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Copy of Paulo Freire - Seminário apresentado ao curso de Psicologia da Educação UFVJM

Seminário apresentado ao curso de Bacharelado em Humanidades/Licenciaturas em História e Geografia na Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri, para obtenção parcial de nota, na data de 21 de março de 2013
by

Joao Paulo

on 7 April 2013

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Transcript of Copy of Paulo Freire - Seminário apresentado ao curso de Psicologia da Educação UFVJM

Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri
Seminário de Psicologia da Educação Orientação: Professora Doutora Elayne Braga Diamantina, 21 Março 2013. Fonte: Projeto Memória, 2005 Fonte: Projeto Memória, 2005 Fonte: Projeto Memória, 2005 Fonte: Projeto Memória, 2005 Biografia Discentes: 1. Amanda Monteiro
2. Breno Dâmaso Rocha
3. Camila Mattos
4. Fernanda Moreira
5. Jéssica Araújo
6. Jéssica Amaral
7. Marcelo Junior
8. Tatiana Brant
9. Valdinei Cláudio
10. Vanessa Oliveira Paulo Freire nasceu em 19 de setembro de 1921, no Recife (PE), o quarto filho do militar Joaquim Temístocles Freire, que estava muito enfermo e de Edeltrudes Neves Freire. O seu nome completo é
PAULO REGLUS NEVES FREIRE. O pai queria homenageá-lo com o nome Regulus, mas, por um erro do cartório, seu nome ficou sendo Reglus. Paulo Freire com 1 ano (Fonte: Projeto Memória, 2005) Casa onde viveu Freire (Fonte: Projeto Memória, 2005) Joaquim Freire e Edeltrudes Freire (Fonte: Projeto Memória, 2005) A mangueira teve significado especial para Paulo Freire. Foi à sombra das mangueiras, rabiscando o chão com gravetos, auxiliado pelos pais, que iniciou sua alfabetização. “Fui alfabetizado no chão do quintal de minha casa, à sombra das mangueiras, com palavras do meu mundo, não do mundo maior dos meus pais. O chão foi o meu quadro-negro; gravetos, o meu giz.”
(FREIRE, Paulo. A importância do ato de ler: em três artigos que se completam. 21. ed. São Paulo: Cortez/ Autores Associados, 1988, p. 15.) Fonte: Projeto Memória, 2005 Paulo Freire dizia que seu pai lhe cantava canções de ninar. Seu filho Lutgardes se lembra da “Modinha” que o pai lhe cantavacquando criança.

