Loading presentation...

Present Remotely

Send the link below via email or IM

Copy

Present to your audience

Start remote presentation

  • Invited audience members will follow you as you navigate and present
  • People invited to a presentation do not need a Prezi account
  • This link expires 10 minutes after you close the presentation
  • A maximum of 30 users can follow your presentation
  • Learn more about this feature in our knowledge base article

Do you really want to delete this prezi?

Neither you, nor the coeditors you shared it with will be able to recover it again.

DeleteCancel

Make your likes visible on Facebook?

Connect your Facebook account to Prezi and let your likes appear on your timeline.
You can change this under Settings & Account at any time.

No, thanks

12 - A Reforma Protestante

No description
by

Sergio Paula

on 27 October 2012

Comments (0)

Please log in to add your comment.

Report abuse

Transcript of 12 - A Reforma Protestante

A Reforma Protestante 1517 - 1618 - A reforma protestante iniciou-se na Alemanha e logo espalhou-se por toda a Europa, tendo como resultado o estabelecimento de igrejas nacionais que não prestavam obediência ou fidelidade a Roma.

- Para melhor compreendermos a magnitude e a força com que se operou a reforma, é necessário, primeiramente, analisarmos algumas das forças que conduziram à Reforma e ajudaram a sua expansão: - A Renascença

- A invenção da imprensa

- O espírito nacionalista A Renascença: Durante a idade média, o interesse dos estudiosos era totalmente orientado à religião, tendo como principais pensadores e escritores da época homens ligados à igreja. A renascença, por sua vez, foi um movimento literário que, embora não assumidamente antirreligioso, era cético e investigador. Sob essa ótica, o movimento despertou um novo interesse pelas Escrituras, o qual tinha como objetivo investigar os verdadeiros fundamentos da fé, de forma independente dos dogmas de Roma. A invenção da imprensa: Considerada o grande arauto da Reforma, a imprensa, criada por Gutemberg em 1456, consistia em imprimir livros com tipos móveis, o que permitia sua rápida circulação entre o povo. Antes, os livros eram copiados a mão, o que fazia com que uma Bíblia custasse o salário de um ano de um operário. O fato de o primeiro livro impresso por Gutemberg ter sido uma Bíblia demonstra bem o anseio da época. A imprensa possibilitou o uso comum das Escrituras e incentivou sua tradução e circulação em todos os idiomas da Europa. As pessoas que liam a Bíblia prontamente se convenciam de que a igreja papal estava muito distante do ideal do Novo Testamento. Os novos ensinos dos reformadores, tão logo escritos, eram publicados em livros e folhetos que circulavam aos milhões em toda a Europa. O espírito nacionalista: Essa foi também uma época em que o patriotismo dos povos começou a manifestar-se, mostrando-se inconformado com a autoridade estrangeira sobre suas próprias igrejas nacionais. Esse sentimento deu força ao movimento da reforma, na medida em que essa era vista por muitos como uma espécie de independência dos países em relação ao poder exercido por Roma. - Esses fatores, somados, contribuíram para a formação de um espírito de reforma da igreja e de independência dos estados, o qual rondava toda a Europa. Entretanto, foi na Alemanha que a chama desse movimento ardeu de forma mais contundente, sob a liderança de Martinho Lutero. - Martinho Lutero (1483 – 1546) foi um sacerdote católico agostiniano e professor de teologia, e se tornou a figura central da Reforma Protestante.

- Lutero impunha a si os mais severos e humilhantes deveres e torturas com o objetivo de subjugar seu orgulho e encontrar a paz da salvação.

- Ele foi ordenado ao sacerdócio em 1507 e, em sua primeira missa, ao ser instruído que o sacerdote segurava Deus em suas mãos e o oferecia aos fiéis, Lutero, duvidando de sua dignidade para realizar tal tarefa, começou a tremer no altar e teve que ser assistido para completar a cerimônia.

