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MÉTODOS CONSTRUTIVOS DO CONTRAPISO

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Lara Andrade

on 30 May 2015

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Transcript of MÉTODOS CONSTRUTIVOS DO CONTRAPISO

Realização de revisão bibliográfica com o intuito de compilar todas as informações referentes ao revestimento horizontal.
O contrapiso consiste de camada de argamassa/enchimento aplicada sobre laje, terreno ou sobre uma camada intermediária de isolamento ou de impermeabilização que possui funções de permitir declividades para escoamento de água, proporcionar regularização da base, embutimento de instalações, entre outras.
Foram estudados dois processos executivos para a aplicação do contrapiso; o contrapiso farofado (argamassa seca) e o contrapiso autonivelante.
A argamassa seca difere da auto-adensável na sua dosagem de água e aditivos, o que influencia diretamente na sua fluidez. Apesar do contrapiso farofado ser o processo convencional na construção civil, a utilização do contrapiso autonivelante tem sido crescente devido a maior produtividade do processo executivo. Isso se da, pois a execução do contrapiso autonivelante é realizada por meio de equipamentos mecânicos e devido à plasticidade da argamassa acontece seu auto adensamento no substrato, já o contrapiso seco (farofado) depende exclusivamente do trabalho manual executado pelos operários, que exige maior numero de operário e maior tempo de execução.
Enquadra-se nesta revisão bibliográfica a base teórica conceitual acerca dos sistemas de revestimento horizontal e tecnologias de aplicação, métodos construtivos inovadores, com enfoque no desempenho do produto no processo de execução; diretrizes para dimensionamento de contrapiso.

Contrapiso
Boletim de recomendações técnicas
Edificações e seus Subsistemas
Uma edificação é a reunião de varios subsistemas construtivos necesariamente relacionados, coordenados e integrados.
Subsistema Estrutural
Subsistema de Fechamentos Externos
Subsistema de Vedação
Subsistema Mecânico
Subsistemas Especiais / Complementares e de Proteção
Índice
Resumo .........................................................................................................................4
Abstract......................................................................................................................... 6
Lista de figuras............................................................................................................ 1
Sumário......................................................................................................................... 5
Capítulo 1: Introdução.............................................................................................. 7
1.1. Edificações e seus Subsistemas.................................................................... 8
1.1.1: Subsistema Estrutural..................................................................................... 9
1.1.2: Subsistema de Fechamento Externo...................................................... 11
1.1.3: Subsistema Mecânico................................................................................... 13
1.1.4: Subsistema de Vedação............................................................................... 13
Capítulo 2: Contrapiso............................................................................................ 26
2.1. Funções e Finalidades .....................................................................................27
2.2. Características................................................................................................... 27
2.3. Tipos de Contrapiso........................................................................................ 28
2.3.1. Contrapiso aderido....................................................................................... 28
2.3.2. Contrapiso não aderido............................................................................. 29
Capítulo 3: Projeto de Contrapiso...................................................................... 31
3.1: As juntas nos revestimentos........................................................................ 35
Capítulo 4: Execução ...............................................................................................36
4.1: Logística de Execução em Canteiro ...........................................................36
4.2: Métodos Construtivos ....................................................................................37
4.2.1: Condições da Base ........................................................................................37
4.2.2: Marcação dos Níveis do Contrapiso ......................................................38
4.2.3: Preparo da Base ............................................................................................39
4.3: Contrapiso seco ...............................................................................................40
4.4: Contrapiso Autonivelante............................................................................ 47
4.4.1: Definição do Processo ................................................................................48
Capítulo 5: Patologias do Contrapiso................................................................ 54
Capítulo 6: Etapas de Controle e Desempenho ...........................................59
6.1: Controle Normal de Execução (CNE)........................................................ 60
6.2: Controle Normal de Aceitação (CNA)....................................................... 61
6.2.1: Controle Normal de Aceitação 1 (CNA1)................................................ 61
6.2.2: Controle Normal de Aceitação 2 (CNA2)............................................. 63
6.3: Controle de Processo .....................................................................................66
6.4: NBR 15.575......................................................................................................... 67
6.4.1: Estanqueidade............................................................................................... 67
6.4.2: Desempenho Térmico ...............................................................................67
6.4.3: Desempenho acústico ...............................................................................69
6.4.4: Durabilidade e manutenibilidade.......................................................... 69
6.4.5: Desempenho estrutural ............................................................................69
Bibliografia: ..................................................................................................................79