“Boi, boi, boiBoi da cara preta
Pega este menino
Que tem medo de careta” Paulo Freire brincou muito na infância. Brincadeiras de rua,com os irmãos e outros companheiros, nas quais não existiam barreiras de classe social, etnia, cor ou credo no relacionamento dos brincantes. Fonte: Projeto Memória, 2005 Paulo e sua família moravam na casa de um tio, próspero comerciante, mas a crise de 29 provocou a perda da casa. Sem recursos para alugar uma casa em Recife, tiveram que mudar para Jaboatão, onde viveram momentos de grandes dificuldades. Freire, aos 13 anos, viveu a dor de perder seu pai e de interromper seus estudos. O primeiro ano secundário foi cursado mediante o sacrifício e a solidariedade dos irmãos. A mãe, persistente, conseguiu uma bolsa de estudos para o filho, no Colégio Osvaldo Cruz, também em Recife. A única condição colocada pelo dono do colégio, Aluízio Araújo,era que o jovem fosse estudioso. Isso ele era! Colégio Osvaldo Cruz, Recife (Fonte: Projeto Memória, 2005) No Colégio Osvaldo Cruz Freire foi professor de Língua Portuguesa, a partir de 1941. Mais tarde, interessado na área de ciências humanas, cursou Direito na Faculdade do Recife. Em 1944, Paulo Freire casou-se com Elza Maia Costa de Oliveira, com quem teve cinco filhos. Elza, professora primária, foi a grande motivadora de Freire na educação, exercendo papel fundamental na construção de suas idéias e práticas. Elza Freire (Fonte: Projeto Memória, 2005) Paulo e Elza Freire (Fonte: Projeto Memória, 2005) Freire desistiu da causa e da profissão de advogado e aceitou o convite de um amigo para incorporar-se ao recém-criado Serviço Social da Indústria – SESI, na Divisão de educação e Cultura, onde atuou de 1947 até 1957. Formatura de Direito em 1947 (Fonte: Projeto Memória, 2005) Freire discursando no SESI (Fonte: Projeto Memória, 2005) Em Paulo Freire, a dimensão estética sempre caminhou de mãos dadas com a ética e a política. Foi presidente da Escolinha de Arte do Recife nos anos 50, e com operários do Recife, Freire e Ariano Suassuna lançaram em 1953 as bases para a prática de um teatro popular que fosse participante e comunicativo, um canal de conscientização, de leitura do mundo e comunicação entre palco e platéia, platéia e palco.
“A leitura do mundo precede sempre a leitura da palavra e a leitura desta implica a continuidade da leitura daquele”. (FREIRE, Paulo. A importância do ato de ler: em três artigos que se completam. 3. ed. São Paulo: Cortez/Autores Associados, 1983, p. 22.) O universo do Círculo de Cultura representado. Freire educando, alfabetizando, de todas as formas. (Fonte: Projeto Memória, 2005) O método Paulo Freire de alfabetização de adultos A experiência de Angicos (RN) é referência na vida e obra de Paulo Freire. Nessa cidade, 300 Trabalhadores rurais foram alfabetizados em 45 dias. (Fonte: Projeto Memória, 2005) Impressionado com os resultados do Método Paulo Freire, o Ministro da Educação, Paulo de Tarso C. Santos, convida Freire para coordenar o “Programa Nacional de Alfabetização” em 1963, mas o golpe de 1964 interromperia todas as suas propostas. O “Programa foi oficializado em 21 de janeiro de 1964 e extinto pelo governo militar em abril do mesmo ano. O método Paulo Freire foi considerado uma ameaça ao sistema ditatorial, por buscar a conscientização e a transformação do alfabetizando em sujeito de sua própria aprendizagem e de sua história. Freire foi preso em 16 de junho, acusado de atividades subversivas. Depois de 70 dias na prisão, Paulo Freire conseguiu a liberdade, mas por não pode continuar seu trabalho, parte para o exílio em setembro de 1964. No Chile, foi convidado a integrar o Ministério da Reforma Agrária e coordenar a campanha de alfabetização dos camponeses chilenos. Assim, conseguiu por em prática suas idéias e experimentou a sua metodologia em um ambiente diferente.
Neste país, escreveu seus primeiros livros: No início da década de 1960, Freire propõe um novo método de alfabetização de adultos. Ao invés de letras e palavras fragmentadas e descontextualizadas da vida social dos alunos, num aprendizado mecânico do “ba-be-bi-bo-bu” ou de frases simplórias e alienantes, como “A baba é do boi”, Freire sugere partir dos temas geradores, colhidos do universo vocabular dos educandos, abertos à discussão coletiva nos “círculos de cultura” e abertos à análise de questões regionais e nacionais.

Começar do “a-e-i-o-u” e do “ba-be-bi-bo-bu”, para ler depois: “A baba é do boi”?

