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Educação de Surdos: percurso histórico e concepções sociais

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by

Janaina Cabello

on 21 February 2016

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Transcript of Educação de Surdos: percurso histórico e concepções sociais

Séc. XV-XVII
2014...
Antiguidade

Fevereiro 2007 - atualmente
Séc. XVIII
June 2011
Séc. XIX
Educação de Surdos
Percurso histórico
Profa. Janaina Cabello
Mestra - Faculdade de Educação Unicamp
Especialista em Libras e Educação de Surdos
Pedagoga/Psicóloga- Unesp
Intérprete de Libras Certificada pelo MEC/Prolibras

Aristóteles: aqueles que nasciam surdos, por não possuírem linguagem, não eram capazes de racionar.

Sócrates: surdos são capazes
de se comunicar
através do corpo e das mãos.


Enquanto isso, no Brasil...
1857:
fundação da primeira escola para educação de surdos no Brasil, hoje o Instituto Nacional de Educação de Surdos (INES), ajudado por D. Pedro II.


E. Huet foi o primeiro professor surdo
vindo da Europa para atuar na escola
para surdos no Brasil.






Brevemente, veremos como a Surdez foi sendo compreendida ao longo do tempo e de quais formas essas percepções ainda podem refletir em sua compreensão na atualidade.

REABILITAÇÃO
OU
RECONHECIMENTO?

Perceberemos que, dependendo do momento histórico, existirão em relação aos Surdos diferentes “olhares”.
Crianças surdas no ano de 1900, fazendo treino para a discriminação dos movimentos dos lábios.
fonte: http://psisurdos.blogspot.com.br/2012/11/historia-da-surdez-registros.html
fonte: http://www.memorialdainclusao.sp.gov.br/br/anexo1/audit411.shtml (Brasil, s/d).
http://180graus.com/parnaiba/municipio-de-parnaiba-recebe-central-de-interpretacao-de-libras
Romanos: os Surdos não têm direitos legais. Até o séc. XII não podiam sequer se casar.



Gregos: “...era uma traição poupar uma criatura de quem a nação nada podia esperar”. (Lane e Philip, “The deaf experience”, 1984).

A Igreja Católica acreditava que as almas dos surdos não poderiam existir, já que eles não teriam como confessar sua fé em Deus.


Percebemos que a condição “humana”, até então, perpassa pela capacidade de FALAR (oralidade).



Contudo, os esforços de religiosos para a educação de (poucos) grupos surdos dava-se pelo pertencimento destes grupos à famílias nobres.

O que se destaca séculos XVI e XVII, são as novas proposições que firmaram sobre a surdez e sobre o ensino/aprendizado de indivíduos surdos, proposições que em grande medida contribuíram para que fossem revistas as crenças da não-educabilidade irremediável e da condição não-humana desse grupo.

Visão assistencialista – surdo como necessitado de ajuda; ouvinte como benevolente do surdo.
Ponce de Léon
1520-1584
Juan Pablo Bonet
1579 - 1629
Jacob R. Pereira

1715 - 1780
As possibilidades de trato e de “cura” do indivíduo surdo começaram a abandonar o terreno do sobrenatural e fincaram-se em bases pedagógicas, rompendo velhos postulados filosóficos, médicos e religiosos.

Essas empreitadas firmam-se como importantes marcos teóricos na história da educação de surdos .
Idade Moderna
Idade Contemporânea – sec. XVIII
Profundas transformações sócio-políticas e culturais no continente europeu. As agitações burguesas e os discursos universalizantes sobre educação fizeram-se panos de fundo para os afazeres de alguns educadores, como Samuel Heinicke e Charles-Michel de l’Épée.
Os métodos de Heinicke eram estritamente orais. Teve grande sucesso no ensino a uma jovem que aprendeu a ler os lábios, a falar e a escrever. Em 1778 abriu uma escola para educação de Surdos na Alemanha. Ficou conhecido como o pai do método oralista ou método alemão de ensino.

Heinicke
1729- 1790
1712-1789
De L´Epeé
L´Epee tinha consciência de que a língua de sinais era eficiente para a evangelização. E se era eficiente para o ensino de algo tão abstrato como a fé, por que não seria eficiente para o ensino de todas as outras áreas?

Filho e marido de Surdas. Dizia que se a máquina (telefone) podia falar, o Surdo também poderia.

