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Agrotóxicos

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by

Armando Meyer

on 9 July 2013

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Transcript of Agrotóxicos

CONSUMO DE AGROTÓXICOS E SEU REFLEXO NA SAÚDE HUMANA

Armando Meyer - IESC/UFRJ
Raphael Guimarães - IESC/UFRJ
Jaime Lima - UNIRIO
Josino Moreira - ENSP/Fiocruz

CONTEXTO
O Brasil hoje ocupa umas das primeiras colocações no ranking dos países de maior consumo de agrotóxicos.
Enquanto na última década as vendas nacionais de agroquímicos cresceram 360%, a população brasileira cresceu apenas 20% e a área plantada 21%.
Já a população agricultora ativa descresceu em cerca de 18% (MA, 2009; DATASUS, 2007; IBGE, 2006).
Diferenças quantitativas no consumo de agrotóxicos são observadas entre regiões.
A Organização Internacional do Trabalho estima que os agrotóxicos causem anualmente cerca de 70.000 intoxicações agudas e crônicas fatais entre os trabalhadores rurais e um número muito maior de intoxicações não fatais. Segundo a Organização Mundial de Saúde, para cada caso notificado de intoxicação ter-se-ia outros 50 não notificados (Peres & Moreira, 2003).
No último biênio (2010-2011), dentro das ações para fortalecimento do sistema (ações transversais que contribuem para o fortalecimento do sistema nacional de vigilância em saúde), foi recomendado como objetivo prioritário Realizar ações de vigilância em saúde relacionadas a população exposta a agrotóxicos, cuja ação é a notificação os casos suspeitos e confirmados de intoxicação por agrotóxicos.

Diante disso, a Coordenação Geral de Vigilância Ambiental em Saúde, área técnica da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, vem se debruçando no esforço de implantar a vigilância em saúde das populações expostas a agrotóxicos, e para isso criou uma meta de, até 2015, ter cobertura de 100% dos estados, mediante pactuação, progressivamente, para realizar tal vigilância.
Contexto
Essa progressão dar-se-á mediante classificação e ranqueamento para priorização dos estados, de acordo com alguns indicadores, quais sejam:

Consumo de agrotóxicos – dados do AGROFIT do Ministério da Agricultura (acesso restrito);

Produção agrícola, lavoura permanente e temporária, do IBGE (SIDRA) (acesso público);

Notificação de casos de intoxicação por agrotóxicos no SINAN (acesso restrito);

Somatório das populações existentes nos municípios com produção agrícola no estado – dados do SIDRA/IBGE (acesso público);

Registro no SISAGUA de análise para agrotóxicos em água para consumo humano (acesso restrito).
Contexto
Quadro1: Rankeamento dos estados por ano de implantação da Vigilância em Saúde de Populações Expostas a Agrotóxicos.
Para cada informação foi feito um ranqueamento do maior para o menor, sendo que o maior recebeu o peso 27 diminuindo seqüencialmente até o último que recebeu o peso 1. Posteriormente foi feito uma tabela única com todos com os estados ranqueados e seus respectivos pesos por critério. Foi somado os pesos de cada estado e gerado uma pontuação final.

Diante disso, obteve-se o seguinte rankeamento dos estados:
Contexto
A estruturação de ações possibilitará ao Sistema Único de Saúde – SUS o cuidado integral da saúde dessa população nos diversos processos produtivos onde são utilizados os agrotóxicos, levando-se em consideração os determinantes sociais da saúde. Para isso, portanto, é necessário um mapeamento que seja sensível ao detalhamento das especificidades regionais e locais.
Justificativa
Objetivo: Avaliar a utilização de agrotóxicos em 19 Unidades Federadas (MT, MS, GO, MG, BA, MA, PR, RS, SP, SC, CE, PA, PI, PE, ES, RJ, TO, AL, SE) e seu efeito na saúde humana.

