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O que podem as in(ter)venções audiovisuais das juventudes?

O que podem as in(ter)venções audiovisuais das juventudes? Mobilizar afetos, fazeres e saberes científicos-comunitários
by

Sibele Castro

on 30 October 2013

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Transcript of O que podem as in(ter)venções audiovisuais das juventudes?

O que podem as in(ter)venções audiovisuais das juventudes?
Mobilizar afetos, fazeres e saberes científicos-comunitários.
Deisimer Gorczevski
Maria Evilene de Sousa Abreu
Maria Fabíola Gomes
Sabrina Késia de Araújo Soares
XXXV Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação. Fortaleza/CE. 2012
GP Comunicação para a Cidadania do IX Encontro dos Grupos/Núcleos de Pesquisa em Comunicação

Expansão na cidade de Fortaleza de:
As redes de circuitos comunitários possibilitam aproximações entre jovens universitários e realizadores dos projetos sociais e culturais.
O ingresso de jovens de origem popular no Ensino Superior ainda é um grande desafio.
Embora os jovens vivenciem contextos de precariedade, segregação, entre múltiplas dimensões da violência, existem potencialidades em seus territórios de criação e resistência com arte, comunicação, ação comunitária e acadêmica.
“O nível de instrução da população aumentou. Nas pessoas de 10 anos ou mais de idade por nível de instrução, de 2000 para 2010, o percentual dos sem instrução ou com o nível fundamental incompleto caiu de 65,1% para 50,2%. Já a taxa de pessoas com pelo menos o curso superior completo aumentou de 4,4% para 7,9%.”
Fonte. Disponível em http://www.ibge.gov.br/home/ Acessado em 26 de junho de 2012.
A relação entre a universidade e as comunidades.
Laboratório das Juventudes (Lajus) - Pesquisa a situação das juventudes de Fortaleza, dentro da perspectiva de aproximar narrador e pesquisador ;
Projeto Liga Experimental de Comunicação - programa de extensão da UFC, desenvolveu o Palavras da Liberdade, encontro que discutiu temáticas relacionadas à comunicação, dentre elas juventudes.
Laboratório de Estudos das Possibilidades de SER (LEPSER) – está promovendo o projeto Círculo das Juventudes, propõe o diálogo entre jovens universitários e jovens estudantes do ensino médio, na busca de aproximar os universos, experiências e vivências.
Pesquisa In(ter)venções Audio-visuais das Juventudes em Fortaleza e Porto Alegre - realizada em Fortaleza, em parceria com o Grupo de Pesquisa da Relação Infância, Adolescência e Mídia (GRIM).
Pesquisa In (ter)venções
Audio-Visuais das Juventudes
em Fortaleza
Acompanha processos de intervenções em
áudio
(rádio, música),
visual
(grafite e fotografia) e
audiovisual
das juventudes em territórios de criação, produção e circulação, na perspectiva de cartografar como os jovens (e seus coletivos) experimentam o poder de
intervir e inventar
, seja através de coletivos independentes, ONGs, ou através de alianças com instituições.
Relações entre amizade, coletivo e comunidade nos encontros das juventudes
Redes de criação
Produção
Circulação
Redes de circuitos comunitários.
Formações em audiovisual
Laboratório das Juventudes (Lajus)
Projeto Liga Experimental de Comunicação
Laboratório de Estudos das Possibilidades de SER (LEPSER)
Pesquisa In(ter)venções Audio-visuais das Juventudes em Fortaleza e Porto Alegre
Relações entre amizade, coletivo e comunidade nos encontros das juventudes
É relevante as redes de amizades iniciadas e/ou fortalecidas durante a pesquisa entre o coletivo da pesquisa e os jovens no percurso.
A amizade é compreendida como sendo um ato de partilha do que se sente e do que se vive no cotidiano, DELEUZE (1998 -1989).
"
"
Ao conhecer a trajetória de seis jovens durante a pesquisa percebe-se diversas coincidências na vivência cotidiana deles, uma delas é o desejo de aproximar suas comunidades da universidade e vice-versa.
Alguns desses jovens experienciam modos de ser e habitar territórios comunitários, antes mesmo de ingressarem em instituições de ensino superior, e outros realizam o percurso inverso.
Os dispositivos da pesquisa, entre eles, as Rodas de Conversa possibilitaram outras relações entre o coletivo da pesquisa e os convidados.
O coletivo é pensado “no sentido de uma multiplicidade que se desenvolve para além do indivíduo, junto ao socius, assim como aquém da pessoa, junto a intensidades pré-verbais, derivando de uma lógica dos afetos mais do que de uma lógica de conjuntos circunscritos”. (GUATTARI, 1992).
Como se deu o mapeamento dos territórios da pesquisa?
A partir das experiências dos pesquisadores, professores e estudantes (bolsista e voluntários) e de suas redes de conversação, na cidade.
Apresentações realizadas pelos jovens do coletivo de seus modos de intervir e inventar com as tecnologias da imagem e sonoridade.
Forças e intensidades nos acontecimentos ao longo do encontro possibilitaram que o percurso inicial da pesquisa acontecesse no coletivo de jovens que atua na Associação dos Moradores do Titanzinho.
O território pode ser relativo tanto a um espaço vivido, quanto a um sistema percebido no seio do qual um sujeito se sente “em casa”. O território é sinônimo de apropriação, de subjetivação fechada sobre si mesma. Ele é o conjunto dos projetos e das representações nos quais vai desembocar pragmaticamente, toda uma série de comportamentos, de investimentos, nos tempos e nos espaços, culturais, estéticos, cognitivos
