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Impossível

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by

Sonia Almeida

on 3 May 2014

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Transcript of Impossível

TENDÊNCIAS LITERÁRIAS
As figuras de
estilo
mais usadas
Cesário Verde
personagens
Impossível
Cesário Verde
José Joaquim Cesário Verde nasceu a 25 de Fevereiro de 1855, em Lisboa.

Foi um poeta português.

Filho do lavrador e comerciante José Anastácio Verde e de Maria da Piedade dos Santos Verde

Cesário matriculou-se no Curso Superior de Letras em 1873, frequentando por apenas alguns meses o curso de Letras.

Ali conheceu Silva Pinto, grande amigo pelo resto da vida.

Dividia-se entre a produção de poesias (publicadas em jornais) e as actividades de comerciante, herdadas do pai.

Em 1877 lhe começou a dar sinais a tuberculose, doença que já lhe tirara o irmão e a irmã.

Estas mortes servem de inspiração a um de seus principais poemas, Nós (1884).

Tenta curar-se da tuberculose, sem sucesso; vem a falecer no dia 19 de Julho de 1886, no Lumiar.

No ano seguinte Silva Pinto organiza O Livro de Cesário Verde (disponível ao público em 1901), compilação
de sua poesia.

ironia
comparação
metáfora
gradação
adjetivação
hipálage
estragerismo
enumeração
antíntese
sinestesia
assíndeto
CONTEÚDOS TEMÁTICOS
INTENÇÃO CRÍTICA, DENUNCIANDO
O SEU INCOMFORMISMO E
REVOLTA PERANTE SITUAÇOES
DE INJUSTIÇA E OPRESSÃO
ANÁLISE DA SOCIEDADE DO SEU
TEMPO, PONDO EM DESTAQUE AS
CONDIÇÕES DE VIDA DA BURGUESIA
E DO POVO DESFAVORECIDO NO
ESPAÇO CITADINO
OLHAR COMOVIDO E SOLIDÁRIO PARA
COM OS OPRIMIDOS REVELANDO
TAMBÉM ALGUM ANTICLERICALISMO
Denúncia das
circunstâncias sociais
injustas
Crítica às acentuadas
desigualdades sociais
DIMENSÃO SOCIAL
BINÓMIO CIDADE/CAMPO
CIDADE (Lisboa)
espaço artificializado pelo Homem
A cidade é um espaço soturno, opressor, onde tudo sufoca
e reflete a dor humana.
aprisionamento e
injustiça
Humilhação
impossibilidade
do amor
morte, doença
CAMPO (Linda-a-Pastora)
espaço natural e puro
É do campo que Cesário
recebe força e vitalidade;
fora dele, o poeta sente-se
fraco e doente.
recusa da opressão e
possibilidade do exercício
da liberdade
expressão idílica
do amor
tranquilidade, vida,
fertilidade, força,
vigor
plenitude
IMAGÉTICA FEMENINA
Associada a cidade...
mulher fatal
Associada ao campo...
MULHER ANGÉLICA
FRÍGIDA
calculista
MADURA
DOMINADORA
SEM SEMTIMENTOS
DESTRUIDORA
FRÍVOLA
CALCULISTA
DESPERTA DESEJO
FRÁGIL
TERNA
DESPERTA AMOR PURO
INGÉNUA
DESPRENTESIOSA
a vida
desejo de proteção
arrasta para a destruição
mulher burguesa
mulher do campo
mulher trabalhadora
obra de
Cesário Verde
fútil, altiva, dotada de extrema beleza, fria, orgulhosa
simples, pura, sensível, natural
engomadeira, varina, vendedeira
HUMILHAÇÃO

«Esplêndida;
«Deslumbramentos»,
«Frígida»
a mulher fatal da época / a humilhação
do sujeito poético
tentando a aproximação
a mulher burguesa, rica, distante e altiva / a humilhação do sujeito poético que não ousa aproximar-se devido à sua baixa condição social
a mulher fatal, bela e artificial, poderosa e desumana / a consequente humilhação do poeta
a mulher fatal, pálida e bela, fria, distante e impassível que o poeta deseja e receia / a humilhação e a necessidade de controlar os impulsos amorosos


hUMILHAÇÃO SENTIMENTAL
A humilhação
estética
a revolta pela incompreensão que os outros manifestam em relação à sua poesia e pela recusa de publicação
por alguns jornais


o povo comum oprimido
pelos poderosos
o abandono a que são
votados os doentes
o povo dominado por
uma oligarquia poderosa
HUMILHAÇÃO SOCIAL
a mulher formosa, fria, distante e altiva
«Esplêndida»
«Humilhações
«Deslumbramentos»
«Frígida


«Contrariedades»


Humilhações»;
«Deslumbramentos
«Contrariedades»
«Deslumbramentos»

Nós podemos viver alegremente,
Sem que venham com fórmulas legais,
Unir as nossas mãos, eternamente,
As mãos sacerdotais.

