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Medidas de Frequência, de Associação e de Impacto

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Daniela Bertol

on 11 August 2016

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Transcript of Medidas de Frequência, de Associação e de Impacto

Medidas de Associação
Medidas de Associação
Medidas de Impacto
Avaliam a magnitude global da presença do fator ou da intervenção, não apenas a relação da ocorrência de determinado evento na presença ou ausência dos mesmos.
Medidas de Impacto
Medidas de Frequência, de Associação e de Impacto
Medidas de Frequência das Doenças
Prevalência
Proporção de indivíduos com uma determinada condição de interesse em um período definido de tempo.
PREVALÊNCIA PONTUAL

- Proporção de pessoas com o evento de interesse em um determinado momento.

- É medida em apenas um momento para cada indivíduo.

- Ex.: Pessoas que hoje estão gripadas.
PREVALÊNCIA NO PERÍODO

- Proporção de pessoas com o evento de interesse durante um determinado período de tempo.

- Ex.: Pessoas que estiveram gripadas pelo menos uma vez durante o último ano.
Incidência
Proporção de indivíduos previamente sem a condição clínica de interesse que vêm a desenvolvê-la em um determinado período de tempo.
INCIDÊNCIA CUMULATIVA

- Grupo com tamanho fixo.

EXEMPLO: seguimento de 20 pacientes, durante o ano de 2013 ocorreram 6 eventos
INCIDÊNCIA DE DENSIDADE = Taxa de Incidência
(pessoa-tempo)



- População dinâmica.

- Cada participante contribui para o cálculo proporcionalmente ao tempo que foi acompanhado.

EXEMPLO: estudo acompanhou 10 pessoas por 2 anos e 10 pessoas por 1 ano, tendo sido desenvolvido 6 eventos de interesse neste grupo. É racional ponderar o cálculo de incidência pelo tempo de acompanhamento de cada paciente, então possuímos 30 pessoas-ano de seguimento.
Taxas e Proporções
TAXA ou COEFICIENTE
Número de casos em determinada população, num dado tempo e espaço.

PROPORÇÕES
Quando o numerador estiver no denominador.
Ex.: Taxas de prevalência e de incidência.
RAZÃO DE
PREVALÊNCIAS (RP)

- Análogo ao RR.
- Utilizado em estudos transversais (apenas uma medida no tempo).
Medem quantitativamente as relações causais.
EXEMPLO

Delineamento: estudo transversal;
População: adolescentes;
Fator: alcoolismo dos pais;
Desfecho: uso regular de bebidas alcoólicas;
Prevalência em filhos de alcoolistas: 15%;
Prevalência em filhos de não-alcoolistas: 5%;

Razão de prevalência = ???????


Razão de prevalência = 0,15 / 0,05 = 3


A prevalência do uso regular de bebidas alcoólicas em adolescentes filhos de pais alcoolistas é
2 vezes maior
do que a prevalência do uso regular de bebidas alcoólicas em adolescentes filhos de pais não alcoolistas.


Obs.:
neste caso 2x maior poderia ser substituído por 200% maior, ou então: “a prevalência em expostos é 3x (300%) a prevalência em não expostos”.
RISCO RELATIVO (RR)
REDUÇÃO DO RISCO RELATIVO (RRR)
- Razão de incidências;
- Calculado em estudos longitudinais comparados condicionados pelo fator em estudo (coorte e ECR)

EXEMPLO

Delineamento: estudo de coorte
População: diabético
Fator: hipertensão arterial sistêmica (HAS)
Desfecho: infarto agudo do miocárdio (IAM)
Incidência em hipertensos: 3%
Incidência em não hipertensos: 2%
Risco Relativo: ?????
Risco Relativo: 0,03 / 0,02 = 1,5
O risco de diabéticos com HAS terem IAM é 1,5 vezes (ou 50% maior do que) o risco de diabéticos sem HAS terem IAM.
OBS.: Razão de azares (HR) = RR, mas leva em conta não somente a ocorrência do desfecho, mas também o tempo até a ocorrência do mesmo (análises de sobrevida e ECRs).
- Medida de associação de benefício (benefício relativo).
- Utilizada quando o fator estiver associado à redução do evento.
EXEMPLO

