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Seminário de Biologia - Métodos Anticoncepcionais e Aborto

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on 9 April 2015

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Transcript of Seminário de Biologia - Métodos Anticoncepcionais e Aborto

Como tudo começou?
Mét d s Anticoncepcionais
Seminário de Biologia - Métodos Anticoncepcionais e Aborto

Por: Bruna Muniz Nº03; Daniela Nogueira Nº06; Júlia Rito Nº21; Leonardo Mendonça Nº24; Thayná Santos Nº33 & Thaynnam Emous Nº34.

Prof. Renata Wendel

Desde sempre...
Ao contrário do que muita gente pensa, a decisão de interromper a gravidez não é algo moderno. Desde os tempos antigos, as mulheres se veem em situações em que não desejam – ou não podem – levar uma gestação à frente.
A prática do aborto, envolvendo métodos físicos ou químicos, já era documentada em antigas sociedades orientais.

Entre 2737 e 2696 a.C., o imperador chinês Shen Nung cita, em texto médico, a receita de um abortífero oral, provavelmente contendo mercúrio. Porém, o risco da ingestão de substâncias nocivas para a saúde das mães, fez como que algumas sociedades e culturas preferissem realizar a prática do infanticídio, ou seja, a morte da criança após o nascimento.

Quando os navegadores portugueses chegaram ao Japão, no século XVI, ficaram impressionados com a facilidade e frequência com que as japonesas matavam os seus filhos recém-nascidos. Em alguns lugares, adotavam-se métodos de aborto que causavam sério risco de morte para a mãe. Dentre estes métodos estavam pancadas no abdômen e cavalgadas durante horas a fio a fim de matar o feto.

A opção ou não pelo aborto passava, também, pela forma como a mulher era tratada socialmente. Tanto na Grécia quanto na Roma antiga, o feto era considerado parte do corpo da mulher, e então parte da propriedade do homem. Desta forma, o aborto só podia ocorrer com autorização do marido. O aborto era defendido por Aristóteles como método eficaz para limitar os nascimentos e manter estáveis as populações das cidades gregas. Platão defendia que os abortos deveriam ser obrigatórios para mulheres com mais de 40 anos, como forma de manter a pureza da raça de guerreiros gregos. Este, talvez, tenha sido o germe da eugenia, ou seja, a ideia de ter uma raça pura, muito defendida por Hitler nas décadas de 1930 e 1940.
O que a Igreja pensa
Mais uma vez a Igreja toma uma posição conservadora sobre o assunto, ela é totalmente contra a ideia de aborto usando a justificativa de que ao abortar a mulher acaba por matar um ser humano, condena tanto a prática que o aborto foi considerado um pecado irreconciliável para qualquer cristão, ou seja, não existe perdão para Deus diante desta mutilação do corpo e da vida.
Aristóteles fez a primeira menção à contracepção, ao recomendar que as mulheres “untassem a parte do ventre em que a semente cai” com azeite de oliva, para prevenir a gravidez.
Outras dicas dadas pelo filósofo para evitar a gravidez incluíam óleo de cedro, uma pomada de chumbo ou até mesmo óleos de incenso.
Séc IV a. C. -
Ele afirmava que, se o colo do útero estivesse escorregadio, a concepção seria dificultada. Os gregos da antiguidade também tentavam prevenir a concepção ao deixar a mulher de cócoras e apertando o abdômen, na tentativa de remover o sêmen da vagina.
Séc. XVI - Eur pa
Surgiram os primeiros cintos de castidade. Eles foram criados para manter a mulher sexualmente “pura”, já que o objeto impedia completamente a atividade sexual – portanto, evitando a gravidez.

