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Prosa Romântica Brasileira

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on 27 March 2014

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Transcript of Prosa Romântica Brasileira

Sertanistas, Pitoresco
Fundou o teatro nacional
Comédias de costumes recheadas de vivacidade e inocência
Sátira aos homens da cidade, espertos e corruptos, e às pessoas da roça, toscos e rústicos.
Temas: casamento por interesse, corrupção, desonestidade dos comerciantes, autoritarismo patriarcal etc.
Amor contrariado: pais escolhem pretendentes ricos x filhos que creem no amor sincero.
Final feliz: casamento ou namoro sério
Romances Urbanos
Romances indianistas
Regionalistas
Iracema (anagrama de América)
Bernardo Guimarães
Escrava Isaura
Denúncia social
Arquétipos do bem e do mal

Personagens
Isaura - escrava branca e culta
Leôncio - assume a propriedade após a morte da mãe e deseja a menina, que é raptada pelo pai e vai morar no Recife com o nome de Elvira.
Álvaro - rapaz de boa índole, rico, que se apaixona por Elvira (Isaura)
$1.25
Monday, February 17, 2014
Professor Arthur Telló
Projeto estético: divisão do romance
José de Alencar
Sertanistas, Pitoresco
Regionalistas
a) Romance Urbano
espírito local x cultura estrangeira
perfis femininos

b) Regionalistas
revelar aspectos desconhecidos do Brasil aos brasileiros
apresentação de tipos e costumes regionais, como falam, como pensam
formação de uma identidade social brasileira
Brasil que não corresponde aos modelos europeus

c) Históricos

d) Indianistas
formação do Brasil
nacionalismo
herói mítico, glorioso e idealizado


Visconde de Taunay
Resolve um problema narrativo de quem conta uma história ambientada no mundo rural para o público urbano da cidade: como narrar um livro com personagens, dialetos e cenas da vida rural para o público letrado dos centros urbanos?
Embora seus personagens sejam do interior, seu narrador é da cidade.

Prosa Romântica Brasileira
Considerações gerais
Projeto ideológico (nacionalismo) + projeto estético (linguagem brasileira)
O texto expressa a nação como um todo
Imagens positivas e idealizadas
Mesmo nos seus trabalhos mais críticos, o autor de modo geral não trata da escravidão nem das mazelas sociais
Linguagem brasileira
Poema em prosa, frases curtas;
Uso de comparações e de metáforas com a natureza;
Vocabulário indígena
Lucíola
Impossibilidade de união entre dois grupos sociais distintos: popular e senhorial
Paixão inviável: bacharel de boa família e uma cortesã de luxo sofrem os preconceitos sociais
Prostituição como fenômeno social

Paulo escreve à senhora G.M. sobre seu caso com uma prostituta, Lúcia
Lúcia é conhecida como uma extravagante cortesã, inconstante nos afetos, capaz de gastar somas avultosas em uma só noite
Os dois apaixonam-se e Lúcia assume sua identidade antiga, Maria da Glória.
A heroína revela que se prostituíra para ajudar ao pai doente (prostituição como produto da miséria).
Quando o pai descobre o recurso empenhado para a sua salvação, expulsa a filha de casa. Ela só volta um ano depois, descobre que o pai morrera e decide cuidar da irmã para que ela não tenha o seu destino.
Maria da Glóra recusa seus sentimentos para se purificar de uma vida errante relacionada ao sexo e à carne (tema da prostituta pura), rompendo com Paulo.
Final conservador:
a heroína perde o filho que esperava e morre. Paulo confia à senhora G.M. que se tornara tutor de Ana, irmã do seu grande amor.
Senhora
Casamento por conveniência
Dinheiro como instrumento de poder e corrupção
Aurélia Camargo, moça de origem humilde, aprende os mecanismos sociais e decide se vingar do amado que a abandonara comprando-o como marido
Fernando Seixas, jovem de bom coração corrompido pela sociedade, trocara Aurélia por um partido mais rico
Fernando é comprado por Aurélia e durante todo o livro a vida conjugal é um inferno e o casamento não se cumpre.
Final conservador
: submissão da mulher
Demais personagens
Tio Lemos: tutor de Aurélia
Adelaide Amaral: noiva de Fernando Seixas, porém apaixonada por Torquato Ribeiro
Torquato Ribeiro: quem casa-se com Adelaide
- O passado está extinto. Estes onze meses, não fomos nós que os vivemos, mas aqueles que se acabam de separar, e para sempre. Não sou mais sua mulher; o senhor já não é meu marido. Somos dois estranhos. Não é verdade?

