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Bauman & a Educação

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Transcript of Bauman & a Educação

Capítulo 1 "Dialética da Modernidade: entre a ordem como tarefa e a ambivalência como refugo" - crítica de Bauman à sociedade moderna (Fase Modernista)
Capítulo 2 "Da Modernidade Sólida à Modernidade Líquida" - aspectos atuais da condição moderna, líquida, em contraste à etapa anterior, sólida (Fase Mosaica)
Capítulo 3 "Entre a Legislação e a Interpretação: implicações para o discurso escolar e formativo" - reflexões sobre a atualidade da função da escola em um mundo líquido-moderno.
Capítulo 4 "Dilemas e Desafios Educacionais na Modernidade Líquida" - implicações pedagógicas da sociologia de Bauman e suas dificuldades e possibilidades do preceito educação por toda vida.
Considerações Finais "Bauman e a Teoria Educacional no Brasil: recepção atual e perspectivas" - situar alguns usos da sociologia de Bauman em nosso país.
Para Bauman, "[...] a existência é moderna na medida em que contém a alternativa da ordem e do caos, ao passo em que é guiada pela premência de classificar e projetar racionalmente o que de outra forma não estaria lá: de projetar a si mesma, eliminando todo e qualquer tipo de desordem ou imprevisto" (ALMEIDA; GOMES; BRACHT, 2009, p. 16)
Ordenar o mundo é lhe dar uma estrutura cognitiva, racional, definirmos o modo certo de prosseguir e identificar quem são os amigos, inimigos e os estranhos.
O Sonho Moderno da pureza da ordem produziu mais sujeira e desordem; mais caos; mais AMBIVALÊNCIA - temos como exemplo as contradições internas do discurso da inclusão escolar.

"A ordem e a ambivalência são igualmente produtos da prática moderna e nenhuma das duas tem nada exceto a prática moderna - a prática contínua, vigilante - para sustentá-la" (BAUMAN apud ALMEIDA; GOMES; BRACHT, 2009, p. 17-18)
Duas estratégias modernas para estabelecer a "ordem como tarefa":

PODER ESTATAL e DISCURSO INTELECTUAL
DISCURSO INTELECTUAL
Projeto da República das Letras - "[...] indicando o que e como fazer para se levar uma vida sem desvios e, assim, mais moral. Argumenta Bauman que a razão filosófica não podia ser senão um poder prescritivo. [...] Essa razão filosófica, conforme sua descrição, era qualquer coisa, menos contemplativa; não bastava a ela interpretar o mundo, era preciso transformá-lo" (ALMEIDA; GOMES; BRACHT, 2009, p. 18-19)
DISCURSO INTELECTUAL

Processo Civilizador
Elites Culturais - formar-se e instruir-se (civilidade)

Culturas sobordinadas - tendência a biologizar, medicalizar e criminalizar a população de estranhos (barbárie)
PODER ESTATAL
Casamento "perfeito" entre o saber e o poder (no Estado-Nação)
"Para Bauman, foi só na Modernidade que houve a realização da filosofia/ciência política na prática, como mecanismos de governo, de disciplina, de comando e ordenação dos povos, um tema, como se sabe, central na obra de Michel Foucault (ALMEIDA; GOMES; BRACHT, 2009, p. 20)
"Se Bauman empregou a metáfora da legislação para caracterizar o papel dos intelectuais na construção da ordem como tarefa, ao Estado, nesse processo reservou a metáfora da jardinagem (ALMEIDA; GOMES; BRACHT, 2009, p. 22)
"Estamos portanto percebendo que questões de cultivo não são triviais para o pensamento político, que devem estar ao contrário no centro de todas as considerações... Devemos mesmo afirmar que um povo só pode alcançar o equilíbrio espiritual e moral se um bem concebido plano de cultivo ocupa o centro mesmo de sua cultura... "(DARRÉ apud BAUMAN, 1999, p. 36).


Foucault (2006, p. 324) define que “o Estado é uma prática”, e como tal não pode ser concebido fora do conjunto de práticas do qual faz parte. Veiga-Neto (2003, p. 86-87) resume essa questão da seguinte maneira:


"O Estado moderno havia se governamentalizado como resultado de uma seqüência de eventos e arranjos políticos: partindo das Sociedades da Lei dos Estados de Justiça – na Idade Média –, e passando pela sociedade de regulamento e disciplina dos Estados Administrativos –, nos séculos XV e XVI –, havia chegado à sociedade de segurança dos Estados de Governo (ou Estados modernos) – a partir do século XVIII."