- O padre mentor de Lutero chegou a pedir que ele não mais se confessasse, a não ser que ele tivesse algo realmente pecaminoso para confessar. - Em 1510, ele viajou para Roma, onde descobriu uma cidade cheia de entusiasmo pela Renascença, mas indiferente para com o evangelho. Em Roma, Lutero se apavorou ao se deparar com a incredulidade e a imoralidade que dominavam o papado.

- Lutero recebeu o grau de Doutor em Teologia no ano de 1512 e se dedicou ao ensino das Escrituras. De 1513 a 1515, ele ensinou Salmos, e de 1515 a 1517, ele ministrou sobre as cartas aos Romanos, Gálatas e Hebreus.

- Durante esse período, seus sentimentos de extrema imperfeição para com Deus o confrontavam com o fato de que um Deus de infinita justiça jamais poderia ser satisfeito com seus miseráveis esforços em busca da pureza. Isso perdurou até que, enfim, ele entendeu que, justificados pela fé, temos paz com Deus, por meio de Cristo Jesus, nosso Senhor (Rm 5:1). - Lutero não tinha a pretensão de dividir a igreja, antes, seu desejo era unicamente alertar a igreja sobre a necessidade de retornar aos fundamentos das Escrituras. Entretanto, o movimento da Reforma tomou proporções muito maiores. Vejamos como isso aconteceu:

1) A venda de indulgências
2) As 95 teses de Lutero
3) A queima da Bula Papal
4) A Dieta de Worms
5) O castelo de Wartburg
6) Os protestantes: 1) A venda de indulgências: o Papa Leão X, de forma a levantar fundos para concluir as obras da Basílica de São Pedro, em Roma, enviou John Tetzel a percorrer a Alemanha vendendo bulas, assinadas pelo Papa, as quais teriam a virtude de conceder perdão a todos os pecados, não só aos seus possuidores, mas também aos amigos, mortos ou vivos, em nome de quem fossem compradas.
Tetzel afirmava que: “tão depressa o vosso dinheiro caia no cofre, a alma de vossos amigos subirá do purgatório para o céu”. Lutero, por sua vez, começou a pregar contra Tetzel e sua campanha de venda de indulgências, denunciando como falso esse ensino. 2) As 95 teses de Lutero: considera-se como marco da Reforma o 31 de outubro de 1517.
Na manhã desse dia, Lutero afixou na porta da Catedral de Wittenberg um pergaminho que continha 95 teses, quase todas relacionadas com a venda de indulgências, as quais, em sua essência, atacavam a autoridade do papa e do sacerdócio.
Os líderes religiosos tentaram intimidar Lutero, todavia, ele permaneceu firme em sua oposição às doutrinas não ratificadas pelas Escrituras Sagradas. 3) Queima da Bula Papal: as teses de Lutero foram prontamente impressas e divulgadas por seus simpatizantes por toda a Alemanha. Em vista da controvérsia gerada, as ideias de Lutero foram formalmente condenadas, sendo ele excomungado por uma Bula do Papa Leão X em julho de 1520.
A igreja reclamou a prisão e condenação de Lutero, todavia, as autoridades locais, simpatizantes de seus ensinos, lhe conferiram ampla proteção. Lutero recebeu a excomunhão como um desafio, classificando-a como a “Bula execrável do Anticristo”.
Em 10 de dezembro, Lutero queimou publicamente a Bula, à porta de Wittenberg, fato que se constituiu em sua renúncia definitiva à igreja romana. 4) A Dieta de Worms: em 1521, Lutero foi citado a comparecer ante a Dieta (assembleia) do Conselho Supremo do Governo Alemão, presidida pelo imperador, à qual ele compareceu em 17 de abril.
Em resposta ao pedido para que se retratasse e renegasse o que havia escrito, após lhe ser concedido um dia para que pudesse pensar sobre o assunto, ele assim respondeu: “Que se me convençam mediante testemunho das Escrituras e claros argumentos da razão - porque não acredito nem no Papa nem nos concílios já que está provado amiúde que estão errados, contradizendo-se a si mesmos - pelos textos da Sagrada Escritura que citei, estou submetido à minha consciência e unido à palavra de Deus. Por isso, não posso nem quero retratar-me de nada, porque fazer algo contra a consciência não é seguro nem saudável". 5) O castelo de Wartburg: enquanto viajava de volta à sua cidade, Lutero foi cercado e levado por soldados do eleitor Frederico, uma autoridade local, ao castelo de Wartburg, tendo em vista a existência de uma conspiração para matá-lo durante seu regresso.
Durante o período de um ano no qual ele permaneceu refugiado no castelo, Lutero traduziu o Novo Testamento para a língua alemã, obra que é considerada o fundamento do idioma alemão escrito.
Após esse período, Lutero reassumiu a liderança do movimento em favor da reforma na igreja. 6) Os protestantes: a reforma culminou com a divisão dos estados alemães em ramos reformados, ao norte, e romanos, ao sul.
Em 1529, na Dieta de Espira, os governadores católicos, que eram maioria, condenaram as doutrinas de Lutero, proibindo o ensino de suas ideias nos estados católicos, enquanto que, nos estados luteranos, os católicos poderiam exercer livremente sua religião.
Os príncipes luteranos protestaram contra essa lei desequilibrada e injusta e, então, ficaram conhecidos por protestantes, nome que foi estendido a todos os que professavam a fé reformada. 1) A venda de indulgências: o Papa Leão X, de forma a levantar fundos para concluir as obras da Basílica de São Pedro, em Roma, enviou John Tetzel a percorrer a Alemanha vendendo bulas, assinadas pelo papa, as quais teriam a virtude de conceder perdão a todos os pecados, não só aos seus possuidores, mas também aos amigos, mortos ou vivos, em nome de quem fossem compradas.
Tetzel afirmava que: “tão depressa o vosso dinheiro caia no cofre, a alma de vossos amigos subirá do purgatório para o céu”. Lutero, por sua vez, começou a pregar contra Tetzel e sua campanha de venda de indulgências, denunciando como falso esse ensino. 2) As 95 teses de Lutero: considera-se como marco da Reforma o 31 de outubro de 1517.
Na manhã desse dia, Lutero afixou na porta da Catedral de Wittenberg um pergaminho que continha 95 teses, quase todas relacionadas com a venda de indulgências, as quais, em sua essência, atacavam a autoridade do papa e do sacerdócio.
Os líderes religiosos tentaram intimidar Lutero, todavia, ele permaneceu firme em sua oposição às doutrinas não ratificadas pelas Escrituras Sagradas. 3) Queima da Bula Papal: as teses de Lutero foram prontamente impressas e divulgadas por seus simpatizantes por toda a Alemanha. Em vista da controvérsia gerada, as ideias de Lutero foram formalmente condenadas, sendo ele excomungado por uma Bula do Papa Leão X em julho de 1520.
A igreja reclamou a prisão e condenação de Lutero, todavia, as autoridades locais, simpatizantes de seus ensinos, lhe conferiram ampla proteção. Lutero recebeu a excomunhão como um desafio, classificando-a como a “Bula execrável do Anticristo”.
Em 10 de dezembro, Lutero queimou publicamente a Bula, à porta de Wittenberg, fato que se constituiu em sua renúncia definitiva à igreja romana. 4) A Dieta de Worms: em 1521, Lutero foi citado a comparecer ante a Dieta (assembleia) do Conselho Supremo do Governo Alemão, presidida pelo imperador, à qual ele compareceu em 17 de abril.
Em resposta ao pedido para que se retratasse e renegasse o que havia escrito, após lhe ser concedido um dia para que pudesse pensar sobre o assunto, ele assim respondeu: “Que se me convençam mediante testemunho das Escrituras e claros argumentos da razão - porque não acredito nem no Papa nem nos concílios já que está provado amiúde que estão errados, contradizendo-se a si mesmos - pelos textos da Sagrada Escritura que citei, estou submetido à minha consciência e unido à palavra de Deus. Por isso, não posso nem quero retratar-me de nada, porque fazer algo contra a consciência não é seguro nem saudável". 5) O castelo de Wartburg: enquanto viajava de volta à sua cidade, Lutero foi cercado e levado por soldados do eleitor Frederico, uma autoridade local, ao castelo de Wartburg, tendo em vista a existência de uma conspiração para matá-lo durante seu regresso.
Durante o período de um ano no qual ele permaneceu refugiado no castelo, Lutero traduziu o Novo Testamento para a língua alemã, obra que é considerada o fundamento do idioma alemão escrito.
Após esse período, Lutero reassumiu a liderança do movimento em favor da reforma na igreja. 6) Os protestantes: a reforma culminou com a divisão dos estados alemães em ramos reformados, ao norte, e romanos, ao sul.
Em 1529, na Dieta de Espira, os governadores católicos, que eram maioria, condenaram as doutrinas de Lutero, proibindo o ensino de suas ideias nos estados católicos, enquanto que, nos estados luteranos, os católicos poderiam exercer livremente sua religião.
Os príncipes luteranos protestaram contra essa lei desequilibrada e injusta e, então, ficaram conhecidos por protestantes, nome que foi estendido a todos os que professavam a fé reformada. - Enquanto a reforma estava ainda se iniciando na Alemanha, o mesmo espírito despontou em outros países da Europa. No sul, como na Itália e na Espanha, a Reforma foi sufocada impiedosamente. Na França e nos Países Baixos, a causa da Reforma pendia na balança da incerteza. Entretanto, em todas as nações do norte a nova doutrina apresentava-se vitoriosa sobre toda a oposição romana e começava a conquistar esses países. Vejamos: Na Suíça: a reforma na Suíça ocorreu de forma totalmente independente do movimento Alemão, embora tenha se manifestado simultaneamente, sob a direção de Ulrico Zwinglio, que, em 1517, atacou a “remissão dos pecados” que muitos procuravam por meio de peregrinações a um altar da Virgem em Einsieldn. Em 1522, Zwinglio rompeu definitivamente com Roma, estabelecendo-se a reforma formalmente em Zurique. O avanço desse movimento foi prejudicado por uma guerra civil entre católicos e protestantes, na qual Zwinglio morreu, em 1531. Mesmo assim, a reforma manteve sua marcha. No Reino da Escandinávia (Dinamarca, Suécia e Noruega): esse reino recebeu prontamente os ensinos de Lutero, que tiveram a simpatia e apoio do Rei, o que favoreceu sua expansão. Na França: a França vivenciou alguns movimentos de reforma mesmo antes da Alemanha, todavia, a escalada do protestantismo sofreu um golpe quase mortal, no terrível massacre da noite de São Bartolomeu, em 24/08/1572, quando todos os líderes protestantes e milhares de seus adeptos foram covardemente assassinados (cerca de 100 mil pessoas). A fé reformada enfrentou terrível perseguição, mas uma parte do povo francês continuou protestante e, apesar de pequeno em número, exerceu grande influência. Nos países baixos (Bélgica e Holanda): no início da reforma, os países baixos estavam sob domínio da Espanha. Esses países logo receberam os ensinos da Reforma, mas foram perseguidos pelos regentes espanhóis. Após sua independência, a Holanda tornou-se protestante e a Bélgica continuou, em sua maioria, Católica. Na Inglaterra: o movimento da Reforma na Inglaterra passou por vários períodos de avanço e retrocesso, em razão das relações políticas, das diferentes atitudes dos soberanos que se sucediam e do espírito conservador natural dos ingleses. Após várias idas e vindas, com o acesso ao trono de Elizabeth, os presídios foram abertos e o exílio dos protestantes foi revogado, havendo a igreja protestante inglesa, em consequência, se firmado definitivamente. Na Escócia: a reforma andou lentamente na Escócia, até que John Knox assumiu a liderança do movimento reformado, levando-a a patamares ainda mais altos que na Inglaterra. - Como se pode perceber, o século XVI iniciou-se tendo como única igreja na Europa Ocidental a Igreja Católica Romana, que se julgava segura da lealdade de todos os reinos. Entretanto, antes do findar do século, todos os países do norte da Europa a oeste da Rússia haviam se separado de Roma e estabelecido suas próprias igrejas nacionais protestantes.