Objetivos Específicos:
Fundamentar cientificamente as intervenções e tomadas de decisão nos diversos campos de interesse para o Sistema Único de Saúde - SUS relacionados à temática de agrotóxicos e Saúde Pública;
Realizar meta-análise sobre estudos realizados no país e no mundo, relacionados aos efeitos na saúde humana em decorrência da exposição aos agrotóxicos;
Apresentar o Estado da Arte da utilização do agrotóxico e seus efeitos na saúde humana;
Levantar as informações sobre os agrotóxicos utilizados, suas concentrações, frequência de uso, mecanismo de transporte e tempo de vida de cada substância nos compartimentos ambientais, para cada cultura produzida no local de atuação, as atividades de risco (manipulação, preparo da calda, pulverização, etc.) durante o uso de agrotóxico, segundo dados disponíveis (local, regional, estadual e nacional);
Estruturar um banco de dados com as informações levantadas para fundamentar o estabelecimento de rotas de exposição e a elaboração dos protocolos de atenção integral à saúde de populações expostas;
Avaliar e caracterizar a atuação dos municípios/estados em relação às estratégias de enfrentamento da exposição humana aos agrotóxicos no Brasil;
Apresentar as linhas de cuidado em que está inserida a temática de agrotóxicos nos municípios/estado, bem como a operacionalização do fluxo das pessoas intoxicadas e/ou expostas em todos os níveis assistenciais do SUS;
Elaborar documento contendo a estratégia de devolução das informações para a população, comunicação de risco e educação em saúde;
Elaborar documento contendo recomendações e estratégias de monitoramento da saúde da população exposta aos agrotóxicos.
Objetivos
Uso de agrotóxicos no Brasil

Os dados sobre consumo de agrotóxicos no Brasil serão obtidos a partir de informações do censo agropecuário de 1985 e da contagem populacional de 1996, realizados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Desta forma, obteremos duas variáveis, gasto com agrotóxicos/agricultor e gasto com agrotóxicos/habitante, para cada município brasileiro nos anos de 1985 e 1996. Estas variáveis serão utilizadas como "proxy" da exposição de agricultores e residentes a agrotóxicos no Brasil.
Os municípios brasileiros serão então ordenados com base nestas variáveis e aqueles pertencentes ao percentil 90 (10% de maior uso) e ao percentil 10 (10% de menor uso) serão considerados municípios de altíssimo e baixo consumo respectivamente, excluindo-se as capitais.

Desfechos 
Mortalidade por câncer
Internações por câncer
Mortalidade por Doença de Parkinson
Internações por Doença de Parkinson
Desfechos adversos da gravidez
Mortalidade por diabetes melitus
Internações por diabetes melitus
Etapa 1: Estudo Ecológico
Análise Estatística

Tendência Temporal
Média Móvel
Regressão Polinomial
Joinpoint
Etapa 1: Estudo Ecológico
 A avaliação da vulnerabilidade natural de uma área e o comportamento de um determinado produto com risco potencial de contaminação, constituem procedimentos de alta relevância nos estudos de avaliação de riscos ambientais.

A metodologia geral do trabalho é a construção de um Sistema de Informação Geográfica (SIG), através do qual as cartografias digitais (layers) das áreas de risco ambiental (áreas com maior consumo de agrotóxico) são sobrepostas às malhas digitais dos estados brasileiros, dos Censos Demográficos do IBGE de 1991 e 2000.

Os softwares utilizados serão o ArcView 3.2 e Terraview 3.1.4. para realização de mapas.

A medida de autocorrelação espacial utilizada será o Índice de Moran global, que testa se as áreas conectadas apresentam maior semelhança quanto ao indicador estudado do que o esperado num padrão aleatório, variando de -1 a +1. O grau de autocorrelação existente pode ser quantificado, sendo positivo para correlação direta, negativo quando inversa. Além do Índice de Moran global foi utilizado o índice local, que resultou em "mapa de Moran" da taxa média de consumo de agrotóxico, já que permite encontrar os "bolsões" de dependência espaciais não observados nos índices globais, como por exemplo, possíveis clusters e outliers.
Etapa 2: Estudos de Geoprocessamento
 Coleção de estudos descritivos que gerará um estudo transversal maior, onde serão identificadas áreas com maior e menos consumo de agrotóxico e avaliar a intensidade de exposição de acordo com o número de população exposta, condições de exposição, avaliação de exposição rural/urbana e fatores socioambientais associados à exposição.

Os diferentes tipos de culturas (mono e policulturas, e monocultura por tipo, como soja, milho, café, etc), e segundo tipo de exploração (subsistência e agronegócio) serão consideradas varíaveis de exposição, e diversas variáveis como sexo, idade, escolaridade, raça, renda média familiar, cobertura pela estratégia de saúde da família, acesso a serviço de saúde e status de saúde autorreferido serão avaliadas por modelagem estatística.
Etapa 3: Estudos Transversais
Será utilizada regressão de Poisson com variância robusta para avaliar a associação entre os tipos de cultora e os padrões de exposição e as variáveis selecionadas.

Inicialmente será desenvolvida uma análise bivariada entre cada variável de exposição, expressa de forma dicotômica, e o desfecho, o tipo de cultura. Serão realizados testes de hipóteses de qui-quadrado e obtidas razões de prevalência (RP) brutas com seus respectivos intervalos de confiança de 95% (IC95%). Variáveis de exposição que, na análise bivariada, mostraram-se associadas às variáveis de interesse com nível de significância observado menor ou igual a 20% no teste de qui-quadrado (p-valor ≤ 0,20) serão selecionadas para a análise multivariada.