1.1.4.2. Vedação Horizontal
O contrapiso faz parte do subsistema de vedação interna horizontal.

“Consiste de camada(s) de argamassa ou enchimento aplicada(s) sobre laje, terreno ou sobre uma camada intermediária de isolamento ou de impermeabilização.
Capítulo 2: Contrapiso
2.1. Funções e Finalidades
2.2. Características
O contrapiso apresenta dentro do contexto da obra uma serie de funções:

• Garantir declividades para escoamento de água
• Regularizar a base para o revestimento do piso
• Ser suporte e fixação para os componentes de instalações
• Permitir desníveis de ambientes
• Garantir impermeabilidade
• Isolante térmico e acústico.

2.3.2. Contrapiso não aderido
A partir do projeto de contrapiso e estudos dos outros projetos
Também é necessário que exista um planejamento da logística do canteiro, que venha a atender toda uma dinâmica em obra que deve existir para a facilitação do trabalho e desperdícios de tempo.
Esses são procedimentos inicias que devem ser bem estudados para que etapas futuras não venham a apresentar problemas ou patologias decorrentes da falta de conhecimento em obra ou do processo executivo.

4.1: Logística de Execução em Canteiro
Capítulo 4: Execução
4.2: Métodos Construtivos
4.2.1: Condições da Base
4.2.3: Preparo da Base
4.2.2: Marcação dos Níveis do Contrapiso
4.3: Contrapiso seco
4.4: Contrapiso Autonivelante
As patologias no contrapiso se dividem em patologias provenientes

DO MATERIAL


Capítulo 5: Patologias do Contrapiso
Com o advento da norma NBR 15.575 o piso passa ter um papel mais importante no contexto da obra como um todo. A partir desta tenta-se garantir e potencializar a qualidade técnica de edificações, estabelecendo regras para avaliação do desempenho de imóveis, adequações nos procedimentos de execução e manutenção.

O controle da execução do contrapiso se da desde a iniciação de seu projeto ate seus testes de aceitação final. Sendo o processo de controle restrito a parte executiva, com a fiscalização na compra dos materiais sendo de extremama importancia

Segundo Barros (1991) o controle da execução é setorizado em 4 partes que garantem a fiscalização geral do processo executivo: Controle Normal de Execução (CNE); Controle Normal de Aceitação (CNA); Controle Especial de Aceitação (CEA) e Controle de Processo.
6.1: Controle Normal de Execução (CNE)
Capítulo 6: Etapas de Controle e Desempenho
6.2: Controle Normal de Aceitação (CNA)
6.2.1: Controle Normal de Aceitação 1 (CNA1)
6.4: NBR 15.575
6.3: Controle de Processo
6.4.1: Estanqueidade
6.4.5: Desempenho estrutural
6.4.3: Desempenho acústico
6.4.4: Durabilidade e manutenibilidade
6.4.2: Desempenho Térmico
http://www.pcc.usp.br/files/text/publications/BT_00044.pdf

http://arquitecturananoite.files.wordpress.com/2011/06/construcoes_ii_pp_r02_final.pdf

http://www.arq.ufsc.br/arq5661/trabalhos_2008-1/lajes/lajes.pdf

http://www.cobracon.org.br/novos/Parte_04_Maio_2006.pdf

BASTOS, P.S. Dos S. Lajes de concreto. Notas de aula.Universidade Estadual Paulista, 2013.

BARROS, M. M. S. B; SABBATINI, F. H. Tecnologia de produção de contrapiso para edifícios habitacionais e comerciais. Boletim Técnico da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, 1991.

BARROS, M. M. S. B.; SABBATINI, F.H.; FLAIN, E.P. Tecnologia de produção de revestimentos de piso - São Paulo: EPUSP, 1993.

BARROS, M. B. B. REVESTIMENTOS HORIZONTAIS: Notas de aula. PCC 436 – Tecnologia da Construção Civil II, Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, São Paulo, 2000.

