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PACIENTE FÓBICO

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on 12 November 2014

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Transcript of PACIENTE FÓBICO

Encontrada em ampla variedade de síndromes neuróticos e psicóticos;
O fóbico enfrenta seu conflito emocional interno e a ansiedade;
Ao fracassar a repressão de seus pensamentos e impulsos perturbadores, desloca seu conflito para um lugar ou situação no mundo exterior e tenta confinar sua ansiedade à dita situação;
Evitar esse conflito psicológico interno, poderá reduzir sua ansiedade.

PSICOPATOLOGIA E PSICODINÂMICA
SINTOMAS
Evitação como meio principal de solucionar problemas.
Os sintomas neuróticos dominam a existência do paciente com temores irreais e angustiantes.
A fobia implica sempre em algo que o paciente encontra com frequência.
O fóbico oferece explicações racionais para seu temor.
Ainda que considere seu medo inadequado, sente que evitar a situação fóbica é a única escolha razoável.
Os sintomas frequentemente aumentam e prolongam-se de uma situação para outra.
Os pacientes não expõem prontamente os detalhes de seus sintomas iniciais.
TRAÇOS FÓBICOS DE CARÁTER
Os traços fóbicos podem ser básicos para a estrutura do caráter.
No caráter fóbico o medo é, geralmente, inconsciente e a evitação é explicado como matéria de gosto ou preferência.
Com frequência, interesse ou intriga estão mesclados ao medo, representando a emergência do desejo proibido e o paciente inveja as pessoas que podem entrar à vontade na área fóbica.
Pode parecer impulsivamente exibicionista, já que sua sedução se manifesta em ambientes sociais protegidos.
Outros pacientes podem estar inconscientes da base neurótica de sua evitação, mas os sintomas de ansiedade associados revelarão o conflito emocional subjacente.
O indivíduo fóbico costuma valorizar a conduta sexual principalmente pela combinação de cordialidade e segurança.
MECANISMOS DE DEFESA
As defesas fóbicas são vistas, com frequência, nos pacientes cujo tipo de personalidade é predominatemente obsessiva ou histérica.
As defesas são eficazes quando a ansiedade pode limitar-se à situação específica, capaz de evitada pelo indivíduo, de modo que seus conflitos psicológicos não mais o pertubem.
A utilização defensiva da evitação é característica principal do indivíduo fóbico.
Para a evitação seja eficaz, o conflito deve ser deslocado do interior da mente do paciente para o mundo exterior.
Quando o deslocamento ocorre sem simbolização, o paciente substitui sua atenção de um conflito emocional para o ambiente em que ocorre este conflito.
Deslocamentos mais complexos podem basear-se em representações simbólicas.
A evitação muitas vezes implica em projeção.
Intolerância à ansiedade.
O indivíduo fóbico também evita pensar em seus conflitos internos.
Os padrões contrafóbicos são variante desenvolvimental na qual o paciente nega sua fobias.
As pessoas contrafóbicas, muitas vezes, revelam padrões amplamente difundidos de inibição em outras áreas da vida.
PSICODINÂMICA DESENVOLVIMENTAL
Os sintomas fóbicos são universais nas ciranças.
A criança aprende que o mundo é um lugar assustador e imprevisível.
Os temores de perigo externo, com frequência, foram aprendidos diretamente com seus pais.
O paciente fóbico com frequência se fazia acompanhar por um dos pais durante sua infância, caracterizando um modo dependente de adaptação.
Copia dos seus pais não só os temores do mundo, como também sua sensibilidade incomum ao medo e seu modo de enfrentá-lo.
Tendência para o pensamento mágico.
A ansiedade da mãe e a consequentemente dificuldade de perceber o estado emocional do seu filho podem desenvolver na criança posterior intolerância à ansiedade.
Em cada estágio de desenvolvimento, a criança fracassa em dominar sua ansiedade e deve aprender a lidar com esta de algum outro modo.
A história desenvolvimental do paciente fóbico revela, tipicamente, que teve medo do escuro, de ficar sozinho no quarto à noite, de pesadelos, do "bicho-papão" e deixava a porta do quarto aberta ou sua luz acesa.
CONDUÇÃO DA ENTREVISTA
A atividade inicial do entrevistador dirige-se ao encorajamento do paciente para que este conte sua história, descreva os detalhes de seus sintomas e discuta sua vida pessoal.
É necessário explorar sistematicamente, mas de modo simpático, as técnicas de tratamento que o paciente utilizou antes da procura do terapeuta.
Os pacientes fóbicos procuram ativamente o tratamento.
Frequentemente o paciente fóbico comparece à primeira visita acompanhado.
Fala com facilidade durante a parte inicial da entrevista e a medida que ela progride, fica logo aparente que a amabilidade do paciente continuará se o entrevistador cooperar com suas defesas.
Seus sintomas estão associados à considerável ansiedade e podem ser oferecidos como queixa principal ou mencionados logo no início da entrevista.
O paciente pode ser capaz de construir fantasias minuciosas daquilo que teme, inconsciente de estar descrevendo um desejo.
O episódio inicial do sintoma é particularmente esclarecedor.
Alguns pacientes têm uma impaciência quase exibicionista para relatar sua angústia e descrever sua incapacidade de superar os temores irracionais.
Outros sentem-se mais envergonhados de seus problemas e podem ocultar seus sintomas.
Se o paciente conheceu alguma pessoa com sintoma semelhante, a exploração desse relacionamento pode oferecer mais
insight
.
É revelador para o terapeuta, o paciente detalhar as mudanças e os desenvolvimentos na história do sintoma.
Em algum momento, a entrevista avança para um exame mais geral da vida do paciente, podendo gerar pelo mesmo um mecanismo de evitação.
O paciente provoca dois importantes problemas contratransferenciais: infantilização condescendente e cólera frustrada.
Após contar suas dificuldades, o paciente fóbico procurará ser tranquilizado, traduzindo-se muitas vezes, numa demanda de tranquilizantes.
A depressão é um sinal de progresso do tratamento e o terapeuta deve proporcionar o apoio e o estímulo que o paciente necessita nessa fase.
Referência bibliográfica
MACKINNON, R. A.
A entrevista psiquiátrica na prática diária.
Porto Alegre: Artes Médicas, 1981.
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