Seixas confirmou com a cabeça.

- Pois bem, agora ajoelho-me eu a teus pés, Fernando, e suplico-te que aceites meu amor, este amor que nunca deixou de ser teu, ainda quando mais cruelmente ofendia-te.

A moça travara das mãos de Seixas e o levara arrebatadamente ao mesmo lugar onde cerca de um ano antes ela infligira ao mancebo ajoelhado a seus pés a cruel afronta.

- Aquela que te humilhou, aqui a tens abatida, no mesmo lugar onde ultrajou-te, nas iras de sua paixão. Aqui a tens implorando seu perdão e feliz porque te adora, como o senhor de sua alma.

Seixas ergueu nos braços a formosa mulher, que ajoelhara a seus pés; os lábios de ambos se uniam já em férvido beijo, quando um pensamento funesto perpassou no espírito do marido. Ele afastou de si com gesto grave a linda cabeça de Aurélia, iluminada por uma aurora de amor, e fitou nela o olhar repassado de profunda tristeza.

- Não, Aurélia! Tua riqueza separou-nos para sempre.

A moça desprendeu-se dos braços do marido, correu ao toucador, e trouxe um papel lacrado que entregou a Seixas.

- O que é isto, Aurélia?

- Meu testamento.

Ela despedaçou o lacre e deu a ler a Seixas o papel. Era efetivamente um testamento em que ela confessava o imenso amor que tinha ao marido e o instituía seu universal herdeiro.

- Eu o escrevi logo depois do nosso casamento; pensei que morresse naquela noite, disse Aurélia com um gesto sublime.

Seixas contemplava-a com os olhos rasos de lágrimas.

- Esta riqueza causa-te horror? Pois faz-me viver, meu Fernando. É o meio de a repelires. Se não for bastante, eu a dissiparei.

As cortinas cerraram-se, e as auras da noite, acariciando o seio das flores, cantavam o hino misterioso do santo amor conjugal.
Ubirajara: único romance anterior à colonização

Romances fundadores: índio como herói positivo (idealizado), não rebelde à imposição cultural do homem branco: O Guarani e Iracema
O Guarani
Século XVII
Família Mariz
Divide o espaço com aventureiros, entre eles Álvaro de Sá, que nutre uma paixão respeitosa por Ceci, e o ex Frei Angelo di Luca, agora Loredano, vilão da história que deseja possuir carnalmente Ceci.
Peri: Guarani que ao ver Ceci decide protegê-la. Compara a moça com a visão de Nossa Senhora que lhe apareceu em sonhos
Final: tempestade apocalíptica
Antônio de Mariz - pai de Ceci