Os cintos tinham pequenos orifícios para a urina e as fezes, e geralmente eram feitos em apenas um tamanho, então as mulheres maiores tinham que suportar a pressão do metal. Os cintos de castidade também foram utilizados até a década de 30 para evitar que as mulheres se masturbassem.
As primeiras camisinhas foram usadas no século XVII para evitar a transmissão de sífilis. Embora estes sejam os primeiros registros confiáveis, existem relatos que os egípcios utilizavam membranas animais como uma espécie de proto-camisinha. O famoso mulherengo Giacomo Casanova foi um dos primeiros a utilizar a novidade como uma forma de prevenir a gravidez. Na época, as camisinhas eram feitas das vísceras de animais.

O ínicio das camisinha
A biografia de Casanova também explica que ele tentou utilizar a casca de uma metade de um limão como uma forma primitiva de diafragma, contraceptivo que encobre a entrada do colo do útero, impedindo a fecundação do óvulo.
1844
O inventor estadunidense Charles Goodyear patenteou a vulcanização da borracha, que permitiu a produção em massa das camisinhas.
O processo da vulcanização impedia que a borracha se tornasse grudenta com o uso. (Atualmente, a maior parte das camisinhas são produzidas a partir do látex).
1873
O Congresso dos Estados Unidos tornou ilegal a venda de quaisquer artigos contraceptivos. Na época, o estado de Connecticut poderia punir qualquer pessoa que utilizasse meios naturais ou medicinais para evitar a gravidez com multas ou até mesmo prisão de sessenta dias a até um ano.
Muitos dos métodos contraceptivos utilizados atualmente foram uma evolução dos métodos já utilizados há milhares de anos.

Na civilização egípcia, as mulheres utilizavam esponjas com vinagre ou suco de limão para matar os espermatozóides e evitar a fecundação. Atualmente, esponjas contraceptivas são produzidas com materiais contraceptivos modernos e espermicidas químicos.
A médica inglesa Marie Stopes levantou a bandeira para o controle de natalidade, e até escreveu um guia sobre o assunto em 1918. Nos Estados Unidos, a ativista Margaret Sanger começava um movimento semelhante, após ver a sua mãe ficar grávida 18 vezes e ter 11 partos. Sanger criou um jornal próprio, onde divulgava informações sobre o controle de natalidade e métodos contraceptivos, além de realizar um trabalho semelhante nas clínicas da sua região.
Séc. XX
Com a luta dessas mulheres e com a chegada da recessão econômica de 1929, as empresas começaram a vender produtos que serviam para a “higiene feminina”, mas que também tinham efeitos contraceptivos.
Um dos produtos vendidos na época causava problemas sérios à vagina, mas foi nesta mesma época que foram criados os primeiros contraceptivos que dariam origem ao DIU. Na época, ainda não eram eficientes e também causavam problemas de saúde.
As primeiras formulações da pílula contraceptivas foram aprovadas pelo órgão de saúde estadunidense, o FDA, em 1957, mas na época eram apenas utilizadas contra problemas menstruais e infertilidade. Em 1962, o fabricante as pílulas pediu a liberação para que as pílulas fossem usadas como forma de prevenir a gravidez indesejada. Em 1964, a pílula já era a forma mais popular de controle de natalidade nos Estados Unidos.
Em 1976 o FDA aprovou a comercialização dos DIUs, e em 1992 foi colocado no mercado o primeiro hormônio injetável para prevenir a gravidez. As primeiras camisinhas femininas foram colocadas à venda em meados dos anos 90 na Europa, e vêm ficando cada vez mais baratas e confortáveis, mas ainda são uma forma menos popular de método anticoncepcional.


São métodos onde se cria literalmente uma barreira física para a fertilização.

