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Copy of Tendencias pedagógicas.

Aula 1
by

Ana Cruz

on 6 August 2013

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Transcript of Copy of Tendencias pedagógicas.

Professora Jeannette Filomeno Pouchain Ramos
A escola é o retrato da sociedade
que a serve (Saviani, 2005)

Tendências Pedagógicas
Tradicional
Escola centrada no professor
Como ensinar
Escola centrada no aluno
Como aprender
aprender a aprender
Pedagogia: ciência da educação
currículo
Teoria
+
X
=
Prática
Didática
Renovadora
Teorias do ensino
Teorias da aprendizagem
aluno aprende, professor acompanha
Tendências pedagógicas
A arte de ensinar tudo a todos (Comenius)

Tecnica de dirigir e orientar a aprendizagem (Dicionário Aurélio)

Tem por objetivo o 'como fazer', articulado ao 'para quê' e 'por quê' fazer. Reflexão sistemática e busca de alternativas para os problemas da prática pedagógica. (Candau)
Pensamento pedagógico brasileiro
Brasil colônia (1549)
Pedagogia tradicional (Ratio Studiorum) (1584)
Pedagogia tradicional leiga - Pombal - Racionalista (1759)
Contrapondo-se à concepção tradicional
concepção pedagógica renovadora se ancora:
numa visão filosófica baseada na existência, na vida, na atividade.
a natureza humana é mutável, determinada pela existência.

Na visão tradicional o privilégio era do adulto, considerado o homem acabado, completo, por oposição à criança, ser imaturo, incompleto.
Na visão moderna, sendo o homem considerado completo desde o nascimento e inacabado até morrer. A criança passa a ser o centro.

Pedagógico: o eixo se deslocou do intelecto para as vivências;
do lógico para o psicológico; dos conteúdos para os métodos;
do professor para o aluno; do esforço para o interesse;
da disciplina para a espontaneidade; da quantidade para a qualidade;
de uma pedagogia de inspiração filosófica centrada na ciência da lógica para uma pedagogia de inspiração experimental baseada na biologia e na psicologia.
sua manifestação mais difundida é o escolanovismo.
Concepção pedagógica nova ou moderna
Concepção pedagógica tradicional
Concepção Tradicinal Religiosa
Pedagogia jesuítica Brasil, 1549-1759
Concepção Tradicinal Leiga
Pedagogia Pombalina - Brasil, 1759-1932
Concepção Pedagógica Produtivista
Pedagogia tecnicista - BRasil, 1969-2001
Concepção Pedagógica Contra Hegemônica - Pedagogia libertária
Concepção Pedagógica Contra Hegemônica
Pedagogia libertadora
Concepção Pedagógica
Contra Hegemônica- Pedagogia histórico-crítica
A expressão “concepção tradicional”
correntes pedagógicas formuladas desde a Antigüidade,
- visão filosófica essencialista de homem
- visão pedagógica centrada no educador (professor)
no adulto, no intelecto, nos conteúdos cognitivos transmitidos pelo professor aos alunos, na disciplina, na memorização (SAVIANI, 2005).
Distinguem-se, no interior dessa concepção, duas vertentes
a religiosa (Jesuística) e leiga (Pombalina)- (Ver a seguir)
Pedagogia católica - jesuítas

Ratio Studiorum” - Plano de Estudos (1599) - conjunto de 467 regras cobrindo todas as atividades dos agentes diretamente ligados ao ensino, indo desde as regras do Provincial, do Reitor, do Prefeito de Estudos, dos professores de modo geral e de cada matéria de ensino, abrangendo as regras da prova escrita, da distribuição de prêmios, do bedel, chegando às regras dos alunos e concluindo com as regras das diversas Academias.
contexto europeu de Reforma Protestante - primórdios da reforma.

Marquês de Pombal, primeiro ministro do Rei de Portugal, D. José I.
Reformas se contrapunham ao predomínio das idéias religiosas e, com base nas idéias laicas inspiradas no Iluminismo:
Privilégio do Estado em matéria de instrução.
Estado português era, ainda, regido pelo estatuto do padroado, vinculando-se estreitamente à Igreja Católica.
Nova orientação, igualmente católica, formulada por padres de outras ordens religiosas, com destaque para os oratorianos.


