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Os Lusíadas - Canto VI

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by

Catarina Fazenda

on 4 February 2015

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Transcript of Os Lusíadas - Canto VI

93
Esta é, por certo, a terra que buscais
Da verdadeira Índia, que aparece;
E se do mundo mais não desejais,
Vosso trabalho longo aqui fenece.»
Sofrer aqui não pôde o Gama mais,
De ledo em ver que a terra se conhece;
Os
geolhos
no chão, as mãos ao Céu,
A mercê grande a Deus
agardeceu
.
94
As graças a Deus dava, e razão tinha,
Que não somente a terra lhe mostrava
Que, com tanto temor, buscando vinha,
Por quem tanto trabalho exprimentava,
Mas via-se livrado, tão asinha,
Da morte, que no mar lhe aparelhava
O vento duro, férvido e medonho,
Como quem despertou de horrendo sonho.
95
Por meio destes hórridos perigos,
Destes trabalhos graves e temores,
Alcançam os que são de fama amigos
As honras imortais e graus maiores;
Não encostados sempre nos antigos
Troncos nobres de seus antecessores;
Não nos leitos dourados, entre os finos
Animais da Moscóvia zibelinos;
Contextualização
Relação com a Atualidade
O canto VI d'
Os Lusíadas
aborda um tema atual, fala do reconhecimento e da glória dos homens. Alguns são reconhecidos através dos antepassados e dos bens materiais. E outros são reconhecidos por se esforçarem para alcançarem objetivos maiores.
Os Lusíadas -
Canto VI

Catarina Fazenda nº4
João Reis nº12

96
Não cos manjares novos e esquisitos,
Não cos passeios moles e ouciosos,
Não cos vários deleites e infinitos,
Que afeminam os peitos generosos;
Não cos nunca vencidos apetitos,
Que a Fortuna tem sempre tão mimosos,
Que não sofre a nenhum que o passo mude
Pera
algũa
obra heróica de virtude;
Partida dos portugueses de Melinde;
Episódio do concílio dos deuses marinhos;
Éolo é mandado soltar os ventos e fazer a armada portuguesa afundar;
De seguida Fernão Veloso conta aos marinheiros a história dos doze de Inglaterra;
Surge uma violenta tempestade e Vasco da Gama pede ajuda a Deus;
Vénus ajuda os portugueses, enviando as Ninfas para seduzirem e acalmarem os ventos;
A armada portuguesa chega a Calecute.
92
Já a manhã clara dava nos outeiros
Por onde o Ganges murmurando soa,
Quando da celsa gávea os marinheiros
Enxergaram terra alta, pela proa.
Já fora de tormenta e dos primeiros
Mares, o temor vão do peito voa.
Disse alegre o piloto Melindano:
– «Terra é de Calecu, se não me engano;
Perífrase
Anástrofe
Sinédoque
Discurso do piloto Melindano
Anástrofe
geolhos = joelhos
agardeceu = agradeceu
Anáfora
Adjetivação tripla
Comparação
Hipérbato
Anáfora
Metáfora
Anáfora
algũa = alguma
Sinédoque
Adjetivação
97
Mas com buscar, co seu forçoso braço,
As honras que ele chame próprias suas;
Vigiando e vestindo o forjado aço,
Sofrendo tempestades e ondas cruas,
Vencendo os torpes frios no regaço
Do Sul, e regiões de abrigo nuas,
Engolindo o corrupto mantimento
Temperado com um árduo sofrimento;
Hipérbato
Metáfora
Metáfora
Personificação
Metáfora
Comentário do Poeta ( resumo)

Em suma, neste excerto o poeta contrapõe os dois tipos de reconhecimento e glória: o reconhecimento válido e merecido e o falso reconhecimento.
O herói épico é merecedor da sua glória por ultrapassar difíceis obstáculos e pela sua capacidade de persistência e humildade

O herói não pode ser considerado herói se :
viver na sombra dos antepassados
(95, 5-6)
viver rodeado de luxos e requintes supérfluos
(95, 7-8)
desfrutar de manjares, passeios, prazeres, e apetites
(96)
A busca forçada
(97, 1-2)
A disponibilidade para a guerra
(97, 3)
As navegações árduas
(97, 3-8)
(Nobres)
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