* Camisinha masculina

* Camisinha feminina

* Diafragma
Métodos de barreiras
Camisinha Masculina
1. Barato

2. Acessível

3. Evita DSTs



1. Pode romper

2. Diminui a sensibilidade dos órgãos genitais

3. Algumas pessoas são alérgicas à látex

* Eficácia: 96%
Vantagens -
Desvantagens -
Camisinha Feminina
* Eficácia: 97%

* Vantagens e desvantagens praticamente iguais às do modelo masculino, porém a camisinha feminina é mais cara;

Diafragma
1. Não tem efeitos colaterais hormonais;

2. Pode durar até 2 anos;

3. Protege a mulher de algumas DST's, como clamídia, gonorreia, doença infamatória pélvica e tricomoníase.



1. Apresenta uma chance de falhar de 10%;

2. O tamanho do diafragma deve ser avaliado quando a mulher engravida ou aumenta de peso;

3. Não pode ser utilizado durante a menstruação;

4. Não protege contra a maioria das DST's;

5. Pode provocar irritação vaginal.
Pequena cúpula de latéx ou silicone introduzida na vagina, cobrindo o colo do útero, que impede a entrada dos espermatozoides no útero.
Vantagens -
Desvantagens -
Métodos hormonais ou químicos
* Método injetável

* Implante

* Pílula do dia seguinte

* Pílula anticoncepcional

* DIU - Dispositivo intra-uterino
Métod Ingetável
1. Método altamente eficaz e reversível· 98,5% Eficácia não sofre interferência da usuária (não requer lembrança diária de uso como as pílulas);

2. Menstruações regulares (nos injetáveis mensais).



1. Algumas usuárias podem ter: náuseas, dor de cabeça e aumento de peso;

2. Sangramentos vaginais irregulares podem ocorrer nos injetáveis trimestrais;

3. Não protege contra infecções sexualmente transmissíveis como AIDS;

4. O retorno da fertilidade não é imediato (nos injetáveis trimestrais).
Vantagens -
Desvantagens -
São injetados hormônios que evitam a ovulação em certo período (mensal ou trimestral).
Implante
* Método altamente eficaz por até 3 anos e reversível;

* A maioria das usuárias possuem menstruação com menor sangramento e dor;

* Não interfere na lactação;



* Irregularidades menstruais frequentes, principalmente durante o primeiro ano;

* Possíveis efeitos secundários desagradáveis como: cefaleia, aumento de peso, dor no braço e acne (pode diminuir com o tempo)

* Não protegem contra doenças sexualmente transmissíveis;
Vantagens -
Desvantagens -
São implantados no braço pequenos bastões que contêm hormônios, que impedem a ovulação e são liberados gradativamente, por até 3 anos. Após a interrupção do uso desse método, é possível engravidar após um ano.
Pílula do dia seguinte
Pílula Anticoncepcional
Feita de hormônios produzidos pela mulher, o estrogênio e a progesterona. Ela impede que a mulher tenha ovulação e dificulta a passagem dos espermatozoides para o interior do útero. Deve ser tomada diariamente, de preferência no mesmo horário.
DIU-Dispositivo utra-uterin
Tipos:
Não interfere com a lactação

Eficácia não sofre interferência da usuária (não requer lembrança diária de uso como as pílulas);



* Pode ocorrer expulsão em casos isolados;

* Maior risco de infecção pélvica;


* 0,5 a 1%

* Índice de falha relatado pela Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia, Organização mundial de saúde e Ministério da SaúdeAlguns Benefícios:


Vantagens -
Desvantagens -
Porcentagem de Falha:
Mét d s c mp rtamentais
Coito interrompido
Método de Ovulação Billings
Tabelinha
Muco
* Educa a mulher sobre alguns detalhes da fertilidade;

* Também pode ser utilizado para programar uma gravidez.


* Pouco eficaz em mulheres com ciclos menstruais irregulares;

* Requer monitoração contínua;


* 1 a 25%
Vantagens -
Desvantagens -
Porcentagem de Falha:
Laqueadura u Ligação de Tr mpas
Vasequitomia
Procedimento
-Custo da vasectomia é menor

-A probabilidade de uma "recanalização" espontânea da vasectomia – ou seja, quando os tubos deferentes (que conduzem os espermatozoides dos testículos até a uretra) cortados na cirurgia se juntam novamente, sozinhos – varia de 0,5% a 2% dos casos, segundo o urologista Fabio Vicentini, do Hospital das Clínicas (HC) e do Hospital Brigadeiro, ambos em São Paulo.
O que a Igreja pensa e a hipocrisia da Igreja
O que as vertentes políticas pensam
Papa Alexandre VI
Papa Bento IX
Papa Paulo II - era homossexual
Papa Sisto IV -

