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ESTILÍSTICA JURÍDICA

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Lara Guardiano

on 23 October 2013

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Transcript of ESTILÍSTICA JURÍDICA

ESTILÍSTICA JURÍDICA

INTRODUÇÃO
• Trata-se do exame dos recursos expressivos colocados ao alcance do profissional do Direito;
• Finalidade: falar e escrever com mais vigor, comunicando melhor seus pensamentos e emoções;
• Disciplina estilística: desenvolvida no final do século XIX e consolidadada no século XX. - Exploração da língua como um sistema expressivo.
O valor estilístico da pontuação
É um recurso utilizado pelo autor para reger a leitura do receptor, tornando o ritmo ora lento, ora rápido, ora suave, ora agitado, enfim, vai a pontuação encaminhando as ideias para a direção semântica perseguida pelo emissor da mensagem.

Vale ressaltar que o valor estilístico da pontuação não só ocorre na linguagem escrita, funcionando como indicador de leitura significativa.
Regras especiais de pontuação
FIGURAS DE CONSTRUÇÃO
• São os recursos expressivos na elaboração da frase, podendo ser tecidas pela repetição, pela omissão, pela transposição e pela discordância.
Figuras de pensamento
São as mais prestigiadas no mundo jurídico porque atacam diretamente o raciocínio, ornamentando a ideia em sua essência.
Regras especiais de pontuação
A expressão oral
Oratória forense: Há de ser entendida com os contornos significativos da Estilística contemporânea que trata dos efeitos expressivos da comunicação oral, levando em conta não só a composição, mas, ainda, os auxiliares da expressão oral, como o timbre da voz e o jogo rítmico do corpo, por exemplo.
FIGURAS DE LINGUAGEM - Figuras de palavras
• Linguagem jurídica - exterioriza sentimentos e busca persuadir ideias, revestindo os significados das palavras com valores expressivos, ou seja, empregando-as de maneira figurada ou conotativa
Figuras de palavras
Figuras de palavras
• Metáfora: transferência de significação de um termo para outro
1) Repetição
• Indica a importância de uma ideia, prestando-lhe ênfase.
Anadiplose
• Repetição da última palavra ou expressão de uma oração no início da seguinte.

OBS: só é considerada figura de linguagem quando não houver a presença de pronome demonstrativo.
Anáfora
• Repete-se a mesma palavra ou expressão no início de várias orações ou frases.

Exemplo:
Condenar
um inocente é macular o ordenamento legal.
Condenar
quem não cometeu um crime é destruir o princípio da Justiça.
Acumulação ou Congérie
Agrupamento enfático de ideias, sendo a enumeração o processo mais comum.
Alusão
Figura riquíssima, mas de difícil emprego porque requer conhecimento sobre determinado assunto não só do emissor, mas também do receptor.
Antanagoge
Consiste em devolver ao acusador os mesmos argumentos de que se valeu ele na acusação.
Regras especiais de pontuação
O plano de exposição
• INTRODUÇÃO: não se deve levar em conta apenas a apresentação do assunto; é movimento de entrosar-se com o público.

• DESENVOLVIMENTO: deve fixar o ponto de maior interesse de maneira clara para obter o efeito desejado, ou seja, a apreensão da mensagem.

• CONCLUSÃO: não se deve retomar de forma demorada os assuntos abordados no desenvolvimento. O resumo há de ser claro e breve, sem repetições desnecessárias.

• No mundo jurídico, tem-se a fixação de quinze minutos para a sustentação oral, dos quais doze são suficientes para o desenvolvimento da exposição, ficando os demais reservados à parte preambular e à conclusão.
Recursos da expressão oral
a) Voz: é a matéria-prima da comunicação oral, não só cativa o receptor, como revela a personalidade de quem fala.

b) Mímica: é essencial na comunicação oral, constituindo-se no jogo fisionômico, acrescido de movimentos dos braços, das mãos e do corpo. Trata-se da "função precisadora da palavra".

Vale ressaltar que a aparência é também auxiliar da comunicação. A maneira de trajar-se deve combinar com o conteúdo da mensagem.
Based on Jim Harvey's speech structures
• Sinédoque: variação da metonímia pela qual há uma extensão de significação vocabular
Figuras de palavras
• Antonomásia: substituição de um nome por outro que facilmente o identifique
Figuras de palavras
• Sinestesia: conjunto de elementos sensoriais reforçando a ideia central
Figuras de palavras
• Símile ou Comparação: cotejo de dois fatos, seres ou fenômenos, em relação estabelecida pela semelhança.
Diácope
• Repetição de palavra, com outra ou mais palavras intercaladas.

Exemplo: "Se chegava em casa, os olhos da mulher estavam sempre lembrando que fora
ela
, só
ela
, ninguém mais do que
ela,
o general do triunfo."
Epanadiplose
• Repetição de palavra no começo da frase e no fim do outro segmento ou da frase.

Exemplo: A
liberdade
deste homem deve ser assegurada porque bem maior não existe a um inocente senão a
liberdade
.
Epanalepse
• Repetição da mesma palavra no meio de frases seguidas.

Exemplo: Estavam
ambos os acusados
no local do crime e foram
ambos os acusados
que atacaram a indefesa vítima.
Epanástrofe
• Repetição de palavras invertidas.

