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URBANIZAÇÃO

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by

Bruno Almeida

on 25 May 2017

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Transcript of URBANIZAÇÃO

URBANIZAÇÃO
Urbanização desigual
Urbanização é o processo de tornar-se
urbano,
envolvendo a formação, o desenvolvimento e o crescimento das cidades.
As cidades existem desde a Antiguidade, porém, somente no
século XVIII
falamos em urbanização, pois é a partir da Revolução Industrial que as cidades passam a ser os
principais espaços de produção cultural e social do ser humano
.
Esse processo ocorreu de maneira diferenciada entre países centrais e periféricos.

Não existe um consenso acerca da definição clara de cidade, diferentes órgãos de pesquisa utilizam diferentes métodos para identificar as áreas urbanas. É bastante corriqueiro o uso de métodos quantitativos para identificar núcleos urbanos, como por exemplo:
Considerar uma cidade, áreas onde a densidade demográfica supere a marca de 50 hab/Km².
Área deve apresentar um mínimo de 10 mil habitantes.
Na realidade as cidades são muito mais que números absolutos, são espaços, e como tal
, são produzidos e transformados constantemente pelo homem.
Por isso a necessidade de um aprofundamento histórico e de uma análise geográfica acerca da relação homem X urbano, para que possamos realmente responder a pergunta proposta.
O que é cidade?

Meio natural:
Período que compreende desde o surgimento do homem até algumas décadas antes da Revolução Industrial.
As atividades básicas e produtivas do ser humano eram determinadas pelas características naturais do local ocupado.

As aldeias da Antiguidade não passavam de aglomerados de camponeses. O que irá levar à elevação ao patamar de aldeia para cidade é a
definição de uma função clara daquele aglomerado em relação ao espaço ao seu redor
. A essa especialização das cidades damos a denominação de
função urbana.

A cidade no meio natural.
Função urbana
Países centrais:
Devemos lembrar que a
Revolução industrial
ocorreu nesses países. .
Século XX:
grande crescimento na oferta de empregos industriais, propiciando o êxodo rural.
Após a 2º Guerra mundial:
políticas Keynesianas passam a ser aplicadas, fornecendo melhores condições de vida para a população urbana.
Década de 1970:
o setor terciário mais diversificado passa a ter maior participação na economia, dessa forma mesmo com a
desconcentração espacial industrial das multinacionais
, não houve aumento da pobreza nessas cidades, pois, a população foi absorvida pelo setor terciário.
As cidades podem especializar-se em diferentes funções podendo essas ser
política, comercial, religiosa, turística, industrial, financeira, etc
. Todavia, uma mesma cidade pode apresentar diferentes funções urbanas, apesar de alcunharmos determinadas cidades com sua característica mais marcante, não podemos esquecer que ali dentro daquele mesmo espaço urbano existem diversas relações sociais e produtivas que vão além da função urbana mais conhecida.

A centralidade
As cidades da Antiguidade eram
centros de comando
de onde emergiam regras e leis.
No Mercantilismo, com o desenvolvimento de rotas comerciais, algumas cidades fortaleceram-se na
função comercial
passando a ser espaços de troca e atração de vendedores e compradores.
Tais cidades passaram a subordinar parte da produção rural, o campo produzia a matéria-prima e a cidade a transformava em bens de produção e de consumo.
Dessa forma, mesmo que abrigando um número ínfimo da população mundial (apenas 2%), as cidades desenvolviam a sua principal função, a de
centro
.
Ou seja, a centralidade é a característica das cidades de criar situações de atração e dispersão de fluxos econômicos, sociais, culturais, políticos, populacionais, etc.