A sistemática pedagógica: “AULAS RÉGIAS”
disciplinas avulsas ministradas por um professor nomeado e pago pela coroa portuguesa com recursos do “subsídio literário” instituído em 1772. As “aulas régias” perduraram no Brasil até 1834.
Método de ensino Mútuo adotado em 1808 que se tornou oficial com a aprovação das lei das Escolas de Primeiras Letras - expansão do ensino.
FUNDAMENTAÇÃO:
Propõe a reordenação do processo educativo de maneira a torná-lo objetivo e operacional
Neutralidade científica
Princípios de racionalidade, eficiência e produtividade
Objetivação do trabalho pedagógico -trabalho fabril

Teorias derivadas da corrente filosófico-psicológica do behaviorismo, planejar a educação de modo a dotá-la de uma organização racional capaz de minimizar as interferências subjetivas que pudessem pôr em risco sua eficiência.

DIMENSÃO PEDAGÓGICA:
Pedagogia tradicional - a iniciativa cabia ao professor
Pedagogia nova - a iniciativa deslocou-se para o aluno
Pedagogia tecnicista - a organização racional dos meios.
Professor e o aluno posição secundária.
A organização do processo = garantia da eficiência
Se expressa num duplo e concomitante movimento:
a crítica à educação burguesa
a formulação da própria concepção pedagógica que se materializa na criação de escolas autônomas e autogeridas.
No aspecto crítico:
denuncia-se o uso da escola como instrumento de sujeição dos trabalhadores por parte do Estado, da Igreja e dos partidos ( Concepção crítico-reprodutivista).
No aspecto propositivo:
unidade teoria-prática - práxis
estudos dos conceito de educação integral” e “ensino racionalista”
Criação de universidade popular, centros de estudos sociais e escolas - “Escolas Modernas” - Francisco Ferrer. Lobrot.
FUNDAMENTOS: Idéias de Paulo Freire
Inspiração filosófica se encontra no Personalismo cristão e na fenomenologia existencial. Como se trata de correntes que, como o pragmatismo, se inserem na Concepção humanista moderna de filosofia de educação.
DIMENSÃO PEDAGÓGICA:
Interfaces e contra-pontos com Pedagogia renovadora:
Valoriza o interesse e iniciativa dos educandos, dando prioridade aos temas e problemas mais próximos das vivências dos educandos.
Diverge na dimensão política da educação:
no centro do trabalho educativo temas e problemas políticos e sociais
o papel da educação é, fundamentalmente, abrir caminho para a libertação dos oprimidos.
Concepção dialética, materialismo histórico
Bases psicológicas com a psicologia histórico-cultural desenvolvida pela “Escola de Vigotski”.
EDUCAÇÃO: é o ato de produzir, direta e intencionalmente, em cada indivíduo singular, a humanidade que é produzida histórica e coletivamente pelo conjunto dos homens.
Mediação no seio da prática social global.
A prática social, portanto, é o ponto de partida e o ponto de chegada.
RELAÇÃO PROFESSOR-ALUNO: se encontram igualmente inseridos ocupando, porém, posições distintas.
MÉTODO:
solução dos problemas postos pela prática social, cabendo aos momentos intermediários do método identificar as questões suscitadas pela prática social (problematização), dispor os instrumentos teóricos e práticos para a sua compreensão e solução (instrumentação) e viabilizar sua incorporação como elementos integrantes da própria vida dos alunos (catarse).
Art. 2º A educação, dever da família e do Estado, inspirada nos princípios de liberdade e nos ideais de solidariedade humana, tem por finalidade o pleno desenvolvimento do educando, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho.

Art. 3º O ensino será ministrado com base nos seguintes princípios:
I - igualdade de condições para o acesso e permanência na escola;
II - liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar a cultura, o pensamento, a arte e o saber;
III - pluralismo de idéias e de concepções pedagógicas;
IV - respeito à liberdade e apreço à tolerância;
LDB/96 - Marco legal
“Não serei o poeta de um mundo caduco.
Também não cantarei o mundo futuro.
Estou preso à vida e olho os meus companheiros.
Estão taciturnos mas nutrem grandes esperanças.
Entre eles considero a enorme realidade.
O presente é tão grande, não nos afastemos.
Não nos afastemos muito, vamos de mãos dadas.
Não serei o cantor de uma mulher, de uma história.
Não direi os suspiros ao anoitecer, a paisagem
vista da janela, não distribuirei entorpecentes ou cartas de suicida,
não fugirei para as ilhas nem serei raptado por serafins.
O tempo presente é minha matéria, o tempo presente,
Os homens presentes, a vida presente.”



Carlos Drummond de Andrade
MÃOS DADAS
CONVIVÊNCIA

Gente quando se encontra com gente, se torna mais gente.

