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"Felizmente Há Luar" - Luís de Sttau Monteiro

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by

Diogo Plácido

on 10 March 2015

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Transcript of "Felizmente Há Luar" - Luís de Sttau Monteiro

A obra
Trata-se de uma drama narrativo de carácter épico que retrata a trágica apoteose do movimento liberal oitocentista, em Portugal.

De acordo com Brecht, Sttau Monteiro proporciona uma análise crítica da sociedade, mostrando a realidade, do modo a levar os espectadores a reagir criticamente e a tomar uma posição.
Carácter épico de "
Felizmente Há Luar!"
"Felizmente Há Luar!"
é um drama épico dentro dos princípios do teatro épico.

Na peça de Sttau Monteiro é possível verificar que são estes também os objetivos, pelo evocar de situações e personagens do passado, como pretexto para apresentar o presente e assim pôr em evidência a luta do ser humano contra a tirania, a opressão, a traição, a injustiça e todas as formas de perseguição.
Organização da obra
"Felizmente Há Luar!"
recria em dois atos a sequência de acontecimentos históricos que em Outubro desse ano levou à prisão e ao enforcamento de Gomes Freire pelo regime de Beresford, com o apoio da Igreja, sublinhando um apelo épico (e ético) politicamente empenhado e legível à luz do que era Portugal nos anos 60.
"Felizmente Há Luar"
Luís de Sttau Monteiro

Estrutura da Obra
A Obra
Paralelismo passado/condições históricas dos anos 60
Felizmente Há Luar! tem como cenário o ambiente político dos inícios do século XIX:

- Em 1817, uma conspiração, encabeçada por Gomes Freire de Andrade, que pretendia o regresso do Brasil do rei D. João VI e que se manifestava contrária à presença inglesa.
Características da obra
 Personagens psicologicamente densas e vivas;
 Denúncia da hipocrisia da sociedade;
 Intemporalidade da peça;
 Luta contra a miséria.
 Linguagem natural, viva e maleável com frases em latim.
 Frases incompletas;
 Marcas características do discurso oral e recurso frequente à ironia e sarcasmo.

Espaço
Espaço físico:
A ação desenrola-se em diversos locais, interiores e exteriores, mas não há nas indicações cénicas referências a cenários diferentes.

Espaço social:
meio social em que estão inseridas as personagens, havendo vários espaços sociais, distinguindo-se uns dos outros pelo vestuário e pela linguagem das várias personagens.

Objetivos da obra
 Autorrepresentação das personagens e narrador;
 Elementos técnicos não escondidos;
 Música e cenários que destroem a ilusão da realidade;
 Intenção de crítica social;
 Conceção das personagens a partir da função social;
 Entre outros...

Linguagem e estilo
 Recursos estilísticos:
enorme variedade de recursos
 Marcas da linguagem e estilo:
provérbios, expressões populares, frases sentenciosas
 Texto principal:
As falas das personagens;
 Texto secundário:
as didascálias/indicações cénicas
Em Felizmente Há Luar! percebe-se, facilmente, que a História serve de pretexto para uma reflexão sobre os anos 60, do século XX.
Paralelismo passado/condições históricas dos anos 60
Paralelismo passado/condições históricas dos anos 60
A didascália
A peça é rica em referências concretas. As marcações são abundantes: tons de voz, movimentos, posições, cenários, gestos, vestuário, sons e efeitos de luz.

De realçar que a peça termina ao som de fanfarra
(“Ouve-se ao longe uma fanfarronada que vai num crescendo de intensidade até cair o pano.”) em oposição à luz (“Desaparece o clarão da fogueira.”).

As personagens
Gomes Freire de Andrade
É o protagonista, embora nunca apareça é evocado através da esperança do povo, das perseguições dos governadores e da revolta da sua mulher e amigos.

É um herói e é considerado o símbolo de esperança de liberdade.
D. Miguel Forjaz
É o primo de Gomes Freire, assustado com as transformações que não deseja, corrompido pelo poder, vingativo, frio, calculista, autoritário e servil.
Principal Sousa
Este defende o obscurantismo, é deformado pelo fanatismo religioso.
É desonesto, pois é corrompido pelo poder eclesiástico.
General Beresford
Tem um cinismo em relação aos portugueses, a Portugal e à sua situação.
É oportunista e autoritário. Preocupa-se somente com a sua carreira e com dinheiro.
É poderoso, interesseiro, calculista, trocista, sarcástico.
Vicente
É sarcástico, demagogo, falso humanista, movido pelo interesse da recompensa material, hipócrita, despreza a sua origem e o seu passado, traidor e desleal, pois acaba por ser um delator que age dessa maneira porque está revoltado com a sua condição social.
Manuel

Representa o povo português. Esta personagem denuncia a opressão a que o povo está sujeito.
É o mais consciente dos populares e corajoso.
Matilde de Melo
Mulher de Gomes Freire, é uma mulher corajosa, que exprime romanticamente o seu amor, reage violentamente perante o ódio e as injustiças, sincera, ora desanima, ora se enfurece, ora se revolta, mas luta sempre.
Sousa Falcão
É o inseparável amigo de Gomes Freire e Matilde, sofre junto de Matilde, assume as mesmas ideias que Gomes Freire, mas não teve a coragem do general. Representa a amizade e a fidelidade.

É o único amigo de Gomes Freire de Andrade que aparece na peça
Frei Diogo
Um homem sério representante do clero, honesto – é o oposto do Principal Sousa.
Os símbolos
 Saia verde
 Título
 Luz
 Noite
 Lua
 Luar
 Fogueira
 Moeda de 5 reis
 Tambores
Tempo
 tempo histórico: século XIX
 tempo da escrita: 1961
 tempo da representação: 1h30m/2h
 tempo da ação dramática: a ação está concentrada em 2 dias
 tempo da narração: informações respeitantes a eventos não dramatizados, ocorridos no passado, mas importantes para o desenrolar da ação
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