Delineamento: ensaio clínico randomizado;
População: pacientes HIV+ com CD4 < 200;
Fator: terapia anti-retroviral (TARV);
Desfecho: infecções oportunistas;
Incidência nos expostos: 5%;
Incidência nos não-expostos: 20%;
RRR = ?????
RRR = 0,2 / (0,05 + 0,2) = 0,8
O uso de TARV em pacientes HIV+ com CD4 <200 reduziu em 80% o risco de desenvolver infecções oportunistas (desfecho), ou, o risco de desenvolver infecções oportunistas em pacientes HIV+ com CD4 <200 submetidas à TARV foi 80% menor do que o risco em pessoas HIV+ com CD4 <200 não tratados.
ODDS RATIO (OR) ou
RAZÃO DE CHANCES (RC)
- Estima o risco a partir da ocorrência do desfecho;
- Principal uso: estudos de caso-controle;
- Outros: condicionados pelo desfecho.
Interpretação: As chances dos casos terem o fator é XXX vezes as chances dos controles terem o fator.
IMPORTANTE: Chance Risco

Risco = Proporção = Probabilidade de ocorrência do
evento
.

Chance (
Odds
) = Risco de ocorrer evento / Risco não ocorrer o evento.

- Chances sempre superestimam o risco.
- Eventos raros (<5%), chances representam adequadamente o risco.
EXEMPLO


Qual é o risco (probabilidade) e quais as chances (odds) de se obter o número quatro ao jogar um dado de seis lados?
Risco: 1/6 (equivale a 1 em 6) = 0,17
Chances: 1/5 (equivale a 1 para 5) = 0,2
EXEMPLO

Delineamento: caso-controle
População: adultos
Desfecho: hipertensão arterial
Fator: obesidade
Resultados: 100 indivíduos com HAS, sendo 30 obesos; 100 indivíduos sem HAS, sendo 20 obesos
Chances de indivíduos com HAS serem obesos: 30 / 70 = 0,43
Chances de indivíduos sem HAS serem obesos: 20 / 80 = 0,25
Razão de chances = 0,43 / 0,25 = 1,72

INTERPRETAÇÃO: As chances de hipertensos serem obesos são 1,72 (ou 72% maior) as chances de não-hipertensos serem obesos.
Valor = 1

(nulo, não existe associação)
Mesma frequência das doenças entre expostos/não expostos.


Valor > 1

(exposição é fator de risco para doença)
A frequência da doença é maior nos expostos.


Valor < 1
(fator de proteção)
A frequência da doença é menor nos expostos.

RISCO ATRIBUÍVEL (RA)
Incidência de eventos dada pela presença do fator.
Interpretação: Entre os expostos, XXX% apresentam desfecho devido (atribuível) à exposição, ou, a cada 100 expostos, XXX apresentam desfecho devido (atribuível) à exposição.
EXEMPLO

Delineamento: estudo de coorte
População: adultos
Fator: tabagismo
Desfecho: câncer de pulmão
Incidência nos fumantes: 0,022 (2,2%)
Incidência nos não fumantes: 0,002 (0,2%)
Risco Atribuível = ????????
Risco Atribuível = 0,022 – 0,002 = 0,02 (2%).

