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Suporte Básico de Vida

Assistência pré-hospitalar. Autor: TenCel BM Edson Marconni. Corpo de Bombeiros Militar de Pernambuco
by

Edson Marconni

on 13 September 2016

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Transcript of Suporte Básico de Vida

Lesão encefálica grave (coma) - menor ouo igual a 8 pontos
Lesão encefálica moderada - de 09 a 12 pontos
Lesão encefálica leve - acima de 12 pontos
Autor: Major BM Edson Marconni
Introdução
Introdução
Introdução
1. Introdução
2. Conhecimento estratégico
3. Atributos e responsabilidades
4. Aspectos legais
5. Segurança do cenário do acidente
6. Biossegurança
7. Suporte básico de vida
8. Avaliação primária
9. Desobstrução das vias aéreas
10. Reanimação cardiopulmonar
11. Avaliação Secundária
12. Hemorragia e choque hemorrágico
13. Traumas de extremidades
14. Queimaduras
Conteúdo
TenCel QOC/BM Edson Marconni
Corpo de Bombeiros Militar de Pernambuco

Conhecimento estratégico
Atributos e
responsabilidades

Conhecimento
estratégico

Epidemiologia da mortalidade nos acidentes
Estuda os diferentes fatores que intervem na difusão e propagação das mortes infringidas onde há transferência de grande quantidade de energia, como nos acidentes envolvendo veículos em alta velocidade.
Definiu-se três picos de morte:
1º Pico de morte:
50% de todos os óbitos.
É a morte imediata, resultado de lesões orgânicas severas a importantes órgãos vitais como cérebro, tronco cerebral, medula cervical, coração.
2º Pico de morte:

30% dos politraumatizados .
Morte ocorre dentro da primeira hora do acidente. Nesses acidentes o serviço pré-hospitalar especializado consegue reduzir a morbi-mortalidade (mortes evitáveis).
3º Pico de morte:

20% de óbitos restantes.
Óbito ocorre dias após o sinistro.
Tem relação direta com os cuidados pré-hospitalares, transporte e atendimento hospitalar.
O princípio fundamental do atendimento pré-hospitalar é reduzir a mortalidade e agravos decorrentes, atuando, efetivamente, no segundo pico de morte.
Conhecimento
estratégico
Distribuição estratégica das equipes de intervenção do Corpo de Bombeiros e SAMU.
Conhecimento
estratégico

Princípio do tempo de platina



Princípio do tempo de ouro
Chegar à vítima no menor tempo possível, realizar assistência básica à vida, estabilizá-la e iniciar transporte para o hospital.
Chegar à vítima no menor tempo possível, realizar assistência básica à vida, estabilizá-la, iniciar transporte para o hospital adequado onde deve receber assistência emergencial por equipe médica.
Tempo ideal: até 60 min
Tempo ideal: até10 min
Atributos e responsabilidades
Um bom socorrista deve possuir os seguintes atributos básicos:
Autocontrole;
Capacidade de raciocinar sob stress;
Liderança;
Responsabilidade.
Atributos e responsabilidades
Os socorristas devem:
Utilizar equipamentos de proteção individual (EPI’s);
Identificar riscos no ambiente e possíveis lesões no acidentado;
Promover condições de segurança no cenário do acidente;
Iniciar assistência pré-hospitalar ao vitimado, sem permitir qualquer tipo de segregação;
Acionar as autoridades competentes e equipes profissionais;
Registrar as informações para subsidiar análises técnicas e de autoridades competentes;
Realizar o socorro dos acidentados;
Preservar o local de crime.
“Saber fazer o certo, na hora certa, pode significar a diferença entre a vida e a morte”
Aspectos legais
Aspectos legais
Omissão de socorro
(Artigo 135 – Código Penal)
“deixar de prestar assistência, quando possível fazê-lo sem risco pessoal, à criança abandonada ou extraviada, ou à pessoa inválida ou ferida, em desamparo ou em grave e iminente perigo; não pedir, nesses casos, o socorro a autoridade pública”.
detenção de 1 (um) a 6 (seis) meses ou multa.
Pena:
“A pena é aumentada de metade, se da omissão resulta lesão corporal de natureza grave, e é triplicada, se resulta em morte”.
Aspectos legais
Alteração de local de crime
Todo local de acidente é potencialmente um local de crime e alvo de investigação, razão pela qual dever ser preservado para a análise e perícia e apuração, pela autoridade policial (delegado de polícia da área) de responsabilidade penal.