A cidade no meio técnico
A cidade no Meio Técnico-Científico-Informacional
Durante o século XX, ocorreu um grande avanço na técnica, marcando a globalização. Esse avanço permitiu:
Um aumento da velocidade e intensidade dos fluxos materiais e informacionais,
Barateamento do uso dos serviços ligados aos fluxos,
“Democratização” do acesso aos mesmos.
A esse novo meio onde informação, comunicação e ciência participam cada vez mais da produção e transformação do espaço
Milton Santos denominou de Meio Técnico-Científico-Informacional.
Exemplo:
internet, com os programas de compartilhamento e as redes sociais, cada computador se torna um minicentro, onde informações convergem e se dispersam.
Rede urbana
Hierarquia urbana
Cada cidade representa um centro dentro da rede urbana, porém
existem diferenças do poder de centralizar as relações
econômicas, políticas, financeiras, culturais, etc, entre esses centros. Dessa forma podemos criar uma classificação com uma escala de importância ligada a esse poder de centralização das cidades.
A essa graduação de importância entre as cidades damos o nome de hierarquia urbana.
Em cada período da história, os fatores que agregam importância as cidades dentro da rede urbana vão se alterando. Por exemplo:
Antiguidade:
as cidades com funções políticas tendiam a ter maior importância.
Mercantilismo:
a função comercial ganha importância
Séculos XVIII e XX:
as cidades industriais tornam-se o foco da rede urbana.
Metropolização
É o processo de formação de metrópoles, estas por sua vez são os
núcleos principais de grandes áreas conurbadas
.
A
conurbação
é a união física entre manchas urbanas de municípios diferentes.
Até o início do século XX a metropolização era mais comum pois, devido a grande
concentração de infraestruturas nas grandes cidades, os investimentos eram atraídos para essas cidades
.
A metropolização ocorreu de maneira mais intensa em alguns países, principalmente nos países de industrialização tardia e acelerada gerando uma enorme
concentração em poucos pontos da rede urbana.
O processo de rápida concentração populacional em poucos centros urbanos é denominado de
Macrocefalia
. Esse grande e acelerado processo de concentração gerou vários problemas urbanos onde podemos citar como consequências a favelização, aumento da poluição e a diminuição da mobilidade urbana
Desmetropolização
O processo de desmetropolização não consiste na diminuição das metrópoles, mas sim no
crescimento de importância de outros centros urbanos menores que as elas.
A evasão das grandes unidades industriais e o aumento da fluidez do espaço deixa para as metrópoles o papel de
centro de decisões,
as indústrias mudam somente a parte produtiva, enquanto que os escritórios responsáveis pela administração estratégica das empresas permanecem nelas, pois, a
parte administrativa e estratégica necessita de
mão de obra qualificada
e
proximidade com as sedes dos principais órgãos financeiros
(bancos e bolsas de valores).
Metrópoles completas:
apresentam grande diversidade de atividades econômicas, políticas e culturais. Concentram os centros de decisão, e vem apresentando a tendência de grande crescimento no setor terciário.
EX: São Paulo, Nova Iorque, Tóquio
Metrópoles incompletas:
apresentam boa diversificação de atividades econômicas, porém não concentram os centros de decisões, sedes empresariais ou financeiras. São marcadas por forte industrialização.
EX: Brasília, Salvador
Cidade regional:
Não há conurbação. É uma cidade maior que suas vizinhas, e também com mais influência, e geralmente são bastante especializadas em uma atividade específica (química, têxtil, alimentícia...).
EX: Ribeirão Preto, Londrina, S. J. Do Rio Preto

As metrópoles modernas
As cidades modernas datam do final do século XX, as infraestruturas produtivas estavam concentradas nos grandes centros urbanos que acabavam por atrair as indústrias e a população formando as metrópoles.
Com a evolução delas algumas tendências puderam ser notadas:
Planejamento urbano (delimitação de bairros para a habitação)
Aumento dos meios de transporte urbano.
Especialização de espaços urbanos (Formação de grandes centros de compra, áreas de lazer, entretenimento...)

O desenvolvimento dos meios de transporte permitiam um deslocamento rápido no meio urbano, permitindo o
crescimento horizontal urbano
, o que aumentava fisicamente sua malha urbana. Também temos a evolução da construção cívil que possibilitou um melhor aproveitamento do uso do solo urbano dandp origem a
verticalização urbana.
1950: um novo processo é percebido nas metrópoles dos países centrais. A urbanização supera a industrialização. Esse fato se deu devido ao
crescimento e a diversificação do setor terciário
.
Nas últimas décadas a estrutura interna das cidades também sofreu alterações, com destaque para a
criação de novos centros
, deixando os centros antigos desvalorizados e obsoletos.
Aos grandes centros urbanos constituídos por vários centros damos a denominação de
metrópoles polinucleadas
.
Nos países centrais observa-se a descentralização, devido:
Melhorias de infraestruturas nas cidades menores
Oferta de melhores condições de vida nessas cidades
Avanço dos meios de transporte e comunicação.
Como resultado dessa descentralização as cidades médias apresentam taxas de crescimento maiores que as metrópoles.

