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Chiquinho, Baltasar Lopes

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by

Simão Oliveira

on 16 March 2015

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Transcript of Chiquinho, Baltasar Lopes

Baltasar Lopes da Silva nasceu na aldeia do Caleijão na ilha de São Nicolau em Cabo Verde no dia 23 de Abril de 1907.
Biografia
Durante o seu tempo em Lisboa, Baltasar Lopes estudou com importantes nomes da cultura portuguesa.
Formou-se em Direito e Filologia Românica.
Os seus últimos dias foram passados em Lisboa onde foi transferido para tratamento de uma doença cerebrovascular, falecendo pouco depois, no dia 28 de Maio de 1989.
Capa da revista "Claridade" onde Chiquinho foi publicado pela primeira vez.
Um exemplo da aliança entre a literatura e a ética é o romance Chiquinho, de Baltasar Lopes.
Devido aos condicionalismos históricos e sobretudo geográficos e climatéricos de Cabo Verde, os habitantes das ilhas sentem-se compelidos a partir, como se de um gene hereditário se tratasse.
Acerca da obra...
Chiquinho é considerado um dos melhores romances da literatura cabo-verdiana.
O seu interesse resulta não somente do facto de estar apoiado numa realidade que até esta altura tinha sido deixada de lado pelos escritores do arquipélago, mas sobretudo da demanda da personalidade cultural do povo de Cabo Verde
Chiquinho: romance de aprendizagem
Chiquinho é um romance de aprendizagem – um Bildungsroman – a que preferimos chamar romance de iniciação, por três motivos:

• O tema é o da iniciação de um jovem à vida adulta;
• Foi o primeiro e único romance de Baltasar Lopes;
• É o romance inicial cabo-verdiano.
Toda a história do romance está contida numa longa evocação, uma analepse gigantesca
Bonecas de trapo, Cabo Verde
Divisão do romance em partes:
O romance organiza-se em três partes distintas: «Infância»; «S. Vicente»; «As-águas».
Na primeira, narra-se, com intensa saudade.
Na segunda assistimos à passagem para o liceu
Na terceira parte, o próprio título, «As-águas», remete-nos para o problema da falta, isto é, da seca
Narrador
O narrador é autodiegético. Este, obviamente, condiciona ideológica e pragmaticamente a manipulação do discurso narrativo. Desta forma, vai-se assistindo a um crescente de acontecimentos que preparam o desfecho da narrativa e da construção da personalidade do narrador-personagem para a emigração, para a hora de despedida.
Final da obra
O final solicita interpretações complementares:

a)
a emigração é a única forma de quebrar o cerco do isolamento e do provincianismo;
b)
a emigração não é uma desistência, mas uma insistência na melhoria de vida;
c)
o intelectual que partia, cuidando apenas de si, naquele contexto dos anos 1930-1940, era um intelectual desistente, que deixava os compatriotas entregues à sua sorte, negando todo o seu passado de boas intenções;
d)
mais valeria um intelectual partir e regressar com outras condições do que ficar, como Euclides Varanda ou José Lima, e ser totalmente inócuo.
Pintura de António Firmino (Cabo Verde), 2002.
Literatura Cabo-Verdiana
A literatura cabo-verdiana divide-se em 6 períodos.

O 1º período vai desde as origens até 1925. É o chamado período de Iniciação, abrange uma variada gama de textos muito influenciados pelas duas fases do baixo romantismo e do parnasianismo, antes da fase moderna.
“O romance "Chiquinho", publicado pelo já falecido escritor cabo-verdiano Baltasar Lopes da Silva, constitui "a obra fundadora da literatura" de Cabo Verde, defende o tradutor italiano Vincenzo Barca.”, in DN Artes.
Fig.- Mapa de Cabo Verde
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