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Uma asa do grifo: D.João, o Segundo

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by

Débora Gomes

on 10 March 2015

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Transcript of Uma asa do grifo: D.João, o Segundo

Análise do poema
Análise da estrutura interna
Análise linha a linha da 1ª Estrofe
Análise da estrutura externa
Fernando Pessoa
Uma asa do grifo: D.João, o Segundo
Uma asa do grifo: D. João, o Segundo


Braços cruzados, fita além do mar.
Parece em promontório uma alta serra —
O limite da terra a dominar
O mar que possa haver além da terra.

Seu formidável vulto solitário
Enche de estar presente o mar e o céu.
E parece temer o mundo vário
Que ele abra os braços e lhe rasgue o véu.





FERNANDO PESSOA
26-9-1928
In Mensagem, 1934
Ed. Ática, Lisboa

Braços cruzados, fita além do
mar.


Parece em promontório uma alta
serra

O limite da terra a
dominar

O mar que possa haver além da
terra.



Seu formidável vulto
solitário
Enche de estar presente o mar e o
céu
.
E parece temer o mundo
vário
Que ele abra os braços e lhe rasgue o
véu
.





a
b
a
b


2 estrofes
2 quadras
Versos decassilábicos
Esquema rimático ababcdcd
Rima cruzada

c
d
c
d
Braços cruzados,
fita
além do mar.
Parece em
promontório
uma alta serra —
O limite da terra a dominar
O mar que possa haver além da terra.

Análise contextual da 1ª estrofe
Seu formidável vulto solitário
Enche de estar presente o mar e o céu.
E parece temer o
mundo vário
Que ele abra os braços e lhe rasgue o véu
.

Figuras de estilo
Braços cruzados, fita além do
mar
.
Parece em promontório uma alta serra —
O limite da
terra
a dominar
O
mar
que possa haver além da
terra
.



Seu formidável vulto solitário
Enche de estar presente o mar e o céu.
E parece temer o mundo vário
Que ele abra os braços e lhe
rasgue o véu.

Metáfora

Comparação
Análise da estrutura interna
Repetição da palavra "mar" e "terra"


Braços cruzados, fita além do mar.

Homem de vontade, planeia aventuras além do mar já conquistado.

Parece em promontório uma alta serra

D. João Segundo é como um promontório, alguém de alta perspetiva e no limite do desconhecido.

O limite da terra a dominar

No limite da terra dominada.

O mar que possa haver além da terra.

No limite dessa terra já conhecida e tão próximo do mar que há além dela.

O impulso dado aos
descobrimentos
é feito de forma serena
mas determinada
D. João é o visionário que aceita o desafio (“fita”) de ir além do que já foi conquistado (“além do mar”),
"fita"
- assume o sentido
de desafio


"promontório"
- cabo alto
D.João II
quer alcançar a Índia.
Referência à solidão que
propícia a idealização e
realização de grandes feitos.
A presença, ainda que solitária,
de D. João II enche o mar e o céu
, ou seja, é uma figura que se impõe.

"mundo vário”
- mundo
inconstante e poderoso

"rasgue o véu"
-
dar a
conhecer o que ainda
estava oculto, desvendar os
mistério do mundo
desconhecido ao homem.
Paradoxo
Análise linha a linha da 2ª Estrofe

Seu formidável vulto solitário

A sua vontade indómita e solitária

Enche de estar presente o mar e o céu.

Ocupa todo o mar e o céu

E parece temer o mundo vário

E o mundo parece temer que D.João II

Que ele abra os braços e lhe rasgue o véu

Possa acabar com os seus mistérios, com um só abrir de braços.

Análise contextual da 2ª estrofe
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