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Apontamentos sobre

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by

Mercia Capistrano

on 30 August 2016

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Transcript of Apontamentos sobre

Apontamentos sobre
o status científico
das técnicas projetivas

As semelhanças existentes entre as técnicas projetivas está no fato de todas revelarem material dinâmico, normal ou patológico, através da projeção, retratam o mundo interno do indivíduo e revelam seu equilibrio e recursos para lidar com os próprios conflitos.
Porém, este tipo de estudo não se fundamenta somente nas técnicas projetivas, o conhecimento de outros processos, tais como, identificação, introjeção, regressão e percepção, são também importantes.
Fatores que inspiraram a Psicologia Projetiva:
1. o desenvolvimento da psicologia analítica - comportamento impulsionado por motivações inconscientes;
2. o desenvolvimento das escolas totalistas, trazendo a
gestalt
como principal representante;
3. surgimento da psicologia do indíviduo, trazendo a idéia da personalidade única e indissolúvel.
A psicologia pjetiva sustenta que a causalidade psicológica sempre será singular.
O conceito de projeção e a psicologia projetiva foram aqueles que sustentaram o nascimento dos métodos projetivos, que se caracterizam por uma situação estímulo, sem qualquer significado estabelecido pelo examinador do instrumento sobre o qual o sujeito pode imprimir um sentido particular, singular e próprio. As técnicas servem para dedução dos traços de personalidade e da dinâmica de seu funcionamento, assim como dos aspectos adaptativos e não-adaptativos
Psicologia Projetiva
Ramo da psicologia que se refere a um conjunto de pressupostos, hipóteses e proposições, expressoe em métodos projetivos usados por psicólogos clínicos, para estudo e diagnóstico da personalidade humana. Baseia-se no estudo funcional do indivíduo, investigando a estrutura intrínseca e as propriedads internas dos sistemas, promovendo avaliações expressas em termos dinâmicos. O principal objetivo é colocar em evidência o conjunto dos fatores internos de registro psicológico intervinientes das condutas humanas. Se ocupa de técnicas complexas.
Projeção,
Psicologia Projetiva e
Técnicas Projetivas
Projeção é um termo introduzido por Freud para nomear, inicialmente, um mecanismo de defesa que consiste em atribuir para fora de si impulsos e afetos que pertencem a si. A seguir passa a ser visto como uma forma de funcionamento mental, onde o sujeito estrutura seu mundo externo a partir do interno.
Para interpretar...
Cabe ao Psicólogo desvendar as motivações inconscientes que se deflagram no momento em que as respostas são elaboradas; as vivências infantis têm papel decisivo nos comportamentos adultos, além disto deve-se estar atento a verbalização do sujeito, que, também, revela suas motivações inconscientes.
As respostas dadas descortinam a dinâmica afetiva do sujeito avaliado, assim como suas habilidades cognitivas.
Para escolha do instrumento a ser utilizado em cada processo, deve-se considerar, pelo menos, três fatores:
1. os objetivos da avaliação;
2. a orientação teórica e a preparação do avaliador;
3. as caracteristicas e peculiaridades do sujeito.
As técnicas projetivas, como instrumentos que geram hipóteses interpretativas, são importantes ferramentas para identificação das carcterísticas e traços da personalidade, bem como de sinais e sintomas relacionados a quadros psicopatológicos.
É de uso comum a todos os âmbitos, independente da área de atuação. A atividade do Psicólog@ sugere avaliar.
Testes e técnicas projetivas podem ser usados na avaliação da personalidade e de outros elementos. Na interpretação deste fenômeno deve-se considerar a percepação do indivíduo que é influenciada e determinada pelo seu mundo interno.
In: VILEMOR-AMARAL, WERLANG. Atualizações em métodos projetivos para avaliação psicológica. São Paulo: Casa do Psicólogo, 2011.




