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Seminário "Jean Piaget"

UNB - 2014/1
by

Dayanne Fernandes

on 14 June 2014

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Transcript of Seminário "Jean Piaget"

SEMINÁRIO
Discentes:

Eloisa Nogueria 14/0067639
Dayanne Fernandes 13/0107191
Diele Ribeiro 14/0019154
Angélica Bimbato 14/0080015
Martha Montenegro 08/36851
Denis Jose 11/0114388

Docente:
Alia Barrios

A Teoria psicogenética de Jean Piaget
Contribuições da abordagem construtivista para a educação
INTRODUÇÃO
Piaget foi biólogo e dedicou a vida a submeter à observação científica rigorosa o processo de aquisição de conhecimento pelo ser humano, particularmente a criança.

Piaget criou um campo de investigação que denominou epistemologia genética.

A construção do conhecimento ocorre quando o indivíduo age, física ou mentalmente, sobre os objetos, provocando o desequilíbrio do conhecimento adquirido anteriormente.

Assimilação:
É o processo cognitivo de colocar novos conhecimentos em esquemas já existentes. É a incorporação de elementos do meio externo (conhecimentos, objetos) a um esquema ou estrutura do sujeito. Esse processo de captar o ambiente e de organizá-lo possibilita a ampliação dos esquemas já existentes.
É a modificação de um esquema ou de uma estrutura, em função das particularidades do conhecimento ou do objeto novo que será assimilado. O indivíduo poderá criar um novo esquema que absorva o novo conhecimento ou objeto, ou poderá adaptar um esquema existente para que o novo conhecimento possa ser incluído nele.


É o processo que se dá quando se passa de uma situação de menor equilíbrio (durante a assimilação) para uma situação de maior equilíbrio (durante a acomodação).
Estágios de Desenvolvimento Cognitivo-Afetivo
.
A partir de reflexos neurológicos básicos, o bebê começa a construir esquemas de ação para assimilar mentalmente o meio. A inteligência é prática. As noções de espaço e tempo são construídas pela ação. O contato com o meio é direto e imediato, sem representação ou pensamento.
Exemplos:

O bebê pega o que está em sua mão; "mama" o que é posto em sua boca; "vê" o que está diante de si. Aprimorando esses esquemas, é capaz de ver um objeto, pegá-lo e levá-lo a boca.

A Concepção Construtivista de Piaget
Com sua Psicologia Genética, Piaget não intecionava criar uma teoria das aprendizagens, mas sim, responder questões epistemológicas (LAJONQUIÈRE, 1993).

Ele desejava compreender como o ser humano constrói seus conhecimentos, como passa de um nível cognitivo-afetivo mais elementar para um mais complexo.
Contribuição Central de Piaget à Área Educacional
Esta contruibuição diz respeito à ideia de que o ser humano constrói ativamente seu conhecimento acerca da realidade externa e de que as interações entre os sujeitos são um fator primordial para o seu desenvolvimento intelectual e afetivo.

Transpondo esta afirmação para uma situação educacional, significa dizer que existe uma ênfase no aluno, em suas ações, seus modos de raciocínio, de como interpreta e soluciona situações-problema.

Ao mesmo tempo, dada a ênfase nas interações, nos intercâmbios entre os sujeitos, o professor, assim como os próprios companheiros de classe, são peças fundamentais para a construção do conhecimento.

A forma como o sujeito utiliza esquemas de ação, como organiza dados e situações que surgem, são elementos centrais para se pensar como ocorrem as aprendizagens, que na concepção piagetiana remete a processos de assimilação.

Aprender implica uma elaboração interna, uma interpretação do objeto a ser aprendido e, ao mesmo tempo, o aprender é uma possibilidade na interação com o mundo.

O aspecto maturacional pode aparecer como limite (por exemplo, não se pode falar aos dois meses de idade), mas não como elemento determinante (LAJONQUIÈRE, 1993), sendo o fator primordial para a aprendizagem os modos de interação.
As Consequências do Modelo Piagetiano para a Ação Pedagógica
A teoria psicogenética de Piaget não tinha como objetivo principal propor uma teoria de aprendizagem. O modelo piagetiano veio a se tornar uma das mais importantes diretrizes no campo da aprendizagem escolar, por exemplo, nos USA, na Europa e no Brasil, inclusive. As tentativas de aplicação da teoria genética no campo da aprendizagem são numerosas e variadas, no entanto os resultados práticos obtidos com tais aplicações não podem ser considerados tão frutíferos.