SOUZA. R et al. Qualidade na aquisição de materiais e execução de obra.. São Paulo, Pini 1996.

BORGES, A. de C. Práticas das pequenas construções. Volume 1 /9. ed. ver. Ampl. São Paulo, Blucher 2009.

YAZIGI, W. A técnica de edificar.8.ed. ver e ampl. São Paulo. PINI, 2007

BORGES, A. de C. PRÁTICAS DAS PEQUENAS CONSTRUÇÕES. Volume 1 /9. ed. ver. Ampl. São Paulo, Blucher 2009.

BORGES, A. de C. PRÁTICAS DAS PEQUENAS CONSTRUÇÕES. Volume 1 /9. ed. ver. Ampl. São Paulo, Blucher 2009.

Lima,O. R. C. M. VEDAÇÕES VERTICAIS. Notas de aulas do curso técnico em edificações do Instituto Federal de Educação, Ciências e Tecnologia. 2010

Sistema Construtivo de Paredes em Concreto Alveolar Moldadas In loco, 18º Concurso Falcão Bauer (Câmara Brasileira da Indústria da Construção Premiando a Qualidade)

Brumatti O. D. USO DE PRÉ- PRÉ-MOLDADOS - ESTUDO E VIABILIDADE. Monografia apresentada à Universidade Federal de Minas Gerais

Senefonte, K. B. , Barros M. M. S. B. de . DIRETRIZES DE EXECUÇAO E CONTROLE DA PRODUCAO PISOS INDUSTRIAIS DE CONCRETO PROTENDIDO.REVISTA PISOS INDUSTRIAIS, 2007.

Bibliografia:
6.2.2: Controle Normal de Aceitação 2 (CNA2)
6.2.2.1: Ensaio de Resistência ao Arrancamento
2.3.1. Contrapiso aderido
VEDAÇÃO HORIZONTAL
VEDAÇÃO VERTICAL

Desempenho térmico e acústico
Controle de iluminação
Controle de passagem de ar
2.3. Tipos de Contrapiso
Para que o contrapiso tenha suas funções realizadas da melhor forma possível, é necessário que este possua uma serie de características que tem como mais importantes:

• Condição superficial: é responsável pela aderência piso-revestimento de piso;
• Aderência: é a capacidade que as interfaces piso-contrapiso e base-contrapiso têm em absolver deformações provenientes das solicitações de uso;
• Resistência mecânica: é a capacidade de manutenção da integridade física do contrapiso quando solicitado por ações durante as fases de execução e utilização.
• Capacidade de absorver deformações: é a capacidade que o contrapiso deve apresentar em se deformar sem apresentar fissuras que comprometam a sua desempenho.
• Compacidade: é a capacidade do contrapiso em resistir ao esmagamento. É a relação entre o volume de vazios da argamassa e o seu volume total.
• Durabilidade: é função das condições de exposição do contrapiso e da compatibilidade entre ele e o revestimento de piso.

É composto por um conjunto parcial ou total de camadas:
camada estrutural (laje que separa os dois pavimentos)
,
forro do pavimento inferior e piso do pavimento superior, camada de contrapiso, camada de fixação, camadas de acabamento
.
O contrapiso é dividido em dois tipos, levando-se em conta a sua aderência a base. Portanto considerando o contato direto com a base, para a definição do tipo de contrapiso é fundamental conhecer a resistência, a deformidade, o acabamento superficial e o nivelamento da mesma.
Está totalmente em contato com a base e possui uma camada de aderência que vai determinar o bom desempenho que este apresentará.
É interessante fazer uma ponte de aderência com o substrato, através de aditivos poliméricos não emulsionáveis e também levar em conta todo o procedimento de preparo para base, assim como a análise de controle após a execução, de forma que essa camada de aderência não apresente falhas que venham a gerar patologias.
Este tipo de contrapiso pode ser executado utilizando-se argamassa seca ou plástica e sua espessura será em torno de dois centímetros.
O contrapiso não aderido não é importante para o seu desempenho que sua camada de contrapiso esteja aderida ao substrato, dessa forma determinados cuidados com o preparo da base com relação à limpeza não serão necessários, já que objetivo é que esta camada esteja independente e não aderida ao substrato.
Esse tipo de contrapiso por estar dissociado da base apresenta um som oco, o que muitas vezes gera uma sensação de desconforto, ele pode ser executado utilizando-se argamassa seca ou plástica e sua espessura será em torno de três centímetros e meio.
O contrapiso flutuante possui camada(s) intermediária(s) de isolamento ou impermeáveis, entre a camada de contrapiso e a base, impedindo totalmente a sua aderência e usualmente necessitam de armaduras para absorver as tensões de retração.
Esse tipo de contrapiso apresenta um excelente desempenho acústico, de forma que a colocação de um material resiliente entre a estrutura e o contrapiso auxilia na redução da transmissão de ruídos e com essa técnica é possível minimizar a espessura da laje.
Esse tipo de contrapiso pode ser executado utilizando-se argamassa seca ou plástica sendo isolado completamente o conjunto contrapiso e acabamento do assoalho, não permitindo contato com a estrutura. Sua espessura será em torno de seis centímetros.
Isolamento acústico de piso, utilizando uma camada resiliente de isolação de forma a atender a NBR 15.575.
Contrapiso Flutuante com manta de polietileno
O projeto do canteiro é um dos principais instrumentos para o planejamento e organização da logística de execução