Os estímulos em técnicas projetivas são pouco estruturados, propiciando o aparecimento de elementos do funcionamento interno do indivíduo; é importante lembrar que, mais do que projetar o que é, o sujeita projeta o que recusa ser. Estas técnicas enfatizam os aspectos qualitativos e psicológicos, identificando tendências espontâneas motivadas por necessidades implícitas. A apreensão dos dados do mundo externo sempre será plasmada por componentes subjetivos.
Apercepção
é o processo pelo qual uma experiência é assimilida e transformada pelo resíduo da experiência passada, ou seja, é a interpretação subjetiva da percepção, que é apenas a interpretação objetiva de um estímulo.
Além dos elementos já citados, a autora retrata a importância do conceito de regressão a serviço do ego, que possibilita a interrupção temporária da ação do juizo critico, com o relaxamento da censura, liberando material que envolve indícios sobre conflitos, fantasias, desejos e emoções.
As tarefas menos estruturadas têm maior probabilidade de fazer aparecer os conteúdos primitivos.
A regressão é uma função do ego que pode operar de maneira adaptativa ou não adaptativa; não há perda do controle do ego, apenas seu relaxamento; é graças a esta função que é possível a elaboração frente ao estímulo do teste, pois o indivíduo precisa diminuir a censura interna e mobilizar recursos para que consiga executar com sucesso sua proposta.
Nas técnicas projetivas o caráter idiográfico (abordagem clínica) é o ponto forte, uma vez que os sujeitos atribuem conteúdos às suas respostas, mas desconhecem a relação entre elas; o que gera criticas e defesas a cerca deste procedimento. Os críticos refutam o excesso de subjetivismo, os defensores destacam a riqueza destas informações.
As Técnicas Projetivas
fora do Contexto Psicanálitico.
Atualmente, outras abordagens têm sido usada para interpretar as técnicas de cunho projetivo, o que traz novas perspectivas ao uso destes instrumentos. Tal atitude é fundamentada no entendimento de que não são apenas os princípios psicanaliticos utilizados na avaliação das mesmas. Assim, além da projeção, a cognição, a percepção, a apercepção, abrem espaço para outros olhares que não o psicodinâmico.