Cometeu incesto com
os sobrinhos, bissexual.
Papa João XI - Cometeu incesto com a própria mãe, violava fiéis e organizava orgias com rapazes.
Aborto
A questão do aborto vem sendo debatida ao longos das eras, no entanto, é sempre atual polêmica, complexa e envolve aspectos da mais alta indagação, já que, a discussão engloba campos distintos, tais como: a ética, a moral, a medicina, o direito, a religião, os costumes e a filosofia.
A questão ética do aborto, ligada à moral religiosa, surgiu nos primórdios do cristianismo. Por influência de Tomás de Aquino, achava-se que o feto recebia a alma após 60 dias de sua geração. Assim, neste intervalo o aborto não era visto como pecado. Esta ideia permaneceu até 1588.
A técnica francesa de Pomeroy, que amarra e corta as trompas, é a mais usada no Brasil. Segundo o ginecologista José Bento, esse procedimento é um dos mais simples, e o risco de gravidez nesse caso é de um em 2 mil –
A possibilidade de falha natural em uma laqueadura ou vasectomia depende do tipo de técnica usada nessa cirurgia de esterilização.
Aborto é a interrupção da gravidez pela morte do feto ou embrião, junto com os anexos ovulares. Pode ser espontâneo ou provocado. O feto expulso com menos de 0,5 kg ou 20 semanas de gestação é considerado abortado.
O que é o aborto
O aborto espontâneo também pode ser chamado de aborto involuntário ou "falso parto". Calcula-se que 25% das gestações terminam em aborto espontâneo, sendo que 3/4 ocorrem nos três primeiros meses de gravidez. A causa do aborto espontâneo no primeiro trimestre são distúrbios de origem genética.

Em cerca de 70% dos casos, esses embriões são portadores de anomalias cromossômicas incompatíveis com a vida, no qual o ovo primeiro morre e em seguida é expulso. Nos abortos do segundo trimestre, o ovo é expulso devido a causas externas a ele (incontinência do colo uterino, mal formação uterina, insuficiência de desenvolvimento uterino, fibroma, infecções do embrião e de seus anexos).
Aborto Espontâneo
Aborto Provocado
Aborto provocado é a interrupção deliberada da gravidez; pela extração do feto da cavidade uterina. Em função do período gestacional em que é realizado, emprega-se uma das quatro intervenções cirúrgicas seguintes:
Neste método, o anel muscular cervical (abertura do útero) tem de ser distendido com a ajuda de um espéculo. Este processo é difícil porque o anel ainda não está pronto a abrir, uma vez que se encontra duro ou “verde”. A pessoa que executa o aborto insere depois no útero um tubo plástico oco com a extremidade semelhante a uma faca. A força da sucção despedaça o corpo do feto. A placenta que se encontra enraizada profundamente no útero é então cortada da parede uterina e é aspirada juntamente com o feto. É o método mais comum nos abortos realizados durante o primeiro trimestre de vida. A força de sucção dos aparelhos utilizados nesta prática chega a ser 29 vezes mais forte do que a sucção de um aspirador caseiro. Possíveis complicações resultantes deste método incluem infecção, laceração e são resultante de um rasgamento de pele até ao tecido subcutâneo cervical e perfuração do útero.
* A sucção ou aspiração (6-16 Semanas)
Este é um procedimento semelhante ao da sucção, exceto que é inserido uma cureta (instrumento frequentemente em forma de colher com bordos cortantes, utilizado para limpar o interior de uma cavidade do organismo) no útero em lugar do tubo de sucção. O feto é desmembrado e a placenta despedaçada e juntamente raspada para um recipiente. Para além da perda de sangue massiva, este método pode ter as mesmas complicações do aborto por aspiração.