• Estudos de preparação e de projeto de canteiro;
• Estudo da movimentação de materiais;
• Projetos para produção;
• Arranjo físico do canteiro;
• Planejamento das equipes de movimentação;
• Diagrama e mapas de fluxos de processo;
• Estudo de interferências;
• Listas de verificação para controle da organização do canteiro.



As técnicas de execução nas etapas iniciais do procedimento de contrapiso aderido ao substrato podem ser utilizadas tanto para o contrapiso autonivelante quanto para o contrapiso seco (“farofado”).
Dessa forma o levantamento das condições de base, o mapeamento e identificação dos níveis e o preparo da base são procedimentos que sempre terão que ser realizados para os dois tipos de contrapiso.
Fissuras de retração
Esta atividade, a ser executada antes da aplicação do contrapiso, é a parte complementar do controle da produção, já que a condições da base vai influenciar diretamente no bom desempenho do contrapiso.
Não é função do contrapiso corrigir defeitos da base, portanto se houver problemas de execução já identificados no substrato, estes deverão ser corrigidos antes da aplicação da camada de contrapiso.
Utilizando-se o aparelho de níveis de mangueira ou o equipamento de nível a laser e esse procedimento definirá o nível do contrapiso.
Retirada de detritos presos ao substrato, limpando completamente a base.
Desagregação do contrapiso
Para a remoção de resíduos, utiliza-se vassoura e lavagem com água.

Polvilhamento de cimento sobre a superfície molhada para criar uma superfície favorável a aderência do contrapiso
Exsudação

DA EXECUÇÃO

Falta de aderência contrapiso
/substrato
Endurecimento da nata

RETRABALHO
Foi desenvolvido na Europa na década de 1980.
No Brasil, as primeiras utilizações do produto datam de 1990.
Atualmente, empreendimentos comerciais, industriais, projetos de equipamentos urbanos e projetos residenciais, estão utilizando a solução, que apresenta diversas vantagens e custo-benefício.
É tipo mais comum e antigo, não possuindo contra indicações no caso de contrapiso aderido. Entretanto pode não ser muito vantajoso já que sua aplicação é lenta, o que dificulta o trabalho em obras muito extensas alem de se apresentar comumente em grandes espessuras, não homogeneidade da massa, e não ter o nivelamento correto.
Em continuação, a aplicação da mistura na base ocorre com a distribuição da argamassa auxiliada por uma enxada, preenchendo os intervalos entre as mestras. Concomitantemente a argamassa deve ser compactada com um soquete manual (base 30x30 e peso mínimo de 10Kg) ate a superfície interia estar no nivel das mestras sendo seguida pelo sarrafeamento da superfície, feito usualmente com uma régua de alumínio efetuando-se uma movimentação de vai e vem.