detenção de 1 (um) a 6 (seis) meses ou multa.
Pena:
Para efeito de exame pericial o local do acidente (local de crime), não deverá ser alterado, a não ser nos casos previstos em lei.
Socorro emergencial de vítimas
Risco de morte para a(s) vítima(s) ou socorrista(s)
Risco de novos acidentes e mortes
Impossibilidade física de acesso à(s) vítima(s) ou de outra forma de salvamento
Segurança do
cenário

Segurança do cenário
Sinalização e isolamento



Isolamento
Saiba: Na zona quente só devem permanecer os profissionais que poderão auxiliar o(s) acidentado(s).
fundamentais para a segurança das equipes vítimas e populares.
Sinalização:
indica ou adverte da existência de obstáculos ou riscos.
compartimentar setores em zonas de maior ou menor risco (zona quente, zona morna ou zona fria).
Biossegurança
Biossegurança
deve ser entendido como o conjunto de condutas que visam proteger todo aquele que auxilie ou preste socorro ao vitimado, do contato direto com agentes biológicos, microorganismos patogênicos.
Biossegurança
Microorganismos patogênicos – micróbios ou germes capazes de provocar doenças.
Portas de entrada:
Olhos;
Ouvidos;
Nariz;
Boca;
Uretra;
Ânus;
Ferimentos, dentre outras.
Biossegurança
Considerar toda vítima como provável fonte de transmissão de doença infecto-contagiosa;
Acondicionar materiais e equipamentos que forem contaminados em sacos apropriados para posterior limpeza e desinfecção;
Depositar pérfuro-cortantes em recipientes;
Descontaminar o compartimento de transporte do veículo;
Recolher o lixo pré-hospitalar, acondicioná-los em sacos próprios e depositá-los no lixo infectante do hospital;
Medidas de prevenção e controle de infecção
O lixo produzido no atendimento pré-hospitalar é classificado como lixo hospitalar, deve ser depositado no lixo biológico do hospital onde a vítima for entregue.
Suporte básico de vida
Suporte básico de vida
"Primeira folha colada aos rolos de papiro, e na qual se escrevia um resumo do conteúdo do manuscrito";
O que é um protocolo?
Objetivos pautados em protocolos
"Conjunto de regras, padrões e especificações técnicas que regulam a transmissão de dados".
"Sequência de procedimentos padronizados e normatizados".
Avaliação primária
Avaliação primária
Objetivo
Identificar, no menor tempo possível, situações que comprometam ou venham a comprometer a vida do acidentado nos primeiros minutos após o acidente.
Situações que comprometem o funcionamento dos sistemas respiratório ou circulatório.
Noções de anatomia e fisiologia
Lembre-se dos procedimentos
certifique-se que você, a vítima e todos estão seguros.
Segurança
Ambiente
Biossegurança
Condições de segurança do cenário
Isolar a área
Avaliar biomecânica do acidente
Questionar testemunhas
Utilizar barreiras de proteção
Demais EPIs necessários
Aproximação &
Posicionamento adequado
Sentido podal-cranial;
Joelhos ao solo ao lado da vítima;
Avaliar responsividade
Repousar as mãos nos ombros e efetuando leves toques, chamar o vitimado:
Promovendo estimulo de dor no trapézio se não há resposta aos primeiros chamamentos.
“CIDADÃO, CIDADÃO ESTÁ ME OUVINDO?”
Abertura das vias aéreas &
Controle da coluna cervical
Estabilização manual da cabeça;
Instalação do colar cervical.
Boca máscara boca
(ventilação)
Repousar as mãos nos ombros e efetuando leves toques, chamar o vitimado:
Circulação &
Controle de grandes sangramentos externos
Vítima responsiva
Abertura das vias aéreas &
Controle da coluna cervical
Boca máscara boca
(ventilação)
Circulação &
Controle de grandes sangramentos externos
Vítima NÃO responsiva
Comprometimento do raciocínio lógico
Acomete a visão.
"Nós enxergamos o mundo como ele é: aqui".
Convulsão, perda de equilíbrio, maior incidência de lesão cervical altaCompromete a respiração
Bulbo: a lesão nesta área compromete a respiração
Hipotálamo: responsável pela sensação de prazer, amor, paixão.
Medula espinhal conduz as informações do encéfalo para o corpo.
Risco de tetraplegia.
Alto risco de morte.
Lesão entre Atlas e Axis
Reanimação cardiopulmonar
Reanimação cardiopulmonar
O que é parada cardíaca?
É a incapacidade do coração gerar fluxo sanguíneo, oxigênio e energia ao encéfalo.