PARTIR DA LEITURA DO MUNDO PARA A LEITURA DA PALAVRA A alfabetização parte do “tema gerador”, que gera debates, leitura e escrita de novos textos relacionados e atividades de outras áreas do conhecimento.
Do texto, são selecionadas as palavras e estas analisadas em suas partes menores. Leituras e escritas do mundo e da palavra se sucedem.
Enquanto se alfabetizam através do exercício do diálogo dirigido de forma democrática e planificada pelo(a) educador(a), os educandos conhecem melhor o mundo e podem tomar posição frente aos problemas sociais que vão se desvelando. Paulo Freire em Anjicos, 1963 (Fonte: Projeto Memória, 2005) Freire (à esquerda) e o Ministro da Educação Paulo de Tarso Santos visitam o Círculo de Cultura do Gama (DF), em 1963. (Fonte: Projeto Memória, 2005) Freire esteve no México em 1966 como professor convidado para conferências e seminários e nos Estados Unidos em 1967, para onde voltou de 1969 a 1970. Viveu de 1970 a 1980 em Genebra, onde lecionou na Universidade de Genebra viajou como consultor para Ásia, Oceania, América, Cabo Verde, Angola, São Tomé e Príncipe e Guiné-Bissau. Freire, Eliza e outros exilados criam o Instituto de Ação Cultural (IDAC), que assessorou projetos de educação na África e foi transferido para o Rio de Janeiro e São Paulo, por ocasião do regresso de Freire ao Brasil. Como consultor do Departamento de Educação no Conselho Mundial de Igrejas, Freire viaja para a África, onde desenvolve o projeto de assessoria na Guiné-Bissau, e escreve em 1977 sua obra mais próxima da ação revolucionária, “Cartas à Guiné-Bissau – Registros de uma experiência em processo”. Freire começou a lecionar na PUC-SP e após reivindicação de estudantes e professores, tornou-se também professor da UNICAMP até o final de 1990. Contudo, somente em 1985, a condição de professor titular da UNICAMP foi conferida a Paulo Freire, uma vez que antes o reitor havia solicitado um “parecer sobre Paulo Freire”, parecer que Rubem Alves foi o encarregado de fazê-lo.

“Vivendo e Aprendendo. Experiências do IDAC em Educação Popular.”

Livro publicado no Brasil, por Paulo Freire, em parceria com Claudius Ceccon, Rosiska e Miguel Darcy de Oliveira. (São Paulo: Brasiliense, 1980). Em 1989, Luiza Erundina foi eleita prefeita de São Paulo e convidou Paulo Freire para assumir a Secretaria de Educação, cargo que ocupou até maio de 1991. Paulo Freire enfrentou as dificuldades na busca de fazer um trabalho inovador no campo da educação, na cidade de São Paulo.
Em 1991, Freire volta a lecionar na PUC-SP e a proferir palestras como professor convidado na USP. Ele sempre instigava e incentivava a busca curiosa do conteúdo e o debate coletivo de teorias e práticas.

“Tão importante quanto o ensino dos conteúdos é a minha coerência entre o que digo, o que escrevo e o que faço”. (FREIRE, Paulo. Pedagogia da Autonomia. São Paulo: Paz e Terra, 1996.)