Uma das razões da difícil penetração da teoria genética no âmbito da escola deve-se, principalmente ao difícil entendimento do seu conteúdo conceitual a aplicação educacional da teoria genética tem como fatores complicadores:
a) as dificuldades de ordem técnica, metodológicas e teóricas no uso de provas operatórias como instrumento de diagnóstico psicopedagógico, exigindo um alto grau de especialização e de prudência profissional, a fim de se evitar os riscos de sérios erros;

b) a predominância no "como" ensinar coloca o objetivo do "o quê" ensinar em segundo plano, contrapondo-se, dessa forma, ao caráter fundamental de transmissão do saber acumulado culturalmente que é uma função da instituição escolar, por ser esta de caráter preeminentemente político-metodológico e não técnico como tradicionalmente se procurou incutir nas idéias da sociedade;
c) a parte social da escola fica prejudicada uma vez que o raciocínio por trás da argumentação de que a criança vai atingir o estágio operatório secundariza a noção do desenvolvimento do pensamento crítico;

d) a idéia básica do construtivismo postulando que a atividade de organização e planificação da aquisição de conhecimentos estão à cargo do aluno acaba por não dar conta de explicar o caráter da intervenção por parte do professor;

e) a idéia de que o indivíduo apropria os conteúdos em conformidade com o desenvolvimento das suas estruturas cognitivas estabelece o desafio da descoberta do "grau ótimo de desequilíbrio", ou seja, o objeto a conhecer não deve estar nem além nem aquém da capacidade do aprendiz conhecedor.
Por outro lado, como contribuições contundentes da teoria psicogenética podem ser citados, por exemplo:
a) a possibilidade de estabelecer objetivos educacionais uma vez que a teoria fornece parâmetros importantes sobre o 'processo de pensamento da criança' relacionados aos estádios do desenvolvimento;

b) em oposição às visões de teorias behavioristas que consideravam o erro como interferências negativas no processo de aprendizagem, dentro da concepção cognitivista da teoria psicogenética, os erros passam a ser entendidos como estratégias usadas pelo aluno na sua tentativa de aprendizagem de novos conhecimentos ;

c) uma outra contribuição importante do enfoque psicogenético foi lançar luz à questão dos diferentes estilos individuais de aprendizagem;
CONCLUSÃO

Descobertas de Piaget tiveram grande impacto na pedagogia.

A transmissão de conhecimentos é uma possibilidade limitada.

Para Piaget, o conhecimento se dá por descobertas que a própria criança faz.

Educar, para Piaget, é “provocar a atividade” – isto é, estimular a procura do conhecimento.

BIBLIOGRAFIA
- Pedagogia, Jean Piaget, 2011. Disponível em: http://educarparacrescer.abril.com.br/aprendizagem/jean-piaget-307384.shtml

- Teoria Psicogenética de Jean Piaget. Disponível em: http://www.aticaeducacional.com.br/htdocs/pcn/pcns.aspx?cod=55

- Nunes, A. I. B. L. & Silveira, R. N. (2009). Psicologia da Aprendizagem: processos, teorias e contextos. Fortaleza: Líber Livro. (Capítulo 4).



A Teoria psicogenética de Jean Piaget
Acomodação:
Equilibração:
Sensório-Motor
(0 a 2 Anos)
Também chamado de estágio da Inteligência Simbólica. Caracteriza-se, principalmente, pela interiorização de esquemas de ação construídos no estágio anterior (sensório-motor). A criança deste estágio:

• É egocêntrica, centrada em si mesma, e não consegue se colocar, abstratamente, no lugar do outro.
• Não aceita a ideia do acaso e tudo deve ter uma explicação (é fase dos "por quês").
• Já pode agir por simulação, "como se".
• Possui percepção global sem discriminar detalhes.
• Deixa se levar pela aparência sem relacionar fatos.


Pré-Operatório
(2 a 7 Anos)
A criança desenvolve noções de tempo, espaço, velocidade, ordem, casualidade, ..., já sendo capaz de relacionar diferentes aspectos e abstrair dados da realidade. Não se limita a uma representação imediata, mas ainda depende do mundo concreto para chegar à abstração. Desenvolve a capacidade de representar uma ação no sentido inverso de uma anterior, anulando a transformação observada (reversibilidade).

Exemplos:
Despeja-se a água de dois copos em outros, de formatos diferentes, para que a criança diga se as quantidades continuam iguais. A resposta é afirmativa uma vez que a criança já diferencia aspectos e é capaz de "refazer" a ação.


Operatório-Concreto
(7 a 11 Anos)
A representação agora permite a abstração total. A criança não se limita mais a representação imediata nem somente às relações previamente existentes, mas é capaz de pensar em todas as relações possíveis logicamente buscando soluções a partir de hipóteses e não apenas pela observação da realidade.
Em outras palavras, as estruturas cognitivas da criança alcançam seu nível mais elevado de desenvolvimento e tornam-se aptas a aplicar o raciocínio lógico a todas as classes de problemas.

Exemplos:
Se lhe pedem para analisar um provérbio como "de grão em grão, a galinha enche o papo", a criança trabalha com a lógica da ideia (metáfora) e não com a imagem de uma galinha comendo grãos.


Operatório-Formal
(12 Anos em Diante)
Exemplos:

Mostram-se para a criança, duas bolinhas de massa iguais e dá-se a uma delas a forma de salsicha. A criança nega que a quantidade de massa continue igual, pois as formas são diferentes. Não relaciona as situações.

FIM
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