O coração deixa de bombear sangue efetivamente.
Assistolia;
Fibrilação ventricular ou
Taquicardia ventricular
Reanimação cardiopulmonar
Objetivo
Reconhecer a parada cardiorrespiratória;
Realizar reanimação cardiopulmonar nas vítimas irresponsivas se respiração agônica ou inexistente, obedecendo o protocolo peculiar a cada faixa etária;
Realizar desfibrilação automática externa.
Conduta:

Reconhecer a irresponsividade: “sem respiração ou respiração anormal (gasping)”;
Realizar compressão torácica externa visando garantir oxigenação encefálica
Protocolo RCP 2011

Reanimação cardiopulmonar
Avaliação de evidências internacionais


A morte súbita cardíaca é o evento que mais mata no mundo;

350 mil pessoas morrem por ano (EUA);

273 mil mortes/ano no Brasil;

748 por dia;

1morte a cada 2 minutos
Fatores de risco

Tabagismo;
Alcoolismo;
Hereditariedade;
Hipertensão;
Diabetes;
Hipercolesterolemia;
Obesidade;
Sendentarismo
Reanimação cardiopulmonar
Como fazer RCP (reanimação cardiopulmonar)?

Ausência de respiração ou respiração agônica (gasping) determina a parada cardíaca.
Acione o Corpo de Bombeiros (193) ou o SAMU 192 e solicite um DEA (desfibrilador externo automático).
1. Posicionar a vítima em decúbito dorsal, numa superfície plana e rígida.
2. Repousar suas mãos sobrepostas no meio do peito, sobre o osso esterno.
3. Manter braços estendidos e perpendiculares ao esterno.
4. Realizar 30 compressões e 2 ventilações (30:2), sequencialmente.
5. Comprimir o tórax 5 centímetros, na frequência de 100 compressões/minuto.
6. Não é necessário realizar a ventilação (respiração boca a boca), a compressão consegue promover variação da pressão torácica e trocas gasosas.
7. Manter as compressões até chegada da equipe profissional.
8. Instalar o DEA o quanto antes.
9. Seguir orientação emanada do DEA.
Ausência de respiração ou respiração agônica (gasping) determina a parada cardíaca.
Acione o Corpo de Bombeiros (193) ou o SAMU 192 e solicite um DEA (desfibrilador externo automático).
1. Posicionar a vítima em decúbito dorsal, numa superfície plana e rígida.
2. Repousar uma das mão sobrepostas no meio do peito, sobre o osso esterno.
3. Manter o braço estendidos e perpendiculares ao esterno.
4. Realizar 30 compressões e 2 ventilações (30:2), sequencialmente.
5. Comprimir o tórax 5 centímetros, na frequência de 100 compressões/minuto.
6. Não é necessário realizar a ventilação (respiração boca a boca), a compressão consegue promover variação da pressão torácica e trocas gasosas.
7. Manter as compressões até chegada da equipe profissional.
8. Instalar o DEA o quanto antes.
9. Seguir orientação emanada do DEA.
Ausência de respiração ou respiração agônica (gasping) determina a parada cardíaca.
Acione o Corpo de Bombeiros (193) ou o SAMU 192 e solicite um DEA (desfibrilador externo automático).
1. Posicionar a vítima em decúbito dorsal, numa superfície plana e rígida.
2. Repousar dois dedos no meio do peito, sobre o osso esterno, imediatamente abaixo da linha intermamilar.