Em 2 de maio de 1997, aos 75 anos de idade, Freire teve um infarto fulminante. Familiares e o instituto que leva seu nome receberam mais de 600 mensagens de condolências de amigos e de professores, além dos brasileiros, de aproximadamente 150 universidades de todo o mundo. Morreu o seu corpo, mas sua filosofia, seus sonhos e sua ética continuam vivos, no Brasil e no mundo. Trabalho educacional em Monte Mário, República Democrática de São Tomé e Príncipe. (Fonte: Projeto Memória, 2005) 1° Seminário Nacional de Alfabetização, Monte Mário, República Democrática de São Tomé e Príncipe, 1976. (Fonte: Projeto Memória, 2005) Paulo Freire trabalhando como coordenador de alfabetização do Ministério da Educação de Guiné-Bissau, 1976. (Fonte: Projeto Memória, 2005) O país amanheceu mais luminoso:
PAULO FREIRE CHEGOU
“Hoje, passados quinze anos de exílio, retorna o professor Paulo Freire [...], com uma grandeza que decorre, sobretudo, de haver posto sempre o seu pensamento a serviço da liberação do homem. Ao menos hoje, apaguemos da memória esses anos de pesadelo.”(Almino Affonso. In: Folha de São Paulo, 8/8/1979.) Em outubro de 1986, Elza faleceu e Paulo entrou em abatimento profundo. Decidido a recomeçar sua vida, em março de 1988, casou-se, em cerimônia religiosa, com Ana Maria Araújo Hasche. Posse de Paulo Freire como Secretário de Educação de São Paulo. (Fonte: Projeto Memória, 2005) No Brasil existem redes, movimentos e projetos que têm no legado de Paulo Freire a maior referência e inspiração. Dentre eles, dois programas de Alfabetização de Jovens e Adultos (O BB Educar, que já alfabetizou mais de 125 mil pessoas e outras 45 mil encontram-se em processo de alfabetização e o MOVA-Brasil, projeto desenvolvido pela Petrobras em parceria com o Instituto Paulo Freire)
A questão ecológica sempre esteve presente nas obras de Paulo Freire. Institutos, cátedras, escolas, centros e núcleos de estudos e pesquisas, diretórios e centros acadêmicos, entre outras instituições, que desenvolvem pesquisas e/ou projetos educacionais na perspectiva freireana. (Fonte: Instituto Paulo Freire, 2005) O Instituto Paulo Freire (IPF) é uma associação civil, sem fins lucrativos, criada em 1991 e fundada oficialmente em 1 de setembro de 1992. Atualmente, considerando-se Cátedras, Institutos Paulo Freire pelo mundo e o Conselho Internacional de Assessores, o IPF se constitui numa rede internacional que integra pessoas e instituições distribuídas em mais de 90 países em todos os continentes, com o objetivo principal de dar continuidade e reinventar o legado de Paulo Freire.
(Fonte: www.paulofreire.org) É importante partir do conhecimento anterior do educando.
Inovação no conteúdo e na forma tradicional de alfabetizar.
Crítica a educação bancária (transmissão e repetição de conteúdos prontos).
Na relação educador-educandos, nega-se o autoritarismo e a submissão conformista do outro.
Um trabalho educacional, em sintonia com os princípios ético-político-pedagógicos de Freire (priorização de temas de relevância e urgência social, local e nacional, “temas geradores”.
A criticidade ou a indignação não precisa ser desesperançosa, amarga ou rancorosa.
Trabalhar os temas sociais de forma crítica, criativa e estética.
Inovação na utilização de linguagem multimídia aplicada à educação de adultos.
Questionamento dos preconceitos tradicionais e os estereótipos usuais ao retratar mulheres, negros, índios, crianças e analfabetos, bem como dos valores das classes socialmente privilegiadas,
Estes princípios ético-político-pedagógicos defendidos por Freire se aplicam não apenas à alfabetização de adultos, mas a toda situação pedagógica. EDUCAÇÃO BANCÁRIA X EDUCAÇÃO PROBLEMATIZADORA Na educação bancária, os alunos se tornam depositários dos conteúdos transmitidos a eles.

