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Introdução à Teoria Ator-Rede

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by

Willian Araújo

on 2 September 2016

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Transcript of Introdução à Teoria Ator-Rede

Introdução à Teoria Ator-rede
"Things Come Apart" por Todd McLellan
Atualizado em 06/04/2016

Uma definição inicial...
Estrutura da apresentação
- Apresentação geral e perspectivas iniciais

- Filiações teóricas e ideias fundantes da TAR

- Principais conceitos:
- Agência
- Actante
- Mediação/tradução

- Descrição da ação/Semiótica material

Sujeito x Objeto
Social x Material
Sociedade x Natureza
Evitar separações artificiais constituintes da modenidade
“nega as características da realidade, principalmente ao restringir os fenômenos a campos purificados do social, da natureza ou do discursivo” (Lemos, 2013, p. 72)
Purificação dos híbridos:


“abre a possibilidade de ver, ouvir, sentir e então analisar a vida social das coisas – e, portanto, tê-las em consideração, ao invés de negligenciá-las” (Mol, 2010, p. 255)
Objetos têm agência
“não se pode compreender a ação humana, e não se pode compreender a constituição de coletivos, sem levar em conta a materialidade, as tecnologias e os não-humanos”
(Callon, 2008, p. 307-308)

Filiações teóricas e ideias fundantes da TAR
Pós-estruturalismo
Filosofia
Semiótica
Antropologia e Etnometodologia

reservatório de inovações
” (Latour, 2012, p. 83)
reação ao corte de relações que a sociologia clássica faz com a filosofia, tratando-a como “uma disciplina fantasiosa e não empírica que representa a primeira infância das agora maduras ciências sociais” (Latour, 2012, p. 82)
Reconfiguração da agência
TAR = "também pode ser entendida como uma versão empírica do pós-estruturalismo" (Law, 2009, p. 145)
Rede
Agenciamento
Deleuze e Guattari
“uma ideia que enfatiza a distribuição da agência e com a qual a materialidade vem à tona” (Callon, Millo, Muniesa, 2007, p.3)

"ambos referem-se à montagem provisória de formas de ordenação produtivas, heterogêneos, e (este é o ponto crucial) limitadas" (Law, 2009, p. 146)
Foucault e semiótica material
Apesar de não apresentar "um diagnóstico de uma sintaxe epistêmica epocal" (Law, 2009, p. 145), a perspectiva de seguir determinada tradução ao longo do tempo da TAR guarda proximidade com a obra de Foucault.
discurso ou episteme
individuação
não é “o encontro de uma forma e de uma matéria preliminar existentes como termos separados anteriormente constituídos, mas uma resolução que surge no rastro de um sistema meta estável rico de potenciais: forma, matéria e energia pré-existente no sistema” (
Simondon
, 1989a apud Neves, 2006, p. 42)
Tradução em Michel Serres
: "traduzir é tornar duas palavras equivalentes. Mas como duas palavras nunca são totalmente equivalentes, tradução também implica traição [...] Logo, tradução é sobre tornar equivalente e sobre mudança" (Law, 2009, p. 144)
Actante
Greimas
"Esta é uma definição semioticista que não está limitada aos seres humanos e não guarda nenhuma relação com a definição sociológica de um ator por oposição ao mero comportamento" (Latour, 1992, p. 177).
Willian Fernandes Araújo
Fazer os objetos falarem?
Script
de-scription
Descrição da agência dos objetos
Akrich (1992) e Latour (1992)
- antropologia da técnica
- enquadramentos (históricos, políticos, ideológicos) condensados em objetos técnicos

Problemas metodológicos
- Controvérsias
- Mudança de contexto
- Documentos
Visibilidade momentânea
Vocabulário
- Semiótica
Isso não significa que a agência dos objetos seja
momentânea
, mas "apenas que seu modo de ação já
não está mais visivelmente
conectado aos laços sociais costumeiros, pois dependem de tipos de forças escolhidos justamente por suas
diferenças
em relação aos vínculos sociais normais" (Latour, 2012, p. 119)
Objeto técnico