3. Realizar 30 compressões e 2 ventilações (30:2), sequencialmente.
4. Comprimir o tórax 4 centímetros, na frequência de 100 compressões/minuto.
5. Não é necessário realizar a ventilação (respiração boca a boca), a compressão consegue promover variação da pressão torácica e trocas gasosas.
6. Manter as compressões até chegada da equipe profissional.
7. Instalar o DEA o quanto antes.
8. Seguir orientação emanada do DEA.
Reanimação cardiopulmonar
Orientações
Posicionar vítima em decúbito dorsal sobre superfície plana e rígida;
Iniciar RCP quando a vítima não estiver respirando ou apresentar respiração agônica (gasping);
Realizar compressão no esterno, entre os mamilos;
Executar o mínimo de 100 compressões por minuto;
Comprimir o tórax no mínimo 2 polegadas (5 cm).
Permitir o retorno total do tórax após cada compressão;
Manter o(s) braço(s) estendido(s) perpendicular(es) ao esterno;
Minimizar interrupções nas compressões e evitar ventilação excessiva;
As compressões torácicas externas devem promover, mecanicamente, ventilação e circulação levando sangue oxigenado ao encéfalo.
Compressão torácica eficiente:

Desobstrução das vias aéreas
Desobstrução das vias aéreas
Obstrução das vias aéreas (OVACE)
Terminologia usada para as vítimas de engasgo que necessitam socorro.

Deve-se agir se notarem os seguintes sinais de obstrução:
Oxigenação inadequada e aumento da dificuldade para respirar;
Tosse silenciosa;
Cianose e incapacidade para falar ou respirar.


Como identificar a obstrução respiratória?

A pessoa com dificuldade para respirar leva as mãos ao pescoço
(sinal universal de engasgo)

Pergunte à vítima consciente:
“Você está engasgado?”
Se a vítima sinalizar afirmativamente com a cabeça, a ajuda será necessária.
Vítima consciente com OVACE (presenciado):







Conduta:

Normalmente associado a ingestão de alimentos.
A vítima leva as mãos ao pescoço, e subitamente é incapaz de falar, tossir e respirar.
A vítima apresenta cianose (pele azulada) ou esforços exagerados para respirar.
Inexistem movimentos respiratórios ou estes não são detectados.

Realizar manobra de Heimlich
Desobstrução das vias aéreas
Manobra de Heimilich
1. O socorrista se posiciona atrás da vítima, abraçando-a, passando os braços por baixo dos braços do vitimado
2. Mantém uma base firme. Uma das pernas fletidas entre as pernas da vítima.
3. Fecha o punho de uma das mãos e posiciona, com o polegar para dentro, entre o umbigo e o processo xifóide.
4. Com a outra mão, envolve o punho e realizar compressões abdominais com movimentos sequenciais para cima.

As compressões visam lançar as vísceras contra o diafragma e, por consequência, reduzir o volume e aumentar a pressão intra-torácica, para expulsar a obstrução por corpo estranho.
É essencial repetir-se a manobra acerca de cinco a oito vezes.
Cada compressão deve ser vigorosa o suficiente para deslocar o corpo estranho.
Caso a vítima fique inconsciente, a manobra deve ser interrompida e deve ser iniciada a reanimação cardiorrespiratória.
Vítima inconsciente é vítima irresponsiva.