- Embora o resultado da Reforma tenha se dado pelo surgimento de igrejas nacionais ou regionais, independentes, pode-se estabelecer como ponto comum 5 princípios básicos que as marcavam: Religião bíblica: O primeiro grande princípio é que a verdadeira religião está baseada nas Escrituras. Os católicos romanos haviam substituído a autoridade da Bíblia pela autoridade da Igreja. Ensinavam que a igreja era infalível e que a autoridade da Bíblia procedia da autoridade da igreja. Por isso, proibiam a leitura das Escrituras aos leigos e se opunham à sua tradução na linguagem usada pelo povo. Já os reformadores afirmavam que a Bíblia continha as regras de fé e prática, e que não se devia aceitar nenhuma doutrina que não fosse ensinada pela Bíblia. A reforma devolveu a Bíblia ao povo e colocou os ensinos bíblicos sobre o trono de autoridade. Religião racional: Outro princípio é que a religião deveria ser racional e inteligente. O romanismo havia introduzido doutrinas irracionais no credo da igreja, como a transubstanciação, a questão das indulgências papais e a adoração de imagens, o que foi fortemente rejeitado por todas as igrejas protestantes. Religião pessoal: A terceira grande verdade defendida pela reforma foi a religião pessoal. Sob o sistema romano, havia uma porta fechada entre os homens e Deus e, para essa porta, o sacerdote tinha a única chave. O pecador arrependido não podia confessar seus pecados a Deus e nem receber dele o perdão, visto que apenas aos sacerdotes cabia a absolvição. Da mesma forma, não era permitido ao povo consultar a Bíblia e tirar dela o alimento e orientação para suas vidas. A interpretação das Escrituras somente poderia ser feita pelos sacerdotes e concílios da igreja. Os reformadores removeram essas barreiras, levando as almas à presença de Deus e à comunhão com Cristo individualmente. Religião espiritual: Pregava-se também a religião espiritual, em contraposição à religião formalista que existia. A igreja romana havia sobrecarregado a simplicidade do evangelho, adicionando-lhe formalidades e cerimônias que obscureciam inteiramente a vida e o espírito. Em geral, na igreja, a religião era letra, e não espírito. Os reformadores exaltaram as características internas da verdadeira religião, e não as externas, resgatando a verdade bíblica de que o homem é justificado pela fé, e não pela observância de ritos e ou regras. Religião nacional: O último princípio era a existência de uma igreja nacional, independente de uma igreja mundial. Como vimos, o alvo do papado era subordinar o Estado à Igreja, todavia, onde o protestantismo triunfava, surgiam igrejas nacionais e independentes em cada país. Na igreja católica, os cultos eram feitos em latim e se dificultava a tradução da Bíblia para os idiomas nacionais. Nas igrejas reformadas, liam-se e espalhavam-se as Escrituras nos idiomas de cada país, e os cultos eram celebrados nos idiomas nacionais, adornados por aspectos da cultura de cada país. - Logo após haver-se iniciado o movimento da Reforma, um poderoso esforço foi também iniciado pela igreja católica romana no sentido de recuperar o terreno perdido na Europa, destruir a fé protestante e enviar missões católicas a países estrangeiros. Esse movimento foi chamado de Contra-Reforma.