Uma variação deste método é designada de aspiração e curetagem e consiste na aspiração do embrião seguida da raspagem da placenta e possíveis membros do feto que tenham ainda ficado dentro do útero materno.
* A dilatação e curetagem (6-16 Semanas)

Utilizada a partir da 16ª semana de gestação pela injeção de solução salina concentrada para dentro do saco amniótico através de longa agulha. O feto aspira e engole este líquido que o envenena; ele se debata, às vezes apresenta convulsões em lenta agonia; nasce com queimaduras pelo sal concentrado que chega a tirar toda sua pele. Apesar disso pode nascer vivo.
* Injeção de soluções salinas.
O aborto tem vários lados a serem discutidos e todos são muito polêmicos. O lado que vou retratar será o das mulheres que já abortaram e de suas famílias.


Existem varias, por ela ser muito jovem, estupro, o pai não assumir o filho, pressão, razões
econômicas, saúde, malformação do feto e em fim, vários outros motivos que ela possa ter.

E a pergunta que menos se faz é os motivos pelos quais ela abortou ou como ela se sente. A sociedade só a acusa, quando na verdade a culpa muitas vezes e da própria sociedade. É incrível como colocam o sexo como algo errado e assunto para maiores de 18 anos, quando isso devia ser tratado nas escolas onde nós nos formamos como cidadãos, como aluna vi raras vezes sendo discutido este assunto de sexualidade e prevenções de doenças e gravidez, e quem dirá sem preconceitos e abertamente.
Qual é a razão de uma mulher abortar?
Na bienal da arte 31° que aconteceu ano passado teve uma exposição chamada “espaço para abortar”.
Dentro da temática, o coletivo Mujeres Creando, da Bolívia, realiza uma procissão-performance – pública e participativa – dentro do pavilhão. A ideia é promover um ambiente de discussão e diálogo com a ajuda de um enorme útero ambulante. Em pauta estão as implicações do aborto, da colonização do corpo feminino e o que pode significar a decisão soberana, o livre-arbítrio e a liberdade de consciência em uma democracia contemporânea.
No espaço, o público ouve os depoimentos de mulheres que resolveram interromper voluntariamente uma gestação, dentro da instalação – uma armação enorme de metal que representa duas pernas abertas e alguns úteros, cercados de panos vermelhos. É nesse lugar, que representa simbolicamente onde um futuro bebê se alojaria, que as depoentes reivindicam o direito ao próprio corpo.

As Mujeres Creando tinha uma instalação na Bienal de Arte de São Paulo chamada Espaço para Abortar. Se trata de um círculo onde foram instalados 6 úteros, uma virilha central e duas telas de televisão. Nos úteros foram colocados áudios com relatos na primeira pessoa de mulheres que fizeram aborto no Brasil.

As televisões exibem uma marcha de mulheres na Bolívia feita com a mesma estrutura que está na instalação, onde cada mulher conta suas próprias experiências de abortos. Os vídeos contêm legendas em português e inglês.

A linguagem utilizada é simples e direta, a obra se localizava na entrada da Bienal e tinha conseguido reunir diariamente centenas de jovens e crianças que entravam e saíam dos úteros, interagindo com o espaço como elas interagem com um espaço festivo cheio de luz, aconchegante e envolvente.

Por pressões e razões que desconhecemos de onde vieram, há alguns dias uma Comissão de Avaliação tem exigido colocar na frente da obra um pedestal que indica que se trata de uma obra para maiores de 18 anos. Esta censura está disfarçada de um suposto argumento pedagógico que não existe, pois isso se trata de uma obra que foi criada justamente pensando num público massivo infantil e juvenil que visita a Bienal. Isso é um ato de censura, que impede que durante as visitas as escolas utilizem a obra.