As razões de prevalência ajustadas serão então obtidas por modelo de regressão de Poisson com variância robusta, pois trata-se de um estudo de prevalência. O modelo final, utilizado para estimar medidas de associação com seus respectivos intervalos com 95% de confiança, será composto pelas variáveis de exposição que obtiverem nível de significância observado menor ou igual a 5% (p-valor ≤ 0,05).

A regressão seguirá modelo conceitual hierarquizado, considerando as características dos domicílios e familiares como distais, e as características individuais como proximais.
Etapa 3: Estudos Transversais
Buscar-se-á reconstruir a história das relações interpes­soais, ou seja, as redes pessoais (egocentric networks) (Marsden, 2005), para cada um desses “informantes de partida”. Estas serão unidas, correlacionando as relações pessoais e se estruturando a rede;

Três fontes de dados secundários foram utilizadas: organogramas funcionais do município; documentos e relatórios dos Pactos pela Saúde e da Programação das Ações de Vigilância em Saúde (PAVS), onde está contido o indicador de monitoramento às populações expostas à agrotóxico, acessados diretamente nas visitas realizadas a partir da observação participante e solicitação formal das informações. Serão levantadas informações sobre o número de notificações de casos suspeitos e confirmados de intoxicação por agrotóxicos no SINAN, as quais, em seguida, serão relacionadas aos momentos contextuais desta investigação;

A análise das redes é feita aqui a partir de medidas es­truturais, definidas por seus atributos, segundo a proposta de McCarty (2010). Como atributos, identificam-se os tipos e intensi­dades de ligação existentes entre os indivíduos, sua posição no grupo, quantidades de relações e densidade, por exemplo. No caso desta investigação, foram analisados os seguintes atributos: (a) tipos de laços; (b) centralidade; e (c) cliques. Laços, ou ligações, podem ser fortes ou frágeis, dependen­do da intensidade e do tempo de relação, e podem ter caráter profissional ou pessoal, indicam existência de coesão na rede.

As cliques ou clusters são utilizadas para designar uma dupla de indivíduos, ou pequenos grupos, com ligações fortes e “especiais” dentro de uma rede, e podem in­dicar dificuldades no repasse de informações dentro da rede.
Etapa 4: Análise de Redes
Documento sobre a meta-análise sobre estudos realizados no país e no mundo, relacionados aos efeitos na saúde humana em decorrência da exposição aos agrotóxicos;

Documento sobre o Estado da Arte da utilização do agrotóxico e seus efeitos na saúde humana;

Documento contendo levantamento de informações sobre os agrotóxicos utilizados, suas concentrações, freqüência de uso, mecanismo de transporte e tempo de vida de cada substância nos compartimentos ambientais, para cada cultura produzida no local de atuação, as atividades de risco (manipulação, preparo da calda, pulverização, etc.) durante o uso de agrotóxico, segundo dados disponíveis (local, regional, estadual e nacional);

Estruturação de banco de dados com as informações levantadas para fundamentar o estabelecimento de rotas de exposição e a elaboração dos protocolos de atenção integral à saúde de populações expostas;

Documento contendo a avaliação e caracterização da atuação dos municípios/estados em relação às estratégias de enfrentamento da exposição humana aos agrotóxicos no Brasil;

Documento contendo a apresentação das linhas de cuidado em que está inserida a temática de agrotóxicos nos municípios/estado, bem como a operacionalização do fluxo das pessoas intoxicadas e/ou expostas em todos os níveis assistenciais do SUS;

Documento contendo a estratégia de devolução das informações para a população, comunicação de risco e educação em saúde;

Documento contendo recomendações e estratégias de monitoramento da saúde da população exposta aos agrotóxicos.
Resultados Esperados
OBS: Atividades previstas em 2013 para os seguintes estados: Paraná, São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso, Goiás, Santa Catarina (prioridade 2012) e Bahia, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul, Ceará, Rio de Janeiro, Pernambuco (prioridade 2013); Atividades previstas em 2014 para os seguintes estados: Tocantins, Espírito Santo, Maranhão, Piauí, Alagoas, Sergipe, Pará (prioridade 2014)
Levantar as informações sobre os agrotóxicos utilizados, Estruturar um banco de dados com as informações levantadas, Avaliar e caracterizar a atuação dos municípios/estados em relação às estratégias de enfrentamento da exposição humana aos agrotóxicos, Elaborar documento contendo recomendações e estratégias de monitoramento da saúde da população exposta aos agrotóxicos
Cronograma
armando@iesc.ufrj.br
Obrigado
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