Loading presentation...

Present Remotely

Send the link below via email or IM

Copy

Present to your audience

Start remote presentation

  • Invited audience members will follow you as you navigate and present
  • People invited to a presentation do not need a Prezi account
  • This link expires 10 minutes after you close the presentation
  • A maximum of 30 users can follow your presentation
  • Learn more about this feature in our knowledge base article

Do you really want to delete this prezi?

Neither you, nor the coeditors you shared it with will be able to recover it again.

DeleteCancel

Salvamento em Altura

No description
by

Tony Lima

on 31 July 2013

Comments (0)

Please log in to add your comment.

Report abuse

Transcript of Salvamento em Altura

SALVAMENTO EM ALTURA
Salvamento Aéreo
Cordas

Entenda-se por corda o conjunto de fibras torcidas ou trançadas, dentro ou não de uma capa, que forma um feixe longitudinal e flexível (conceito estabelecido pelo Centro de Treinamento Operacional do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal)
.

Salvamento Aéreo
Generalidades
As cordas utilizadas nos serviços de salvamento são consideradas pelos seus fabricantes e pela normatização internacional que as controlam como cordas para atividades profissionais (industriais) ou como cordas de resgate. Essas cordas têm bitolas superiores a 11 mm chegando até 13 mm e são consideradas, basicamente, estáticas ou semi-estáticas, de acordo com a diferenciação de elasticidade. No contexto geral, uma corda empregada no âmbito profissional (nas atividades de bombeiro) só poderá ser vista de duas formas: estática ou dinâmica, contudo, pela própria normatização, bem como em função do emprego de cada uma delas e por serem apresentadas em diâmetros diferentes, são classificadas como: cordas auxiliares (ou cordeletes), cordas duplas e cordas simples

Salvamento Aéreo


Cordas auxiliares: são cordeletes com diâmetro inferior a 8 mm, que auxiliam nas progressões verticais, sendo empregadas em outras cordas de bitolas superiores.
Cordas simples: são classificadas como cordas simples as que possuem diâmetros entre 10,4 mm e 11 mm, devendo ainda ser observado como elas estão sendo empregadas, pois, apesar de sua bitola, estará trabalhando sozinha e o seu uso não traz prejuízos à atividade que está sendo realizada, tanto na prática desportiva, quanto dentro de uma operação de salvamento (resgate).

Salvamento Aéreo


Constituição básica das cordas
As cordas são constituídas, basicamente, por fibras, fios, camadas ou cordão. Cordas é o conjunto de camadas de cordões torcidos ou trançados, empregados para sua formação.
Fibras: unidade básica da constituição das cordas.
Fios: conjunto de fibras torcidas, trançadas ou unidas entre si.
Camada ou cordão: é formado pela união dos fios.
Fibras utilizadas na confecção das cordas

Sintéticos: são cabos constituídos de substâncias derivadas do petróleo ou carvão. Possuem fibras longas, podendo chegar ao comprimento total da corda, sendo que as mais comuns são as de polipropileno, poliamida, poliéster, polietileno e aramida. São cordas utilizadas nas atividades de salvamento, devido ao fato de terem boa
resistência à tração e ao atrito, impermeabilidade, e, consequentemente grande durabilidade. As características da corda dependerão tanto do tipo e da qualidade da fibra, quando de sua estrutura (trançada ou torcida). As fibras sintéticas também apresentam variedades de tipos para a mesma substância, conforme se segue:

Fibras utilizadas na confecção das cordas

Poliamida: nylon, perlon ou grilon, enkalon: lilion;
Polipropileno: olefin: meraklon;
Poliéster: dacron, terilene, tergal: trevira.
Aramida: kevlar: arenka.

O principal material de confecção da corda para trabalhos em altura é a poliamida, comumente conhecida como Nylon. Essa escolha se deve por ela apresentar excelentes características, combinando tanto resistência, quando elasticidade, sendo capaz de absorver choques como nenhum outro material, não flutua na água e não apodrece, não deve ser deixada ao sol por períodos prolongados, pois, contudo, é sensível à radiação ultravioleta.

Classificação das cordas quanto à sua estrutura

Há uma outra classificação para as cordas, no que se refere à sua estrutura, conforme especificado a seguir:

Torcidas: são cordas que possuem superfície ondulada, com um determinado número de fibras torcidas sobre si mesmas e num só sentido, formando os fios também torcidos em um certo número, sendo que cada fio é torcido no sentido contrário ao anterior; formando os cordões. É feita a união de 3 (três) ou 4 (quatro) desses cordões, os quais são torcidos, sendo que cada conjunto de cordões é torcido no sentido inverso ao anterior, formando uma massa uniforme, a qual chamamos de corda torcida.