As pessoas se produzem historicamente no encontro com outras pessoas. É pelo rosto do outro que construímos nosso próprio rosto. A importância do outro na construção de si mesmo é tão decisiva e fundamental que tem até uma dimensão interiorizada. Cada pessoa, quando pensa, se surpreende falando consigo mesma, com o outro embutido em si mesmo. É fecundo diálogo entre o desejo e a pessoa histórica em construção, entre a base e o nome, entre quem sou e quem faço. Esta construção concreta da existência humana se produz no permanente confronto entre o desejo e a chance ou condição histórica, entre os impulsos e as possibilidades e condições de concretização. Esta capacidade de nos transformarmos, de nos ultrapassarmos a nós mesmos, de nos tornamos mais gente faz com que não sejamos seres humanos, mas devires humanos. Seres são tijolos, as flores e os pássaros. Estes são, simplesmente, com toda riqueza e miséria. Nós não somos, nós existimos, continuamente saímos do que somos. Somos eternos “ex”; peregrinos sem prisão definida a coisa nenhuma. Podemos e devemos nos transcender permanentemente. A tragédia e a alegria de ser gente é o fato de que tudo o que somos, por mais maravilhoso que possa parecer, não passa de um tímido esboço de quem nos podemos tornar.
A convivência com o outro é um indispensável processo de construção de si. A escola é o espaço em que, pela intervenção educativa, as pessoas se qualificam para a aventura humana da permanente transcendência, para a riqueza da fraternura na convivência. A função sócio-política da escola, no processo pedagógico da alfabetização sócio-cultural, inclui, mas não se esgota no conhecimento da sociedade em que se vive, suas contradições, mazelas e chances. Esta alfabetização implica a construção das aptidões atitudinais necessárias para uma fecunda convivência humana. Este exercício concreto da parceria, do encontro, da convivência demanda e se concretiza na gestão democrática da escola. (Lauro Witman)

Nos autos de pregação de Anchieta condenam gestos e ritmos, ou seja, a liturgia tupi.

Os jesuítas voltaram as costas para a modernidade (Saviani, 2005)
Método Freiriano
O que é DIDÁTICA?
Breve Histórico da Didática
CORRENTES DO PENSAMENTO
e TENDÊNCIAS PEDAGÓGICAS
sAVIANI, 2005
Pedagogia da Essência
Pedagogia da Existência
É uma disciplina pedagógica que investiga os fundamentos, condições e modos de realização da instrução e do ensino, subordinando-se a objetivos educacionais (sócio-políticos). (Libâneo)

É uma construção histórica, elaborada na tensão dialética entre o imposto e o criado. (Almeida)
O que é DIDÁTICA?
Sales, 2004.
Método da pedagogia Moderna
Referências:
ALMEIDA, Ana Maria Bezerra de. SOARES, José Rômulo. SALES, Josete de Oliveira Castelo Branco. BRAGA, Maria Margarete Sampaio de Carvalho. CAVALCANTE, Maria Marina Dias. LIMA, Maria Socorro Lucena Capítulo 3 - As teorias educacionais e a docência. Didática Geral. Ceará. UAB UECE, 2010, p. 23-34.
BRASIL. Lei Nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996 Lex: Leis de Diretrizes e Bases da educação Brasileira (LDB), Brasília, 1996.
SALES, Josete de Oliveira Castelo Branco (Org.). A ação didática no interior das diferentes tendências pedagógicas. IN didática. Fortaleza: Ed. UECE, 2004.
SAVIANI, Demerval. As concepções pedagógicas na história da educação brasileira. Campinas-SP, 2005. Disponível em: http://www.histedbr.fae.unicamp.br/navegando/artigos_frames/artigo_036.html. Acessado em: 23 de jan. de 2013.
VEIGA, Ilma Passos Alencastro. Didática: Uma retrospectiva Histórica. Texto apresentado ao grupo metodologia Didática, na X Reunião Anual da ANPED, SAlvador, maio de 1987.
CORRENTES DO PENSAMENTO, HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO
E TENDÊNCIAS PEDAGÓGICAS

avaliação
planejamento
A didática no Brasil (VEIGA, 1987):
[...] o método mútuo [...] se baseava no aproveitamento dos alunos mais adiantados como auxiliares do professor no ensino de classes numerosas.