“Enquanto a prática bancária, como enfatizamos, implica numa espécie de anestesia, inibindo o poder criador dos educandos, a educação problematizadora, de caráter autenticamente reflexivo, implica num constante ato de desvelamento da realidade”. (FREIRE, Paulo. Pedagogia do oprimido. 17. ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1987, p. 80.)
“A educação será libertadora na medida em que incentivar a reflexão e a ação consciente e criativa das classes oprimidas em relação ao seu próprio processo de libertação”. (FREIRE, Paulo. “Educação: o sonho possível”. In: BRANDÃO, C. R. (org). Educador: vida e morte. Rio de Janeiro: Graal, 1986, p. 20.) São inúmeras citações acadêmicas à obra de Paulo Freire no mundo todo. Há centros de documentação, informação, divulgação e estudo de sua obra em países diversos. Por isso o autor recebeu diversos prêmios, medalhas e títulos e homenagens (foi tema da Escola de Samba Leandro de Itaquera- São Paulo) Prêmio da Unesco para a Paz, em Paris, França, em 1986. (Fonte: Projeto Memória, 2005) APRENDER A LER O MUNDO. ADAPTAÇÃO DO MÉTODO DE PAULO FREIRE NA ALFABETIZAÇÃO DE CRIANÇAS REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICAS: BRANDÃO, Carlos Rodrigues. Paulo Freire, educar para transformar. Fotobiografia/ Carlos Rodrigues Brandão. São Paulo: Mercado Cultural, 2005.
DUARTE, & José B. LEITE, Oliveira S. L. Aprender a Ler o Mundo. Adaptação do método de Paulo Freire na alfabetização de crianças. Revista Lusófona de Educação, 2007, 10, 41-50.
FREIRE, Paulo. Pedagogia do oprimido. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2005.
_____________. Pedagogia da Esperança: um reencontro com a pedagogia do Oprimido. Notas: Ana Maria Araújo Freire. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1992.
_____________. Pedagogia do oprimido: saberes necessários à pratica educativa. São Paulo: Paz e Terra, 1996.
SCOCUGLIA, Afonso Celso. Origens e prospectiva do pensamento político-pedagógico de Paulo Freire. Educação e Pesquisa, São Paulo, v. 25, n.2, p. 25-37, jul./dez. 1999.
STRECK, Danilo Romeu. Da pedagogia do oprimido às pedagogias da exclusão: um breve balanço crítico. Educ. Soc., Campinas, vol. 30, n. 107, p. 539-560, maio/ago. 2009. Disponível em: http://www.cedes.unicamp.br
VALE, Maria José. Paulo Freire, educar para transformar: almanaque histórico. /Maria José Vale, Sonia Maria Gonçalves Jorge, Sandra Benedetti: São Paulo: Mercado Cultural, 2005.
Referências de vídeo:
PAULO FREIRE Projeto Memória 2005. Produção de Tãnia Quaresma. Coordenação Geral Mercado Cultural. São Paulo: Mercado Cultura, 2005, 14'33'' a 20'51'', disponível em: http://institutopaulofreire.com.br
Referências de Imagens:
Projeto Memória Paulo Freire disponível em: BRANDÃO, Carlos Rodrigues. Paulo Freire, educar para transformar. Fotobiografia/ Carlos Rodrigues Brandão. São Paulo: Mercado Cultural, 2005, e VALE, Maria José. Paulo Freire, educar para transformar: almanaque histórico. /Maria José Vale, Sonia Maria Gonçalves Jorge, Sandra Benedetti: São Paulo: Mercado Cultural, 2005. • Aprender a ler o mundo e compreender o seu contexto para aprender a ler e escrever.

• As aulas de recuperação e a continuidade das aulas regulares ministradas em sala de aula

• Objetivo da pesquisa, onde foi desenvolvida e qual o público participante
- atividade comum a todos (soltar pipa)
-desenvolvimento da atividade
-direcionamento do debate de acordo com a atividade escolhida

•Concretização do projeto e o incentivo

- Análise do objeto (pipa) e da palavra
-Análise da (rabiola) que faz parte da pipa - casamento entre palavras: novas descobertas
- criação de frases Arquivo digital disponivel em: www.brasilescola.com -o projeto de (re)alfabetização foi eficaz: dos 12 alunos, 9 são capazes de ler e escrever; apenas 3 mostraram dificuldade.- Ao fim do trabalho os autores concluem:- O projeto tem que ter continuidade, uma vez que aprendizagem é um processo.
-Qualquer metodologia de ensino deve estar associada à leitura do mundo e ao meio em que os educandos estiverem inseridos Em jeito de conclusão O desenvolvimento: Pedagogia do oprimido Alfabetizar é conscientizar.
Com a palavra o homem se faz homem.
Medo da alfabetização.
A consciência crítica pode ser anárquica.
Pedagogia do opressor.
Pedagogia do oprimido.
Conscientizar-se da sua opressão.
Lutar contra seus opressores sem se tornar igual a eles. DA PEDAGOGIA DO OPRIMIDO ÀS PEDAGOGIAS DA EXCLUSÃO A pedagogia do oprimido de Paulo Freire.

Dois temas:



Embate entre os espaços formais e não formais da educação.

Exclusão social no campo da educação. Pluralidade de contextos educativos.

Repensar o papel clássico da escola como instituição formadora da modernidade.

