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Clarice Lispector

Falta o conto
by

Gustavo Freire

on 1 March 2013

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Transcript of Clarice Lispector

Vida Obra Principais Contos Poemas Biografia Características da Obra ROSA DOS VENTOS Principais Obras: Características da Autora Feliz Aniversário A LUCIDEZ PERIGOSA Há Momentos A Hora da Estrela Perto do Coração
Selvagem Laços de Família "Eu escrevo sem esperança de que o que eu escrevo altere qualquer coisa. Não altera em nada... Porque no fundo a gente não está querendo alterar as coisas. A gente está querendo desabrochar de um modo ou de outro..." “E se me achar esquisita,
respeite também.
até eu fui obrigada a me respeitar”. Clarice Lispector morreu no dia 9 de dezembro de 1977 na véspera do seu aniversário, vítima de câncer. Morreu em plena atividade literária e gozando do prestígio de ser uma das mais importantes escritoras da literatura brasileira. Intimista Introspectiva Narra Fatos do Cotidiano Romance Psicológico Sentimentalista Intuitiva Misteriosa Perto do Coração Selvagem (1943) O Lustre (1946) A Cidade Sitiada (1949) A Maçã no Escuro (1961) A Paixão segundo G.H. (1964) Uma Aprendizagem ou Livro dos Prazeres (1969) Água Viva (1973). A hora da estrela (1977) Um Sopro de Vida - Pulsações (1978) Em dezembro de 1943, publicou seu primeiro romance, Escrito quando tinha 19 anos, o livro apresenta Joana como protagonista, a qual narra sua história em dois planos: a infância e o início da vida adulta. Publicado em 1977. No romance, Clarice conta a história de Macabéa, uma datilógrafa criada no Estado de Alagoas que migra para o Rio de Janeiro e vai morar em uma pensão, tendo sua rotina narrada por um escritor fictício chamado Rodrigo S.M. O livro descreve a pobreza e a marginalização no Brasil a partir de um ângulo único que, fugindo dos clichês de um sofrimento simplesmente causado pela pobreza, e do estereótipo das questões existenciais como burguesas, encontra sua principal personagem no lugar exato e singular de sua (in)existência. Alguns contos (1952) Laços de família (1960) A legião estrangeira (1964) Felicidade clandestina (1971) A imitação da rosa (1973) A via crucis do corpo (1974) Onde estivestes de noite? (1974) A bela e a fera (1979) O livro, de 1960, é o ápice da carreira literária de Clarice Lispector, além de constar do cânone literário nacional como um dos melhores livros de contos da história da literatura brasileira. Suas treze narrativas enfocam particularmente o universo da vida em família na classe média do Rio de Janeiro. Há momentos na vida em que sentimos tanto
a falta de alguém que o que mais queremos
é tirar esta pessoa de nossos sonhos
e abraçá-la.

Sonhe com aquilo que você quiser.
Seja o que você quer ser, porque você possui apenas uma vida e nela só se tem uma chance de fazer aquilo que se quer.
Tenha felicidade bastante para fazê-la doce.
Dificuldades para fazê-la forte.
Tristeza para fazê-la humana.
E esperança suficiente para fazê-la feliz.