Entre os fumantes, 2% apresentam câncer de pulmão devido ao tabagismo, ou, a cada 100 fumantes, 2 apresentam câncer de pulmão devido ao tabagismo.
RISCO ATRIBUÍVEL NA POPULAÇÃO (RAp)
Interpretação: XXX% da população apresenta o desfecho devido (atribuível) à exposição, ou, a cada 100 pessoas da população XXX apresentam o desfecho devido (atribuível) à exposição.
EXEMPLO

Delineamento: estudo de coorte
População: adultos
Fator: tabagismo
Desfecho: câncer de pulmão
Incidência nos fumantes: 0,022 (2,2%)
Incidência nos não fumantes: 0,002 (0,2%)
Risco Atribuível = 0,022 – 0,002 = 0,02 (2%)

Prevalência de tabagismo na população: 50%
Risco Atribuível na População = ???????????
Risco Atribuível na População =
0,02 x 0,5 = 0,01 = 1%
1% da população apresenta câncer de pulmão devido ao tabagismo, ou, a cada 100 pessoas da população, 1 apresenta câncer de pulmão devido ao tabagismo.
FRAÇÃO ATRIBUÍVEL
NA POPULAÇÃO (FAp)
Fração da doença em uma população atribuível à exposição a um fator de risco.
Interpretação: XXX% dos casos de desfecho nas pessoas da população está associado ao fator, ou, a cada 100 casos de desfecho nas pessoas da população, XXX está associado ao fator.
EXEMPLO

Delineamento: estudo de coorte
População: adultos
Fator: tabagismo
Desfecho: câncer de pulmão
Incidência nos fumantes: 0,022 (2,2%)
Incidência nos não fumantes: 0,002 (0,2%)
Prevalência de tabagismo na população: 50%

Incidência total na população = (Incidência nos expostos x proporção de expostos) + (incidência nos não-expostos x proporção de expostos) =
(0,022 x 0,5) + (0,002 x 0,5) = 0,012 = 1,2%
FAP = 0,01 / 0,012 = 0,83 = 83%
Interpretação: 83% dos casos de câncer de pulmão nas pessoas da população está associado ao tabagismo, ou, a cada 100 casos de câncer de pulmão nas pessoas da população, 83 está associado ao tabagismo.

Obs: Em outras palavras, se o tabagismo fosse eliminado, a incidência de câncer de pulmão diminuiria em 83% na população.
REDUÇÃO ABSOLUTA DO RISCO (RAR)
NÚMERO NECESSÁRIO PARA TRATAR (NNT)
NUMBER NEEDED TO HARM
(NNH)
[Número Necessário para Causar Dano]
- Benefício Absoluto: análoga ao Risco Absoluto.
- Quando o fator (em especial intervenções) reduz a incidência do desfecho.
Interpretação: O fator reduziu a incidência do desfecho em XXX%, ou, a cada 100 expostos, XXX deixaram de desenvolver o desfecho devido ao fator.
EXEMPLO

Delineamento: ensaio clínico randomizado
População: pacientes com insuficiência cardíaca congestiva (ICC)
Fator: espironolactona
Desfecho: mortalidade
Incidência tratados (expostos): 2%
Incidência controle (não-expostos): 4%
Redução Absoluta do Risco: ?????
Redução Absoluta do Risco:
0,04 – 0,02 = 0,02 = 2%
Interpretação: O uso de espironolactona reduziu a mortalidade em 2% nos pacientes com ICC, ou, a cada 100 pacientes com ICC, 2 deixaram de morrer pelo uso de espironolactona.
- Medida útil na avaliação do impacto de terapias.
- Corresponde ao número de pacientes que precisam receber a terapia para que um desfecho seja evitado.
EXEMPLO

Dados do exemplo anterior
RAR = 2% = 0,02
NNT = 1 / 0,02 = 50

Interpretação: É necessário tratar 50 pacientes com ICC com espironolactona para evitar uma morte.
- Análogo ao NNT.
- Expressa efeitos adversos relacionados a um determinado fator (tratamento).
EXEMPLO

Delineamento: ensaio clínico randomizado
População: pacientes com insuficiência cardíaca congestiva (ICC)
Fator: espironolactona
Desfecho: internação por hipercalemia
Incidência tratados (expostos): 3%
Incidência controle (não-expostos): 2%
NNH = 1 / (0,03 – 0,02) = 1 / 0,01 = 100
Interpretação: A cada 100 pessoas com ICC tratados com espironolactona, a intervenção causará uma internação adicional por hipercalemia.
danibertol@upf.br
bertoldani@gmail.com
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