Processo de Aplicação
Inicialmente as taliscas devem ser devidamente dispostas na área a receber o contrapiso, elas devem estar de acordo com os níveis preestabelecido pela mangueira de nível ou nível a laser.
Com as taliscas prontas executam-se as mestras, que é o preenchimento das faixas entre as taliscas em conjunto com um processo continuo de compactação da massa e logo apos sarrafeamento mantendo o nível anteriormente determinado
Acabamento sarrafeado
Acabamento desempenado:
Acabamento alisado:
Acabamento reforçado:
1.1.3: Subsistema Mecânico
1.1.4: Subsistema de Vedação
Figura 1: Subsistemas de uma edificação.
Processo executivo
É imprescindível fazer uma vistoria preliminar no local, observando detalhadamente a área de aplicação e verificando os pontos onde serão necessários fazer uma recuperação previa, com necessidade ou não de tratamento de fissuras, cavidades acentuadas e de fresamento, por exemplo.

É importante verificar se o local apresenta instalações elétricas e hidráulicas adequadas e bem dimensionadas, no caso da aplicação industrial, de forma a atender às necessidades dos equipamentos a serem usados.

Em obras industriais, a etapa de preparo da base deve ser reforçada, assim como o produto a ser aplicado, já que terá que suportar grandes cargas aplicadas no piso.
É necessário varrer a base para retirar o excesso de pó gerado no processo.
Aplicação da camada de selante.
Aplicar fita de polietileno nos cantos inferiores das paredes e fita em peças estruturais existentes no local.
. É necessário demarcar a base mediante a posição das juntas de dilatação .
Argamassa dosada em central vem em caminhões betoneira com o traço pronto.
É descarregada em uma bomba na obra, localizada no pavimento mais baixo e estratégico onde serão acrescentados a água e aditivos, realizando-se ensaios de fluidez.
Em seguida, utiliza-se um misturador mecânico, acoplado a uma bomba, onde a argamassa será misturada e garantirá uma maior homogeneidade.
Logo após a aplicação, é necessário usar um rolo quebra bolhas ou um rastelo denteado para remover o ar aprisionado.
Após 24 horas, até o endurecimento do piso, retirar a demarcação e recortar as rebarbas de fitas de polietileno expandido.
Aplicar a mistura sobre a camada seladora seca que será bombeada até os pavimentos, e aplicada via mangote, respeitando a espessura final determinada pelas aranhas metálicas que definem o nível do contrapiso.
A aplicação é rápida e o número estimado de trabalhadores para a execução do serviço, em geral, é de quatro a cinco operários por frente de trabalho
O consumo de argamassa é de aproximadamente 1,7kgm²/mm.
O Controle Normal de Execução se procede durante todo o processo executivo do contrapiso, devendo ser supervisionado pelo técnico responsável pelo controle de qualidade da obra.
Deve se iniciar o processo analisando as condições iniciais de trabalho, certificar-se de que a base esta pronta para a aplicação do contrapiso, que todas as instalações estão devidamente embutidas na laje e em bom funcionamento, certificar-se da demarcação das soleiras, dos níveis das taliscas e então verificar a necessidade ou não de uma redefinição do projeto.
Sendo liberada a execução do contrapiso, o mesmo deve ter todas as suas etapas construtivas analisadas, certificando-se de que as taliscas estão devidamente niveladas, que o lançamento, nivelamento e acabamento estão sendo feitos de forma correta. Qualquer anomalia na execução deve ser imediatamente corrigida.
Controle Normal de Aceitação também deve ser feito pelo técnico responsável pelo controle de qualidade da obra sendo realizado após o contrapiso executado e tem como objetivo checar se todas as especificações do projeto estão devidamente atendidas, tais como:

declividades de áreas molhadas e secas;
“verificação dos desníveis entre ambientes e soleiras;
integridade da argamassa (homogênea, isentas de fissuras e esfarelamento);
acabamento superficial;
quantificação dos trabalhos executados para além do pagamento das equipes, auxiliar o controle do consumo e de perdas de materiais em obra” [BARROS, 1991];
e verificação final do trabalho para se entregar o “produto” à etapa posterior de execução.

Controle Especial de Aceitação (CEA) é dividido em duas partes chamadas CEA1 e CEA2. Os dois são basicamente testes que determinarão a viabilidade do contrapiso uma vez pronto.

