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Isaias Mattheus

on 6 October 2015

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Migração brasileira no Japão
Do país do sol nascente para uma terra cheia de sol
Enquanto isso, o Brasil vivia o Plano Collor, que, ao tungar poupanças e fazer ruir negócio,seve, para muitos nipo-brasileiros. Assim, solicitado de um lado e empurrado de outro, um punhado de descendentes de japoneses se mandou para o outro lado do mundo. De 1989 para 1990, o número de brasileiros no Japão aumentou 288%.


Nipo-brasileiros
Faz parte do amplo processo migratório de trabalhadores brasileiros para o exterior EUA, Europa, Ásia e América Latina, em busca de saídas individuais para a crise econômica brasileira, uma vez que , diferentemente de casos de migração no passado, não ocorrem de forma sistemática com apoio governamental, sob uma política migratória.
Processo migratório
A partir da década de 80 a expansão econômica japonesa aliada à crise econômica brasileira impulsionou este novo fluxo migratório. Afinal, ao mesmo tempo em que se anunciava diariamente a alta inflação e a crescente dívida externa, o Japão era freqüentemente mencionado na mídia como potência tecnológica.
Imigrantes no Japão
Dos 300.000 brasileiros e descendentes que moram no Japão, quase 15% foram para lá em 1990. Naquele ano, a fila para obtenção de visto japonês começava a se formar em frente ao prédio do Consulado de São Paulo às 3 da manhã e, às 10, dava voltas no quarteirão.
Brasileiros e descendentes que moram no Japão
BRASIL
Japão
Movimento Dekassegui
O fenômeno, que se iniciou no período do governo Sarney, acentuou-se no governo Collor, principalmente após 1990. Nesse ano o governo japonês edita a Lei de Controle da Imigração, cuja vigência institucionaliza a imigração, permitindo que japoneses e seus cônjuges ou descendentes até a quarta geração possam exercer legalmente qualquer atividade por um período relativamente longo.
Busca de melhores salarios
Ir para o Japão não significa, no entanto, garantia de sucesso financeiro. O salário, inicialmente atrativo, confronta-se com o alto custo de vida japonês. O dinheiro remetido ao Brasil é proveniente das horas extras que os trabalhadores realizam. A crise econômica asiática afetou o movimento dekassegui
O casal de dekasseguis
Alexandre e Rosimeire
Alexandre Seiti Oto, de 28 anos, e Rosemeire da Rocha Oto, de 25, moram há cinco anos em Oizumi

Com duas filhas pequenas, aluga DVDs quase todos os dias, leva as crianças para almoçar fora nos fins de semana e já viajou com elas duas vezes para a Disney World de Tóquio. Seriam luxos impensáveis para os operários brasileiros que lá trabalharam nos anos 80 – como o tio de Oto

"Ele ficou quatro anos aqui e juntou um dinheirão, mas ia de casa para o trabalho e só comia rámen (macarrão servido em caldo de legumes ou carne)", conta o rapaz.
A vida dos pioneiros
Osamu Arakaki
Osamu Arakaki, de 42 anos, dono de uma loja de produtos brasileiros também em Oizumi, chegou ao Japão em 1986 para trabalhar em uma fábrica de botões

Por diversas vezes, chegou a fazer turnos de 24 horas seguidas.
Quando comprava cartões para telefonar para a família no Brasil. Era outro sacrifício, já que na pequena cidade em que ele trabalhava, a central telefônica fechava às 18h30 no sábado, antes de Arakaki sair da fábrica.

"Eu pegava um trem e viajava duas horas até Tóquio só para ligar para os meus pais. Dormia num hotelzinho barato e voltava no dia seguinte. A saudade era muita", lembra Osamu.
Os dekasseguis de hoje continuam trabalhando duro, mas não só se acostumaram a gastar com diversão como já se arriscam a fazer despesas bem mais elevadas.

vice-presidente da Associação Brasileira de Dekasseguis, no Paraná. Atualmente, mais da metade dos adultos brasileiros no Japão tem automóvel, e uma parcela pequena, mas crescente, da comunidade tem casa própria (3%, o triplo de 1996).

"A segurança e a estabilidade financeira que o Japão oferece são os principais motivos da permanência dos dekasseguis aqui" afirma sociólogo Angelo Ishi, professor da Universidade Musashi no Japão.
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