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Relações Étnico Raciais

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by

Leonardo Freitas

on 8 June 2016

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Transcript of Relações Étnico Raciais

Etnocentrismo
Relações Étnico Raciais
...é um conceito antropológico usado em todas as Ciências Humanas. É a visão ou avaliação que um indivíduo ou um grupo de pessoas faz de outro grupo social baseado nos valores, referências e padrões adotados pela sua cultura de origem. O fato de que o ser humano vê o mundo através de sua cultura tem como conseqüência a propensão em considerar o seu modo de vida como o mais correto ou mais natural. Desta forma, há a dificuldade de pensar a diferença e de ver o mundo com os olhos dos outros, sem alteridade.
Colonialismo e Escravidão
Racismo...
Descreva como você imagina um escravo...
Ao pensarmos em um escravo, já o imaginamos negro africano, não é mesmo?
Isso porque ao estudarmos a história do Brasil, os escravos vieram deste continente. No entanto, outros tipos de escravidão existiram em outras regiões e outros períodos da História. Na Grécia Antiga, por exemplo, os escravos eram prisioneiros de guerra, sem necessariamente serem negros. No entanto, o problema de relacionarmos tão diretamente a condição de escravizado e a cor de pele é mais profundo, porque a escravidão dos séculos XVI ao XIX foi praticada apoiada em um discurso que justificava esta escolha através de concepções que ficam ainda arraigadas na nossa mentalidade.
O Mito da Democracia Racial no Brasil e a concepção de raça
.
...uma visão de mundo que tende a colocar a Europa, sua cultura, seu povo e suas línguas como o elemento fundamental na constituição da sociedade moderna, sendo necessariamente a protagonista da História do Homem.
Eurocentrismo
A "colonização", além de seu processo de dominação política, militar e econômica, é composta de uma dominação cultural. Países europeus colonizaram outras regiões deste o século XV até o XX
Através da colonização, aspectos da sociedade européia como a religião, a língua, o vestuário, a educação formal e a etiqueta foram disseminados entre as outras partes do mundo, assim como as suas instituições políticas e a sua lógica mercadológica e industrial.
Esta visão de mundo que parte da Europa como centro foi reconhecida não só entre os europeus, mas em escala mundial.
Porém, o eurocentrismo não está apenas nos nossos estudos, mas está no nosso senso comum, de forma sutil. Está, por exemplo, na nossa concepção de beleza...
Uma primeira justificativa para a escravidão africana parte da religião católica, que os considerava inferiores por não praticarem o Cristianismo, mas crenças pagãs condenadas pelos eclesiásticos.

A condição de escravizado conferiria ao negro uma redenção de seus pecados.

Além disso, os africanos foram reconhecidos como descendentes de Caim, um personagem bíblico que foi amaldiçoado por Deus por ter matado o irmão Abel.
Em um mundo europeu muito religioso, este discurso funcionou durante anos e foi reproduzido pelos senhores, pelas pessoas sem posses e, em alguns casos, pelos próprios negros.

No entanto, todo este discurso esconde outra realidade: o tráfico negreiro foi a atividade econômica mais lucrativa que Portugal desenvolveu durante toda a sua história
Justificativa "Religiosa"
Justificativa Científica
O Racismo, portanto, é uma ideologia que postula a existência de uma hierarquia entre os grupos humanos. É um tipo de preconceito, ou seja, uma opinião preestabelecida que regula as relações entre pessoas, é um julgamento negativo que se faz de alguém, no caso, pelo critério de suas características étnicas e raciais. É fruto de discriminação, por violar os direitos de uma pessoa ser tratada como semelhante.
*O Mito da Democracia Racial no Brasil tem origem na constatação de que não existem conflitos raciais no Brasil.
*Há a idéia de que a nossa identidade nacional está relacionada à própria mistura de raças, entre o branco, negro e indígena.
*Concepção divulgada não só na Academia, mas nas escolas e na mídia.
*Quando se discute a existência de preconceitos na sociedade brasileira, costuma-se afirmar que a discriminação aqui não é de raça, mas de classe social.
*O fato estatístico facilmente observável que há uma concentração de negros nas classes mais baixas é considerado como coincidência ou como a constatação da incompetência dos negros.
*O problema que este Mito acarreta é que ele encobre o racismo e a desigualdade social em um discurso meritocrático e supostamente igualitário
Há alguns anos, descobriu-se que a diferença genética entre os mais diferentes grupos étnicos do mundo é muito pequena, o que derruba um outro mito: a existência de raças humanas.
No entanto, quando as pessoas que defendem as cotas raciais falam de “raça”, estão dando um sentido político e social ao termo.
Ou seja, referem-se às pessoas que se declaram ao IBGE como “pretas” ou “pardas”. Numa leitura política, essas duas categorias de cores são entendidas como o segmento “negro” da população, pois as pesquisas mostram que as trajetórias das pessoas “pretas” e “pardas” são muito mais próximas do que a das “brancas”.
A desigualdade e a discriminação raciais precisam ser corrigidas com políticas públicas e não só com a idéia de que somos um “paraíso racial”. Por isso, a política de cotas tem adotado o critério da autoclassificação, dentro de um contexto de construção da identidade negra.
O Mito da Democracia Racial no Brasil e a concepção de raça
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