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DIVERSIDADE FUNCIONAL

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by

Breno Moraes

on 15 July 2014

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Transcript of DIVERSIDADE FUNCIONAL

DIVERSIDADE
“Quanto mais perto chegamos dos trópicos, maior o aumento na variedade das estruturas, na beleza das formas e na mistura das cores, assim como na juventude perpétua e no vigor da vida orgânica”
.
funcional
Breno Moraes Fabiana Rocha Raquel Pereira

PARA QUE SERVE?

A diversidade funcional leva em consideração informações que se relacionam com a capacidade das espécies em manterem suas populações em dada área, indicam como as espécies exploram os recursos do ambiente, a velocidade de crescimento populacional, a capacidade de dispersão e colonização, além da quantidade de recursos que as espécies podem adquirir.
De acordo com Ricotta (2005), embora a diversidade pareça o conceito ecológico mais bem estudado e intuitivo, nenhuma definição consensual foi formulada
Humboldt (1808), ideias sobre a distribuição das espécies.
DIVERSIDADE
A inevitável perda de informação que existe quando resumimos um grande conjunto de dados de uma comunidade faz com que alguns digam que os índices tradicionais de diversidade (densidade, riqueza, etc) mais escondem do que revelam
Tem-se tornado claro que essas medidas tradicionais são estimativas pouco preditivas da estrutura (Webb 2000, Ricotta et al. 2005) e do funcionamento (Díaz & Cabido 2001, Petchey 2004) da comunidade.
Por exemplo:
a quantificação tradicional da diversidade é comumente feita a partir da contagem do número de indivíduos.
Neste caso, as espécies A, B e C têm o mesmo peso no cálculo da diversidade, sendo que todas apresentam biomassa, altura, entre outros fatores diferentes entre si.
Quando usamos a riqueza de espécies...
Elaenia cristata
Rhea americana
Ambas as espécies têm o mesmo peso no cálculo da diversidade
Distância
Ecológica
massa 60g
insetívora
arborícola
massa 35kg
onívora
terrícola
Ainda considerando a riqueza...
Todos os indivíduos de uma mesma espécie são considerados idênticos entre si
Tendo em vista essas limitações, as medidas tradicionais tendem a explicar pouco e prever fracamente.
Portanto, medidas de diversidade que
incorporem informações das características funcionais das espécies (Diaz & Cabido 2001, Petchey & Gaston 2006) devem ser melhores do que aquelas que não o fazem
Por que não incorporar (diretamente) as diferenças ecológicas entre as espécies em
uma medida de diversidade?
DIVERSIDADE
FUNCIONAL
O QUE É?
A diversidade funcional é dada pela extensão das diferenças das características funcionais entre as espécies de uma comunidade (Tilman 2001). Ela envolve o conhecimento das comunidades baseado no que os organismos “fazem” sem se preocupar com a sua história evolutiva
A diversidade funcional estima
as diferenças entre os organismos
diretamente a partir de características
funcionais relacionadas com as
hipóteses em estudo.
É um conceito frequentemente relacionado aos bens, serviços e propriedades do ecossistema (produtividade, decomposição e ciclagem de nutrientes)
Por exemplo, imaginemos duas comunidades (A e B) com o mesmo número de espécies. Se todas as espécies em A forem dispersas por aves, enquanto que as em B forem dispersas por mamíferos, aves, lagartos e pelo vento, apesar de ambas possuírem o mesmo número de espécies, B será mais diversa por apresentar espécies funcionalmente diferentes no que se refere ao tipo de dispersão.
As medidas de diversidade funcional podem ser divididas em três categorias principais: riqueza funcional, equitabilidade funcional e divergência funcional (MASON et al., 2005; MOUCHET et al., 2010)
Riqueza
Equitabilidade
Divergência
As três facetas são complementares e, tomadas em conjunto, descrevem a distribuição das espécies e suas abundâncias dentro do espaço funcional.
De acordo com
MOUCHET et al. (2010)
Riqueza funcional: representa a quantidade do espaço funcional ocupado por uma assembleia de espécies.