- As principais frentes da contra-reforma foram as seguintes: Reforma interna: Tentou-se fazer uma reforma dentro da própria igreja, por via do Concílio de Trento, convocado no ano de 1545 pelo Papa Paulo III, com o objetivo de investigar os motivos e por fim aos abusos que deram causa à reforma. O Concílio teve como principal sede a cidade de Trento, na Áustria, além de outras sedes itinerantes, durante seus quase 20 anos de duração, que passaram pelo governo de 4 papas. Esperava-se que, com o concílio, a separação entre católicos e protestantes tivesse fim e que a igreja voltasse a ser única, todavia, isso não aconteceu. Fizeram-se, porém, várias reformas na igreja católica e suas doutrinas foram definitivamente estabelecidas. É consenso que, após o Concílio de Trento, os papas que governaram a igreja o fizeram com mais acerto do que aqueles que a governaram antes. A Ordem dos Jesuítas: Criada em 1534, pelo espanhol Inácio de Loyola, essa ordem monástica, chamada de Companhia de Jesus, teve como principal objetivo combater o movimento protestante por meio do empreendimento de esforços missionários em todo o mundo para divulgação das doutrinas católicas, inclusive nas terras recém-descobertas, como o Brasil. A ordem dos Jesuítas teve também importante papel no desenvolvimento de obras sociais e educacionais. Perseguição Ativa: A perseguição foi outra arma poderosa usada para impedir o avanço da reforma. Embora os protestantes também tenham guerreado e perseguido, nada se compara à perseguição empreendida pela igreja católica em alguns países. Na Espanha, a inquisição foi utilizada para sufocar o movimento protestante, onde muitos foram torturados ou queimados vivos. Nos países baixos, o governo espanhol determinou a morte de todos os que fossem suspeitos de heresias. Na França, o espírito da perseguição alcançou seu clímax na matança da noite de São Bartolomeu, onde dezenas de milhares de pessoas foram mortas. Essas perseguições retardaram a marcha da reforma em vários países e, em alguns deles, como na Espanha, praticamente a extirparam. A guerra dos 30 anos: Após a reforma, ocorreram guerras e lutas em alguns países, protagonizadas por líderes e governantes contrários ou a favor das ideias reformistas. Um desses casos foi a Guerra dos Trinta Anos, na Alemanha, iniciada em 1618, envolvendo quase todos os países da Europa. Essa guerra somente teve fim em 1648, com a assinatura do tratado de paz de Westfália, que fixou os limites dos Estados Católicos e dos Protestantes. Esse é considerado o fim do período da reforma. - A partir de então, a igreja protestante seguiu sua caminhada, de forma independente, buscando servir ao Senhor, tendo como única regra de fé e prática as Escrituras Sagradas.