O método intuitivo conhecido como lições de coisas foi concebido com o intuito de resolver o problema da ineficiência do ensino, diante de sua inadequação às exigências sociais decorrentes da revolução industrial - final do século XVIII e meados do século XIX, ao mesmo tempo em que essa mesma revolução industrial viabilizou a produção de novos materiais didáticos como suporte físico do novo método de ensino.
Saviani, 2005.
http://educacao-e-tecnologias.blogspot.com.br/2008/12/pedagogia-tradicional-uma-proposta-de.html
http://fr.wikipedia.org/wiki/P%C3%A9dagogie
Primórdios da didática (1549-1930)
A didática é tradicional, cumpre renová-la (1930-1945)
O predomínio das novas idéias (1945-1960)
Os descaminhos da didática (1964-)
O momento atual da didática (1980-)
Sales, 2004.
Escola Nova (1930)
Pedagogia Tecnicista (1930-)
Pedagogia Critico-reprodutivista (1970-)
Pedagogia Histórico-crítica (1980-)
CORRENTES DO PENSAMENTO
e TENDÊNCIAS PEDAGÓGICAS
Sales, 2004.
Sales, 2004.
CORRENTES DO PENSAMENTO
e TENDÊNCIAS PEDAGÓGICAS
Saviani, 2005.
http://pt.scribd.com/doc/51564446/quadro-das-tendencias-pedagogicas-1
Para início de conversa
O pássaro
http://maratozatto.blogspot.com.br/2012/09/voe-livre.html
http://www.youtube.com/watch?v=g20qP4ui-Zg
Daquilo que eu sei - Ivan Lins
http://frankvcarvalho.blogspot.com.br/2011/06/os-jesuitas-e-educacao-no-brasil.html
http://www.koysanova.com.br/2012/09/colecao-celebra-espirito-critico-de.html
Escola tradicional X escola nova
http://peadportfolio164246.blogspot.com.br/2009/10/escola-tradicional-dando-lugar-escola.html
http://www.revistapontocom.org.br/entrevistas/serie-de-entrevistas
http://fabianojd.blogspot.com.br/2009/05/pedagogia-nova-tecnicista-e-libertadora.html
http://www.pedagogiaaopedaletra.com.br/tags/a-pedagogia-libertaria-no-brasil/
http://amarcuidando.blogspot.com.br/2012/04/paulo-freire.html
http://sergioramos.com.br/ant.asp?page=19&intervalo=20
Método histórico-crítico
http://historiadaeducacaobrasileira.wordpress.com/ensino-mutuo-ou-metodo-lancasteriano/
Método tradicional leigo
http://clubedamafalda.wordpress.com/tag/comunicacao/
Método Pedagogia Tradicional
A repetição
Memorização dos conteúdos
Alunos estimulados pela competição, bonificados com pontos ou castigados com a retirada de pontos nas notas.
Decorar conteúdos significava sinal de inteligência.

De acordo com a lógica formal herbartiana, o método consistia nos seguintes passos:

1. Preparação: Envolvia uma introdução geral ao conteúdo e uma explicação acerca de sua relevância. Isto se dava num tom de bastante convicção, por parte do professor e, via de regra, seu discurso carregava o moralismo e o autoritarismo próprios à prática pedagógica tradicional corrente.
2. Apresentação: Fixadas as bases iniciais, a mente dos alunos estaria predisposta a aceitar o novo conhecimento, agora apresentado em forma de síntese, pois somente o tempo da aula não permitia o aprofundamento da matéria.
3. Assimilação: A estimulação do pensamento se dava na forma especulativa de uma lógica formal comparativa do conhecimento anterior com o conhecimento novo. Eram observados, assim, os dados quantitativos acrescidos ao novo conhecimento, o volume de informações novas, os conceitos formais, as fórmulas, as regras.
4. Generalização: Nessa etapa, o conhecimento de casos particulares deveria alcançar a tarefa de explicação dos fenômenos em termos gerais.
5. Aplicação: A ciência experimental tem caráter exato e de aplicação. Assim, o método escolar também deveria perseguir o modelo científico. A aplicação se dava essencialmente através dos “deveres de casa ou de classe”,atividades muitas vezes monótonas e repetitivas, nas quais o professor buscava, pela aplicação de exercícios sobre as matérias, verificar o conhecimento acumulado pelos alunos.

ALMEIDA, et alii, 2010
No campo da psicologia, passou-se a compreender que a criança possui processos mentais próprios e diferenciados dos adultos, na apreensão do conhecimento.As salas de aula tomaram nova vida: o silêncio foi substituído pela fala ou pelo riso das crianças e as salas de aula passaram a ser coloridas e enfeitadas. A organização da sala de aula rompeu com o estilo de cadeiras enfileiradas e abriu-se para a formação de círculos, de cantinhos de aprendizagens especificas,nos quais o interesse da criança propunha as atividades, antes rigidamente impostas pelo professor.

