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Bobbio e a ética

Apresentação de Bobbio e sua ética
by

fred trevisan

on 25 June 2016

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A Ética
Folha Online
Filósofo Norberto Bobbio morre na Itália aos 94 anos
Cada vez sabemos menos
Norberto Bobbio e a Ética
mâitre-à-penser
Vida e obra
Formado em filosofia e em direito, foi professor universitário e jornalista - e um apaixonado pela teoria política e pelos direitos individuais. Na Itália dos anos 1940, mergulhada na Segunda Grande Guerra Mundial (1939-1945), Bobbio fez parte do movimento da Resistência: ligou-se a grupos liberais e socialistas que combatiam a ditadura do fascismo.
O pensador se autodefinia como um militante da razão. Costumava dizer que embora o homem moderno tenha desvendado milhões de coisas que eram desconhecidas dos antigos, o mundo de hoje é cada vez mais incompreensível, menos transparente. Bobbio sempre defendeu o individualismo diante do Estado. Isso significa que ele acreditou e lutou contra as ditaduras, para que a liberdade de cada pessoa tivesse mais valor que a autoridade do governo de qualquer país quando esta é excessiva. Por esse motivo, considerava a criação dos tribunais para julgar crimes de guerra a maior conquista do seu século.
Sua vasta obra estuda a filosofia do direito, a ética, a filosofia política e a história das idéias. Nela se discutem as ligações entre razões de Estado e democracia, além de temas fundamentais, como a tolerância, relacionada ao preconceito, ao racismo e à questão da imigração na Europa atual, obrigada a conviver com diferentes crenças religiosas e políticas. Bobbio acreditava que a democracia precisa de cidadãos comprometidos com o combate a todo tipo de preconceito e com a prática diária da tolerância.
Numa entrevista em abril de 2000, ao jornal italiano "La Repubblica", o filósofo disse: "Quando sinto ter chegado ao fim da vida sem ter encontrado uma resposta às perguntas últimas, a minha inteligência fica humilhada, e eu aceito esta humilhação, aceito-a e não procuro fugir desta humilhação com a fé, por meio de caminhos que não consigo percorrer. Continuo a ser homem, com minha razão limitada e humilhada: sei que não sei. Isso eu chamo de minha religiosidade".
Bobbio morreu como viveu, com grande dignidade, instruindo os médicos a não intervir para tentar prolongar sua vida.
fonte: uolEducação
Ética, segundo o autor, é “a atribuição [subjetiva] de valor ou importância a pessoas, condições e comportamentos e, sob tal dimensão, é estabelecida uma noção específica de Bem a ser alcançado em determinadas realidades concretas, sejam as institucionais ou sejam as históricas” (p. 26).
Esta é a característica do Estado democrático: indivíduo e Estado não estão mais armados um contra o outro, mas se identificam na mesma vontade geral, é a vontade de todos que comanda cada um. Na luta entre liberalismo e socialismo, deflagrada no século XIX e presente ainda hoje, a democracia sempre representou a salvação do Estado liberal que não quer se transformar no seu oposto e do Estado socialista que não quer cair na anarquia. Algumas vezes foi invocada como corretivo de um e de outro. Como tal, também representou o ponto de acordo das tendências opostas. E hoje representa sem duvida o ponto de chegada da nossa situação (BOBBIO, 1998, p. 123).
Por certo não queremos dizer com isso que a democracia seja hoje possível, sobretudo na Europa. Queremos simplesmente dizer que a democracia, como termo de união das duas opostas e integrantes exigências da justiça, é a direção na qual avança nossa civilização. Que seja alcançada cedo ou tarde, depende da maior ou menor maturidade da nossa consciência civil (BOBBIO, 1998, p. 124).
Todo homem tem a possibilidade de diferenciar-se dos outros segundo a própria lei intrínseca, que é a própria liberdade, e, portanto ser avaliado de modo correspondente à sua diferenciação [...]. Mas aquilo que constitui a característica própria do homem e lhe dá ao mesmo tempo a possibilidade de diferenciar-se dos outros seres e dos outros homens, é a liberdade. A justiça não é, portanto, simplesmente igualdade – critério abstrato – mas igualdade referida à liberdade – critério concreto. (BOBBIO, 1998, pp. 122-3).
Vale dizer, não é pura e simplesmente igualdade, mas igualdade na liberdade, ou melhor, e mais precisamente, igual possibilidade de usar a própria liberdade. Estabelecendo como fundamento da avaliação da justiça a liberdade, o problema da justiça desloca-se: passa de uma concepção da justiça como abstrata igualdade a uma concepção da justiça como igualdade na liberdade, isto é, como igualdade no livre exercício da própria personalidade.(BOBBIO, 1998, pp. 122-3).
Com esse critério, justiça não significa que eu seja igual a você, mas que eu seja igual a você na possibilidade de exercitar a própria personalidade. De tal maneira, a igualdade abstrata se faz concreta na liberdade (BOBBIO, 1998, pp. 122-3).
O filósofo, escritor e senador vitalício italiano Norberto Bobbio morreu hoje em Turim (norte da Itália), aos 94 anos, informou o hospital onde estava internado.










Bobbio, considerado um dos filósofos mais importantes do século 20, estava desde o final do mês passado no hospital Molinette por problemas respiratórios. Ele estava em estado de coma irreversível desde a manhã de hoje.
09/01/2004 - 15h47
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