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Santo Agostinho

A questão do livre arbítrio
by

fred trevisan

on 15 June 2016

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Transcript of Santo Agostinho

e a questão do
livre-arbítrio

Santo Agostinho
Agostinho nasceu em 354 em Tagaste, no norte da África, na atual Argélia, filho de pai pagão e mãe cristã. Teve uma juventude agitada, como ele mesmo conta:
“caiu-me nas mãos o livro de um certo Cícero, com o título hortensius, e com o convite de entregar-se à Filosofia. O livro transformou as tendências do meu coração, dirigiu para ti, Senhor, as minhas orações e modificou as minhas aspirações e os meus desejos” (Conf. III,14, 7)
Vida:
Mas, no entanto, ele não se entregou de pronto a essa Filosofia. Inicialmente, deixou-se seduzir pelo maniqueísmo, ao qual permaneceu ligado até aos 28 anos.
Após seus estudos transferiu-se para Cartago, como professor de Retórica. Ao passar por Cassiciaco, próximo a Milão, retoma suas reflexões sobre o mundo das ideias e faz-se batizar por Ambrósio em 387. Um ano depois volta a Tagaste e se retira para uma vida de reflexão e escrita.
Um ano depois volta a Tagaste e se retira para uma vida de reflexão e escrita. Em 391 ordena-se sacerdote, pouco depois Bispo da cidade de Hipona, em 395. Viveu ali escrevendo e pregando até o sítio dos Vândalos em 430.
Em Agostinho, a ideia de purificação da alma, que se encontra na filosofia platônica, aparece como a necessidade de elevação ascética que possibilita a compreensão dos desígnios de Deus.
Outra ideia, presente em Platão, a imortalidade da alma, foi abordada por Agostinho dentro da perspectiva cristã
Entretanto, a ética agostiniana destaca-se por outro conceito: a ideia de livre-arbítrio.
Ao tentar explicar como pode o mal existir, uma vez que Deus é bondade infinita e tudo vem de Deus, Agostinho apresenta a noção de que cada indivíduo pode escolher livremente entre aproximar-se de Deus ou afastar-se Dele.
Para Agostinho o afastamento de Deus é o mal.

“Em conclusão, o reto querer é o amor bom e o perverso querer, o amor mau. E assim, o amor ávido de possuir o objeto amado é o desejo; a posse e o desfrute de tal objeto é a alegria; a fuga ao que é adverso é o temor e sentir o adverso, se acontecer, é a tristeza. Semelhantes paixões, por conseguinte, são más, se mau o amor, e boas, se é bom. “(Agostinho. Cidade de Deus.1961, p. 249).
Por meio do conceito de livre-arbítrio, de uma escolha individual, Agostinho acentuou o papel da subjetividade humana nas coisas do mundo.
De acordo com a concepção cristã, o livre-arbítrio é o meio pelo qual o homem realiza a sua liberdade. Entretanto, cada indivíduo pode usar para o bem ou para o mal o seu livre-arbítrio. É justamente no mau uso do livre-arbítrio que reside a origem de todo o mal.
Comparando a noção de livre arbítrio com a noção grega de liberdade, como possibilidade de realização plena dos indivíduos na pólis, percebe-se que houve um esvaziamento da noção grega de liberdade.
Com Agostinho, a liberdade perde sua importância enquanto dimensão social da liberdade, pois passou a ter um caráter mais pessoal, subjetivo, individualista.
Vida de Agostinho
Nasce Agostinho na cidade de Tagaste, localizada no Norte da África, atual Argélia.
354
385
Leu um artigo de Cícero sobre o significado da "verdade" e, a partir de então, dedicou-se a seguir essa noção tão intrigante e ilusória ao mesmo tempo.
Agostinho teve uma experiência sobrenatural "como se uma luz de alívio de toda a ansiedade tivesse inundado meu coração." Foi então que "todas as trevas da dúvida se dissiparam" e ele aceitou Deus como parte de sua vida.
373
O Bispo Ambrósio administra o batismo a Agostinho e também ao seu filho Adeodato e seu amigo Alípio. Os três vão para Cassicíaco, na Itália, onde ficam em retiro durante sete meses.
387
Agostinho realiza seu sonho de fundar uma comunidade de oração e contemplação. No ano seguinte, seu filho é acometido de grave doença e vem a falecer.
388
O bispo Valério precisa de um padre que o ajude no ministério da pregação. E, em 396, sucede a Valério na diocese de Hipona como Bispo.
391
Aos 28 de agosto de 430, Agostinho morre com 76 anos. Sereno e maduro, intelectual e espiritualmente.
430
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