- Hoje, estima-se que a população evangélica em todo o mundo gire em torno de 1 bilhão de pessoas, todavia, em muitos lugares, como nos países muçulmanos, Índia e China, a perseguição continua, embora continue sendo incapaz de deter a marcha do evengelho. CASTELO FORTE

Castelo forte é nosso Deus,
Amparo e fortaleza:
Com seu poder defende os seus
Na luta e na fraqueza.
Nos tenta Satanás,
Com fúria pertinaz,
Com artimanhas tais
E astúcias tão cruéis,
Que iguais não há na Terra. A nossa força nada faz:
Estamos, sim, perdidos.
Mas nosso Deus socorro traz
E somos protegidos.
Defende-nos Jesus,
O que venceu na cruz
O Senhor dos altos céus.
E sendo também Deus,
Triunfa na batalha. Se nos quisessem devorar
Demônios não contados,
Não nos podiam assustar,
Nem somos derrotados.
O grande acusador
Dos servos do Senhor
Já condenado está:
Vencido cairá
Por uma só palavra. Que Deus a luta vencerá,
Sabemos com certeza,
E nada nos assustará
Com Cristo por defesa.
Se temos de perder
Família, bens, poder,
E, embora a vida vá,
Por nós Jesus está,
E dar-nos-á seu reino.
Full transcript