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Psicolinguística experimental:

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by

Rodrigo de Castro

on 31 October 2013

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Transcript of Psicolinguística experimental:

Psicolinguística experimental:
Focalizando o processo da linguagem.

Um breve resumo histórico
Origem nas ideais de Wilhelm von Humboldt (primeiro linguista europeu a trabalhar com a linguagem), retomadas por Wundt, psicólogo alemão.
Wundt
Na virada do século XIX para o XX, já se mostrava preocupado com relação entre os processos mentais e o comportamento verbal.
Objetivos básicos:
Informar a evolução da área da psicolinguística desde seu surgimento.
Apresentar histórico resumido das principais mudanças ocorridas nas pesquisas.
Apresentar teorias linguísticas durante esse período de consolidação da área.
Focar a subárea do processamento linguístico.

Wundt
Defendia a impossibilidade da Psicologia cognitiva ser autônoma em relação a linguística e vice-versa.
Inicio da década de 1950
1951 - Seminário de verão entre a psicologia e a linguística, na Universidade de Cornell.

1953- Seminário de Psicolinguística na Universidade de Indiana.
Consenso
As tarefas teóricas e metodológicas
desenvolvidas poderiam ser utilizadas nas estruturas linguísticas.
Sendo creditado a esse evento o surgimento da psicolinguística.
50 anos depois...
Ocorreram mudanças radicais na abordagem dos estudos da cognição humana.
50 anos
Mudança de paradigma
A psicolinguística, então avança usando uma abordagem gerativa da cognição. E a partir dessa mudança de paradigma teórico, a psicolinguítica começa uma fase de pesquisas.
1970
Desvinculação das pesquisas dos estudos teóricos gerativistas e passam a ser norteadas pela corrente teórica majoritária da psicologia cognitiva.
A psicologuística experimental
O interesse central da psicologuística pode ser resumido em três questões básicas:
Teoria do aprendizado, onde os estímulos externos ao indivíduo seriam fixados pela repetição.
Behaviorismo de Skinner
Surge como revolução no campo da Linguística. Com idéias contrárias ao Behaviorismo.
[...] a linguagem humana não pode ser caracterizada como um sistema de hábitos e repetições.
Gramática transformacional.
Gerativismo de Chomky, 1960
CRIATIVIDADE
Conceito de Psicolinguística
Segundo o dicionário :
Parte da linguística que pesquisa as conexões existentes entre questões pertinentes ao conhecimento e uso de uma língua, tais como a do processo de aquisição de linguagem e a do processamento linguístico, e os processos psicológicos que se supõe estarem a elas relacionados.

fonte: Dicionário Houaiss.

Focalizam os processos relacionados ao discurso e ao reconhecimento das palavras (acesso lexical).
a) Como as pessoas adquirem linguagem verbal?
b) Como as pessoas produzem linguagem verbal?
c) Como as pessoas compreendem a linguagem verbal?
Objetivo da Psicolinguística experimental
Descrever e analisar a maneira como o ser humano compreende e produz a linguagem.
Processo
Execuçao pelo falantes/ ouvintes a partir do seu aparato perceptual/ articulatório e de seus sistemas de memória.
Tal processo
Sinal acústico
Informação sintática
Reconhecimento de itens lexicais
Projeções das propriedades formais e semânticas
Interpretação do sigficado
Ou seja,Parte da Linguística que pesquisa as conexões entre a linguagem e a mente.
Motivo: experimentos psicolinguísticos não conseguiam relacionar de maneira harmoniosa a teoria da gramática transformacional com os resultados das pesquisas experimentais.

Alguns campos de investigação:

a) estudos sobre a percepção da fala, em que se analisa o sinal acústico em seus vários aspectos.

b) estudos sobre o reconhecimento de palavras ou sobre o acesso lexical.

c) estudos sobre o processamento de frases que investigam a organização da estrutura sintática construída a partir do parser (ou processador sintático).

d) o estudo da interpretação semântica dos enunciados lingüísticos.


