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Patologia

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on 3 December 2013

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Patologia
Exames de Diagnóstico e Complementares
Enfermagem IV- PBL
Cuidar da Pessoa afeta de Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica
Caso Prático
IPS- Escola Superior de Saúde
Docentes da Unidade Curricular:
Porfessora Mariana Pereira,
Professor José Santos,
Professora Doutora Alice Ruivo,
Professora Nara Batalha
Unidade Curricular de Enfermagem IV
Ano letivo 2013/2014
13º CLE

Cuidados de Enfermagem
Medicação
O Enfermeiro na DPOC
“A Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica (DPOC) é uma doença broncopulmonar que resulta de uma obstrução das vias aéreas.” (Sociedade Portuguesa de Pneumologia)
A causa mais relevante de DPOC é o tabagismo.
A DPOC caracteriza-se por ser um estado patológico com presença de obstrução da ventilação pulmonar devido à bronquite crónica ou enfisema.
A bronquite crónica é caracterizada por uma secreção em excesso de muco bronquico que se manifesta como tosse produtiva.
O enfisema é um diagnóstico que compreende um aumento anormal dos espaços aéreos distais aos bronquíolos terminais e com destruição das suas paredes.
Fatores como a poluição ambiental do ar, fatores familiares, infeções nas vias respiratórias e alergias têm sido aludidos à etiologia da bronquite crónica, tal como fatores heriditários têm sido relacionados com a patologia DPOC.
Os pacientes com diagnóstico de DPOC apresentam na quinta ou sexta década de vida, queixas de excessiva tosse e produção de muco, juntamente com dificuldades em respirar.
Os estádios finais da doença de DPOC podem caracterizam-se por pneumonia, hipertensão pulmonar, cor pulmonale ou insuficiência respiratória crónica,
Fig. 1- Pulmão de não fumador e fumador, respetivamente
Fig. 2- Pulmões de paciente com insuficiência respiratória
A estratégia de tratamento indicada a doentes com DPOC passa pela utilização de medicamentos adequados, que têm como objectivo melhorar o fluxo aéreo e proporcionar um alívio significativo dos sintomas. (Magalhães, 2009)
Nenhum dos medicamentos utilizados na DPOC modifica o declínio progressivo da função pulmonar. O objectivo da terapêutica farmacológica consiste em prevenir e controlar os sintomas, reduzir a frequência e a severidade das exacerbações e melhorar o estado geral de saúde do doente e a sua tolerância ao exercício.

O diagnóstico em si, e de acordo com a Sociedade Americana do Tórax (American Toraxic Society - ATC), compreende a história clínica, o exame físico e os exames complementares.
Principais indicadores para o diagnóstico da DPOC
Dispneia
Progressiva (piora ao longo do tempo)
Geralmente piora com exercícios
Persistente (presente todos os dias)
Descrita pelos pacientes como “esforço aumentado para respirar”, “fraqueza”
Tosse crónica
Pode ser intermitente e pode ser não produtiva
Expetoração crónica

Qualquer padrão

História de exposição crónica a fatores de risco


Tabagismo
Poeiras ocupacionais
Fumos intradomiciliares (fogão a lenha, carvão, combustível)
É imprescindível estabelecer a história clínica do cliente.
Importante saber também:
-Idade
-Sexo do doente,
-Se este fuma e os seus hábitos tabágicos,
-Antecedentes familiares sobre a presença da patologia na família,
-Presença de tosse crónica e produtiva principalmente de manhã,
-Respiração sibilante, dispneia e outras doenças pulmonares respiratórias.
Outro exame de diagnóstico consiste nas provas de função respiratória e exames de espirometria.
Fig. 5- Exame de Espirometria
Fig. 6- Aparelho de provas respiratórias
A oximetria de pulso é outro exame, sendo que este é complementar e não conclusivo da patologia em si.