Usei de exemplo essa obra porque ela retrata a luta para a descrimilização do aborto, toda a polemica, assuntos delicados e com a censura o preconceito que o aborto causa.
Censura na Bienal de Arte
Casos Reais
Situação jurídica do aborto ao redor do mundo:
1º Brenda Pratt Shafer , enfermeira. Setembro de 1993."A batida do coração do bebê era claramente visível na tela do ultra-som. O médico tirou o corpo inteiro do bebê, menos sua pequena cabeça. O corpo do bebê estava se mexendo. Seus pequenos dedos fechavam-se e abriam-se .O médico pegou uma tesoura e a enfiou na parte de trás da cabeça do bebê se abriram como se ele quisesse evitar aquilo. Depois disso ele inseriu o tubo de sucção no buraco e sugou o cérebro do bebê."Dr. David Brewer, Aborteiro. Aqui está um pouco da experiência do Dr. Brewer do tempo em que ele fazia abortos."Cada vez que eu me voltava enquanto nós reparamos a incisão no útero, eu ouvia aquela pessoazinha chutando e se mexendo na bacia. Eu me lembro de ir até lá e de ter olhado o bebê, depois que terminamos a cirurgia , e ele ainda estava vivo. Era possível ver o peito se mexer com as batidas do coração e com as tentativas do bebê para pegar um pouco de ar.
2º “Fiquei grávida do meu padrasto e não pude fazer o aborto. Aos 13 anos fui estuprada pelo meu padastro quando a mãe já tinha ido para o trabalho e os irmãos para a escola. Como só ia para a escola à tarde, ficava dormindo até um pouco mais tarde, quando o padrasto que também saía bem cedo, voltou. Me segurou com força na cama, me amarrou e me violentou.” – Desesperada pediu socorro, mas não havia ninguém para ajudá-la – “Era virgem e senti muita dor quando ele me penetrou. Fiquei com muito nojo dele. Por várias vezes tive vontade de matá-lo. Me mudei para a casa da minha tia, com a desculpa de ajudar nos serviços domésticos e também não queria criar problemas para minha mãe e ele, além do que, tinha me ameaçado, e disse que poderia até matar minha mãe se eu contasse. Visitava minha família apenas nos fins de semana quando sabia que ele não estava em casa…”

Não conversava com ninguém, vivia chorando, minha pressão subiu, comecei a engordar e minha tia desconfiou que alguma coisa estava errada, até que um dia, ela me pressionou e eu contei tudo, nem tanto por mim, mas pela minha irmã menor, que já estava sendo olhada de maneira esquisita por ele. Minha mãe entrou em pânico, fomos à Delegacia da Mulher fazer o Boletim de Ocorrência e em seguida ao Hospital por informação da Delegacia, mas depois do exame médico foi constatada que minha gravidez já passara de 17 semanas e estava muito avançada para fazer o aborto. Senti o horror do mundo naquele momento. Nunca tinha ficado com nenhum garoto, nem me apaixonado e estava grávida do meu padrasto. Tinha que carregar aquilo dentro de mim. Olhava para o meu corpo e não me reconhecia. Não sei como aguentei aquilo por nove meses. Senti um alívio enorme quando ele nasceu. Nunca o vi. Só sei que era um menino e foi doado ao hospital depois do parto. Hoje não penso muito no futuro, só queria esquecer tudo isso…”
3º Ela recebeu a assistência devida e a tempo, tendo sido tratada com aspiração elétrica, interrompendo uma gravidez que ela nunca reconhecera. Nunca se arrependeu.

