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CONSIDERAÇÕES SEMÂNTICAS SOBRE A CRASE

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by

Rivanildo Silva

on 28 July 2016

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Transcript of CONSIDERAÇÕES SEMÂNTICAS SOBRE A CRASE

REFLEXÕES LINGUÍSTICAS SOBRE O EMPREGO DA CRASE
2. REFERENCIAL TEÓRICO
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Nize Paraguassu Martins (UESPI)
Rivanildo da Silva Borges (UESPI)

[2]
[3]
[5]
[5]
[7]
REFERÊNCIAS
Obrigada!
nparaguassu@hotmail.com
ESQUEMA DE APRESENTAÇÃO
2. Referencial teórico:
2.1. Nomes nus no PB:
2.1.1. A expressão da genericidade no Português Brasileiro (PB) - Müller 2000, 2001b, 2004;
2.1.2. A expressão de número no PB - Paraguassu 2010;
2.2. O estudo da crase
1. Introdução
FOCO:
# O estudo da crase a partir da denotação dos nomes nus no PB.
OBJETIVO GERAL
# Analisar o estudo da crase a partir da semântica dos nomes nus no PB.
OBJETIVO ESPECÍFICO
#Apontar as vantagens de se apoiar em uma teoria linguística para ensinar língua portuguesa.
METODOLOGIA:
# Pesquisa exploratória e bibliográfica acerca do estudo da crase e da denotação dos nomes nus no PB.
A expressão de número no PB (Paragassu, 2010):
rivanildosilva32@hotmail.com
3. A semântica do nome nu e a crase.
4. Considerações finais.
INTRODUÇÃO
2.1. NOMES NUS NO PB
[8]
2.3. O estudo da crase:
[11]
3. A SEMÂNTICA DO NOME NU E A CRASE
[14]
3. A SEMÂNTICA DO NOME NU E A CRASE
A INTERFACE SINTAXE-SEMÂNTICA DA CRASE:
[12]
Critérios semânticos não são considerados no estudo tradicional da crase, no entanto, o fator semântico é o mais proeminente para atestar a ocorrência ou não de crase.
No PB, diferentemente das demais línguas românicas, nomes nus têm um comportamento menos restrito (Schmitt & Munn, 1999, 2000; Müller, 2002; Müller & Oliveira, 2004; Pires de Oliveira & Mezari, 2012; etc.).
(1)
Brasileiro
gosta de futebol.
(2)
Políticos
falam demais.
(3) João vende
carro
.
(4)
Mulheres
gostam de
flores
.
No PB, o nome nu é um indefinido genérico:
A expressão da genericidade no PB (Müller, 2000, 2001b)
(5)
Brasileiro
deixa tudo para a última hora.
(6)
Professores
trabalham muito.
(8) João comprou
batata
.
b. João comprou uma ou mais batatas.
(9) Pedro quer comprar
uma casa
nessa rua.
(10) Pedro quer comprar
casa
nessa rua.
a. Há uma casa (específica) que Pedro quer comprar nessa rua.
b. Pedro quer comprar qualquer casa que fique nessa rua.
a. Pedro quer comprar qualquer casa que fique nessa rua.
[6]
"[...] é a fusão de dois fonemas vocálicos em um só. Trata-se da contração da preposição
a
com o artigo definido
a(s)
ou com os pronomes demonstrativos
aquele(s)
,
aquela(s)
e
aquilo
, fenômeno graficamente indicado pelo acento grave (`) [...]" (Almeida, 2009, p. 367).
"Para a utilização do acento grave é necessário considerar as noções de termo regente e termo regido:
a) Termo regente: é o verbo ou nome que exige complemento regido da preposição a.
b) Termo regido: é o termo que completa o sentido do termo regente, admitindo a anteposição do artigo a(s)[...]" (Almeida, 2009, p. 367).
Níveis considerados:
fonológico e morfológico.
Níveis considerados:
sintático.
Se o substantivo estiver usado em sentido indeterminado, não estará precedido de artigo definido e, portanto, não ocorrerá
à
, mas
a
, que será mera preposição, como no exemplo: O imóvel foi vendido
a
construtora e será demolido para dar lugar
a
prédio (BECHARA, 2010, p. 302, grifos do autor).
[10]
CONSIDERANDO O NÍVEL SEMÂNTICO:
Num pequeno excerto, Bechara (2010) considera o fator semântico no estudo da crase:
(11) Maria vai __ loja quando está estressada.
(12) Pedro vai __ festas no fim de semana.
Ocorre crase nas seguintes sentenças?
(13) a. Maria vai
ao mercado
quando está estressada.
Substituindo os substantivos femininos por masculinos:
[13]
SP
SD
P'
Leitura determinada:
Leitura indeterminada:
P
D'
D
SN
SP
SN
P'
P
a
...
a
...
(19) a. Maria vai
ao mercado
quando está estressada.
b. Maria vai
a mercado
quando está estressada.
o
mercado
mercado
SP
SD
P'
P
D'
D
SN
a
SP
SN
P'
P
a
a
3. A SEMÂNTICA DO NOME NU E A CRASE
A leitura preferida em sentenças genéricas é sempre a não específica – exemplos em (b) –, ou seja, utilizamos o nome nu. Quando desejamos especificar algo nessas sentenças, utilizamos modificadores:
[4]
UMA QUESTÃO INICIAL...
Vender, fornecer, servir, ministrar ou entregar, ainda que gratuitamente, de qualquer forma,
a criança ou a adolescente
, bebida alcoólica ou, sem justa causa, outros produtos cujos componentes possam causar dependência física ou psíquica[...]
(Artigo 243 do Estatuto da Criança e do Adolescente - ECA)
[9]
NÃO OCORRÊNCIA DE CRASE COM O PLURAL NU:
Embora não desenvolva, Almeida (2009) já considera a possibilidade de não haver crase com palavras no plural:
Seção: Casos em que não ocorre a crase
"c) no
a
singular anteposto a palavra no plural:
Nunca vou a festas juninas.
Não me refiro a atividades desonestas."
(ALMEIDA, 2009, p. 371, grifo do autor)
Mesmo aqui, apenas se considera a
fonologia
e a
morfossintaxe
na explicação. O autor não desenvolve uma explicação de natureza
semântica
.
OCORRE CRASE:
NÃO OCORRE CRASE:
ALMEIDA, Nilson Teixeira de. Gramática da Língua Portuguesa para concursos. 9. ed. São Paulo: Saraiva, 2009.