Segundo o autor, “criou-se no imaginário coletivo da época atual a sensação de que é de hoje o privilégio ou o infortúnio de viver um tempo de incertezas, de riscos e de buscas (...). Se olharmos para a Pedagogia do oprimido, vemos que Freire lutava com questões semelhantes há quase meio século”. (STRECK, 2007, pag. 542) O OPRIMIDO E SUA PEDAGOGIA O ser humano e querer “ser mais”.
O oprimido nessa conjuntura.
A libertação para o oprimido.
Teoria e prática = práxis.
A libertação para Paulo Freire.

“O novo na pedagogia de Freire está exatamente em conceber a pedagogia a partir do outro e junto com o outro, que está à margem, e que desde este outro lugar tem a possibilidade de ousar pensar um mundo distinto daquele que existe”. (STRECK, 2007, pag. 544) AS PEDAGOGIAS DA EXCLUSÃO A exclusão social não se refere a algo novo nem uniforme.
Décadas de 1980 a 1990- Mudanças na política brasileira.
A ideia de exclusão social refere distintas perspectivas dessa mesma realidade, entre as quais destacamos as seguintes:
a) consenso pedagógico;
b) nova hegemonia;
c) teorias pós-modernas. Um consenso pedagógico Reformas educacionais globais.

A exclusão social é vista como uma deformidade a ser vencida por meio da capacitação do indivíduo.

Crença da salvação pelas novas tecnologias.

A inclusão digital é muitas vezes tratada como um fator capaz de garantir a superação da exclusão social, sem fazer referência à situação de desigualdade que está na origem da própria necessidade da inclusão.

Senso comum. A crítica da modernidade e as teorias pós-modernas

Sua versão sobre a relação entre a modernidade e a pós-modernidade.


“A noção de exclusão social, portanto, tem o seu lugar neste contexto da trama que incorpora a complexidade inerente à leitura dos novos tempos, quando vozes diferentes se fazem ouvir no cenário cultural, social e político com suas narrativas próprias. São vozes que cada vez mais querem contar a sua estória, com suas palavras, e construir os seus significados”. (STRECK, 2007, pag. 551) A crítica da modernidade e as teorias pós-modernas A construção da hegemonia 1960 e 1970- despertar das massas e depois ao movimento de reação e resistência às ditaduras militares.

1980- disputa entre projetos da sociedade civil burguesa e projetos emanados do movimento popular.

A inclusão social assume um caráter coletivo como possibilidade de ocupar espaços na luta pela construção de uma nova hegemonia. Os usos do binômio exclusão social/inclusão social na área da educação parecem ser uma expressão de incertezas. Se, por um lado, a multiplicidade de vozes torna difícil reconhecer caminhos e direções, por outro, ela também desafia à criatividade e ao diálogo. A pedagogia da esperança: um reencontro com a pedagogia do oprimido. Ele é constituído de vários momentos,sendo as experiências do autor,sua formação,inspiração das ideias para a construção de suas pedagogias. Toda educação é um ato político, pois se fundamenta no ideal cultural onde o individuo esta inserido e o momento histórico que se vive.

Os educadores necessitam construir conhecimentos com seus alunos tento como horizonte projetos político da própria sociedade. Paulo Freire defende a ideia de que a educação não pode ser um deposito de informações do professor para o aluno.

Para Paulo Freire a esperança é a base de tudo.
“Enquanto necessidade ontológica a esperança a precisa da pratica para tornar-se concretude histórica”.(p,11) A pedagogia da esperança faz-se necessária para o enfrentamento das situações-limites,ou seja os obstáculo e barreiras que precisam ser vencidas ao longo de nossas vidas pessoais e sociais. PEDAGOGIA DA AUTONOMIA - Saberes necessários à prática educativa “Ninguém é sujeito da autonomia de ninguém.” FREIRE, P. Pedagogia da Autonomia. São Paulo: Ed. Paz e Terra, 1996 Não há docência sem discência: Ensinar exige:

Rigorosidade metódica;
Pesquisa;
Respeito aos saberes dos educandos;
Criticidade;
Estética e ética;
Corporificação das palavras pelo exemplo;
Risco, aceitação do novo e rejeição a qualquer forma de discriminação;
Reflexão crítica sobre a prática;
Reconhecimento e assunção da identidade cultural. Ensinar não é transferir conhecimento Ensinar exige:

Consciência do inacabado;
Reconhecimento de ser condicionado;
Respeito à autonomia do ser do educando;
Bom senso;
Humildade, tolerância e luta em defesa dos direitos dos educadores;
Apreensão da realidade;
Alegria e esperança;
Convicção de que a mudança é possível;
Curiosidade. Ensinar é uma especificidade humana Ensinar exige:

Segurança, competência profissional e generosidade;
Comprometimento;
Compreender que a educação é uma forma de intervenção no mundo;
Liberdade e autoridade;
Tomada consciente de decisões;
Saber escutar;
Reconhecer que a educação é ideológica;
Disponibilidade para o diálogo;
Querer bem aos educandos. Artigo: Origens e prospectivas do pensamento político-pedagógico de Paulo Freire O artigo busca compreensão das origens e da prospectiva do pensamento político-pedagógico de Paulo Freire, ou seja, trata-se de um estudo da relação educação-política ao longo da progressão do discurso principal de Paulo Freire, iniciado com seus primeiros escritos, percorrendo seu itinerário intelectual de revelo, até sua produção literária mais recente. De forma resumida, o artigo trata da evolução das concepções de Paulo Freire ao longo de sua carreira.
Ao analisar apenas os escritos iniciais da obra “freiriana” não é possível constituir uma percepção da progressão do seu pensamento, onde, ao longo de sua carreira, Paulo Freire conseguiu superar vários equívocos, ambigüidades e idealismos, submetendo-se à crítica e, especialmente, à autocrítica. A desconsideração da continuação de sua obra constitui um obstáculo à compreensão do pensamento político-pedagógico do autor. Ao se analisar a evolução das obras de Paulo Freire percebe-se a existência de “vários” Paulo Freire através de substanciais mudanças analíticas no transcorrer do discurso desse educador. Freire declara que inicialmente “não enxergava” o relacionamento educação-política e posteriormente descobriu “aspectos políticos” na educação. Paulo Freire, ao amadurecer seus conceitos, se compromete com o pensamento não-definitivo, não- dogmático e não-determinista. A construção do pensamento político-pedagógico de Paulo Freire pode ser divido em três momentos: Primeiro, Segundo e Terceiro Paulo Freire. O “primeiro” refere-se aos escritos realizados entre 1959 e 1970. O “segundo”, escritos da década de 1970 e o “terceiro”, escritos das décadas de 1980 e 1990. Essa leitura é facilitada pelo próprio autor que apresenta uma certa ordem organizativa retomando discussões e propostas colocadas anteriormente. A se remontar uma retrospectiva das incorporações e das reelaborações de Paulo Freire ao longo de seu itinerário, percebe-se uma incorporação aberta de certos parâmetros políticos e ideológicos propostos pelos clássicos socialistas, não somente Marx, mais também Goldman, Lukács, Hobsbawn e Gramsci. Escritos como: A sagrada família, A ideologia Alemã e Teses sobre Feuerbach são referencias relativas à denominada “superestrutura”. Já no livro A pedagogia do oprimido aparecem “classes” no contexto da opressão social, embora não constituam, ainda, categorias centrais da construção do seu discurso. Concluindo, percebe-se que P. F., ao longo de seus escritos, enfatiza que a educação e a pedagogia não deixaram de realizar-se via diálogo, não deixaram de priorizar o ato de conhecimento e a busca da consciência crítica. O que antes era predominantemente psico-pedagógico passou a ser prioritariamente político-pedagógico, sem anular as preocupações psicossociais que embasaram suas propostas desde seus primeiros escritos. Dinâmica Fonte: Projeto Memória, 2005 Fonte: Projeto Memória, 2005 Fonte: Projeto Memória, 2005 Fonte: Projeto Memória, 2005 Fonte: Projeto Memória, 2005 Fonte: Projeto Memória, 2005
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