”Ouvi essa expressão (assassina) numa entrevista. Diziam que o aborto era tirar uma vida. Mesmo que alguém venha me falar algo um dia, vou estar sempre de queixo erguido. O ato de doar é uma coisa do bem. Como eu poderia dar para alguém uma coisa violenta, nascida do mal?”
4º Aos 21 anos fui morar em Londres. Assim que cheguei, conheci um muçulmano da Bósnia e fomos morar juntos porque estávamos namorando e seria bom dividir as despesas. Depois de alguns meses, engravidei. Conversamos sobre a possibilidade de ter um filho, mas ele foi criado em uma cultura muito diferente da minha e eu sabia que o nosso relacionamento não seria para sempre. Procurei um hospital e abortei, já que o aborto é legalizado por lá. Senti muita dor, chorei e me culpei pela situação de engravidar longe da minha família, estando ilegal em um país e de uma pessoa que me batia e estava muito distante de ser o que eu planejei para mim. Carrego a dor todos os dias comigo e nossa relação chegou ao fim um ano depois do aborto. Ele dizia que eu era culpada pela situação. Carla Santos (nome fictício) tem 24 anos e abortou aos 22.
5º Já fiz dois abortos. Achava que nada ia acontecer e quase nunca tomava precauções na hora do sexo. Eu era apaixonada por um menino da escola, o Carlos, e, como sempre fui o patinho feio entre as amigas, fiquei deslumbrada quando ele quis ficar comigo. Fazia de tudo para ficarmos juntos e acabei engravidando. Quando soube da notícia, corri para a casa dele para contar e ver o que decidiríamos. Ele nem me atendeu. Chorei muito naquele dia e decidi tirar o bebê. Procurei uma clínica e fiz um aborto sem avisar ninguém. Como sempre trabalhei, dinheiro não foi problema. Fui e voltei sozinha da clínica e me sentia muito mal, culpada e suja. Fiquei um dia inteiro na cama sentindo dores, sangrando e chorando. Anos depois, ao reencontrar o Carlos, voltamos a ficar juntos e ele me pediu desculpas pela maneira como agiu. Disse que amigas em comum já tinham contado que eu estava grávida e que ele fugiu do problema. Ficamos juntos alguns meses e eu engravidei de novo. Tirei o bebê mais uma vez, na mesma clínica, sentindo o mesmo mal-estar e dores físicas e psicológicas. Desta vez, ele me ajudou a pagar. Sei que não tinha condições de criar o bebê e não me arrependo. Sinto dor por ter errado duas vezes." Ana Pimenta (nome fictício), 29 anos, abortou aos 18 e 23 anos.
A lei que criminaliza o aborto não é eficaz para evitar abortos, mas muito eficaz para matar mulheres.
O que as vertentes políticas pensam
O que o grupo pensa sobre tudo que foi apresentado?
Edição: Júlia Rito
Situação no Brasil
O Código Penal Brasileiro estabelece que o aborto seja crime quando praticado:

* Pela própria gestante;

* A pedido da gestante;

* Sem o consentimento da gestante.


“Na mesa de madeira em frente a porta de uma sala de audiências no Fórum criminal de São Paulo, repousa uma lista com os processos a serem julgados naquela tarde. Em alguns minutos, será a vez de Marta* ser absolvida sumariamente ou ir a júri popular e pegar até 4 anos de prisão, como explica a defensora pública Juliana Belloque, que atua a seu favor. A primeira folha do processo diz que Marta “provocou aborto em si mesma” e isso basta para condená-la, já que a prática é crime previsto pelo artigo 124 do Código Penal. Mas, quem seguir lendo os autos, saberá que Marta tinha 37 anos, era mãe solteira de 3 filhos pequenos (com idades entre um e seis anos de idade), vinha de um histórico de abandono por parte dos pais das crianças (inclusive o da gravidez que interrompeu) e estava desempregada quando, em 2010, em um ato de desespero, comprou um remédio abortivo de uma prostituta por 250 reais, tirados de sua única fonte de sobrevivência – a pensão da filha. Descobrirá também que Marta é pobre, só completou o primeiro grau, e que morava com os filhos em um bairro afastado de São Paulo quando, três dias após introduzir o remédio na vagina (de forma incorreta, já que não tinha a quem pedir orientação), ainda não havia parado de sangrar e de sentir fortes dores, e por isso procurou o pronto atendimento de um hospital público de seu bairro. O leitor ficará surpreso ou aliviado, dependendo de suas convicções, ao saber que a médica que a recebeu, imediatamente fez a denúncia à Policia Militar, explicando que retirou uma “massa amorfa” de seu útero, “provavelmente” uma placenta resultante de um aborto mal sucedido.”
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