Status Científico
Este é um assunto sempre discutido e, ainda, um dilema. Apesar de não apresentar dados psicométricos positivos, a popularidade das técnicas projetivas continua muito expressiva; sendo estes instrumentos bastante utilizado por psicólogos em suas práticas, com o objetivo de subsidiar as avaliações.
É certo que as concepções que guiam o uso das técnicas projetivas precisam ser explicitadas, gerando solidez e confiança em seus resultados.
O critério de cientificidade não pode se fundamentar apenas na psicometria, desprezando o raciocínio clínico, isto é algo impossível de se estabelecer. Dados quantitativos e qualitativos são importantes para os estudo da personalidade humana, o que se precisa é estabelecer técnicas adequadas para o manejo de ambas.
As críticas com relação aos projetivos se centralizam na suposta ausência do espírito cientifico.
Outra crítica relaciona-se ao valor intrínseco das técnicas projetivas, questionando seu status de verdadeiro testes, ancorado na idéia de que a projeção pode acontecer também para o examinador.
E ainda se fala na fragilidade na tentativa de validação destas técnicas.
Porém, estas críticas podem ser rebatidas, pois há inúmeros autores que demonstram, em seus estudos, o oposto. Diz-se que só se ateria ao contexto clinico, ao que Anzieu afirma que não invalida o seu rigor. Este tipo de investigação é intensa e exige muita experiência do pesquisador.
Pontos Fortes...
As técnicas projetivas valorizam o comportamento do sujeito, que reflete o funcionamento e a estrutura de seu mundo interno, único e singular. Suplementam uma possivel inadequação das medidas objetivas da personalidade, que fornecem uma compreensão mais simplista.
Por não apresentarem respostas "certas", estas técnicas custam ser mais aceitas pelo avaliando, são bem menos suscetiveis a fraudes ou simulações.
Mesmo destacando os pontos fortes e positivos dos testes projetivos, é importante mencionar que eles não têm a intenção de substituir os procedimentos quantitativos e estatísticos e sim de somar esforços nos processos de avaliação.
Uma das dificuldades no estabelecimento de propriedades psicométricas aos instrumento projetivos deve-se ao fato deles não fornecerem resultados exatos e não apresentarem um sistema único de avaliação, pois, se estimula a associação livre, fica dificil de categorizar as respostas.
Assim, tudo que aprendemos sobre os parâmetros psicométricos dos testes psicológicos não se aplica às técnicas projetivas.
As técnicas projetivas não se atêm a exploração de uma única variável; o sistema de interpretação delas só tem sentido pela interpretação que suscita para a dinâmica de cada sujeito; nesta perspectiva a fidedignidade da resposta deve ser mais investigada do que mesmo a validade do instrumento.
As dificuldades de achar indices psimétricos para os testes projetivos pode ser explicada pelo fato destes investigarem a personalidade, que é multideterminada e multifatorial, o que a torna muito complexa. Então, o que importa é saber as capacidades e limites de cada técnica e verificar se está adequada ao objetivos para o qual se deseja utilizá-la. Elas são instrumentos privilegiados em sua natureza, pois permite apreender o singular e processar as informações em corpo generalizável.
O método clínico de coleta de dados que associa abordagens clnicas e estatistícas (através de testes objetivos e observações, entrevistas e testes projetivos), tem se mostrado mais efetivo para o julgamento de determinadas situações; como a integração dos indicadores encontrados nos testes aos elementos da história pessoal e do contexto de vida do sujeito avaliado.
Ao que pode-se concluir que as técnicas projetivas têm um papel definido nos processos de avaliação. Importando que continuem e intensifiquem os estudos com relação a qualidade destes instrumentos.
Diante das dificuldades para o estabelecimento da fidedignidade e validade destaca-se que o grau de subjetividade envolvido na avaliação, bem como o grau de confiança nas interpretações, é algo de grande relevância em se tratando de testes projetivos; é importante que dois psicólogos avaliando o mesmo protocolo, cheguem às mesmas conclusões.
Na verificação da fideignidade a técnica mais utilizada é a que se baseia na consistência das avaliações feitas por diferentes examinadores, com o mesmo nível de experiência.
Quanto à validade a mais usual é a relacionada a algum critério clínico, como diagnóstico, registro em prontuários ou história do sujeito.
As inconsistências possíveis são resolvidas na atuação clínica, através de entrevistas e observações.
Observa-se que o papel do psicólogo tem sido ofuscado por um excesso de objetivismo, que prega a idéia de que só é válido o que é padronizável. Isto não significa que a interpretação deverá ser baseada apenas na opinião do profissional, e sim que o julgamento deste faça referência a aspectos que possam ser comprovados e justificados.
A validade clínica vem oferecer uma concepção mais contextualizadora dos resultados produzidos em uma avaliação psicológica, uma vez que ela coloca o psicólogo e o sujeito avaliado no centro do processo, considerando o contexto e a história deste último.
Concluindo?
As técnicas projetivas ganham destaques em avaliações clínicas por possibilitarem a emergências das manifestações pessoais e o acesso, de maneira individualizada, ao mundo interno dos sujeitos, no momento em que, através da projeção e da apercepção, têm-se informações sobre como um indivíduo, em particular, percebe determinada situação, o que auxilia na sua compreensão. Lembrando que nenhuma decisão deve ser tomada a partir de um único teste.
Porém não se pode querer que as mesmas exigências sejam fixadas para testes projetivos e psicométricos; não se pode que um cumpra a tarefa que para o outro é mais adequada.
Não se pode dizer que qualquer técnica é geralmente boa ou geralmente falsa!
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