Países periféricos industrializados:
A industrialização nesses países ocorreu
tardiamente
graças a decadência da economia agroexportadora ocasionada pela crise de 29.
Com a crise ocorreu um êxodo rural onde as cidades não ofereciam, como no caso dos países centrais, melhores condições para absorver esse enorme contingente populacional.
Não obstante, a industrialização desses países foi marcada pela aliança entre os
Estados e as multinacionais
.
O favorecimento as multinacionais e a industrialização rápida, tornou-se uma obsessão nacional, desenvolvendo as estruturas produtivas sem contudo, evoluir as questões sociais e urbanas.
Países periféricos não industrializado:
Nos PPNI
não houve industrialização
, tampouco urbanização. A economia é baseada na agricultura de subsistência e na agroexportação.
O êxodo rural foi forçado, entretanto há um agravante, as cidades (devido a ausência do processo de urbanização) apresentam uma ínfima infraestrutura, assim as cidades adquirem um aspectos mais de campos de refugiados, do que um centro urbano em si.
Urbanização

brasileira
A urbanização brasileira acentua-se somente em 1940, no início dessa década apenas
26%
da população habitava as cidades. Porém, esse dado começa inverter. Na década de 60 a população urbana já ultrapassava a rural e, no ano de 2000, já viamos
81%
da população brasileira urbana.
Como visto anteriormente, a urbanização do Brasil se deu graças à mudança do modelo econômico brasileiro, antes
agroexportador
e agora
urbano-industrial.
Consequentemente, inicia-se o processo de êxodo rural, impulsionado também por:
Diminuição dos investimentos e da produção no campo.
Aumento do uso de tecnologias no campo.
Concentração fundiária.
Necessidade de criação de um mercado interno urbano.



Especificidades regionais da urbanização
Os primeiros períodos da urbanização nacional são marcados pela elevada concentração do processo na
Região Sudeste
. Tal fato é explicado pela região já possuir
infraestruturas favoráveis a implementação de indústrias em seu território.
Perceba que a urbanização se dá conforme as características preexistentes de uma área, por isso a urbanização ocorreu de maneira singular nas macrorregiões brasileiras.
Região Centro-Oeste
Até a década de 50 a região CO era um grande vazio (demográfico e de infraestruturas), devido:
Fatores históricos de ocupação.
Grilagem (que favoreceu a concentração fundiária)
Características físicas do cerrado.
Durante a déc. de 60, ocorre um acelerado processo de urbanização ligado à:
Construção de Brasília e de uma rede de rodovias.
Desenvolvimento de uma agricultura moderna e rentável (soja).
Sendo uma cultura voltada à exportação e por exigir elevado investimento, não houve ocupação rural intensa. Mas observou-se o surgimento de
cidades que servem de suporte para a atividade agrícola
, tanto fornecendo matérias primas e tecnologias, como também servindo de moradia para os trabalhadores.
Dessa maneira, a região CO passa de região menos urbanizada do país em 1940 para a segunda mais urbanizada na década de 90.
Região Sudeste
Desde antes da década de 1940 a região já se mostrava a
mais urbanizada do país
. Tal fato é explicitado pelo fato de a industrialização nacional ter início nessa região. Assim, foram criadas diversas infraestruturas voltadas à vida urbana, como a geração de energia elétrica e a construção de rodovias.
Diferentemente do CO, a cidade subordinou a produção rural, pois, a indústria era o carro chefe da economia sudestina.
A urbanização no SE começa a sofrer uma queda a partir da década de 80, isso se deu devido:
Aumento da urbanização de outras regiões
Desaceleração natural da urbanização (90% nos estados de SP e RJ).
Entretanto a região não perdeu seu caráter carro-chefe da modernização nacional, podemos comprovar tal ideia analisando cidade de São Paulo.
O geógrafo Milton Santos classificou a cidade de SP como uma
Metrópole Informacional ou cidade global
, isso significa, que a cidade mesmo não detendo mais grande parte da produção, ainda possui papel fundamental em todo país, pois, tornou-se o grande centro que
detém o poder de decisão sobre a produção
realizada em cidades menores do SE ou até mesmo em outras regiões.
Região Norte
A região seguiu o caminho reverso da região CO, passa de
2º região mais urbanizada em 1940 para a última posição no começo da déc. de 90
. Isso é explicado por:
P
opulação bastante rarefeita
(resquícios populacionais do ciclo da borracha)
.
Não se criou uma economia urbana forte

(configuração de arquipélago- núcleos isolados).