As pessoas mais felizes
não têm as melhores coisas.
Elas sabem fazer o melhor das oportunidades que aparecem em seus caminhos. A felicidade aparece para aqueles que choram.
Para aqueles que se machucam.
Para aqueles que buscam e tentam sempre. E para aqueles que reconhecem a importância das pessoas que passam por suas vidas.
O futuro mais brilhante é baseado num passado intensamente vivido. Você só terá sucesso na vida quando perdoar os erros e as decepções do passado. A vida é curta, mas as emoções que podemos deixar duram uma eternidade. A vida não é de se brincar porque um belo dia se morre. Estou sentindo uma clareza tão grande
que me anula como pessoa atual e comum:
é uma lucidez vazia, como explicar?
assim como um cálculo matemático perfeito
do qual, no entanto, não se precise.
Estou por assim dizer
vendo claramente o vazio.
E nem entendo aquilo que entendo:
pois estou infinitamente maior que eu mesma,
e não me alcanço.
Além do que:que faço dessa lucidez?
Sei também que esta minha lucidez
pode-se tornar o inferno humano
- já me aconteceu antes. Pois sei que - em termos de nossa diária
e permanente acomodação
resignada à irrealidade -
essa clareza de realidade
é um risco.
Apagai, pois, minha flama, Deus,
porque ela não me serve para viver os dias.
Ajudai-me a de novo consistir dos modos possíveis.
Eu consisto, eu consisto, amém. Não te amo mais.
Estarei mentindo dizendo que
Ainda te quero como sempre quis.
Tenho certeza que
Nada foi em vão.
Sinto dentro de mim que
Você não significa nada.
Não poderia dizer jamais que
Alimento um grande amor.
Sinto cada vez mais que
Já te esqueci!
E jamais usarei a frase
EU TE AMO!
Sinto, mas tenho que dizer a verdade
É tarde demais... É tarde demais...
Sinto, mas tenho que dizer a verdade
EU TE AMO!
E jamais usarei a frase
Já te esqueci!
Sinto cada vez mais que
Alimento um grande amor.
Não poderia dizer jamais que
Você não significa nada.
Sinto dentro de mim que
Nada foi em vão.
Tenho certeza que
Ainda te quero como sempre quis.
Estarei mentindo dizendo que
Não te amo mais. " Lida de baixo para cima " Valorizava a figura feminina Para a autora o fundamental é revelar a impossibilidade de desvendar todos os mistérios e inquietações da existência humana. De origem judaica, Clarice foi a terceira filha de Pinkouss e de Mania Lispector. Nasceu em 10 de dezembro de 1920 na cidade de Tchetchelnik enquanto seus pais percorriam várias aldeias da Ucrânia fugindo à perseguição aos judeus durante a Guerra Civil Russa de 1918-1921. Chegou ao Brasil quando tinha dois meses de idade, e sempre que questionada de sua nacionalidade, Clarice afirmava não ter nenhuma ligação com a Ucrânia - "Naquela terra eu literalmente nunca pisei: fui carregada de colo" - e que sua verdadeira pátria era o Brasil. Fixaram-se em Recife, onde a escritora passou a infância. Clarice tinha 12 anos quando a família mudou-se para o Rio de Janeiro. Ingressou no curso de Direito, formou-se e começou a colaborar em jornais cariocas. Na época da publicação, muitos associaram o seu estilo literário introspectivo a Virginia Woolf ou James Joyce, embora ela afirme não ter lido nenhum destes autores antes de ter escrito seu romance inaugural. Clarice Lispector surpreendeu a crítica, seja pela problemática de caráter existencial, completamente inovadora, seja pelo estilo solto, elíptico e fragmentário. Este estilo de escrita se tornou marca característica da autora. Narra a comemoração de aniversário de D. Anita, uma senhora que completa 89 anos e, através do seu olhar, percebe-se o mascaramento que rege as relações familiares. No lugar do afeto, existe o sujeitamento a um compromisso no qual nenhum dos ali presentes se sente confortável. A história ocorre na cidade do Rio de Janeiro e se inicia com a chegada de uma das noras da aniversariante, que reside em Olaria, bairro localizado na zona norte. Ela trazia consigo os três filhos e trajava-se da melhor forma possível, portando-se de maneira arrogante, perante a família do marido. Este não fora porque não queria ver os irmãos. Em seguida, chega outra nora, a de Ipanema, um bairro nobre vizinho à Copacabana. Os três bairros cariocas citados no conto representam diferentes espaços sociais da cidade e