Loading presentation...

Present Remotely

Send the link below via email or IM

Copy

Present to your audience

Start remote presentation

  • Invited audience members will follow you as you navigate and present
  • People invited to a presentation do not need a Prezi account
  • This link expires 10 minutes after you close the presentation
  • A maximum of 30 users can follow your presentation
  • Learn more about this feature in our knowledge base article

Do you really want to delete this prezi?

Neither you, nor the coeditors you shared it with will be able to recover it again.

DeleteCancel

Make your likes visible on Facebook?

Connect your Facebook account to Prezi and let your likes appear on your timeline.
You can change this under Settings & Account at any time.

No, thanks

Sátira Social em Gil Vicente

No description
by

Márcia Pires

on 6 December 2013

Comments (0)

Please log in to add your comment.

Report abuse

Transcript of Sátira Social em Gil Vicente

Sátira Social em Gil Vicente
"Auto da Barca do Inferno"
A obra-prima de Gil Vicente é formada por uma triologia das Barcas: Auto da Barca do Inferno (1516), Auto da Barca do Purgatório (1518) e Auto da Barca da Glória (1519) que se concentram no julgamento das almas após a morte, com a representação de duas barcas: uma conduz os mortos ao Paraíso e outra, ao Inferno, de acordo com as suas atitudes em vida.
Clero
O Clero foi sem dúvida a classe social mais satirizada. Na obra, é representado pelo Frade.
É criticado pela falta de coerência entre o que diz e o que faz: é o contraste entre os votos de pobreza, castidade e humildade que tomavam e a prática quotidiana dos seus elementos.
Com isto, Gil Vicente não tinha dúvidas de que eram merecedores da Barca do Inferno.
Conclusão
Gil Vicente foi considerado um "bobo da corte" pela liberdade crítica que lhe foi tolerada. Para além de criticar os poderosos, materialistas e os corruptos, critica também aqueles que não usam mal nos seus atos e falas. A sua crítica tem então função moralizadora, mas muitas vezes se aproxima de uma farsa que fornece ao leitor uma visão da sociedade portuguesa do Século XVI.
Quem foi Gil Vicente?
Supõe-se que tenha nascido no ano de 1465. Foi e é conhecido por ter sido o primeiro grande dramaturgo português, além de poeta.
É principalmente conhecido pelo trabalho "Auto da Barca do Inferno".
Gil Vicente morreu por volta de 1536.
"Ridendo castigat mores"
"Ridendo castigat mores" (a rir corrigem-se os costumes). Era dessa maneira que Gil Vicente criticava a sociedade portuguesa do século XVI. «O Auto da Barca do Inferno» é um exemplo perfeito disso já que nas suas obras não existem personagens individuais mas sim tipos sociais. As três classes sociais por ele abrangidas são: Clero, Nobreza e Povo.
Nobreza
A Nobreza apresenta-se-nos ignorante. Os Fidalgos, embora «bem falantes», como é o caso de Anrique eram pobres de espírito, soberbos e autoritários.
Gil Vicente criticava esta classe de forma provocativa porque o revoltava o facto destes tratarem os mais humildes de modo despótico.
Classe popular (Povo)
A classe popular também não escapou. Escudeiro: é apresentado como um parasita que quer ascender socialmente
sem trabalhar. A Corte: é um foco de rapina e corrupção.
Moça de vila: é apresentada como adúltera.
O camponês é tratado como uma vítima, às vezes com certo patetismo.
A sua preferência pela farsa satírica
Ao longo da sua carreira de dramaturgo, Gil Vicente foi enriquecendo a expressão dramática das suas peças. Inicialmente um pouco rudimentares, os autos foram incorporando elementos de uma riqueza cada vez maior, acentuando a
sátira social
. Por influência de Juan de Encina (“pai” do teatro de Espanha), Gil Vicente terá recebido o gosto pelos temas pastoris. Já por influência de Torres de Naharro, a sua preferência pela farsa satírica. Sob modelo de farsa, Gil Vicente traçou um retrato, exagerado e caricatural da sociedade portuguesa do seu tempo.
Márcia Pires nº16
Tatiana Abrantes nº28
Full transcript