Isabel - filha ilegítima

Dom Diogo e Cecília (Ceci) - filhos legítimos
Confronto com a tribo Aimoré.
Peri decide sacrificar-se por Ceci, porém é salvo por Álvaro de Sá.
Os Aimorés decidem fazer um cerco a casa de Dom Antônio e este decide confiar a filha ao Guarani, desde que ele se tornasse cristão. Peri diz querer ser cristão e foge com a moça
Então passou-se sobre esse vasto deserto de água e céu uma cena estupenda, heróica, sobre-humana; um espetáculo grandioso, uma sublime loucura. Peri alucinado suspendeu-se aos cipós que se entrelaçavam pelos ramos das árvores já cobertas de água, e com esforço desesperado cingindo o tronco da palmeira no seus braços hirtos, abalou-o até as raízes. Três vezes os seus músculos de aço, estorcendo-se, inclinaram a haste robusta; e três vezes o seu corpo vergou, cedendo a retração violenta da árvore, que voltava ao lugar que a natureza lhe havia marcado. Luta terrível, espantosa, louca, esvairada: luta da vida contra a matéria; lata do homem contra a terra; lata da força contra a imobilidade. Houve um momento de respouso em que o homem, concentrando todo o seu poder, estorceu-se de novo contra a árvore; o ímpeto foi terrível; e pareceu que o corpo ia despedaçar-se nessa distensão horrível: Ambos, árvore e homem, embalançaram-se no seio das águas: a haste oscilou; as raízes desprenderam-se da terra já minada profundamente pela torrente. A cúpula da palmeira, embalançando-se graciosamente, resvalou pela flor da água como umninho de garças ou alguma ilha flutuante, formada pelas vegetações aquáticas.
Peri estava de novo sentado junto de sua senhora quase inanimada: e, tomando-a nos braços, disse-lhe com um acento de ventura suprema:
— Tu viverás!...
Cecília abriu os olhos, e vendo seu amigo junto dela, ouvindo ainda suas palavras, sentiu o enlevo que deve ser o gozo da vida eterna.
— Sim?... murmurou ela: viveremos!... lá no céu, no seio de Deus, junto daqueles que amamos!...
O anjo espanejava-se para remontar ao berço.
— Sobre aquele azul que tu vês, continuou ela, Deus mora no seu trono, rodeado dos que o adoram. Nós iremos lá, Peri! Tu viverás com tua irmã, sempre...! Ela embebeu os olhos nos olhos de seu amigo, e lânguida reclinou a loura fronte. O hálito ardente de Peri bafejou-lhe a face. Fez-se no semblante da virgem um ninho de castos rubores e límpidos sorrisos: os lábios abriram como as asas purpúreas de um beijo soltando o vôo.
A palmeira arrastada pela torrente impetuosa fugia...
E sumiu-se no horizonte.

Seminarista
Crítica contra o celibato sacerdotal e o autoritarismo patriarcal.
Casal:
Eugênio - filho de um rico fazendeiro de MG obrigado a ir ao seminário.
Margarida - filha de um agregado da fazenda de Eugênio
Lenda do Ceará, conta com personagens históricos, como Martim (que no romance assume o nome indígena de Caotiabo) e Poti (índio Pitiguara que se convertara ao Cristianismo,Felipe Camarão)
Demais personagens:
Iracema (a virgem dos lábios de mel e também que possui o segredo do licor de Jurema)
Araquém (pai de Iracema e pajé dos Tabajaras)
Caubi (irmão de Iracema)
Irapuã (índio Tabajara que deseja Iracema)
Guerra entre Tabajaras e Pitiguaras
Martim, com o nome de Caotiabo, luta ao lado de Poti.
Iracema engravida e dá a luz ao primeiro brasileiro, Moacir, "o filho da dor"
Martim não assiste ao parto da mulher e, quando retorna da guerra, vê o filho e se despede de Iracema que morre.
Esta é conhecida como a lenda do Ceará e a formação do Brasil por meio do encontro do colonizador branco e do nativo indígena.