Também se pode realizar o estudo da gasimetria arterial, sendo este um método invasivo
Fig. 7- Aparelho de Oximetria
Fig. 8- Estudo da Gasimetria Arterial
Para completar o diagnóstico podem ser feitos os seguintes exames:
-Radiografia torácica,
-Tomografia axial computorizada (TAC)
-Eletrocardiograma (ECG)
-Análises hematológicas
-Exame bacteriológico a culturas de expetoração e testes de sensibilidade

Os cuidados de enfermagem buscam a modificação do estado clínico, ou seja, a minimização e/ou eliminação dos sinais e sintomas evidenciados no individuo durante a avaliação inicial. (Kennedy, 2011)
Avaliação Inicial
Dado que testes físicos como raio-x ou análises sanguíneas não diagnosticam por si só a DPOC, a anamnese, assim como a história familiar e pessoal, são muito importantes. (Kennedy, 2011)
fig. 7- Modelo de Anamnese
Diagnóstico e ações de Enfermagem
Processo do Sistema Respiratório Comprometido e Dispneia Actual
Conhecimento diminuído
Depressão Actual,
Hipertensão Arterial, Atual
Alimentar-se comprometido
Intolerância à atividade
Limpeza das vias aéreas anormal


Assim, o enfermeiro ao interagir com o doente com DPOC deve apoiá-lo neste processo de transição, tendo como objectivo aumentar ou facilitar a saúde e o bem-estar através de intervenções terapêuticas. (Magalhães, 2009)
Ana Romeiro, nº 8034
Beatriz Baptista, nº 8026
Catarina Roldão, nº 8048
Filipa Silva, nº 8040
Glória Santos, nº 8022
Joana Télinhos, nº 8054
Josselin Freitas, nº 8045
Neuza Damásio, nº 8057
Patrícia Raposo, nº 8070
Rita Gordo, nº 8053
Teresa Lopes, nº 8059
Vanda Soares, nº 8023
A intervenção terapêutica na pessoa com DPOC está directamente dependente da sua vontade e das suas capacidades de aplicar o controlo recomendado. (Magalhães, 2009)
Educação Terapêutica
-Eficácia do Padrão Respiratório
-Respiração com os lábios semicerrados
-Posição de inclinação para a frente
-Exercícios de respiração e musculares
-Melhoria da Nutrição
-Melhoria da permeabilidade das Vias Aéreas
-Prevenção da infecção
Ensinos do Enfermeiro à Pessoa com DPOC
• O Sr. João de 69 anos trabalhou 53 anos como pedreiro e desde os 65 anos que é reformado.
• O Sr. João vive numa habitação antiga de dois andares e com necessidades de remodelação, principalmente devido aos elevados níveis de humidade existentes no primeiro andar.
• É medicado com anti hipertensores para a hipertensão que lhe foi diagnosticada aos 55 anos. Avalia a sua TA três vezes por semana, sendo que a mesma está controlada.
• Durante a infância apresentou asma que durou até aos cinco anos (asma de caracter sibilante, transitória e precoce) pelo que tinha como terapêutica habitual broncodilatadores de longa duração e antihistamínicos.
• O Sr. João fumava dois maços de tabaco por dia, desde os 14 anos até aos 65 anos, altura em que começou a ficar extremamente cansado e com necessidade de fazer paragens regulares durante as atividades diárias.
• Foi diagnosticado com bronquite crónica e medicado com broncodilatadores. Depois desta consulta, aos 65 anos, consegue finalmente cessar a dependência tabágica.
• Desde há três dias tem tido aumento de tosse e expectoração durante a manhã sendo que num desses dias o Sr. João teve um agravamento do quadro respiratório, com dispneia, polipneia e intolerância ao mínimo esforço. Foi necessário recorrer ao Hospital, no qual deu entrada calmo, consciente e orientado no espaço, tempo, pessoa e situação, apresentava muita dificuldade para falar, tiragem intercostal (utilização dos músculos acessórios da respiração) e resposta motora adequada à dor. O tempo expiratório encontrava-se prolongado, com sibilos e roncos inspiratórios, temperatura auricular de 36,8º, pressão arterial de 156/80 mmHg, pulso radial cheio e rítmico com 96 bpm, saturação de O2 a 82%, e frequência respiratória 24cpm. Foi submetido a oxigenoterapia com mascara de Venturi a 4L/min, tendo ficado internado no serviço de Medicina.
• Foram realizados exames de colheita de secreções, de coloração amarelada, mucoporulenta. Foi também realizada hemograma, que não apresentava alterações, excepto na PCR (proteína C-reactiva) circulante cujo valor era de 56 mg/L (confirma presença de inflamação). Verificou-se que o Sr. João se encontrava a pesar 57 kg que para a sua altura (1.80 m), considera-se que tem baixo Peso (IMC de 17.59 kg/m2).
• O Sr. João apresenta DPOC derivada da evolução da bronquite crónica, tendo sido apurado pelo enfermeiro que o recebeu que este episódio agudo teve origem no incumprimento da terapêutica que fazia.
• Ao fim de oito dias de internamento presentava-se sem dispneia, com tosse escassa, e com expectoração mucosa moderada. Encontrava-se acordado, calmo, colaborante, sem ortopneia e com cansaço a médios esforços.
• Ao longo do internamento foi validado o ensino relativo ao uso de broncodilatadores, camara expansora e oxigenoterapia (mais especificamente com óculos nasais). Ao decimo primeiro dia, depois da entrada no hospital, teve alta com prescrição de oxigenoterapia com óculos nasais a 1L/min, durante 16 horas por dia. É necessário ensino à esposa do Sr. João relativo à dieta hipercalórica e à necessidade que este tem de apoio nos autocuidados, em grau reduzido. É necessário articular o casal com a assistente social, pois não existe cama articulada no domicílio e também para apoiá-los na aquisição do material necessário de oxigenoterapia.
• Tem visita de Enfermagem duas vezes por semana, com o objectivo de validar e consolidar os ensinos efectuados ao longo do internamento e no momento da alta, assim como realizar outros que não tenham sido adquiridos. Espera-se que ao fim de uma semana as visitas de enfermagem ocorram de mês a mês, de forma a verificar a integridade do material de oxigenoterapia e a sua correta utilização.