Eu posso ver os ombros teus desnudos,
Palpá-los, contemplar-lhes a brancura,
E até beijar teus olhos tão ramudos,
Cor de azeitona escura.

Eu posso, se quiser, cheio de manha,
Sondar, quando vestida, pra dar fé,
A tua camisinha de bretanha,
Ornada de crochet.

Posso sentir-te em fogo, escandescida,
De faces cor-de-rosa e vermelhão,
Junto a mim, com langor, entredormida,
Nas noites de verão.

Eu posso, com valor que nada teme,
Contigo preparar lautos festins,
E ajudar-te a fazer o leite-creme,
E os mélicos pudins.

Eu tudo posso dar-te, tudo, tudo,
Dar-te a vida, o calor, dar-te cognac,
Hinos de amor, vestidos de veludo,
E botas de duraque


E até posso com ar de rei, que o sou!
Dar-te cautelas brancas, minha rola,
Da grande loteria que passou,
Da boa, da espanhola,

Já vês, pois, que podemos viver juntos,
Nos mesmos aposentos confortáveis,
Comer dos mesmos bolos e presuntos,
E rir dos miseráveis.

Nós podemos, nós dois, por nossa sina,
Quando o Sol é mais rúbido e escarlate,
Beber na mesma chávena da China,
O nosso chocolate.

E podemos até, noites amadas!
Dormir juntos dum modo galhofeiro,
Com as nossas cabeças repousadas,
No mesmo travesseiro.

Posso ser teu amigo até à morte,
Sumamente amigo! Mas por lei,
Ligar a minha sorte à tua sorte,
Eu nunca poderei!

Eu posso amar-te como o Dante amou,
Seguir-te sempre como a luz ao raio,
Mas ir, contigo, à igreja, isso não vou,
Lá essa é que eu não caio!

Cesário Verde, in 'O Livro de Cesário Verde'
Impossível
Descrição psicologíca
Sujeito Poético
Apaixonado
Romântico
Não acredita nas normas da sociedade
Descrição física
Mulher/Amada
"ombros teus desnudos/ contemplar-lhes a brancura"
"E até beijar teus olhos tão ramudos, cor de azeitona escura"
ANÁLISE FORMAL
ANÁLISE DO CONTEÚDO
Estrutura
Composto por 12 quadras
Rima
Nós podemos viver alegremente,
Sem que venham com fórmulas legais,
Unir as nossas mãos, eternamente,
As mãos sacerdotais.

Eu posso ver os ombros teus desnudos,
Palpá-los, contemplar-lhes a brancura,
E até beijar teus olhos tão ramudos,
Cor de azeitona escura.
a
b
a
b

a
b
a
b
Rima Cruzada
Rima Cruzada
métrica
Nós/ po/de/mos/ vi/ver/ a/le/gre/men/te,
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10

As/ mãos/ sa/cer/do/tais.
1 2 3 4 5 6
Verso decassílabico
Verso hexassílabico
"Já vês, pois, que podemos viver juntos,"
"Eu posso amar-te como o Dante amou,"
Perífrase
Anáfora
Sinestesia
Dupla
Adjetivação
Enumeração
Comparação
Ironia
Apóstrofe
Metáfora
Bibliografia
file:///D:/meus_docs/Downloads/ANDRE_YUITI_OZAWA%20(1).pdf
http://www.citador.pt/poemas/impossivel-cesario-verde
http://lusofonia.com.sapo.pt/literatura_portuguesa/cesario_verde.htm
http://www.prof2000.pt/users/jsafonso/port/verde.htm
http://www.escolavirtual.pt/assets/conteudos/downloads/11por/11por2908pdf01.fh11.pdf?width=965&height=600

romântica
parnasiana
realista/naturalista
impressionista
surrealista
Dante alighieri
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