Expansão das fronteiras agrícolas
(regime militar, favorecimento da ocupação rural)
Região Sul
A região Sul atualmente ocupa a
3º posição
na urbanização brasileira, isso se deve a característica mais marcante do seu processo, ele é
bastante recente
. Somente na década de 1990 a região supera a média nacional, isso se deve a reestruturação das atividades econômicas urbanas e, principalmente, rurais.
O
campo passa a se mecanizar para atender ao mercado externo (grãos) ou à agroindústria (fumo e frango)
gerando a expulsão de trabalhadores rurais e a concentração fundiária.
Além disso, a
desconcentração espacial industrial
encontra na região infraestruturas para a migração das indústrias para a área.
Região Nordeste
A limitação da urbanização da região NE é uma consequência da
concentração do desenvolvimento econômico no SE
. Mesmo a região da
Zona da Mata
(região litorânea mais desenvolvida da região) não possui capacidade econômica para absorver todos os migrantes das áreas rurais, gerando um fluxo populacional do NE para outras regiões, principalmente o SE e áreas de colonização da Amazônia.
A rede urbana é a interligação entre cidades por meio de fluxos (materiais e imateirais), ou seja, os bens e serviços necessários as pessoas são produzidos e trocados em diferentes cidades estando estas conectadas através de redes de meios de transporte e comunicação.
As cidades não encontram-se isoladas, na verdade, fazem parte de um
sistema
onde as cidades são os centros e as redes que as permeiam são as ligações que permitem o fluxo de pessoas, mercadorias, informações...
O interessante é que por maior e mais produtiva que seja a cidad
e ela não é autossuficiente,
cada centro urbano possui uma posição na rede urbana
.
Problemas urbanos brasileiros
O processo de
modernização periférica
industrial brasileiro também marcou sua urbanização. Ao mesmo tempo que as cidades cresciam e modernizavam-se, mantinham-se graves problemas sociais que foram se intensificando a medida que os centros urbanos cresciam. Dessa forma afirmamos que as
cidades são lugares de grande desigualdade social.
A cidade como lugar de desigualdades sociais.
Como já estudado a industrialização brasileira foi bastante
recente, rápida, e pautada na vinda de multinacionais para o território nacional
. Temos de ter em mente que essa foi a gênese dos grandes problemas sociais urbanos atuais:
Baixos salários: as multinacionais viam a mão de obra barata como uma vantagem.
Pequenos investimentos sociais: o governo brasileiro com a ideia de atrair as multinacionais priorizaram o investimento em infra-estruturas produtivas.
Intenso êxodo rural.

Segregação socioespacial
É evidente a desigualdade social quando analisamos a questão habitacional de uma cidade. Podemos facilmente notar as diferenças entre áreas habitadas por:
População pobre:
ocupações clandestinas em áreas de baixa especulação, com pouca ou nenhuma infraestrutura urbana,
Classe média e alta:
áreas valorizadas, densa infraestrutura urbana e de serviços, acesso a meios de transporte eficientes.
A essa separação espacial entre ricos e pobres damos o nome de segregação socioespacial.
Transporte urbano
Com o
crescimento horizontal
das cidades, o corre o aumento da mancha urbana, provocando a criação de novos bairros e a necessidade de novas estruturas urbanas (transporte, esgoto, energia ...) em áreas cada vez mais afastadas do centro.
A partir de 1950, com a entrada das indústrias automobilísticas no país, o
transporte rodoviário foi priorizado e incentivado.
Dessa maneira no Brasil predominam os automóveis como forma de transporte.
Citamos como exceções as linhas ferroviárias (metrô e trem).
Esse enorme número de automóveis gerou problemas para a mobilidade (congestionamentos) e saúde (poluição).
Problemas socioambientais urbanos
Ao analisarmos as questões socioambientais temos de ter fatores em mente, que transformam esses problemas em além de ambientais:
1) são causados pela forma como a cidade é socialmente construída.
2) Afetam diferentes classes sociais de maneira também diferente.
3) É uma relação entre o meio natural e a cidade.
Enchentes urbanas
As enchentes podem nos passar a erronêa impressão de que são fenômenos naturais, pois dependem das fortes chuvas para que ocorram. Realmente esses fatores naturais contribuem para a ocorrência desse problema que gera tantos prejuízos.
Todavia não podemos ignorar que tanto a
ocorrência, como a localização e os grupos populacionais mais atingidos
pelas enchentes são originados de fatores sociais.

