trabalhos manuais]?" Sorrindo, respondeu-me que sim, gostava de usar as mãos para construir coisas desde a infância…". Moisés, Beatriz Perrone. Entrevista: Claude Lévi-Strauss, aos 90, Rev. Antropol. vol.42 n.1-2 São Paulo 1999. Em "Le Mirage Linguistique" (1988), Pavel classifica os diferentes Estruturalismos em:
- Estruturalismo Moderado: em relação aos autores que apenas se aproximaram de alguns conceitos e métodos, como Todorov.
- Estruturalismo Científico: em relação àqueles que tomaram da Linguística o seu método, como o próprio Lévi-Strauss, Greimas e Barthes (durante a década de 1960).
- Estruturalismo Especulativo: em referência àqueles autores que incorporaram também os "estruturalismos problemáticos" de Freud e Marx a respeito das relações entre Sujeito e História, como Foucault, Derrida, Lacan e Althusser. Psicanálise Sigmund Freud (1856-1930) Foucault e Pêcheux historicizam as estruturas e problematizam o corte entre língua e fala realizado por Saussure. Língua
História
Sujeito DISCURSO
(objeto da Nova História) Saussure
Marx
Freud Para Freud os comportamentos individuais são condicionados pelas forças impessoais do Superego. Aí está seu primeiro ponto de contato com os Estruturalistas, que buscavam respostas mais satisfatórias ao problema do Sujeito (e em contraposição à Fenomenologia do Sujeito de Sartre). Karl Marx (1818-1883) Pós-Estruturalismo? Foucault ("Estruturalismo e Pós-Estruturalismo", 1983) rejeita a classificação norte-americana do Pós-Estruturalismo em referência a sua obra e a de Lacan e Derrida. Para ele, por considerarem a Teoria Fenomenológica do Sujeito insatisfatória, diferentes autores (entre eles, Canguilhem, que não se referiu nem a Freud, nem a Marx) buscaram, nesta época, novas respostas para o problema do Sujeito e a História, pela incorporação de escritos de Marx, Freud, Nietzche, Husserl, etc. Para Foucault ("Linguística e Ciências Sociais", 1969), a obra de Saussure contribuiu para o desenvolvimento das Ciências Humanas, pois proporcionou:
- uma abordagem anti-empirista;
- capacidade de generalização dos conceitos;
- maior formalização das relações;
- uma nova concepção de linguagem;
- a relação com a História pelo sincronismo privilegia as condições de mudança pela transformação e pela emergência do descontínuo;
- a emergência do discurso como objeto de análise.
Deste modo, o Estruturalismo ofereceu uma forma de abordagem rigorosa dos fenômenos históricos e de suas mudanças - o que atribuiu um novo estatuto ao ACONTECIMENTO e possibilitou o surgimento de uma NOVA HISTÓRIA. Para Pêcheux ("Sur la (dé)construction des théories linguistiques", 1982), as ideias de Saussure foram incorporadas à Análise do Discurso Francesa por meio de diásporas e reunificações:
- 1a. diáspora deu-se na década de 1920, período em que a obra de Saussure vagou de círculo em círculo (Moscou, Praga, Viena, Copenhagen);
- Na década de 1950 houve uma aparente reunificação. Saussure aparece desde o Funcionalismo de Martinet ao Estruturalismo de Bloomfield, Harris e Pike (Antropologia Indígena Norte-Americana). Destes, para Zellig Harris e aos primeiros escritos de Chomsky. Contudo, a Linguística se matematiza: este é o momento em que busca-se na lógica a natureza da linguagem.
- No início dos anos 1960 dois processos promove uma 1a. reestruturação:
a) a hegemonia teórica da Gramática Gerativo Transformacional, e;
b) por intermédio de Jakobson e Benveniste ocorre a releitura de Marx, Freud e Saussure por Lévi-Strauss, Lacan, Althusser, Foucault e Derrida, de modo a separar a Linguística do Funcionalismo sociopsicologista.
