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Mensagem - Tormenta

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by

Mariana Tavares

on 17 November 2014

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Transcript of Mensagem - Tormenta

Mensagem de Fernado Pessoa
Inserção na obra
Tormenta
Que jaz no abismo sob o mar que se ergue?
Nós, Portugal, o poder ser.
Que inquietação do fundo nos soergue?
O desejar poder querer.

Isto, e o mistério de que a noite é o fausto...
Mas súbito, onde o vento ruge,
O relâmpago, farol de Deus, um hausto
Brilha e o mar 'scuro 'struge.
Análise estilística do poema
Métrica
: regular; versos decassilábicos e octossilábicos, alternados;
Análise do poema
Que jaz no abismo sob o mar que se ergue?



Nós, Portugal, o poder ser.



Que inquietação do fundo nos soergue?



O desejar poder querer.
Trabalho realizado por: Mariana Tavares , nº25, 12ºG
Tormenta
O poema
Tormenta
insere-se na terceira parte -
O Encoberto
- , no terceiro subtema -
Os Tempos
-, da obra
Mensagem
de Fernando Pessoa.

Esta obra é considerada um poema nacional, uma versão moderna, espiritualista e profética de
Os Lusíadas
.

Na terceira parte da obra,
Os Tempos
, podemos destacar como temas principais a morte das energias de Portugal, simbolizada no "Nevoeiro", a afirmação do sebastianismo representado na figura do "Encoberto" e o apelo e ânsia da construção do "Quinto Império".

Esquema rimático
: Rima cruzada (abab/cdcd)
Constituído por 2 estrofes de 4 versos (quadras)
Estrutura em forma de interrogações e respostas, na primeira estrofe;
Inserção do poema
Tormenta
na III Parte
À "Noite" segue-se a "Tormenta". Há uma razão para tudo se seguir à "Noite". É como se a realidade aparece sempre escondida dos olhos, apenas sentida pela intuição.

Parece que há uma grande metáfora nos cincos "Tempos" e nos cinco "Impérios", representando o nascimento - no mar - de um novo dia.
Certo é que o mar - espelho que revela e esconde - é o palco do drama que trará a nova realidade, a Nova Vida.

A "Tormenta" representa o começo da agitação dessa Nova Vida, dessa energia latente.
Análise do poema
Isto, e o mistério de que a noite é o fausto...



Mas súbito, onde o vento ruge,



O relâmpago, farol de Deus, um hausto




Brilha e o mar 'scuro 'struge.
O sujeito poético questiona o que está no fundo do mar, no mistério do mar
Responde à própria pergunta: Portugal, com o seu destino ainda por ser cumprido
O sujeito poético pergunta o que nos pode levantar desse fundo, do esquecimento
Responde à sua própria pergunta: o desejo de querer ser mais, a possibilidade de sairmos do esquecimento
A inquietação é também feita de mistério, de ser como o fausto
Mas inesperadamente, na direção do vento
Surge um relâmpago divino, de luz, verdade, vórtice luminoso
Essa luz brilha e mexe o mar com um estrondo
Análise contextual da 1ª estrofe
"Que jaz no abismo sob o mar que se ergue" lembra-nos a passagem "Deus ao mar o perigo e o abismo deu" (poema
Mar Português
na II Parte) e a passagem "O céu abrir o abismo à alma do Argonauta (poema
Ascensão de Vasco da Gama
na II Parte).
Mas o abismo não é o mar à superfície, mas o fundo do mar ("sob o mar").
O sujeito diz-nos o que reside no "abismo sob o mar que se ergue": é "Portugal, o poder ser". O dever-ser, a essência só pode residir no infinito à espera de ser concretizada. E a razão dessa concretização é "o desejar poder querer", "inquietação" que "do fundo nos soergue".
Análise contextual da 2ª
estrofe
Não é afinal apenas a inquietação o que move o dever-ser na direção da realidade. É também "o mistério de que a noite é o fausto". Fausto, uma lenda medieval alemã, conta a história de um homem que vende a alma eterna ao diabo em troca de riqueza e conhecimentos terrenos.
"A noite é o fausto" pode significar que a noite, como o Fausto quer o conhecimento, não se contenta em estar na escuridão, seja qual for o custo dessa audácia.
Seja como for, no meio da inquietação que se agita, surge "onde o vento ruge", o "o relâmpago, farol de Deus", "um hausto/Brilha e o mar 'scuro 'struge". De maneira formal o sujeito poético aponta a intervenção divina: a permissão que não fora dada no poema "Noite", e que agora aparece subentendida. Como se fosse necessário o temor do dever-ser, para que Deus acorde "dar licença que partamos" (poema
Noite
). É uma licença divina, em forma de "hausto" que rompe a noite com a sua verdade e agita o mar com a corrente da Nova Vida.
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