são caracterizados pelas ideologias de seus representantes. A festa é realizada em um bairro que se localiza entre os outros dois. Em linhas gerais... A aniversariante morava com sua filha Zilda, a única entre seis irmãos, e que tinha espaço e tempo para abrigá-la. Ela, Zilda, arrumara a festa cedo com todos os apetrechos necessários. Antecipadamente, a homenageada também fora colocada diante da mesa, arrumada, para esperar os convidados e, conseqüentemente, não atrasar Zilda na organização da festa. Após a chegada das noras, de Olaria e Ipanema, o restante da família começa a chegar e encher a sala, tornando o ambiente ruidoso e inaugurando a festa. Neste instante, a aniversariante em sua seriedade, não se expressava mais nem com um olhar. José, seu filho mais velho, anuncia a idade da mãe, mostrando uma admiração para aqueles que se encontravam na festa. Manuel, irmão e sócio de José, também levantou a voz e anunciou os 89 anos que ali se comemoravam, entretanto sua esposa o reprimiu. Cordélia é a nora mais moça. DESTAQUES - Vocês perceberam?
- Dentre os convidados, nem todos levaram presentes.
- O quão é imperceptível e desinteressante é o fato da senhora estar sendo homenageada. (Desvalorização da matriarca em uma sociedade dita matriarcalista, em que os valores familiares já estão desgastados e que o encontro dos familiares é simbólico).
- Existem duas grandes questões no conto:
1. cunho social (presença)
2. questões existenciais (ausência)
Cordélia, a única nora com um nome próprio, é reconhecida pela sua ausência. "Os músculos do rosto da aniversariante não a interpretavam mais, de modo que ninguém podia saber se ela estava alegre. Estava era posta à cabeceira. Tratava-se de uma velha grande, magra, imponente e morena. Parecia oca." É hora de cantar parabéns, todos ficam envoltos à mesa. Zilda havia escrito 89 em um pedaço de papel que ninguém, ao menos, perguntara ou dissera nada a respeito. Na hora dos parabéns, José começou as palmas e devido ao seu olhar autoritário, todos começaram a cantar. Cordélia volta à cena e olha esbaforida ao ouvir as vozes que cantavam Feliz Aniversário em inglês e português, fazendo uma miscelânea. Alguns gritavam: “Viva mamãe!”, “Viva vovó!”. Surge, também, um “Viva d. Anita”, dito pela primeira vez no conto e pela vizinha, uma pessoa fora da rede de parentesco. D. Anita parte o bolo de maneira agressiva: repentinamente, e com força, A nora de Ipanema foi tomada por um sentimento de horror e Zilda esclarece o quão forte a mãe era há um ano atrás. Todos se aproximaram da mesa para pegar seu pedaço de bolo e juntos, através de cotoveladas, fingiam animação. Quando perceberam, D. Anita já estava terminando de “devorar” sua parte do bolo. Cordélia se manifesta com um olhar ausente, assim como D. Anita. A senhora relembra do seu casamento e do orgulho que poderia sentir dos seus filhos, pois eles haviam nascido de uma união rica em valores. Entretanto, via a falsidade estampada no rosto de cada um deles. De repente, D. Anita cospe no chão e este é o momento em que chega ao seu limite, expondo um reflexo da desestruturação familiar em seu extremo. D. Anita é vítima da velhice e do consequente desprezo:
- a filha cuida da mãe.
- perda de poder com os demais filhos
- '"Pelo menos noventa anos", pensou melancólica a nora de Ipanema. "Para completar uma data bonita", pensou sonhadora.' - Que vovozinha que nada! Que o diabo vos carregue, corja de maricas, cornos e vagabundas! Me dá um copo de vinho, Dorothy! A festa estava acabada. As luzes foram acesas, as crianças começaram a brigar e o crepúsculo de Copacabana entrava pelas janelas “como um peso”. A aniversariante recebe um beijo de cada um como se fosse uma estranha perante aquele grupo que ali se reunia. D. Anita pensava se o jantar seria servido. Ela estava sentada com o punho fechado sobre a mesa. Cordélia a olhou espantada, pois via nela o dissabor da vida. "E Cordélia, Cordélia olhava ausente, com um sorriso estonteado, suportando sozinha o seu segredo. Que é que ela tem? alguém perguntou com uma curiosidade negligente, indicando-a de longe com a cabeça, mas também não responderam." CLARICE LISPECTOR
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