Obstrução causada por corpo estranho, queda da base da língua, traumas graves, patologias ou mesmo decorrer de uma parada cardiorrespiratória entre outros.
Posicionar vítima em decúbito dorsal
Iniciar compressão torácica externa
(mesmo com pulso presente)
Conduta:
Desobstrução das vias aéreas
(menores de 01 ano de idade)
Golpes no dorso e
compressões torácicas externa
1. Segurar o bebê com a face voltada para baixo, repousando o tronco sobre o antebraço;
2. Segurar firmemente a cabeça da criança pela mandíbula;
3. Manter a cabeça do bebê mais baixa que o tronco;
4. Efetuar 5 golpes no dorso entre as escápulas;
5. Girar o bebê posicionando a face para cima;
6. Efetuar 5 compressões torácicas, um dedo abaixo da linha mamilar;
7. As manobras poderão ser realizadas posicionando o lactente com o dorso ou tronco no colo;
8. Inspecionar cavidade oral;
9. Checar respiração;
10. Se objeto não for expulso, efetuar 2 sopros;
11. Reiniciar procedimentos.

Avaliação secundária
Avaliação secundária
Objetivo
Identificar lesões que, no primeiro momento, não comprometem a vida do acidentado, mas, se não forem adequadamente tratadas, poderão comprometê-la nas horas seguintes.


- Quantificar os sinais vitais enfocando frequência respiratória, frequência cardíaca e pressão arterial;
- Realizar exame céfalo-caudal, buscando através da inspeção e palpação por sinais e sintomas indicativos de trauma;
- Escala de coma de Glasgow (equipe profissional)
Objetivo específico
Avaliação secundária
Quantificação dos sinais vitais
Frequência respiratória.
Frequência cardíaca.
Pressão arterial.
Exame céfalo-caudal
Escala de coma de Glasgow (profissional)
Avaliação secundária
Frequência respiratória

Adulto:

Criança:

Bebê:
12 a 20 respirações por minuto

15 a 30 respirações por minuto

20 a 50 respirações por minuto
Frequência cardíaca

Adulto:

Criança:

Bebê:
60 a 100 batimentos por minuto

75 a 120 batimentos por minuto

100 a 160 batimentos por minuto
Avaliação secundária
Avaliação secundária
Pressão arterial

Adulto:

Análise:


120x80mmHg
Utilizada para avaliar nível de consciência em intervalos frequentes e para sua comparação aos achados prévios;
São atribuídos valores numéricos as seguintes respostas da vítima:

Escala de Coma de Glasgow
Abertura ocular
Melhor resposta verbal
Melhor resposta motora
Abertura ocular
Abrem espontaneamente - 4 pontos
olhos abertos espontaneamente com movimentos normais;
Abrem sob estímulo verbal - 3 pontos
olhos fechados que se abrem mediante estímulo verbal, não necessariamente a ordem abra os olhos;
Abrem sob estímulo doloroso - 2 pontos
olhos fechados que se abrem mediante estímulo doloroso realizado no músculo trapézio, na região ungueal, ou por fricção na regiãos retroesternal;
Não abrem os olhos - 1 ponto
Melhor resposta verbal
Orientado, consciente - 5 pontos
consegue descrever quem é, informando nome, idade, o que aconteceu e demais dados solicitados;
Conversação confusa - 4 pontos
responde as perguntas mas não sabe descrever quem é, onde está ou o que aconteceu;

Palavras inapropriadas - 3 pontos
diz palavras isoladas e sem sentido, não conseguindo formar frases completas;
Sons incompreensíveis - 2 pontos
não consegue sequer articular palavras, emitindo apenas murmúrios ou grunhidos;
Sem resposta verbal - 1 ponto
Melhor resposta motora
Obedece a comandos - 6 pontos
é capaz de executar movimentos mediante solicitação verbal
localiza a dor e retira - 5 pontos
consegue localizar a região onde está sendo estimulado dolorosamente e tenta remover a mão do examinador para impedi-lo;
Retira à dor - 4 pontos
localiza o estímulo doloroso e tenta escapar dele, retirando a região estimulada
Flexão anormal
(decorticação) - 3 pontos
ao ser estimulado, flexiona as extremidades superiores e estende as extremidades inferiores;