- O surgimento e desenvolvimento da Análise do Discurso Francesa dá-se, então, entre 1960 e 1975. Neste período, caracterizado por Pêcheux como uma época de releituras, reestruturam-se globalmente as redes de afinidades disciplinares em torno da Linguística. A Tríplice Aliança Saussure Lévi-Strauss relações de parentesco totemismo Freud poder do inconsciente superego Marx infra-estrutura econômica capitalismo Os indivíduos não produzem nem controlam os códigos e as convenções que regem e envolvem a existência social, a vida mental ou a esperiência lingística. Base teórica inédita possibilitou a construção crítica que colocou em causa a articulação dual do social com o biológico que excluía o simbólico e o significante - o psicológico torna-se suspeito. De acordo com Pêcheux ("Discourse: Structure or Event?", 1983), o encontro entre Estruturalismo e o Marxismo nos âmbitos téorico e político resultou de uma tentativa anti-positivista para apreender e explicar o entrecruzamento entre linguagem e história, alicerçados sobre novas práticas de leitura de discursos.
- Com o declínio do Estruturalismo e do Marxismo após 1975 houve uma 2a. reestruturação, a qual Pêcheux denomina como "Revolução Cultural Abortada". Esta reestruturação levou a uma nova reconfiguração dos embasamentos epistemológicos e políticos da Análise do Discurso Francesa. Tanto Pêcheux quanto Foucault revêm suas filiações com o Estruturalismo, o Marxismo e com Althusser.
Assim, nas palavras de Gregolin, "determinações históricas provocaram sucessivas redes de afinidades que acabaram levando à 'desconstrução teórica' do corte inaugural de Saussure" (p.31). Assim como se dá com Freud, para Marx os fenômenos sociais são condicionados por forças impessoais. Neste caso, tais forças advêm da Economia.
A conjuntura de surgimento da Análise do Discurso Francesa é marcada pelos debates no interior do marxismo que se seguiram ao descobrimento dos crimes stalinistas. Neste contexto, a polêmica leitura da obra de Marx realizada por Althusser teve grande impacto sobre Foucault e Pêcheux, bem como sobre os demais pensadores que se reuniam com ele para discutir a obra de Marx (Escola Althusseriana).

Duas correntes de interpretação da obra de Marx estavam em disputa na França naquele momento. A primeira gravitava em torno de Garaudy e privilegiava o marxismo humanista presente nos escritos do "jovem Marx". Tal corrente interpretativa apresentava-se mais afinada ao Partido Comunista Francês. A segunda, a da Escola Althusseriana, privilegiava os escritos do "Marx maduro", defendendo que neles ao autor articulava um anti-humanismo teórico. A leitura Althusseriana de Marx possibilitou, assim, tanto um corte com o Sujeito Fenomenológico, quanto com os crimes stalinistas. (1918-1990) Marx, por Louis Althusser De acordo com Althusser, nos últimos escritos de Marx, o autor considera o conceito de homem como um conceito burguês. Por isso, tanto o Sujeito quanto seu historicismo devem ser abandonados, devendo ser substituídos pelo conceito de Estrutura. Os textos considerados como os do "jovem Marx" foram escritos até 1845. Neles, Marx concebe sua Teoria da Alienação. Os textos atribuídos a um Marx mais "maduro" foram escritos, portanto, após 1845. Neles Marx faz a crítica da ideologia burguesa e, de acordo com Althusser, uma teoria científica da História. O corte epistemológico: A ideologia: A dialética: O materialismo histórico só emerge com o Marx "maduro" O corte epistemológico de Marx significa a ruptura do autor com a ideologia burguesa e a constituição de uma "ciência pura": o materialismo histórico é, então, a ciência da cientificidade das ciências. Munida de um conceitual adquado prossegue o trabalho de produção de conhecimento no interior do pensamento (ou seja, no interior de seu próprio sistema histórico e linguístico). O retorno a Marx Na releitura dos textos originais privilegia-se o marxismo como discurso (na sua lógica interna), considerando-o como um sistema fechado em si mesmo. Deste modo, o paradigma estrutural forneceu uma nova LEITURA, que Althusser chamou de SINTOMAL. Leitura rigorosamente linguística que procura a chave de inteligibilidade no próprio texto, na sua economia interna (derivada de Lacan e Foucault). Refere-se ao que não é visível e ao que é ausente, uma vez que "Marx vê o não visto do visto da economia" (p.39). Propõe que a realidade mais essencial é também a mais escondida, situando-se entre a presença e a ausência no/do discurso, portanto, na sua LATÊNCIA. Donde é necessário, então, uma leitura particular para fazê-la emergir (Cf. Dosse, História do Estruturalismo, 1993). A concepção de verdade subjacente a tese de Althusser sobre o materialismo histórico é derivada das três generalidades de Spinosa, o que o torna independente de prova material (o que será revisto por Althusser no fim de sua vida), mas sempre validado apenas pelo seu próprio processo de conhecimento. É neste sentido que o materialismo histórico é a ciência da revolução. Relação imaginária que os homens mantêm com suas condições reais de existência

A ideologia deriva do vivido, solidifica as relações sociais e as torna mais suportáveis, constituindo-se, portanto, no líquido amniótico da vida coletiva, e contribuindo para sua reprodução.