Isaura é desmascarada por Leôncio, que detém sua propriedade. Ela retorna à fazenda e é obrigada por seu dono a se casar com o jardineiro monstruoso.
Álvaro aparece no casamento dizendo que comprara todos os bens de Leôncio, que estava falido, inclusive os escravos.
Leôncio se suícida e o casal vai se casar.
Ações
1. Eugênio vai estudar no seminário.
2. O casal promete fidelidade eterna.
3. Os pais do rapaz expulsam Margarida da fazenda, inventando a história de que ela se casará com outro.
4. Eugênio, decepcionado, dedica-se à religião.
5. Já padre, vai atender uma moça que corre risco de vida, Margarida (...os dois se amam fisicamente...)
6. Padre Eugênio vai rezar sua primeira missa. Antes da cerimônia, é chamado para encomendar um cadáver (Margarida).
7. O jovem Padre se paramenta para a cerimônia. No altar, arranca as vestes e sai correndo enlouquecido da igreja.
Inocência
Crítica ao patriarcalismo do mundo rural, representado pela mentalidade arcaica e machista de Pereira.
História de amor impossível entre Cirino e Inocência.
Personagens e enredo:
Cirino: prático que cura Inocência;
Inocência: moça pura, prometida por seu pai, o proprietário rural Pereira, ao vaqueiro Manecão.
1. Cirino cura Inocência
2. Aparece o alemão Meyer, cuja educação faz parecer a Pereira que ele quer seduzir a moça.
3. Pereira pede ao Tico, anão surdo e mudo, para cuidar de Inocência.
4. Cirino e Inocência se apaixonam.
5. Cirino parte para pedir ajuda ao padrinho da menina, Antônio Cesário, para convencer o pai desta a romper o compromisso com Manecão.
6. Chega Manecão, descobre que Inocência o recusa, Tico revela o culpado e Manecão mata Cirino no meio da estrada.
7. O romance termina com Meyer sendo homenageado na Alemanha pela descoberta de uma nova espécie de borboleta, Inocência, sem saber que nesse dia fazia dois anos que o corpo da moça fora entregue à terra.
Martins Pena - Teatro Romântico
Novela picaresca
Romance de costumes
Manuel Antônio de Almeida - Memórias de um sargento de milícias
Características:
anulou a dictomia entre o bem e o mal (relativismo moral)
narrador onisciente (3ªp.) e intrometido
coloquialismo
camadas baixas, subalternas
romance de costumes: hábitos sociais
sem espaço para a tragédia humana, mas para o riso (humor)
malandragem brasileira: jeitinho
anti-herói: origem vulgar, ausência de idealizações (e de análise psicológica)
análise crítica e irônica dos costumes morais: ordem (Vidigal) x desordem (Leonardinho)
personagens são tipos, planos, rasos psicologicamente, alguns não possuem nem nome, mas são classificados pela sua função, ex. compadre e comadre
Era no tempo do Rei: Leonardo Pataca, meirinho, conhece Maria da Hortalíça indo de Portugal ao Brasil. Por meio de uma piscadela e um beliscão, começam a se envolver.
Desse caso nasce Leonardinho, o herói da nossa história.
No seu batizado, escolhem o barbeiro como padrinho e a parteira como madrinha.
Primeiros infortúnios: amantes de Maria da Hortalíça, que foge para Portugal com um deles, e traquinagens de Leonardinho, que é criado pelo padrinho. Leonardo Pataca apaixona-se por uma cigana (superstição e cultura africana).

Aparece o Major Vidigal (representante da justiça), que prende Pataca, que é solto por intermédio da madrinha.
Revela-se o passado do padrinho, que se apoderou do dinheiro do capitão do navio em que se passara por médico (cinta e dobras de ouro a serem entregues à filha do capitão).
Enquanto isso, Leonardinho vai à escola e ganha muitos bolos, é lento para aprender, faz travessuras, como coroinha do padre, que é revelado como amante da cigana e é preso por Vidigal.
Leonardinho cresce e se torna um moço vadio, enquanto seu pai se casa com a sobrinha da madrinha.
Leonardinho se apaixona por Luizinha e parece que vai casar com ela.
Porém aparece um novo pretendente, José Manuel de 35 anos.
Morre o barbeiro deixando os seus bens ao nosso herói, que volta para a casa do pai e é expulso de lá.
Conhece Vidinha (mulata sensual) e passa a viver como agregado em sua casa para o ciúme dos primos da moça
Luizinha casa-se com José Manuel, que se revela um péssimo marido.
Vidigal prende Leonardinho, mas este foge e humilha o major.
Leonardinho torna-se granadeiro competente, mas por armar um plano de fuga é preso.
A madrinha então recorre à Maria Regalada, amante de Vidigal, que convencido a libertar e promover o rapaz.
Luizinha enviúva e com aperto de mão sela o compromisso com Leonardinho, que dá baixa no exército e torna-se sargento de milícias, para poder casar com a moça.
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