Trançadas: são cordas que possuem sua superfície lisa, sendo conhecida basicamente como uma capa. Uma corda trançada pode ter mais de uma capa, podendo ter vários cordões em números pares ou ímpares. Esses cordões poderão ser torcidos (figura 9) ou, simplesmente, ter as fibras unidas, sendo que elas formam a parte interna das cordas.

Existem cordas trançadas cujas capas são constituídas de cordões trançados, podendo esses cordões serem simples ou duplos. As “almas” dessas cordas podem ser constituídas de feixes, torcidas ou traçadas
Classificação das cordas quanto à sua elasticidade

A elasticidade da corda poderá influenciar na execução da atividade de salvamento, de um modo geral e, principalmente, nas atividades em altura. Cordas muito dinâmicas são prejudiciais para algumas atividades, porém, são muito eficientes quando empregadas nas atividades de segurança. É importante lembrar que as cordas dinâmicas não servem para trabalhos realizados sob tração (como cabos de sustentação), mas como cabos guia, por apresentarem um melhor desempenho.

Dinâmicas: são cordas com elasticidade superior a 5%, as quais se alongam muito quando sob tensão, sendo, normalmente, utilizadas para as atividades de escalada e de segurança, devido à sua característica de absorver choques em caso de quedas (evitando prejuízos ao escalador). Elas apresentam o chamado efeito “iôiô”, por causa de sua capacidade de alongar-se e encolher no caso de uma queda; são cordas adequadas para os serviços de segurança nas atividades de salvamento. Essas cordas podem apresentar maior ou menor elasticidade, dependendo da angulação de tramas da capa e da forma de sua “alma”.

Estáticas: são as cordas que normalmente possuem elasticidade inferior a 3%. Absorvem pouco choque (impacto brusco) em caso de uma queda. Quando são confeccionadas, especificamente, para as atividades em altura, possuem boa resistência à abrasão e podem também ser utilizadas em espeleologia (exploração em cavernas). São cordas usadas em atividades de salvamento devido à redução do efeito “iôiô” e serem empregadas na armação de cabos de sustentação.
Termos empregados no manuseio de cordas
Sistemas de cordas: conjunto de cordas empregadas em uma mesma atividade.
Cordas de sustentação: em um “sistema de cordas”, são aquelas que suportam a carga (objeto, vítima ou bombeiro).
Cabo guia: pode ser corda destinada a dar orientação (em busca); facilitar o direcionamento da carga (afastando-a de paredes) ou que resiste o arrasto – aumento da carga em qualquer direção (cabo do vaivém).
Chicote: são as extremidades de uma corda, empatadas ou não.
Seio: é a parte central de uma corda, situada entre os chicotes;
Safar: procedimento ou manobra de liberar uma corda enrolada.
Tesar: procedimento ou ato de fornecer tensão a uma corda.
Bitola: é o diâmetro da corda, expresso em polegadas ou milímetros.

Manutenção e vida útil de uma corda
A manutenção e vida útil de uma corda dependem:
1) da frequência de utilização;
2) da forma de emprego (rapel, escaladas, sob tensão).
3) da sua manutenção adequada;
4) do excesso de trabalhos mecânicos;
5) dos processos de abrasão sofridos por ela; e
6) da quantidade de raios ultravioletas e umidade que ela absorve, tendo em vista que eles degradam, pouco a pouco, as propriedades da corda.

Como avaliar a vida útil de uma corda
As formas de avaliação de uma corda são inúmeras, dentre elas algumas são de suma importância para definir a sua capacidade de utilização, bem como o tempo destinado para o emprego das cordas.

Uso intensivo..................................... de 3 meses a 1 ano.
Uso semanal...................................... de 2 a 3 anos.
Uso ocasional.................................... de 4 a 5 anos.
Deverá ser sempre observada a sua operacionalidade, tais como o uso em: meio líquido, atividades de incêndio, buscas, trações e tensões, içamentos diversos e até mesmo as formas em que elas são empregadas nas atividades de rapel.

Situações em que as cordas deverão ser postas fora do serviço (da atividade-fim)
Existem determinadas situações que levam a corda a ser inutilizada para a atividade de salvamento, pois sua permanência em atividades implica em risco à vida do bombeiro e ao salvamento. Entre as mais importantes, temos aquelas em que a corda:
1) tiverem suportado uma carga ou impacto violento ou uma sobrecarga (força superior a carga de trabalho);
2) aparentarem a alma danificada. Essa observação é feita durante a inspeção da corda. Nesse caso, corta-se a corda.
3) apresentarem grande desgaste na capa; e
4) tiverem contato com reagentes químicos.

