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Entre a ciência e a sapiência - Cap. III e IV(p.93 -104)

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by

Ana Paula do Ó

on 8 June 2015

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Transcript of Entre a ciência e a sapiência - Cap. III e IV(p.93 -104)

Cap. III e IV (p. 93 – 104)
Alves (1999) nos convida a filosofar, mesmo sem sermos filósofos somos convidados a pensar, utilizar as palavras para comunicar as ideias, expressar os pensamentos.
Nos seduz a jogar um jogo de palavras
Entre a Ciência e a sapiência o dilema da educação Rubem Alves
Professores de filosofia tem de dominar uma tradição.
O primeiro filósofo não tinha atrás de si uma bibliografia filosófica. Excesso de informações perturba o pensamento. Quem acumula muita informação perde o condão de adivinhar.
Pensam tanto o pensamento de outros que acabam por não ter pensamentos próprios.
O filosofar não é conhecimento de uma tradição de pensamento. O filosofar é um jeito de fazer dançar as ideias.
Vamos dançar?
A dança pode ser equiparada com a pesquisa que iremos realizar temos que estar afinados com o problema, os objetivos e a metodologia a ser aplicada, assim como na dança, a qual “os movimentos do homem e dá mulher são definidos” (ALVES, 1999, p.94)
JOGO DE PALAVRAS
UNIVERSIDADE ESTADUAL DA PARAÍBA
Pró-Reitoria de Pós-Graduação e Pesquisa
Programa de Pós-Graduação em Formação de Professores ( PPGFP )
DISCIPLINA: Metodologia da Pesquisa
PROFESSOR: Dr. Linduarte Pereira Rodrigues

Ana Paula do Ó
Maria Aparecida Tavares Marques
Norma Lee Pereira de Farias



►Podemos comparar nossa pesquisa com os jogos, a dança que nos traz regras fixas e precisas. No jogo existe uma “dança” entre a liberdade e a regra fixa.

►O jogo e a DANÇA são utilizados como exemplificação das regras que são construídas para sua execução comparando com a ciência, somos obrigados a traçar regras para a nossa pesquisa (PROJETO DE PESQUISA), obter informações (INSTRUMENTOS DE PESQUISA). organizar dados (DIÁRIO DE CAMPO),

RELAÇOES DE PODER: O PROFESSOR X ALUNO: Sobreposição de disciplinas e currículo, valorização de conteúdos em detrimento de outros. Ex: o uso da literatura em sala de aula, inserção das mídias móveis nos conteúdos como forma de adequação e ludicidade.
JOGO DE PALAVRAS IMPOSTO PELA DIREÇÃO ESCOLAR: Cerceamento da autonomia do professor; engessamento de liberdade e adequação dos conteúdos a realidade do/a aluno/a (REDE PÚBLICA X REDE PRIVADA);

►FORMAS DE SAÍDA: BURLAR, “jogo de cintura”, “o jeitinho”: o uso da literatura em sala de aula, como forma de burlar as regras da linguagem, aguçar do pensamento, conscientização, desmascarar formas de repressão;

►JOGO DE LINGUAGEM = FILOSOFIA uma forma de utilizar a linguagem “uma batalha contra o feitiço da nossa inteligência por meio da linguagem” (WITTGENSTEIN ( ) apud ALVES ,1999, p. 96)


Frequentemente as pessoas ficam emburrecidas em decorrência das palavras que ficam grudadas em sua inteligência” (ALVES, 1999, P. 96)

►Exemplos: a religião, andamentos de pesquisas nas quais o objeto se rebela contra o andamento da pesquisa... .

►A ciência tem o poder da descoberta e da obscuridade, o envolvimento com o OBJETO DE PESQUISA (PESQUISA QUALITATIVA). Temos que saber dosar ser detentor do conhecimento sem perder de vista a beleza (EQUILIBRIO)
A ciência pode classificar e nomear todos os órgãos de um sabiá
mas não pode medir seus encantos
.
Manoel Barros

A ciência tem o poder enfeitiçante, a medida que ela dá conhecimento de um lado, retira de outro
.
[]...um poema, uma sonata, uma quadro, são mais importantes para a vida e a alegria que artefatos de saber e tecnologia.
Precisamos dos dois: do conhecimento e da beleza. Mas beleza não é científica.
O que é científico (IV)
O que é que ele faz?
O cientista, o que ele faz?
A palavra cientista é um bolso enorme
►Olhando para o que eles estão fazendo, eles parecem pessoas que nada tem a ver umas com as outras. Mas, todos são cientistas que estão jogando o mesmo jogo.
Qual é o jogo que um cientista joga?

►Como teórico, experimentador, propõe declarações, ou sistemas de declarações e as testa passo a passo. É o que fazemos com nossos projetos de pesquisas, elaboramos a metodologia e vamos seguindo seus traços, procurando soluções para problemas educacionais.

É assim que KARL POPPER
►O mais famoso filósofo da ciência define o que o cientista faz. Um filósofo da ciência é alguém que tenta entender o que um cientista faz.







►Frequentemente a gente faz coisas e as faz bem, mas faz de maneira tão natural e automática que nem se dá conta de como elas são feitas.

Veja o encontro desses bichinhos...
►Realizam ações cotidianas (ações automatizadas), mas não percebemos como as realizamos, apenas as fazemos. Existe imbuído em nosso comportamento lei e regras naturais que nos orienta.

Ex: A fala tem milhares de regras complicadíssimas. Só que ao falar, não penso nessas regras.

Os gramáticos tentam entender as regras da fala.
O filósofo da ciência se parece com um gramático: ele tenta entender as regras desse jogo linguístico que o cientista joga.
Os nossos discursos são envolvidos e imbuídos pelo JOGO DA LINGUAGEM. Seu objetivo e efeito recai sobre a busca pela verdade. A ciência expõe nas palavras imagens fiéis da realidade.
A Ciência nasce da desconfiança dos sentidos.
TEORIA é uma hipótese que ainda não foi desbancada. Embebemos dos filósofos a ideia de que as coisas sensíveis só podem ser vista com os olhos da razão.
A realidade só pode ser vista com o auxílio das palavras. O cientista tem que ter sensibilidade, as redes que tecem os saberes da ciência são as palavras. Na discrição de sua pesquisa o cientista brinca com as palavras. Quais as palavras que lhes são permitidas?
Galileo responde:

"O livro da filosofia é o livro da natureza, livro que aparece aberto constantemente diante dos nossos olhos, mas que poucos sabem decifrar e ler, porque ele está escrito com sinais que diferem daqueles do nosso alfabeto, e que são triângulos e quadrados, círculos e esferas, cones e pirâmides."
Outra rede: o meu corpo é a outra rede, feita de coração, sangue e emoção. Deixa passar o que a ciência segura. E segura o que a ciência deixa passar. Não mede os encantos do sabiá. Mas fica triste ao ouvi-lo, ao cair da tarde... Isso também é parte da realidade. Sem ser científico.
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