Script

Descrição

Programa de ação

Antiprogramas

Prescrição

Subscrição

Pre-inscrição

Circunscrição

Conscrição

Atribuição
bit.ly/
introtar

willianfaraujo@gmail.com
Obrigado!
twitter.com/
willianaraujo

How to Better Register the Agency of Things: Semiotics
Latour em Yale (2014)
EXTRA!
“Uma abordagem da análise sociotécnica que trata
entidades
e
materialidades
como performadas [
enacted
], como efeitos relacionais, e explora a configuração e reconfiguração dessas relações. Seu
caráter relacional
significa que importantes categorias ontológicas (por exemplo, ‘tecnologia’ e ‘sociedade’, ou ‘humano’ e ‘não humano’) são tratadas como
efeitos
ou consequências, e não como recursos explicativos. Teoria Ator-Rede é bastante usada como ferramental para análise sociotécnica, e por isso pode ser melhor entendida como uma
sensibilidade orientada à materialidade
, ao relacional e ao processo. É discutível se a TAR pode ser considerada uma
teoria
. Ao longo do seu desenvolvimento, a TAR tem assumido uma vasta gama de diferentes formas, algumas delas inconsistentes. Em alguns momentos, ela tem sido
criticada
pela sua relativa falta de interesse em importantes assimetrias sociais como as
desigualdades de gênero
, sua recusa em basear suas explicações em
categorias ontológicas
geralmente aceitas, sua tendência a um gerenciamento centralizado, ao seu caráter plano da
rede
como metáfora e sua falta de interesse pela alteridade."
Tradução minha da do texto de
John Law
, “After Methods”, 2004 (pg. 157)
Teoria
Ator-rede
Virada não-humana
Pós-humanismo
Pós-estruturalismo
Science and Technology studies (STS)
Estudos Feministas
Estudos organizacionais
Semiótica Material
Software studies
Sociotechnical media studies
Principais autores:
- Bruno Latour
- John Law
- Michel Callon
- Annemarie Mol
Efeito Latour
- Revisão de termos (Ex: sociedade/social/contexto)
- Estilo de escrita
- Redefinições no entendimento da TAR
"Existem 4 coisas que não funcionam na TAR: a palavra teoria, a palavra ator, a palavra rede e o hífen! Quatro pregos no caixão"
Bruno Latour em
'
On Recalling ANT
', 1999.
‘metodologia actante-rizoma'
‘Sociologia das associações'
Reagregando o social, 2005 (ptbr: 2012)
Mapa de perspectivas próximas
Agência ≠ Intencionalidade
Sujeito x objeto
Mediação/Intermediação
Quem atira: o atirador ou a arma?
"ele
faz diferença
no curso da ação de outro agente ou não? Haverá alguma prova mediante a qual possamos detectar essa diferença?" (Latour, 2012, p. 108)
"[A]s coisas podem
autorizar
, permitir, conceder, ensejar, sugerir, influenciar, interromper, possibilitar, proibir etc" (Latour, 2012, p. 109).
“ação é uma propriedade de
entidades associadas
[...] A atribuição a um ator do papel principal de modo algum enfraquece a necessidade de uma composição de forças para explicar a ação”. (Latour, 1994b, p. 35, tradução nossa)
Conceito mínimo
Mediação
Intermediação
"toda ação que um actante faz a outro, implicando aí estratégias e interesses próprios na busca de estabilização futura da rede ou da resolução da estratégia ou do objetivo" (Lemos, 2013, p. 48)
Bolter e Grusin (1999):
- Meio: híbrido conforme a TAR
- Remediação: hipermediação x imediação
Herança não-representacionista:

Não há transporte da ação sem transformação (Lemos, 2013; Latour, 2013)
Não há tradução sem traição (Law, 2009)
Contexto brasileiro
- uso prescritivo
- Dificuldade de articulação metodológica
- Predominância de abordagens teóricas
Contexto Internacional
- Apropriação
- Potencializador de discussões
- Associada a estudos empíricos
Apropriações da TAR em estudos da comunicação
Título provisório
Pesquisa de tese
A construção do algoritmo exato: um estudo da produção sociotécnica do Feed de Notícias do Facebook.
Objetivo geral
Seguir a construção material e discursiva do Feed de Notícias do Facebook objetivando descrever as lógicas e valores que o baseiam, assim como descrever as prescrições que buscam moldar as práticas comunicativas através desse espaço.
Quais usos possibilita e quais proíbe?

Que cenários elabora para ação do usuário?

Como constrói esse usuário?

Como os usuários se reapropriam, estendem ou se submetem aos usos prescritos?

Como noções como algoritmo e personalização são incorporadas e mantidas?
Seguir a construção
Seguir o algoritmo
Foco em situações de negociação:
Estudo longitudinal:
Seguir a resistência
Extenções de navegador
Kill News Feed
Facebook Mood Manipulator
http://lauren-mccarthy.com/moodmanipulator/
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Seguir os conceitos dos usuários
- Entrevistas com usuários ao longo de 6 meses de observação via Twitter

Entender visão dos usuários
- Reports técnicos de 10 anos (2006-2016)
- Mais de 1,000 conteúdos digital
Organização metodológica
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