Durante a utilização, manutenção e cuidados, evita-se:
- a fricção da corda com quinas (cantos com ângulos) vivas e com outras cordas.
- pisar nas cordas ou arrastá-las. o contato da corda com areia, terra, óleo, graxa, água suja. que a corda fique sob tensão por muito tempo ou desnecessariamente.
- que a corda fique exposta às intempéries por muito tempo. enrolar e guardá-las molhadas;
- utilizar cordas coçadas.

Durante a utilização, manutenção e cuidados, deve-se:
- enrolar e acomodar as cordas corretamente e em local adequado;
- sempre falcear os chicotes;
- sempre identificar o comprimento da corda nos seus chicotes;
- secar sempre à sombra e sem tração (as que são feitas de fibras vegetais diminuem em até 10% seu comprimento);
- respeitar sempre a carga de trabalho da corda;
- sempre que for utilizar a corda, verificar se há coças; guardar as cordas em local fresco e ventilado, longe de lugares úmidos e livres da ação de roedores;
- cortar a corda quando apresentar avaria (retirando a parte danificada) remarcando o seu comprimento;

Outras recomendações:
Independente das circunstâncias, a vida útil de uma corda jamais deverá exceder a 5 anos. Deve ser visto também que o período de armazenamento, bem como o de uso, quando acumulados, jamais deverão exceder a 10 anos.
Antes da primeira utilização, a corda deverá ser mergulhada em água, ficando nessa situação por um período de 24h e, após esse tempo, deverá ser posta para secar a sombra, por um período mínimo de 72h.
As cordas, depois de secas, normalmente encolhem cerca de 5%, devendo o usuário ter consciência dessa perda de comprimento a qual será recuperada aos poucos, à medida que a corda for utilizada ou submetida a cargas.
Se a corda estiver completamente suja, ela poderá ser lavada em água fresca e limpa e, se necessário, poderá ser adicionado sabão neutro a água podendo ainda ser usada uma escova de fibras
sintéticas para auxiliar na limpeza (lavador de cordas). É sempre recomendado o uso de uma sacola para transportar a corda, a fim de protegê-la de sujeiras e minimizar a sua torção.

Curiosidades
Quando temos duas cordas sobrepostas, estando uma correndo em velocidade diferente da outra e ambas estando em um só gorne ou conector (mosquetão), o contato delas acaba gerando calor e poderá ocorrer o rompimento da corda que está correndo em menor velocidade.
Com relação às atividades de rapel e tirolesas:
• descidas muito rápidas podem queimar as fibras da corda e elas, por sua vez, poderão acelerar o desgaste da capa (bainha).
• conforme as cordas vão sendo utilizadas nessas atividades, ocorrerá o rompimento das fibras sintéticas, logo, de acordo com a quantidade de descidas realizadas, as fibras que são derretidas pela ação do calor (provocado pelo atrito) vão se cristalizando com as outras fibras tornando a corda cada vez mais rígida. A fusão da poliamida ocorre aproximadamente a 230º C e essa temperatura pode ser atingida (nas atividades de rapel) durante as descidas muito rápidas.
O que acontece com os materiais? As cordas superaquecem, ocorrendo o rompimento e a cristalização das fibras; as luvas não resistirão ao atrito, ocorrendo a queima do couro, provocando queimaduras até de 3.º grau nas mãos do operador.
A temperatura de uso e de armazenamento de uma corda jamais poderá ultrapassar 80ºC.
• cordas molhadas (completamente encharcadas) dificultam as operações de resgate.
• todo sistema de segurança deverá, obrigatoriamente, ter um ponto de ancoragem confiável, o qual poderá ser realizado na mesma altura ou acima do usuário. Toda e qualquer folga, entre a corda e o usuário, deverá ser observada e evitada.
• se durante a prática de trabalhos com cordas, tanto em atividades em alturas quanto na fixação de cordas para o auxílio ao resgate, ou mesmo atuando como segurança, o usuário estiver numa situação na qual precise efetuar uma escalada livre, será necessário o emprego de cordas dinâmicas, conforme a norma (EM n.º 892) a qual prescreve que cordas com baixa elasticidade (baixo alongamento), jamais poderão ser usadas em situações nas quais possam acontecer quedas maiores.

Full transcript