BARBOSA, Pilar; MÜLLER, Ana & OLIVEIRA, Fátima. Nomes Simples: Questões Sintáticas e Semânticas, Boletim da ABRALIN 26, 410-414, 2001.

BECHARA, Evanildo. Gramática escolar da Língua Portuguesa. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2010.

KRIFKA, M.; PELLETIER, F.J.; CARLSON, G.; ter MEULEN, A.; CHIERCHIA, G & LINK, G. Genericity: an Introduction.
In
: CARLSON, G & PELLETIER, F. J. (orgs) The Generic Book. Chicago e Londres: The University of Chicago Press, pp. 1-124, 1995.

MÜLLER, Ana. Sentenças Genericamente Quantificadas e Expressões de Referência a Espécies no Português do Brasil. Cadernos de Estudos Linguísticos, Campinas, v. 39, p. 141-158, 2000.

___________ . A Expressão da Genericidade no Português do Brasil. Revista Letras, Curitiba, PR, v. 55, p. 153-165, 2001.

MÜLLER, Ana; OLIVEIRA, Fátima. Bare Nominals and Number in Brazilian and European Portuguese. Journal of Portuguese Linguistics, Portugal, v. 3, n. 1, p. 9-36, 2004.

PARAGUASSU, Nize. A contabilidade dos nomes no português brasileiro. Tese de doutorado, USP, São Paulo, 2010.

PIRES DE OLIVEIRA, Roberta; MEZARI, Meiry Perucchi. (orgs.). Nominais Nus: um olhar através das línguas. Campinas: Mercado de Letras, 2012.

VIOTTI, Evani; MÜLLER, Ana. O comportamento sintático e semântico de sujeitos indefinidos no PB. Revista Letras, Curitiba, n. 60, Editora UFPR, p. 435-453, jul./dez. 2003.
Ocorre crase no caso a seguir?
aquele...
São nomes (substantivos) comuns que aparecem sem determinante explícito.
a. # Geralmente, João comprou
batata
.
Singular nu
Plural nu
Singular nu
Plural nu - Singular nu
b. Maria vai
a mercado
quando está estressada.
(14) a. Pedro vai
aos

bailes
no fim de semana.
b. Pedro vai
a bailes
no fim de semana.
(15) a. Maria vai
à loja
quando está estressada
(15) b. Maria vai
a loja
quando está estressada.
Leitura específica/determinada
Leitura não-específica/indeterminada
(15) c. Maria vai
à loja da amiga
quando está estressada
(16) a. Pedro vai
às festas
no fim de semana.
(16) b. Pedro vai
a festas
no fim de semana.
(16) c. Pedro vai
às festas da boate Z
no fim de semana.
(17) a. Pedir dinheiro
ao banco
é um equívoco.
b. Pedir dinheiro
a banco
é um equívoco.
(18) a. Pedir dinheiro
à financeira
é um equívoco.
b. Pedir dinheiro
a financeira
é um equívoco.
A mesma lógica se aplica aos seguintes casos:

I ENCONTRO NACIONAL DE
LETRAS DA UESPI
01 a 04 de setembro de 2015

No PB, o nome nu sem morfologia de plural é indefinido para número:
(7)
Homem
não chora.
a. Normalmente,
homem
não chora
.
a. Geralmente,
brasileiro
deixa tudo para última hora.
b.Tipicamente, professores trabalham muito.
As teorias acerca da denotação do nome nu no PB podem instrumentalizar o professor de língua portuguesa no ensino da crase a partir de uma análise reflexiva da gramática da língua, pois a ocorrência ou não de crase depende, principalmente, da semântica do nome que sucede a preposição ‘a’.
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