(GUATTARI; ROLNIK, 1996).
[
Associação dos Moradores do Titanzinho
"No Titanzinho, os jovens vivem a experiência de apoiar as ideias uns dos outros e trabalhar para que elas aconteçam ao mesmo tempo em que tentam manter alianças antigas com outras instituições para efetivar a vivência dessas ideias, buscam também novas alianças que visam agregar mais jovens e amigos aos movimentos comunitários e culturais, de forma autêntica e inovadora. Essas experiências foram observadas no processo de criação e realização da I Mostra Audio-visual do Titanzinho ”.
Narrativas dos jovens e suas in(ter)venções Audiovisuais comunitárias e cientificas
Processo de criação e produção fazem emergir questões ligadas a vida de cada jovem.
" Eu fiz assim um vídeo pequeno, o nome do vídeo é “Em nome da mãe” ... porque eu não tinha uma relação muito boa com a minha mãe, pra falar a verdade. Aí dentro desse vídeo que despertou esse olhar... conhecer um pouco mais de mim e da minha mãe e da minha família, porque assim “Todos são Francisco” surgiu disso , do “Em nome da mãe”, porque eu me conheço, eu sei quais eram as minhas dificuldades e não conhecia o meu pai e eu não sabia dos meus irmãos... Eu me surpreendi com eles, porque eu não sabia que fazia tanta falta, fiquei ... o vídeo todo... assim... meio que sempre tendo uma surpresa a cada dia... tendo uma surpresa ...tipo terminava tinha uma surpresa."
(Nina, transcrição da fala na II Roda de Conversa, agosto de 2011)
Experiências dos jovens das linguagens visuais e sonoras e a invenção de outros modos de expressão artística e comunicacional.
"Eu conheci a Aldeia a partir do colégio Bárbara de Alencar... eu estudava lá no segundo ano e ai vieram com essa proposta, chamava escola de mídia. Assim.. de inicio eu me interessei porque eu nunca tive nenhum contato..nem sabia o que era ... ai tipo teve uma seleção, depois da seleção a gente teve aula de roteiro, de produção, de câmera, desenvolvemos alguns ... foi muito legal, foi bem bacana ... foi uma coisa em que eu me encontrei... "
(Nina, transcrição da fala na II Roda de Conversa, agosto de 2011).
"Conheço a Acartes desde criança, sabia mais ou menos o trabalho do pessoal de lá. Então surgiu a oportunidade de fazer um curso de formação, eu me interessei e fiz juntamente com alguns amigos. Gostei muito e continuo lá até hoje como monitor. Através da Acartes eu conheci outras experiências abri minha visão pra algumas coisas que não entendi."
(Pedro, transcrição da fala na III Roda de Conversa, setembro de 2011)
Amizades emergem dessas experiências ampliando e fortalecendo modos de conhecer-viver singulares e coletivos.
"Eu começo a participar das atividades da Associação, quando eu ainda tava na graduação. Muitas pessoas que estavam na academia, principalmente o pessoal do curso de História, começaram a pesquisar sobre a história do seu bairro e eu me senti instigado a conhecer o meu, porque eu morava lá desde criança, mas não conhecia como havia acontecido todo o processo do bairro, então eu começo a pesquisar durante a graduação, continuo com a pesquisa no mestrado e doutorado, mas é a partir desse início que eu passo a estabelecer uma ligação maior com esse espaço e com as histórias desse lugar. É bacana ver que muitas coisas boas acontecem no lugar..."
(Danilo, transcrição da fala na VI Roda de Conversa, abril de 2012)
As vivências acadêmicas e comunitárias interferem nos modos destes jovens perceberem seus os territórios, provocando desejos de assumir escolhas e modos de participar e se engajar dando ênfase às questões do bairro e da Associação dos Moradores.
"Eu chego até a Associação através do projeto de leitura instrumental. Eu já conhecia tanto o Danilo e a Sofia quando comecei a participar, mas só de vista, mas sabia quem era cada um. Esse momento lá na Associação foi de muito envolvimento dos jovens, cada um acabava fazendo alguma coisa, tinha muita gente por lá. Agora, já no cinema, eu volto novamente pra associação pra trabalhar com o audiovisual que é um movimento muito forte existente no bairro, que tem muitos realizadores."
(Fabiana, transcrição da fala na VI Roda de Conversa, abril de 2012)
"Pra o pessoal da comunidade é muito importante essa questão da visibilidade. Pra eles, é importante, e mais ainda, que os vizinhos, os amigos, os familiares vejam essas produções. Acho que cada vez que eles veem essas exibições, ficam se indagando, principalmente de como vivem, do que podem fazer pelo lugar."
(Depoimento Fabiana, após a Mostra)

Presença de
intercessores
mobilizados e mobilizadores de afetos, fazeres e saberes artísticos e comunicacionais;
Considerações Finais
Obrigado!
Entre os intercessores, encontramos os
laços de afeto
tanto de parentesco como de amizade;
Relevância destes intercessores
que operam para mobilizar experiências e alianças entre e com jovens;
Suscitamento de questões que afirmam esses
intercessores e suas relações
com um conjunto de argumentos para seguir problematizando os modos de ver, ser visto e do rever-se nas telas e ruas de nossas cidades e os modos de inventar e habitar a contemporaneidade.
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