CEA2 tem como objetivo verificar a uniformidade de produção do contrapiso, no conjunto de obras da empresa, sendo executada pelo responsável geral pelo controle de qualidade da empresa.

É nesta etapa de controle que são realizados os ensaios de Resistência ao Arrancamento por Tração (potencial de aderência à base), de Resistência Mecânica e o Teste de Percussão (baseado na sonoridade determinando áreas ocas, sem aderência com o substrato) (BARROS, 1991).

O CEA2 é feito por duas razões: devido à solicitação feita pela própria obra (considerando resultados provenientes do CEA1) ou pela análise que o próprio responsável geral fizer das planilhas recebidas da obra. A segunda intervenção poderá ser feita em função de um planejamento realizado para todas as obras da construtora (BARROS, 1991).
CEA1 é realizado pelo técnico responsável pelo controle de qualidade e consiste na realização do ensaio de Impacto de Corpo Duro, e do ensaio de Impacto de Bola, onde seus resultados determinam as condições de desempenho definidas para o contrapiso: compacidade e resistência mecânica superficial
O Controle do Processo, na verdade engloba todas as etapas citadas anteriormente, “ela visa realimentar todo o processo de produção do contrapiso” (BARROS, 1991), fazendo a padronização de todas as etapas de produção.

Embasando-se dos resultados do CEA2, essa etapa ira providenciar ao responsável geral da obra planilhas que ressumam todo o rendimento do contrapiso, falando sobre as características da argamassa usada; metodologia de produção do contrapiso; desempenho do contrapiso. Toda informação gerada desde a concepção do projeto de contrapiso deve servir de material para a produção de uma planilha resumo
De acordo com a ABNT NBR 15.575, o piso como um todo deve cumprir uma serie de requisitos dentro da obra viabilizando a adequação da edificação quanto ao seu desempenho térmico, acústico, manutenção, durabilidade, vida útil, entre outros.
A edificação se apresenta exposta à água de chuva, umidade tanto proveniente do solo quanto da própria habitação. Toda exposição á água, direta ou indiretamente, deve ser pontuada em projeto, pois esse contato potencializa uma possível deterioração perdendo condições de habitabilidade e de higiene do ambiente construído e em construção. Deve-se verificar se as instalações de água, esgotos, estruturas, pisos e paredes estão vinculadas de forma coerente para que possíveis rupturas e deformações em tubulações não venham a acontecer.
Determina condições mínimas de desempenho acústico em edificações padronizando fontes de ruído e impacto. Edificações habitacionais precisam apresentar isolamento acústico tanto referente à área interna da edificação quanto externa. Em relação ao piso tem-se que determinar ruído de impacto padrão (ISSO 140-7) e o ruído aéreo entre unidades autônomas e entre uma unidade e áreas comuns (ISO 140-4).
Durabilidade de um produto acaba a partir do momento que este deixa de exercer suas funções com excelência, o tempo entre o seu inicio operacional e o decréscimo de seu desempenho é chamado de vida útil. Toda edificação deve ter o tempo de vida útil definido para cada sistema assim como o tempo para fazer inspeções e manutenção que auxiliam a conservar o produto e garantir que seu tempo de vida útil seja atingido.
Segundo a NBR 6.118 a deformação real da estrutura, de modo particular a laje, parte integrante do sistema de revestimento horizontal, dependerá principalmente das propriedades físicas dos materiais, como módulo de elasticidade, espessura e da resistência à tração. Destinam-se a receber a maior parte das ações aplicadas numa construção, normalmente de pessoas, móveis, pisos, paredes, e os mais variados tipos de carga que podem existir em função da finalidade arquitetônica do espaço que a laje faz parte. As ações são comumente perpendiculares ao plano da laje, podendo ser divididas em distribuídas na área, distribuídas linearmente ou forças concentradas. Embora menos comuns, também podem ocorrer ações externas na forma de momentos fletores, normalmente aplicados nas bordas das lajes.
Segundo SARAIVA (1998), os requisitos de desempenho correspondem qualitativamente às condições que um elemento deve atender quando sob a solicitação das condições de exposição de modo a satisfazer às necessidades do usuário.
De acordo com FIORITO (2009), os revestimentos e suas camadas suportes de argamassa, de alvenaria, ou de concreto sofrem deformações térmicas diferentes devido aos seus coeficientes de dilatação ou pela diferença de temperatura faces externa e interna dos edifícios.
Na fase de aquecimento o revestimento dilata-se, já na fase de resfriamento ocorre à retração do mesmo, para UCHOA (2007), a variação da temperatura no sistema de revestimento, dependendo de sua intensidade é o fator predominante para o aumento ou diminuição das tensões que variam através das características físicas das camadas do revestimento.
E se um sistema de revestimento está sujeito á uma variação cíclica de temperatura essa dilatação e retração pode levar a falhas no sistema após um certo números de ciclos de aplicações, mesmo que, a máxima tensão atuante no revestimento em um simples ciclo, seja menor que a tenção de ruptura do material.