Não responde - 1 ponto
Extensão anormal
(descerebração) - 2 pontos
ao ser estimulado, estende as extremidades superiores e inferiores, assumindo a chamada atitude de descerebração;
Abertura ocular 1 - 4 pontos
Melhor resposta verbal 1 - 5 pontos
Melhor resposta motora 1 - 6 pontos
Total 3 - 15 pontos
A soma da pontuação reflete o status neurológico do vitimado:
Exame céfalo-caudal
Elementos da anamnese
Durante o exame céfalo-caudal devemos obter informações da vítima e/ou testemunhas, quando pertinentes à situação .
A – Alergias;
M – Medicações;
P – Patologias prévias;
L – Local, eventos associados, mecanismo do trauma e ambiente do acidente;
A – Alimentação, horário da última refeição
Avaliação secundária
Trauma de crânio
Sinais e sintomas
Ânsia de vômito ou vômito
Tontura ou desmaio
Lapso de memória
Dor de cabeça intensa e progressiva
Deformidade craniana sangrante
Sangramento pelo nariz com líquor
Sangramento pelo ouvido com líquor
Edema e equimose ao redor dos olhos (sinal de guaxinim)
Equimose na parte posterir da orelha (sinal de battle)
Pupilas de tamanhos diferentes
Avaliação secundária
Pupila
as pupilas em condições normais são simétricas e fotorreagentes (reagem com a luz)
Isocórica: pupilas de mesmo tamanho.
Normal:

Miose: pupilas contraídas


Midríase: pupilas dilatadas


Anisocórica: pupilas de tamanhos diferentes


fotorreagentes = reagem a luz
Ambiente iluminado, intoxicação exógena e uso de drogas.
Ambiente escuro, ausência de oxigenação cerebral, uso de drogas.
Acidente vascular cerebral, Traumacrânio encefálico
Trauma raquimedular
Inspecionar e palpar
Pescoço sem levantar a cabeça
Traquéia
Pulso carotídeo
Trauma de crânio
Fratura da clavícula ou das três primeiras costelas
Dormência, perda de sensibilidade e/ou motricidade
Priapismo
Avaliação secundária
Suspeitar de lesão cervical:
Trauma de tórax
Inspecionar à procura de:
Fratura de clavícula ou das três primeiras costelas


Fratura da quarta a décima costela


Fratura de costelas flutuantes do hemitórax esquerdo


Fratura de costelas flutuantes do hemitórax direito



Avaliação secundária
Vítima pegue e leve
TAMPONAMENTO CARDÍACO

Procurar por
:
Fratura de esterno (distensão de veia jugular, respiração sibilante, 3ª bulha cardíaca)

PNEUMOTÓRAX HIPERTENSIVO

Procurar por
:
Distensão da veia jugular, respiração sibilante, desvio de traquéia.
Cuidado com
ferida aspirante


Lesão no coração
Lesão no pulmão com tórax fechado

Trauma cervical (risco de tetraplegia)


Lesão pulmonar (risco de pneumotórax)


Lesão de baço (risco de choque hemorrágico)


Lesão de fígado (risco de choque hemorrágico)
Trauma de abdome e pelve
Abdome em tábua


Evisceração






Dor pélvica a palpação com ou sem creptação


Hemorragia interna
- Prevenir o choque hemorrágico
Inspecionar à procura de:






Inspecionar a pelve a procura de:
Avaliação secundária
- Não reintroduzir visceras
- Umedecer com soro fisiológico ou água destilada e cobrir com uma compressa cirúrgica estéril
Hemorragia interna
- Prevenir o choque hemorrágico
- Estabilizar a vítima na posição mais confortável
Perna flexionada resistindo a posição anatômica