Exemplo:
A Lei é o Direito; o Direito é a Lei.
Epânodo
• Repetição em separado de expressão, desenvolvendo-lhe o sentido de forma desagregada.

Exemplo: A prudência é filha do
tempo
e da
razão
; da
razão
pelo discurso; do
tempo
pela experiência.
Epístrofe
• Repetição de palavra no fim de cada frase.

Exemplo: Pede-se aos senhores a
justiça
. Espera-se deste Conselho apenas a
justiça
.
Epizeuxe
• Repetição seguida do mesmo vocábulo para ampliar a ideia.

Exemplo:
Condenar, condenar
, o Promotor de Justiça só pensa em lançar um inocente na masmorra.
Ploce
• Repetir a palavra do meio de uma frase no princípio ou fim de outra.

Exemplo: Pede-se
Justiça
não pelo espírito de caridade. É o dever, senhores, que exige a
Justiça
.
Quiasmo
• Cruzamento de termos feito por repetição simétrica.

Exemplo:

A
Justiça
é o ideal do
Direito
.


O
Direito
é a expressão da
Justiça
.
Símploce
• Conjugação de anáfora e epístrofe.

Exemplo:
O que dizer
daqueles que violam a
lei
?
O que dizer
daqueles que não aplicam a
lei
?
2) Omissão
Na omissão temos as formas elípticas, por não haver prejuízo para o entendimento da ideia.
Assíndeto
• Assíndeto: supressão do conectivo coordenativo.

Exemplo: "Preguei, demonstrei, honrei a verdade eleitoral".
Elipse
• Elipse: supressão do termo que se subentende facilmente.

Exemplo: Repreenda com severidade, quando necessário.
Zeugma
• Zeugma: tipo de elipse em que se suprime termo mencionado na oração anterior.

Exemplo: A defesa clama pela inocência do réu; a acusação, pela culpa.
3) Transposição
• Processo de inversão aplaudido com entusiasmo pela linguagem jurídica.
Transposição
• Sínquise: deslocações sintáticas violentas. Não é utilizada no mundo jurídico como recurso retórico, pois compromete a compreensão do texto.
Transposição
• Anástrofe: é a espécie mais expressiva e largamente utilizada na comunicação jurídica. Consiste na inversão da ordem das palavras.
4) Discordância
Não são empregadas no mundo jurídico, pois o objetivo da linguagem forense é o contrário: construir frases claras.
Discordância
• Silepse: elencada pela Retórica, é a concordância exigida, semanticamente, antes de incumbir-se da função de realçar a ideia.
Amplificação
Desenvolvimento pormenorizado de um assunto.
Antítese
Oposição de ideias, presente, principalmente, no planejamento redacional que adota o critério contrastivo.
Apóstrofe
Interpelação direta a coisas e pessoas presentes ou não, reais ou imaginárias.
Dubitação
Consiste em fingir o emissor de que tem dúvida sobre determinado assunto, pois seu desiderato é fortalecer sua posição.
Epanortose
O autor finge arrependimento ou engano de alguma ideia que tenha dito, procurando, assim, reforçar o pensamento.
Epifonema
Exclamação senteciosa, feita, geralemente, no térimino de uma narrativa ou no último verso da estrofe.
Eufemismo
Suavização de uma ideia, ou com intuito de polidez, ou como forma de ironia.
Expolição
Recurso retórico que serve de preparação para o fecho redacional.
Hipérbole
Afirmação exagerada de uma ideia com fim expressivo.
Ironia
É a figura que sugere ideia contrária do que dizem as palavras; é um recurso defensivo por excelência.
Lítotes
Variante do eufemismo, não se distanciando, assim, da ironia.
Paradoxo
Apresentação de uma ideia aparentemente contraditória e absurda, mas que se pretende ser a verdade.
Preterição
O redator finge não querer dizer alguma coisa, mas faz exatamente o contrário; continua insistindo na ideia.
Personificação
A intenção é dar vida a coisas, personificando os seres irracionais e inanimados.
Prolepse
É a figura que se destina a prevenir uma suposta objeção a ser feita pelo adversário, refutando-o antes de recebê-la.
Reticência
Suspensão intencional de um pensamento com o intuito de instigar o leitor a meditar sobre o assunto.
Pleonasmo
Os gramáticos costumam elencá-lo entre as figuras de construção, pelo processo de repetição, mas que também guarda características de figura de pensamento, porque a repetição não é da palavra, e, sim, da ideia.

Vacilam, ainda, os gramáticos ao vislumbrar no pleonasmo uma figura ou vício de linguagem.

No mundo jurídico, poderia o orador empregá-la, em certos casos, como forma de linguagem oral de tribunais do júri, com o fito de realçar uma descrição.

Ex: A mim, ele não me engana.
Referências:
Curso de Portugês Jurídico • Damião/ Henriques
Grupo:
Bruna Laís
Henrique Tieni
Lara Guardiano
Larissa Ferrari
Leonardo Oliveira
Luane Azeredo
Lucila Oliveira
Michelle Maino
Vicktória Cruz
Wilmer Castilho
Docente:
Edna Colebrusco
Turma: 12122
Exemplo:
Pede-se aos senhores a aplicação da
Justiça
.
Justiça
que outra coisa não é senão a razão do Direito.
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