IMPORTANTE:

"É claro que não é da natureza dessas ervas daninhas ser concebida como refugo. Elas somente são assim classificadas por que, em todo jardim, decreta-se de antemão o que é legítimo ou não pra se multiplicar" (ALMEIDA; GOMES; BRACHT, 2009, p. 23)
Para Bauman as atrocidades cometidas em nome da ordem como tarefa ao longo do século XX não são excessões e sim regra geral. "A civilização mostrou-se incapaz de garantir a utilização moral dos terríveis poderes que trouxe à luz" (BAUMAN apud ALMEIDA; GOMES; BRACHT, 2009, p. 27).
DA MODERNIDADE SÓLIDA À MODERNIDADE LÍQUIDA (fase mosaica)
"É de Marx e Engels a famosa sentença segundo a qual, na modernidade, 'tudo o que é sólido se desmancha no ar" (MARX; ENGELS apud ALMEIDA; GOMES; BRACHT, 2009, p. 31).
"É essa oposição entre solidez e liquedez que permite a ele [Bauman] explicar a distinção entre o nosso modo de vida moderno e aquele vivido por nossos antepassados" (ALMEIDA; GOMES; BRACHT, 2009, p. 32).
"[...]
O que garante dizer que a modernidade líquida não faz mais da ordem como tarefa sua preocupação suprema?"
(ALMEIDA; GOMES; BRACHT, 2009, p. 33).
A) Recuo das sólidas estratégias de longo prazo (p. 33, 34).

B) Vida para o consumo (p. 35)

C) Globalização (p. 35)

D) Economia Política da Incerteza (p.36, 37)

E) Corrosão no sentimento de comunidade e solidariedade social (p. 37)

F) Geração de novos refugos humanos - consumidores falhos (p. 38, 39 e 40)

G) Descartabilidade implícita (p. 40-41)

h) Novos e difusos conselheiros (experts) (p. 42, 43)

I) Da ênfase no panóptico para a ênfase no sinóptico (p. 43, 44)
"Mais liberdade e menos segurança, ou menos liberdade e mais segurança? Diante dessa equação, encontrar uma 'justa medida entre o leve o pesado" é o que parece embalar o sonho de Bauman por outra sociedade, embora ele próprio se recuse a dizer em que ponto ocorre esse equilíbrio e mesmo qual a imagem dessa sociedade diferente" (ALMEIDA; GOMES; BRACHT, 2009, p. 45).
Tarefa da Modernidade:
Ordenação em prol da eliminação das

AMBIGUIDADES, SUJEIRAS e AMBIVALÊNCIAS
"[...] Ordem significa um meio altamente regular, estável, monótono e previsível para as nossas ações; um mundo em que a probabilidade dos acontecimentos não esteja submetida ao acaso, mas arrumadas em uma hierarquia irrestrita de modo que certos acontecimentos sejam altamente prováveis (ALMEIDA; GOMES; BRACHT, 2009, p. 16)
"[...] Arriscamos dizer que o conceito de ordem foi eleito como chave de leitura para a compreensão da civilização moderna" (ALMEIDA; GOMES; BRACHT, 2009,p. 15).

"Em Bauman, ordem é o resultado da função nomeadora e classificadora desempenhada por toda e qualquer linguagem" (ALMEIDA; GOMES; BRACHT, 2009, p. 16).
DIALÉTICA DA MODERNIDADE: ENTRE A ORDEM COMO TAREFA E A AMBIVALÊNCIA COMO REFUGO
A Educação na
Racionalidade Líquido-Moderna


Sociologia da Educação
Curso Pedagogia - Unisinos
Turma 2 PARFOR
Prof. Maurício Ferreira

R. W. Darré (nomeado, mais tarde, o Ministro da Agricultura nazista), em 1930, afirma:

"Aquele que deixa as plantas no jardim abandonadas logo verá com surpresa que o jardim está tomado de ervas daninhas e que mesmo a característica básica das plantas mudou. Se, portanto, o jardim deve continuar sendo o terreno de cultivo das plantas, se, em outras palavras, deve se elevar acima do reinado agreste das forças naturais, então a vontade conformadora de um jardineiro é necessária, de um jardineiro que, criando condições adequadas para o cultivo ou mantendo afastadas as influências perigosas, [...] cultiva o que precisa ser cultivado e impiedosamente elimina as ervas daninhas [...]".

Panóptico
Sinóptico
Referências:

ALMEIDA, Felipe Quintão de. GOMES, Ivan Marcelo. BRACHT, Valter. Bauman e a Educação. Belo Horizonte: Autêntica Editora, 2009.

BAUMAN, Zygmunt. Modernidade e Ambivalência. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editora, 1999.

FOUCAULT, Michel. Seguridad, Território, Población. Curso em el Collège de France: 1977-1978. Buenos Aires: Fondo de Cultura Econômica, 2006.

VEIGA-NETO, Alfredo. Foucault e a Educação. Belo Horizonte: Autêntica, 2003.

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