Trauma de extremidades
Sinais e sintomas
Avaliação secundária
Fratura de femur:
Deformidade na coxa
Pés de Charles Chaplin
Diminuição do tamanho do membro fraturado
- Imobilizar com talas da axila ao tornozelo, externamente, e da virilha ao tornozelo, internamente.
- A perna sã pode ser utilizada como tala.
Não utilizar tração de fêmur:
Deformidade, crepitação, inchaço, dor.
Irrigação sanguínea periférica (< 2 seg.)
Coloração e temperatura diferente entre membros.
Retirar anéis, relógio, pulseiras...
Fratura exposta
Lesão articular (luxação ou entorse)
Múltiplas fraturas
Como imobilizar fraturas?
A tala deve ultrapassar o tamanho do osso, cerca de 10 cm de cada lado.
Não re-introduzir o osso ante a fratura exposta ou luxação.
Não movimentar a área afetada; sinais de dor é sugestivo de fratura e deve ser imobilizado.
Para imobilizar o membro afetado, segura-lo pelas articulações.
Elevar o membro o suficiente para o segundo socorrista posicionar a tala de imobilização.
Desenrolar a atadura na extremidade distal, executando duas voltas sem exercer pressão.
Aferir tempo de retorno venoso, palpando a popa digital (tempo referencial).
Desenrolar a atadura mantendo suas fibras alinhadas, firmando a tala e estabilizando a fratura.
Checar, novamente, o tempo de retorno venoso, comparando com o tempo original.
Refazer o prodimento se houver aumento do tempo de retorno venoso.
Trauma na região posterior
No dorso procurar por:
Sangramentos
Espículas ou objetos aderidos
Suspeição de fraturas
Indicação de provável lesão
Avaliar quando se efetivar a rotação.
Realizar rotação quando for posicionar a vítima na prancha longa
Avaliação secundária
Registrar as informações:
Observar o princípio da hora de ouro.
Iniciar o transporte com a vítima estabilizada.
Assegurar o suporte básico de vida.
Observe:
Vítima na prancha longa + colar cervical e coxim
Vítima presa com tirantes (excesso fixo)
Motinotar sinanis vitais
- frequência respiratória
- frequência cardíaca
- Pressão arterial
Hemorragia e choque hemorrágico
Objetivo
Controlar a hemorragia e prevenir o choque hemorrágico.
Conhecer as noções básicas da fisiologia do choque.
Conhecer os efeitos fisiopatológicos de uma grande hemorragia.
Realizar contenção dos sangramentos externos com curativos adequados.
Identificar e prevenir o choque hemorrágico.
Reconhecer em que circunstâncias o torniquete é indicado.
Hemorragia e Choque hemorrágico
Objetivos específicos
Conceito de hemorragia
hemorragia é a perda sanguínea para o meio extravascular
Conceito de choque hemorrágico
Colapso do sistema cardiovascular decorrente da perda aguda de sangue, repercutindo na inadequada perfusão e oxigenação dos tecidos e que poderá causar à morte.

Classificação:
Hemorragia interna


Hemorragia externa


Hemorragia arterial


Hemorragia venosa
Não há solução de continuidade da pele
O sangue fica retido nas cavidades naturais ou extravasa por orifícios naturais.
Há solução de continuidade da pele
Sangue vermelho “vivo”, em forma de jato.

Sangue escuro, escorre na área lesionada.
Classificação
Hemorragia e Choque hemorrágico
Quantos litros de sangue tem um indivíduo adulto?



E uma criança?
9% do peso “ideal”
7% do peso “ideal”
Seu volume varia, conforme a massa corporal.
IMC = 25xh²
VS = 7% x IMC

Por exemplo:
Uma pessoa de 80 kg tem um volume de 5,6 litros de sangue.


A perda rápida de 1 litro de sangue pode colocar o indivíduo em risco de vida.