Devido a grande impermeabilização do solo a água não infiltra no solo, conferindo a mesma uma vazão muito maior do que em outras condições.
A ocupação das áreas de várzea (regiões próximas aos rios, geralmente alagadas) também acentua esse problema, além disso, por se tratar de terrenos pouco visados pela especulação imobiliária, são ocupados por populações de baixa renda.
Lixo
A sociedade urbano-industrial é uma grande produtora de resíduos. Aqui é interessante definirmos o conceito de lixo.
Lixo são resíduos que não podem ser reaproveitados de qualquer maneira
, restando apenas o descarte dos mesmos. Perceba que, muitas vezes consideramos lixo aquilo que não o é.
Essa enorme produção de resíduos somada ao descarte desnecessário ou realizado de forma ambientalmente errada é o grande problema.
Nessa questão os
lixões
aparecem como os grandes vilões, pois nessas áreas de descarte não há qualquer tipo de cuidado ou planejamento, o lixo simplesmente é depositado na área, podendo contaminar o lençol freático com chorume e aumentando a possibilidade de proliferação de doenças.
Os
aterros sanitários
por sua vez são áreas planejadas para o descarte do lixo possuindo:
Captação e queima de metano
Deposição em camadas
Captação e tratamento do chorume
Impermeabilização da área.

A evolução da técnica (Revolução Industrial) altera esse quadro. A
técnica agora definia a transformação da natureza.

No meio técnico novas necessidades surgiram, por exemplo, era agora vital um sistema técnico que permitisse o funcionamento das máquinas
(fontes de energia, matérias-primas, mão-de-obra...)
. Veja que a industrialização alterou, as relações sociais por ela permeadas.
Os centros urbanos por oferecerem concentração populacional, relações comerciais e desenvolvimento técnico se tornaram espaços para a instalação das fábricas, assim, a industrialização passa não só a transformar as cidades mas a criar outras também.
As funções urbanas após a Revolução industrial se pautavam cada vez mais na indústria e no comércio.
As fábricas passam a alterar o espaço ocupado pelo homem, porém, não foram somente as cidades que sofreram com a mudança para o meio técnico, no campo começou um movimento populacional denominado de
êxodo rural:
Aumento da produtividade agrícola
Concentração fundiária
Cidades como áreas de atração (empregos nas fábricas)
Agora podemos afirmar que
inicia-se o processo de urbanização
, antes as cidades, meros espaços que centralizavam as atividades produtivas do campo, passam a exercer cada vez
mais centralidades
, convergindo cada vez mais atividades e passando a definir o desenvolvimento social do ser humano.
Até o século XIX, a população urbana mundial era de apenas 2%, já em 1950 essa marca atingia os 30% e em 2010 era de 50%.

No caso das cidades a centralidade foi sendo dispersa, principalmente devido ao
alcance e a eficácia dos meios de transporte
, tal fato diminui a importância de centros mais tradicionais. Com o surgimento de novos centros (esses
mais especializados
que os tradicionais) ocorre uma generalização dos fluxos e modo de vida urbanos, nos dando o caráter de sociedade urbana.
Assim, quando falamos em urbanização atualmente devemos levar em conta, além do êxodo rural e do aumento da taxa de população urbana, a
expansão do modo de vida urbano e das relações sociais ligadas a ele.
Dispersão da centralidade urbana
Entretanto, o que se observou nas últimas três décadas é uma nova alteração na configuração da rede urbana, especialmente nos grandes centros urbanos. A concentração populacional e as infraestruturas presentes nesses grandes centros passam de chamariz, para obstáculos na implantação de indústrias. Podemos citar como fatores dessa desconcentração espacial industrial:
Elevado preço dos terrenos
Aumento do preço da mão de obra nessas áreas
Presença de infraestruturas produtivas em cidades de menor hierarquia.
Classificação das cidades

Cidade local:
Concentra atividades comerciais necessárias as vilas que as cercam. Apresentam pequena influência na rede urbana.
EX: São Carlos, Araraquara, Rio Claro
Vila:
pequeno centro comercial e cultural, comumente centralizam apenas as atividades rurais em seu entorno.
EX: Ibaté, Itirapina.
Apesar de nessa hierarquia as metrópoles completas assumirem o posto de maior centralidade, o desenvolvimento do meio técnico nas comunicações e meios de transporte permitiu às cidades com menor hierarquização a possibilidade de se
conectarem diretamente com cidades de hierarquia maiores, inclusive de outros países.
Entretanto, mesmo com a tendência a desconcentração urbana, observa-se ainda a formação de
megalópoles (ou macrometropóles)
, pois as mesmas não dependem de uma união física entre metrópoles, mas sim estão ligadas por intensos fluxos permeados por uma densa rede urbana.
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