Grau 0

Grau I

Grau II/III

Grau IV

A pessoa está em risco de ter DPOC

Doença em fase ligeira

Doença em fase moderada ou grave

Doença em fase muito grave
Grau 0- Em risco
Terapeutica não-farmacológica
Grau I- Ligeiro
Broncodilatador de curta duração em SOS
Grau II/III- Moderado/ grave
Broncodilatadores
Corticóides inalados

Grau IV- Muito grave
Broncodilatador
Corticóide inalado
O2/ Cirurgia
Ordem de Administraçãoterapêutica
Terapeutica
Soro Fisiológico
Aspetos Gerais
Ação
Tipo
Broncodilatadores
Desempenha um papel fundamental na diluição e humidificação das vias aéreas
São considerados os mais importantes na terapêutica de DPOC por poderem ser utilizados em situações em que a doença se encontra instável ou em situações mais avançadas na doença
Reduzem os sintomas da DPOC
Desobstrução das vias aéreas
Maior tolerancia à Atividade Física
Diminuem os broncospasmos
Aumenta a facilidade de respiração
Agonistas
Adrenérgicos beta de ação curta ou longa
Antagonistas dos leucótrienos
Xantinas
Anticolinérgicos de ação curta ou longa
Fundamentais para o controlo da sintomatologia, administrados por via inalatória devido à menor incidencia de efeitos secundários.
Tratamento
Cessação tabágica
Demonstrou-se que a eliminação do tabaco prolonga a sobrevida em doentes com DPOC.
Suporte Ventilatório
Tem como objetivo garantir uma correta oxigenação para o doente com DPOC
Oxigenoterapia:
A oxigenoterapia é eficaz para doentes com esta patologia que apresentem hipoxemia crónica, principalmente na DPOC avançada
Transplante pulmonar:
Deve ser realizado em doentes com doença grave ou muito grave
Glucocorticóides
ou
corticoesteróides
Geralmente utilizados em estádios mais avançados da doença
Diminuição da secreção de muco, dos sintomas e das taxas de agravamento
Melhoria inicial da função pulmonar
Inalados
Sistémicos
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