É assegurada pelos Aparelhos Ideológicos do Estado (AIE) pela coesão e pela persuasão.
O campo ideológico agrega tanto ideologias práticas (que orientam condutas), quanto ideologias teóricas (que têm pretensões cognitivas).
A ideologia é a ESTRUTURA TRANS-HISTÓRICA e se constitui no novo Sujeito da História.
A possibilidade de superação de uma ideologia se dá por meio de um jogo de forças entre posições ilusórias em que triunfa o mais forte. Althusser propõe uma nova interpretação sobre a inversão da dialética hegeliana operada por Marx, na qual o sentido dependeria da posição de cada uma das instâncias do modo de produção em um dado momento.
A SUPER-ESTRUTURA (jurídico-política e ideológica) tem uma eficácia própria em relação à INFRA-ESTRUTURA (econômica), ainda que, em última instância, o econômico continue determinante.
Em relação à dialética, Althusser propõe a desconstrução da história pela sua decomposição em unidades heterogêneas, pois a dialética é múltipla, desigual e sobredeterminada pelo econômico, mas as diversas instâncias da vida social desenvolvem de forma "autônoma" seus próprios processos contraditórios.
Infra-estrutura e super-estrutura influenciam-se, então, mutuamente. O processo de objetivação da ideia A CONTRADIÇÃO não é simples (burguesia versus proletariado), não tem qualquer unidade originária, mas se refere à totalidade complexa e estruturada com o dominante (determinação econômica). A obra de Althusser deu fundamentação teórica e política à obra de Pêcheux, que aplicou as teses mais radicais do autor ao discurso, à ideologia, ao sujeito e ao sentido. Mudanças na obra de Althusser reverberaram em mudanças também na obra de Pêcheux. Já Foucault tinha uma relação afetiva e teórica com Althusser, marcada por aproximações e distanciamentos. Foucault e Pêcheux na análise do discurso - diálogos & duelos

Maria do Rosário Gregolin Carla e Daniele
31/maio/2012 Fase arqueológica
Fase genealógica
Técnicas de si e governamentalidade 3 Épocas: ‘Aventura teórica’
‘Primado do Mesmo sobre o Outro’
‘Desconstrução dirigida’ 3 Épocas: História da Loucura (1962)
Nascimento da Clínica (1963)
As Palavras e as Coisas (1966)
A Arqueologia do Saber (1969) As Palavras e as Coisas A Arqueologia do Saber Discursos - práticas que obedecem regras. acontecimento
“O sentido das palavras muda de acordo com a posição na luta de classes daqueles que a empregam” . É do ponto de vista da Psicanálise que Pêcheux propõe uma saída para explicaras resistências ao afirmar que a interpelação admite falhas e fracassos.
Discurso na ordem da estrutura e do acontecimento Episteme Clássica Episteme Moderna: História da Loucura (1962)
O Nascimento da Clínica (1963) Formações discursivas 2 esquecimentos acontecimento Mutação arqueológica
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