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Economia Romana

Pequena aula introdutória sobre a Economia Romana
by

Jose Knust

on 4 May 2013

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Transcript of Economia Romana

Economia A Economia Romana A Itália e o Mediterrâneo Romanos Séculos III a.C.-II d.C. Oikonomia ≠ Economia Antigos não tem conceito de economia como sistema autônomo Economia Antiga = Anacronismo? Não! Economia = Relação humana com outros homens e com natureza para reprodução das bases da vida social. Economia Antiga ≠ Economia Moderna Existem diversos sistema econômicos, que precisam ser explicados de maneira diferentes. Romana Três dimensões Espacial O que é Roma? A Cidade de Roma Itália Romana Império Romano Existe uma única Economia nestes recortes espaciais? Temporal Conceitual Quando é Romano? Existe uma única Economia ao longo desse período? Continuidade X Transformação O que dá a unidade? Sistema Integrado Diferentes realidades locais interdepentes integradas pela circulação Semelhança Tipológica Realidades econômicas autônomas mas com funcionamento similar Finley e o
Comportamento Econômico Visão Continuísta de Finley Economia Antiga
Mediterrâneo, sécs. X a.C. a V d.C. Não existiria integração de mercados Circulação é em pequena escala, consumo majoritariamente de produção local ou regional. Quadro psicológico-cultural comum. Unidade: Ênfase de Finley no estudo do comportamento Não há racionalidade econômica no sentido moderno. Não há busca por lucro e acumulação de Capital Atividades econômicas não formam um conjunto autônomo e coerente Polanyi: Sociedades sem Mercado têm “Economia Incrustrada” Preocupação central = poder social e status Desvalorização do Trabalho Associação com Trabalho Compulsório “Quanto às profissões que devem ser consideradas liberais e as que não o devem, eis o ponto de vista geralmente aceito. (...) não liberais e inferiores são as profissões de todos os que trabalham por salário, a quem pagamos o trabalho e não a arte, por que no seu caso o próprio salário é um atestado da sua escravidão. (...) E todos os artífices que se dedicam a negócios inferiores por que nenhuma oficina pode possuir qualidades apropriadas a um homem livre. (...) O comércio, se praticado em, pequena escala, deve ser considerado inferior; mas se em larga escala e extensivo, importando muito de todo o lado e distribuídos a muito sem falsa sobrevalorização, não deve ser grandemente censurado. Efetivamente parece mesmo ser digno do maior respeito, se aqueles que se ocupam deste comércio, saciados ou, melhor dizendo, satisfeitos com seus proveitos, se encaminharem do porto para uma propriedade tal como muitas vezes se transferiram do mar para o porto. Mas de todas as coisas que podem dar lucros a um homem não há nada melhor que a agricultura, nada mais produtivo, nada mais doce, nada que melhor convenha a um homem livre.”
Cícero, De Oficiis, 1.150-1 1)Trabalho Camponês Independente. Formas de Trabalho Base da população = Comunidades Camponesas. Trabalho Assalariado é marginal
(não há grande processo de expropriação dos meios de produção). 2)Trabalho Compulsório Comunitário. Intercomunitário X Intracomunitário. 3)Trabalho Escravo. Ecologia e Agricultura no Mediterrâneo Clima Mediterrânico Verões quentes e secos

Invernos frios e chuvosos Agricultura no Mediterrâneo Antigo Silva, Saltus e Ager.

Alqueive e Arado Leve.