Equitabilidade funcional: corresponde a quão regularmente as abundâncias das espécies são distribuídas no espaço funcional.
Divergência funcional: define o quão distante as abundâncias das espécies estão do centro do espaço funcional
COMO AVALIAR?
Com o crescente interesse por essa abordagem, várias medidas de diversidade funcional estão aparecendo na literatura. Essas medidas diferem na informação que contêm e na maneira com que quantificam a diversidade (Ricotta 2005, Petchey & Gaston 2006), podendo ser divididas em medidas categóricas ou contínuas
Medidas
categóricas
:
A medida de diversidade funcional mais comum, e também a mais antiga, é dada pelo número de grupos funcionais (ou tipos funcionais) presentes em uma comunidade (e.g., Tilman et al. 1997, Díaz & Cabido 2001), ou seja, a riqueza de grupos funcionais (FGR, do inglês functional group richness)
Nessa abordagem, as espécies são agrupadas de acordo com algum método de classificação, de maneira que espécies dentro de um mesmo grupo sejam mais similares entre si do que com espécies de grupos diferentes
Limitações da Riqueza de
grupos funcionais (FGR):
1- Ela necessita de decisões arbitrárias a respeito do nível em que as diferenças entre organismos são funcionalmente significativas
AMBAS AS ASSUNÇÕES
RARAMENTE SÃO
VERDADEIRAS
Portanto, classificar organismos
em grupos funcionais requer o maior número de decisões e assunções dentre todas as medidas de diversidade funcional atualmente disponíveis (Petchey & Gaston 2006)
Além disso, a FGR é uma medida categórica e, portanto, menos vantajosa em relação a medidas contínuas (Díaz & Cabido 2001, Petchey & Gaston 2006).
Medidas contínuas:
Não tem a necessidade de
dividir os organismos em
grupos arbitrários
Essencialmente, essa abordagem consiste em medir a dispersão de pontos (espécies) - em um espaço n-dimensional -de características funcionais, de modo que as expectativas teóricas de como as medidas de diversidade devem se comportar para que sejam atendidas (Ricotta 2005, Petchey & Gaston 2006)
Por exemplo, é intuitivo esperar que a adição de uma espécie funcionalmente similar a uma outra já existente não altere significativamente a diversidade funcional e que a adição de uma espécie funcionalmente diferente resulte no seu aumento (e.g., Mason et al. 2003, Petchey & Gaston 2006).
Como as medidas contínuas são vantajosas em relação às categóricas (Díaz & Cabido 2001, Petchey & Gaston 2002, 2006), é preferível calcular a diversidade funcional diretamente dos caracteres das espécies ( Petchey & Gaston 2002, Mason et al. 2003).
Atualmente, as medidas de diversidade funcional que se enquadram no requisito anteriormente são basicamente de dois tipos:
- medidas que permitem o uso de apenas uma característica funcional (e.g., Mason et al. 2003, Mason et al. 2005)
- medidas multivariadas, que permitem o uso de várias características simultaneamente. Certamente essas são mais promissoras
Como vimos, a diversidade funcional pode nos ajudar a esclarecer os processos que determinam o funcionamento das comunidades, pois é um conceito que liga organismos e comunidades por meio de mecanismos como complementaridade no uso de recursos e facilitação (Petchey & Gaston 2006).
Podemos, por exemplo, testar se os filtros ambientais ou a competição são processos determinantes
na organização
das comunidades.
Comunidade < FD ESPERADO -> filtros ambientais
selecionam espécies funcionalmente mais similares
(Weiher & Keddy 1995).


Comunidade > FD ESPERADO -> a competição é um
processo importante (Weiher & Keddy 1995).

Ainda, podemos avaliar
com maior precisão as implicações da extinção de espécies na manutenção das características das comunidades (Petchey & Gaston 2006).
Qual o número de extinções que uma comunidade pode suportar antes que funções importantes sejam perdidas?
OBRIGADO !
2- Ao usarmos a FGR, assumimos que:
i) membros de um mesmo grupo são funcionalmente idênticos, ou seja, as espécies dentro dos grupos são completamente redundantes; e
ii) membros de diferentes grupos são igualmente diferentes, ou seja, complementares
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