Teoria da Complexidade Derivacional

Teoria do Labirinto (garden-path)

Teoria Interativa Incrementacional

Teoria da Satisfação de Condição
Teoria da complexidade derivacional (TDC)– que não se manteve após uma serie de experimentos de metodologia rigorosa. Não foi eficaz devido a incapacidade de dar conta do processamento de frases a partir da teoria lingüística da Gramática transformacional em suas primeiras versões.
Teoria do Garden-path (TGP), ou Teoria do labirinto
baseado na seguinte metáfora: quando ouvimos uma frase é como se entrássemos numa casa sem janelas e sem nenhuma referência externa e a partir daí quissemos chegar, por exemplo, no quarto. Quando entramos na casa nos deparamos com vários cômodos contendo várias portas; vamos rapidamente escolhendo várias portas por onde achamos que encontraríamos o quarto mais rápido, mas, de repente, abrimos uma porta que dá para o jardim (garden), e percebemos então que temos que voltar e refazer o caminho para encontrar a porta que nos leva corretamente ao quarto.
Alguem atirou no empregado da atriz [que estava na varanda].
Teoria interativa interacional (TII) – funciona em oposto a TGP
funciona em paralelo, pois antes de escolher uma das possibilidades da frase ambígua ou uma das portas de dentro da casa para chegar ao quarto, essa teoria checaria as outras possibilidades e portas para só então decidirmos o caminho a seguir.
Teoria conexionista teoria da satisfação de condições (TSC)
Argumenta que o caminho que seguimos no processamento das frases é guiado por uma constante e alta interação entre todos os tipos de informação.
Metáfora casa – não existe mais estrutura física da construção é sim só o caminho que nos leva até onde fica o quarto.
E como guia até o quarto é usado a nossa experiência lingüística, que já fez e refez o caminho várias vezes. E quanto mais vezes fazemos o mesmo caminho, menos dificuldades teremos.
Um navio entrava na baía de Guanabara um enorme rebocador.
sintagma da frase
Verbo entravar (obstruir) = entrava 3ª pessoa do singular do pretérito imperfeito
Experimentos off-line

baseados em respostas dadas por indivíduos após os mesmos terem lido ou ouvido uma frase ou um texto

Experimentos on-line

se baseiam em medidas a reações obtidas no momento em que a leitura/audição está em curso

Consistia na aplicação de um questionário em que várias frases da mesma estrura fossem lidas por sujeitos voluntários ao experimento. Os resultados foram analisados estatisticamente.
MODELOS DE PROCESSAMENTO SENTENCIAL
Explorando a metodologia experimental
Um tipo de frase que classicamente é estudada pela psicolingüística que investiga o processamento sentencial é a frase ambígua sintaticamente, ou seja, a frase que pode ter mais de uma interpretação em função da sua estrutura sintática ambígua.

a) O policial viu o turista com o binóculo.

b) A mãe suspeita do assassinato do filho (e) vai para a delegacia.

a) O policial viu o turista com o binóculo.
Nessa frase existe uma ambigüidade que só poderia ser desfeita contextualmente. Trata-se de uma ambigüidade estrutural permanente.

b)A mãe suspeita do assassinato do filho (e) vai para a delegacia.
Já na frase (b) temos uma ambigüidade local e temporária, ou seja, a ambigüidade não se mantém até o final da leitura da frase, permanece apenas até o momento em que se lê seu segmento final.

Explorando a metodologia experimental
Vejamos então uma das frases utilizadas experimentalmente nos estudos:
Alguém atirou no empregado da atriz que estava na varanda.
Alguém atirou no empregado da atriz que estava na varanda.

A pergunta seria: Quem estava na varanda?
Essa pergunta poderia ser respondida tanto com o “o empregado é que estava na varanda” quanto com “a atriz é que estava na varanda’’

Experimentos off-line
Resultados: a maioria dos sujeitos respondeu que quem estava na varanda era o ‘‘empregado’ ’e a minoria respondeu que era a ‘‘atriz’’
Sendo assim, a partir desses resultados foram elaborados experimentos on-line para tentar capturar essa ligação ou aposição da sentença relativa com o sintagma nominal “empregado” na frase do exemplo anterior no curso do processamento, e não depois do seu término como nos experimentos baseados no estudo de questionário (off-line) anterior.

Utiliza-se de uma técnica experimental denominada self-paced reading, ou leitura automonitorada, em que se segmenta a frase e cabe ao sujeito a tarefa de ler cada segmento.
On- line tenta capturar durante o processo e não depois do seu termino. Sendo oposta a off- line.
a) Alguém atirou no empregado da atriz/ que estava na varanda/ com seu marido.
b) Alguém atirou na cabeça da atriz/ que estava na varanda/ com seu marido.
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