Complementaridade Agricultura-Pastoreio. Fonte: Mazoyer e Roudart. História das Agriculturas no Mundo, p.259. Campesinato Mediterrânico Equívocos comuns Realidade Mediterrânica (cc) image by anemoneprojectors on Flickr Camponês isolado socialmente Economia de Subsistência Assentamento Estável Inserção camponesa na Política das Cidades-Estados Insegurança:
Diversificar - Estocar - Redistribuir Migrações constantes Itália
Séculos III-I a.C. Crise do Campesinato? A população de homens livres diminuía, oprimidos pela miséria, pelas contribuições e pelo serviço militar. (...) Os pobres afirmavam que estavam sendo reduzidos à extrema miséria, que esta penúria os impedia de ter filhos porque eram incapazes de criá-los.
Apiano, Guerras Civis, 1.7 e 10  Os pobres, assim espoliados, não se empenharam em fazer o serviço militar e se descuidaram até de criar filhos. Deste modo, a Itália logo se viu na iminência de se despovoar de homens livres.
Plutarco, Vida de Tibério Graco, VIII
Modelo de Hopkins:
Enriquecimento da aristocracia romana Modelo de Hopkins:
Sistema imperial em expansão Modelo de Hopkins:
1)Guerra e Expansão.
2)Concentração Fundiária.
3) Substituição dos Camponeses por Escravos Modelo de Hopkins:
Crise do Campesinato e expansão do Escravismo Sítios rurais no Vale do Tibre (ao norte da cidade de Roma) Coexistência de Grandes e Pequenas Propriedades (séculos III-I a.C.) A Villa Escravista Equivocadamente comparada às Plantations da Escravidão Moderna na América Coexistência dos Trabalhos Livre e Escravo Todos os campos são cultivados por escravos, homens livres ou ambos: por homens livres, quando eles mesmos cultivam (como a maioria dos pobres com seus filhos) ou são assalariados, sendo contratados entre os livres para cuidar dos trabalhos maiores, a exemplo da vindima e da colheita do feno.
Varrão, De Re Rustica, I.XVII.2 Inserção do poder da elite urbana no campo Seja bom para teus vizinhos; não permitas que os de casa lhes façam mal. Se a vizinhança conviver contigo de bom grado, venderás o que te pertence com maior facilidade, darás de empreitada com maior facilidade e contratarás trabalhadores com maior facilidade; se construíres, contribuirão com trabalho, animais de carga e material para a construção; se algo acontecer (oxalá nada aconteça), irão proteger-te de boa vontade.
Catão, De Agri Cultura, IV.1 Mediterrâneo
Séculos I a.C. - II d.C. Crescimento Econômico Integração Econômica Unificação Política do Mediterrâneo Até que ponto isso realmente aconteceu? Indícios de Expansão das Atividades Econômicas Número de naufrágios descobertos no Mediterrâneo Fonte: Horden e Purcell, Corrupting Sea. Origem das ânforas encontradas em Óstia (porto da cidade de Roma) Fonte: Kevin Greene, The Archaeology of Roman Economy Concentração de chumbo nas geleiras da Groelândia Fonte: Cambridge Economic History of Graeco-Roman World, p.548. Para cá [Roma] aflui de todas as partes da terra e do mar tudo aquilo que produz, nas diversas estações, cada província, e rios e lagos e manufaturas de gregos e bárbaros; para ver todas as coisas não é mais preciso viajar de um canto a outro da Terra, mas basta viver na cidade. (...) E tantos navios mercantes atracam, em todas as estações, a cada mudança de constelação, com cargas de todos os tipos de mercadoria, que a cidade pode ser comparada ao grande mercado de toda a Terra. (...) E se veem os tecidos da Babilônia e outros gêneros de luxo daquelas longínquas terras bárbaras chegarem com muito maior frequência e facilidade do que as mercadorias antes enviadas de Citnos a Atenas.
Élio Aristide, Orações, XXVI.11-13 Por que houve este crescimento econômico? Rostovtzeff: Tese da Concorrência Provincial. Acesso ao mercado romano estimula produção nas províncias.
Concorrência provincial leva Itália à crise.
Problema desta tese: “modernismo”. Hopkins: Tributação Imperial e Comércio. Necessidade de monetarização nas províncias para pagamento de tributos.
Concentração de riqueza pelo Império (Cidade de Roma e exército) e formação de um “mercado consumidor”
Vantagem desta tese: pensar o comércio antigo em relação à extração de excedentes.
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