Qual a pressão arterial do adulto?
Para ocorrer hematose (troca gasosa nos alvéolos) é necessário ter pressão de pulso (PP)
PP = PS – PD
PS = pressão sistólica
PD = pressão diastólica

Sem hematose não há oxi-hemoglobina e as células encefálicas morrerão


PP = 120 – 80 = 40 mmHg

Qual a frequência cardíaca?

60 a 100 batimentos/min



12 a 20 respirações/min


até 2 segundos
Qual a frequencia respiratória?


Qual o tempo de retorno venoso?
Classe I
Perda de 10% a 15% do volume sanguíneo;
Alterações mínimas na fisiologia.

Classe II
Perda de 15% a 30% do volume sanguíneo;
Taquicardia;
PA sistólica normal;
PA diastólica eventualmente elevada por vaso constrição;
Pressão de pulso diminuída (PA sístole – PA diástole);
Ansiedade e;
Retardo no enchimento capilar.
Classe III
Perda de 30% a 40% do volume sanguíneo;
Frequência cardíaca acima de 120 bpm;
Frequência respiratória elevada;
Pulso fino e rápido;
Pressão de pulso diminuída onde muitas vezes não se consegue diferenciar PA sistólica da PA diastólica;
Hipotensão arterial sistólica;
Confusão mental.

Classe IV
Perda acima de 40% do volume sanguíneo;
Pressão arterial praticamente indetectável;
Confusão e coma.
Para que as células continuem recebendo sangue oxigenado e glicose para sobreviver e desempenhar suas funções, faz-se necessário:

Manutenção da oxigenação encefálica

Identificar fontes de hemorragias externas;
Controlar a hemorragia externa;
Prevenir o estado de choque;
Sob orientação médica direta – médico no local, estabelecer acesso venoso.
Controle das hemorragias externas
Curativo compressivo
Hemorragia e Choque hemorrágico
Curativo oclusivo
Torniquete
Princípio de Fick
Hemorragia e Choque hemorrágico
Débito cardíaco ou Gasto cardíaco é o volume de sangue sendo bombeado pelo coração em um minuto. É igual à frequência cardíaca multiplicada pelo volume sistólico.

Portanto, se o coração está batendo 70 vezes por minuto e a cada batimento 70 mililitros de sangue são ejetados, o débito cardíaco é de 4900 ml/minuto.
Este valor é típico para um adulto médio em repouso, embora o débito cardíaco possa atingir 30 litros/minuto durante exercícios extremos
Frequência cardíaca (adulto saudável)
60 a 180 bpm

Volume sistólico (adulto saudável)
70 a 120 ml

Trauma de
extremidade

Queimadura
1. Livro: "Primeiros Socorros"
Referência: MARCONNI, Edson. Primeiros Socorros. Recife: Clube de Autores, 2013. 92 f. Disponível em: <https://goo.gl/nfPxm6>. Acesso em: 01 ago. 2016.
Venda: www.clubedeautores.com.br
Versão impressa: R$38,46 Versão ebook: R$20,45

2. Protocolos: "Guia Prático de Primeiros Socorros"
Referência: MARCONNI, Edson. Guia Prático de Primeiros Socorros. Recife: Clube de Autores, 2013. 32 f. Disponível em: <https://goo.gl/TvZKMB>. Acesso em: 01 ago. 2016.
Venda: www.clubedeautores.com.br
Versão impressa: R$32,31 Versão ebook: R$18,30

3. Aplicativo de primeiros socorros
app.vc/primeiros_socorros

Fontes de consultas
Chegar rápido
saber o que fazer
dispor de recursos
mapear riscos
Avaliação primária
Noções de anatomia e fisiologia
Homens e mulheres são diferente:
Fisiologicamente
Psicologicamente
Sentimentalmente
Neurologicamente
Avaliação primária
Avaliação primária
Avaliação primária
Avaliação primária
Avaliação primária
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