ALMEIDA, et alii, 2010
Método tecnicista
Essa pedagogia da fábrica, quando transferida para a escola, através do tecnicismo educacional
Reproduz os processos de controle de tempo, espaço e movimento, dos envolvidos nas tarefas educativas, de modo a torná-los meros objetos da técnica.

A didática aplicada na sala de aula trabalha com a aplicação de estímulos que conduzem a respostas pré-estabelecidas de caráter pretensamente objetivo.
Diante do acerto ou do erro, o professor, na verdade um tipo de instrutor ou monitor.

Os tecnicistas acreditam que estes tipos de reforços atuam para a formação de habilidades e competências, numa sequência de treinamentos aos quais os alunos devem ser submetidos.
O papel do professor se resume a controlar o comportamento dos educandos, eecutar o planejamento dos técnicos especializados. Hierarquia escolar altamente centralizada.

ALMEIDA, et alii, 2010
Considera a importância do contexto social e linguístico, ou seja, a vida prática do cotidiano dos alunos e a cultura popular.

Cinco momentos:

1)Vivência: expressa o contato com a cultura local, pelo diálogo no círculo de cultura;
2)Temas geradores: discernimento sobre as palavras ou expressões sínteses das experiências e dos anseios da comunidade;
3)Problematização: levantamento das questões de importância acerca dos temas apresentados;
4)Conscientização: expressa a compreensão crítica da realidade e a possibilidade de mudança;
5)Atividade política: encaminhamento prático a respeito da superação dos problemas discutidos. Pressupõe a atividade dos alunos, do educador e dos demais interessados na solução dos problemas.
ALMEIDA, et alii, 2010
O centro da crítica de Saviani à Escola Nova, diz respeito ao caráter pseudo-científico dos métodos novos e ao desprezo pelo conteúdos. Ao lado disso, o autor critica o espontaneísmo e a falta de uma disciplina de estudos, no contexto da Escola Nova. Para Saviani, a Escola Nova não foi democrática, pois empobreceu a educação dos trabalhadores e privilegiou a educação da burguesia.
Contra os passos da Escola Tradicional e da Escola Nova, Saviani expõe também cinco passos:
1)Prática social inicial: conhecimento sintético da realidade do professor e dos alunos em suas ricas relações e determinações;
2)Problematização: relativamente à identificação dos principais problemas da prática social e do conhecimento necessário ao seu enfrentamento na prática social;
3)Instrumentalização: que proporciona aos alunos das classes populares, as ferramentas culturais necessárias à luta contra a exploração;
4)Catarse, nas palavras do autor: ‘Trata-se da efetiva incorporação dos instrumentos culturais , transformados agora em elementos ativos de transformação social’ (Saviani, 2007ª, p. 72); e,
5) retorno à prática social (final), entendido como a compreensão sintética da prática social pelos estudantes, de modo a modificá-la, não de forma imediata, mas de modo indireto e mediato, pois, para Saviani, a tarefa essencial da prática pedagógica é a compreensão da prática social e não, a intervenção imediata na referida prática.
Desse modo, inferimos, quando o aluno não recebe o saber, pois a prioridade foi voltada para sua conscientização, a escola deixa de cumprir sua tarefa essencial.

ALMEIDA, et alii, 2010.
O professor de didática
SALES, 2004
Pedagogia critico social dos Conteúdos - Libâneo
BOGDAN SUCHODOLSKI A Pedagogia e as grandes correntes filosóficas
manifestações pedagógicas originadas desde a antiguidade até a
em duas correntes distintas: a pedagogia da essência e a pedagogia da existência.

A pedagogia da essência
foi iniciada por Platão e desenvolvida pelo cristianismo.
Procura entender a educação como ação que desenvolve no indivíduo a sua essência "verdadeira".
.Há uma reafirmação do ideal dualista de homem e de mundo.
Na pedagogia cristã deve-se buscar tudo o que aproxima o homem ao divino e evitar as coisas terrenas, mundanas.


A pedagogia da existência
se fortalece nas concepções evolucionistas de Darwin e Spencer. A evolução é uma das características essenciais da realidade, é o que faz abandonar a autoridade passada e valorizar a presente.
No século XX que a criança agora é vista como sujeito da educação, sua atividade é valorizada e tudo o que despertar seu interesse, curiosidade e criatividade deve ser adotado no processo educacional.
“Unir educação e vida de modo que não seja necessário um ideal – ou definir um ideal tal que a vida real não seja necessária – eis os dois extremos do pensamento pedagógico da nossa época”.(p.123) SUCHODOLSKI, 1984.
http://educehist.blogspot.com.br/2011/06/essencia-e-existencia.html
Pedagogia da essencia e da Existência
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