Em 1880 proíbe a língua de sinais na comunicação/ educação de Surdos. Acreditava que o objetivo da educação não era o desenvolvimento cognitivo, e sim o ajustamento dos alunos à sociedade. Sendo assim, deveria fazer a “ouvintização” do Surdo, trabalhando só com a oralidade, formando cidadãos acríticos.

Porém, assume que o desenvolvimento cognitivo do Surdo só é proporcionado pela língua de sinais, mas como o objetivo não é a cognição, deve-se esquecer a língua de sinais.

Alexander Grahan Bell
1847 – 1922
“Se nós tivéssemos a condição mental dos surdos como objetivo principal de sua educação, sem referência à linguagem, nenhuma linguagem tem um alcance tão grande sobres suas mentes do que a linguagem de sinais.
(...) Mas isto não é possível, pois o principal objeto da educação dos surdos é ajustá-los para viver no mundo de pessoas ouvintes e falantes”.

“Nós mesmos devemos tentar esquecer que eles são surdos. Nós devemos ensiná-los a esquecer que eles são surdos”.


(Bell, apud Lane, 1984, p. 365)
Congresso de Milão - 1880
As resoluções foram quase unânimes ...
A abordagem oralista predominou na educação de surdos durante mais de um século.
Década de 1980 - Brasil
Willian Stokoe (1919-2000)
O processo histórico de reconhecimento da Língua de Sinais como língua materna e língua de instrução na educação de surdos vem proporcionando conquistas importantes para a comunidade surda:
-Legislação;
-Educação numa perspectiva bilíngue;
-Reconhecimento e valorização da língua/cultura surda.

Aula ministrada em Língua Brasileira de Sinais - município de Manaus, 2015. Disponível em http://amazonasatual.com.br/setembro-azul-encerra-suas-atividades-com-a-entrega-dos-dicionarios-trilingues/ . Acesso 04.12.2015

A forma parcial dos registros dos vários pesquisadores ao longo da História mostra-nos sua preocupação em nos apresentar a história dos Surdos numa visão limitada que focaliza, em sua maior parte, os esforços de tornar os sujeitos Surdos “adaptados”, de acordo com os modelos ouvintes, através de "curas" para as suas "audições" danificadas (STROBEL, 2009).

PROBLEMATIZANDO...
Desse modo, apenas recentemente a Surdez passou a ser compreendida como uma diferença linguística e cultural, graças aos movimentos sociais Surdos, que buscam “viabilizar a coexistência em um mundo em que todos os serviços e expressões culturais se alicerçam na fala e na audição” (MONTEIRO, 2006).
Lutas e conquistas por contextos educacionais de ensino bilíngue (numa perspectiva sócio antropológica da Surdez), em contrapartida a uma visão reabilitadora clínico-terapêutica, impulsionada por avanços na área da medicina (com o Implante Coclear, por exemplo), que reacende ou perpetua as discussões históricas sobre o “lugar” da Surdez (como diferença ou como deficiência).

CONTEXTO ATUAL
Visão assistencialista - ouvintes como benevolentes.
Reconhecimento da língua de sinais para a educação de surdos.
Edward Miner Gallaudet (1837-1917)
Defendia o uso combinado da fala com os sinais. Acreditava que a oralização não tinha os mesmos resultados entre os Surdos: alguns obtinham sucesso, outros não. Assim, a oralização deveria ser mantida para os casos em que os sujeitos demonstrassem boas respostas e para os outros a educação deveria ser feita em sinais.








- Origem do termo “surdo-mudo”.

No congresso de Milão foram convidados 10 países para discutirem sobre a educação de surdos. Foi sistematizada a superioridade das línguas orais, sendo que as Língua de Sinais foram preteridas tanto para a comunicação quanto para o ensino dos surdos.

“... contando com poucas, e isoladas, oposições: às escolas de surdos cabia o ensino da fala como meio de inserção do surdo em um mundo ouvinte. Os gestos? Que fossem banidos. As práticas bimodais que utilizavam sinais em simultaneidade com a fala também foram rejeitadas. O oralismo puro, como acordado por grande parte dos mais de 170 membros do Congresso (em sua quase totalidade ouvintes), foi apontado como a melhor abordagem para a educação de surdos” (Congresso de Milão, disponível em http://culturasurda.net/congresso-de-milao/ . Acesso em 04.12.2015).

Em 1965, através de seus estudos linguísticos, comprova que os sinais podem ser considerados como LÍNGUA.
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