O ensaio de Resistência ao Arrancamento por Tração é contemplado pela norma NBR 13.528 (2010), tendo por objetivo determinar a resistência de aderência que o contrapiso tem com seu substrato.
Deve ser realizado após 28 dias de lançado a massa no substrato, e em caso de argamassas feitas com cal e areia um período de 56 dias, podendo ser feito tanto em campo quanto em laboratórios.

Deve ser usado pelo menos 12 corpos prova, retirados aleatoriamente com mesmas especificações: tipo de revestimento, mesma massa, idade, forma de aplicação e preparo da base buscando exemplares em áreas com juntas.
Para a realização do ensaio se utiliza um dinamômetro (representando o equipamento de tração) que viabilize a aplicação ininterrupta de carga, o aparelho deve ser pratico, leve e que permita a leitura da carga aplicada sendo que esta deve deve ser centrada e ortogonal à região de aplicação.
A pastilha deve ser uma peça metálica circular (seção circular de 50 ± 1 mm de diâmetro e mínimo de 10 mm de espessura) que não deforme devido à carga do ensaio e com um dispositivo no centro para ser acoplada ao equipamento de tração.
O dispositivo de corte (serra copo) é representado por um copo cilíndrico com que tem por objetivo fazer um corte no revestimento. Um paquímetro será utilizado para medir com precisão a espessura do revestimento e o diâmetro do corpo de prova.
PROJETO ESTRUTURAL

• Análise minuciosa da laje verificando a sua resistência e deformabilidade;
• Determinar desníveis estruturais.
PROJETO ARQUITETÔNICO

• Determinar as áreas secas e molhadas;
• Regiões que terão aclives e declives;
• Os pisos a serem empregados em cada área – espessuras e técnicas de aplicação;
• Localização das soleiras, esquadrias, rebaixos e degraus;
• Determinar as juntas de dilatação.

PROJETO DE INSTALAÇÕES

• Localização dos ralos nas áreas molhadas;
• Tipo e a localização das tomadas de piso;
• Tipo, localização e diâmetro de tubulações a serem embutidas no contrapiso, tais como de gás, elétricas e hidráulicas.

PROJETO DE IMPERMEABILIZAÇÕES

• Dimensão das áreas impermeabilizadas;
• Tipo de impermeabilização;
• Tipo de aderência com a laje
• Espessura da camada impermeável

Aspirador de pó industrial
Fresadora
Execução da fresagem
Capítulo 3: Projeto de Contrapiso
EDITAL / PROGRAMA:
EDITAL PROPCI/UFBA 01 2013/2014– PIBIC e PIBIC-AF

TÍTULO DO PLANO DE TRABALHO:
Desempenho do contrapiso autonivelante: avaliação da argamassa autoadensável em laboratório e do revestimento no estado aplicado

ORIENTADOR:
Jardel Pereira Gonçalves

ESTUDANTE:
Lara de Araújo Andrade
ARQUITETURA E URBANISMOS
8° Semestre

Caracterização da tecnologia construtiva para execução de revestimentos horizontal (contrapiso autonivelante);
Diagnóstico do desempenho das argamassas produzidas em canteiros de obras utilizadas em contrapiso;
Desempenho do contrapiso autonivelante no estado aplicado nos estudos de caso
Publicação de um artigo de congresso;
Aumento da capacitação técnica e científica do aluno;
Inserção do aluno no grupo de pesquisa envolvido no projeto

Resultados
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