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MULHERES EDUCADAS NO BRASIL COLÔNIA

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Priscila Evelyn

on 26 March 2014

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Transcript of MULHERES EDUCADAS NO BRASIL COLÔNIA

MULHERES EDUCADAS NO BRASIL COLÔNIA
Alfabetização da indígena.
Por que não?
A primeira reivindicação pela instrução feminina no Brasil partiu dos indígenas.
O indígena considerava a mulher uma companheira, não encontrando razão para diferenças de oportunidades educacionais.
Condená-las ao analfabetismo e à ignorância lhes parecia uma ideia absurda.
Os casais indígenas andavam sempre juntos.

Custódia das Predestinadas
Os jesuítas e a metrópole se preocuparam em importar para o Brasil levas de mulheres brancas com o intuito de reprodução para a fixação do padrão étnico europeu/branco. Não importava se fossem órfãs, ladras, prostitutas, alcoólatras ou mentalmente incapacitadas. Importava somente a perpetuação do domínio europeu.
Nos casamentos não haviam laços afetivos, e sim contratos econômicos acertados pelo pai.
Casava-se muito cedo.

Introdução
Durante 322 anos (de 1500 a 1822), o Brasil foi colônia de Portugal.
A educação feminina ficou restrita aos cuidados da casa, do marido e dos filhos.
A instrução (escolaridade) era somente para homens.
Mulheres não tinham acesso à arte de ler e escrever.
Eram consideradas seres inferiores.
O sexo feminino fazia parte do “imbecilitus sexus” = sexo imbecil.
“Mulher que sabe muito é mulher atrapalhada, para ser mãe de família, saiba pouco ou saiba nada.”

GONÇALO TRANCOSO
Afirmava que a mulher não tinha necessidade de ler e escrever, e se possível, não deveria falar: “Afirmo que é bom aquele refrão que diz:
A mulher honrada deve sempre ser calada”.

O colono imigrava sozinho para o Brasil, deixando a família em Portugal. A ausência de sua família incitava à dominação sexual masculina na colônia.
Os padres Jesuítas achavam que a alfabetização poderia ajudar as mulheres.
Dona Catarina negou a iniciativa.
As mulheres que eram alfabetizadas tinham pouca leitura, liam apenas livros de rezas.


Catarina Paraguaçu (também conhecida como Madalena Caramuru)
Algumas indígenas conseguiram burlar as regras.
Primeira mulher a saber ler e escrever.
No dia 26 de março de 1561, ela escreveu a primeira carta ao Padre Manoel de Nóbrega.

Abecedario Moral
A, Amiga de sua casa; N, Nobre;
B, Benquista da vizinhança; O, Onesta;
C, Caridosa com os pobres; P, Prudente;
D, Devota da Virgem; Q, Quieta;
E, Entendida em seu ofício; R, Regrada;
F, Firme na fé; S, Sisuda;
G, Guardadora de sua fazenda; T, Trabalhadeira;
H, Humilde a seu marido; V, Virtuosa;
I, Inimiga de mexericos; X, Xpã;
L; Leal; Z, Zelosa da honra.
M, Mansa;










Pedagogia sexual da colônia.
O prazer sexual era coisa do demônio.
O corpo feminino era um templo de purificação.
Sexo só serviria para a reprodução dos filhos de Deus.
O prazer sexual para os homens ficava ao encargo das negras escravas.

Transgredindo a esfera doméstica
A mulher branca deveria ser passiva, calada, regrada e submissal.
Quando o domínio português era ameaçado, as mulheres assumiam cargos tidos como masculinos.
Aprendiam rapidamente a administrar uma propriedade ou território político.
Das capitanias que deram certo, São Vicente e Pernambuco foram governadas por mulheres.

Capitania de São Vicente foi governada por D. Ana Pimentel.
Mandou trazer para o Brasil as primeiras mudas de laranja, o arroz e o gado vacum.

D. Ana Pimentel
D. BEATRIZ,
OU BRITES DE ALBUQUERQUE
D. Beatriz, ou Brites de Albuquerque, governou Pernambuco, e ajudava a apaziguar os conflitos entre os portugueses colonizadores e os índios botocudos.

O cotidiano da mulher branca no século XVI
Atividades físicas eram desestimuladas.
Havia grande preconceito contra trabalhos que exigissem esforço físico, algo realizado pelos escravos. As mulheres eram carregadas em liteiras, e mesmo quando queriam um simples copo d’água eram as escravas que pegavam.

Aparência física era degenerada

O papel da mulher era exclusivamente reprodutor e engravidavam continuamente, o que deixava o corpo deformado logo cedo. Ficavam obesas pois comiam muitos doces açucarados, e seus dentes caíam enquanto ainda eram moças.

Cobriam a cabeça com mantas negras
As portuguesas tinham o costume de cobrir a cabeça com mantilhas, mantas finas e rendadas, para manter a discrição e também para burlar a vigilância imposta pela sociedade.

Interações sociais eram restristas

Nos poucos bailes que haviam na época e nas festas religiosas, as mulheres dançavam figurativamente e não podiam trocar mais que algumas palavras com seu par.
Durante os jantares de família, deveriam permanecer caladas enquanto os homens conversavam.

A Linguagem das Flores
O flerte entre os sexos ocorria geralmente dentro das igrejas no horário da missa.
Devido ao analfabetismo das mulheres foi criada a Linguagem das Flores, que era uma espécie código resultante da combinação e interpretação simbólica de diferentes flores.
A linguagem se manteve por décadas mas foi sendo perdida com o progresso da educação feminina.

Mulheres desprotegidas
As mulheres afortunadas, e iletradas, ficavam expostas a golpes vindos dos homens, muitas vezes seus próprios parentes, que roubavam suas propriedades por meio de falsificação de testamentos e escrituras.
Caso de Dona Margarida de Mendonça, 1611, relatado pelo escritor C. R. Boxer.
Muitas mulheres que não queriam se submeter ao casamento, e o que isso lhe impunha, optavam pelo celibato, sendo tachadas como “solteironas”, ou “encalhadas”.

Educando nos Conventos
Conventos no Brasil, século XVII.
Leitura, escrita, música e trabalhos domésticos.
Primeiro convento, Santa Clara do Desterro, Bahia 1678.
Luxuoso e mundano – “prisões místicas”.
A questão econômica e comércio.

Proposta de educação da mulher
Expulsão dos jesuítas em 1759 e implantação da Reforma Pombalina da Educação de Portugal.
Luís Antonio Verney e a proposta de serventia da mulher.
Primeiras mulheres atuantes: Maria Quitéria e Imperatriz Leopoldina.
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