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[aula 01] - JORNALISMO ESPECIALIZADO

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Transcript of [aula 01] - JORNALISMO ESPECIALIZADO

O JORNALISMO ESPECIALIZADO
em uma Sociedade fragmentada

HISTÓRIA DA ESPECIALIZAÇÃO
Na Espanha, o jornalismo especializado vem, desde a d
écada de 1970
, como atividade acadêmica (FERNÁNDEZ DEL MORAL, 2004), ocupando um lugar de destaque na formação dos estudantes de Periodismo, e a partir da década de 1980, principalmente, como objeto de estudo e como uma
área científica dentro da chamada Periodística e das Ciéncias de la Comunicación
. Nesse sentido, este país encontra-se hoje, comparativamente a outros países, na "vanguarda" das reflexões sobre o jornalismo especializado. No Brasil, pode-se dizer que tais estudos praticamente ainda inexistem, havendo poucas publicações sobre o assunto (a maioria ainda de cunho mais "manualista" e menos teórico), bem como poucos cursos (e mesmo disciplinas e seminários) voltados para o tema.

(TAVARES, 2009, texto eletrônico)
Comunicação como reflexo da sociedade
[...] a especialização do trabalho jornalístico "como uma conseqüência lógica da divisão do trabalho nos veículos de comunicação".


(LUSTOSA, 1996, p. 109 apud TAVARES, 2009, texto eletrônico).
PARADIGMA DO JORNALISTA:

Como ser 'especialista' se é preciso falar de 'tudo' a 'todos'?
A forma correta para a boa informação jornalística deveria ser a especialização do jornalista e não especialistas praticando jornalismo.
(ROSSI, 1994, p. 75)
HISTÓRIA DA ESPECIALIZAÇÃO
O fazer jornalístico, para mídia impressa, até 1960, pautava-se em:
- Cobrir e noticiar os fatos*;
- Dar a 'informação pura'*.

A especialização do fazer jornalítico se dá com ascensão e estruturação de novos meios.
INFORMAÇÃO, EXPLICAÇÃO E FORMAÇÃO
Pensar o texto como lugar de emergência de um objeto (de referência e de estudo) para o jornalismo especializado diz respeito, na verdade, a uma questão de fundo, que permanece na "necessidade básica" deste jornalismo: a de intermediar tematicamente saberes expertos de uma maneira acessível ao público, buscando não apenas
transmití-los
, mas também
explicá-los
(como normatiza e teoria). O que nos ajuda a refletir sobre como isso é feito e sobre quais significados, lacunas e contradições podem emergir deste processo, quando pensando no seu todo.

(TAVARES, 2009, texto eletrônico)
PENSANDO O
JORNALISMO ESPECIALIZADO
Normativa
- Tipo de produção, preceitos e técnicas da prática e processos jornalísticos tácitos de textos especializados;

Conceitual
– Formulação de um lugar teórico para manifestação da especialização dentro do campo jornalístico.

Histórica
– Associação da especialização com a evolução dos meios de comunicação e à formação de grupos sociais consumidores de determinado conteúdo.
A
especialização
pode estar associada a:

Meios específicos
– Impresso, rádio, TV, internet, redes sociais, etc.
Temas
– Cultura, ambiente, economia, política, esporte, etc.;
Junção
– jornalismo cultural impresso, jornalismo esportivo televisivo...

Não são os meios que se especializam, mas o
conteúdo
.

(FONTCUBERTA, 1993 apud TAVARES, 2009, texto eletrônico
.

"a melhor notícia não é a que se dá primeiro, mas a que se dá melhor."

(Márquez, 19? apud Goulart, 2006, texto eletrônico)
Vale destacar que:
-
Teoria da Cognição
-

Sustenta que, para transmitir o conhecimento de algo, é preciso entender esse algo - isto é, construir um modelo mental dele. Um modelo metal é uma estrutura incompleta, aproximada e referida a um contexto cultural que é o acervo da memória. Isto significa que um repórter de política nacional, por exemplo, não precisa ser um cientista político [...], mas deve dispor do máximo de informações sobre a história recente, a organização do Estado e a natureza dos fatos políticos
(LAGE, 2005, p. 111 - 112 apud TAVARES, 2009, texto eletrônico).
Um jornalista especializado ancora seu texto em algumas categorias,
padrões de produção
:

pesquisa, profundidade, informação, precisão, especialização, domínio terminológico, dialogicidade, discursividade, heterogeneidade, entre outros.

(ARAÚJO, 2011)
A reportagem acompanha a especialização determinada por um veículo ou seção (de jornal, revista, programa televisivo etc),
mas ultrapassa discursivamente o caráter "puramente noticioso
"
(no sentido de uma informação rápida e datada), podendo cumprir e exercer um papel de aprofundamento sobre as especialidades de que trata. Nela, seria possível a "execução" de um jornalismo "
mais profundo
", "
mais completo
", tal qual aquele pensado como "jornalismo explicativo".

(TAVARES, 2009, texto eletrônico).
CATEGORIA DE PRODUÇÃO
Segundo Giddens (2002 apud TAVARES, 2009), o jornalismo especializado -
dentro de uma conjuntura na qual o discurso midiático é um elemento constituinte da realidade
- é um mediador entre o especialista e o leigo e também produz um conhecimento, que por estar em evidência, dota-se de uma nova valoração e relevância.

ARAÚJO, M. M.
Comunicação, língua e discurso:
uma análise terminológica discursiva de um dicionário de especialidade. 288f. 2011. Tese (Doutorado em Programa de Pós-Graduação em Letras) - Universidade Presbiteriana Mackenzie. São Paulo, 2011.
GOULART, A.. Uma lupa sobre o jornalismo de revista. In
Observatório da Imprensa
, ed. 388, ano 9, 4 jun. 2006.

ROSSI, C.
O que é Jornalismo
. 10. Ed. São Paulo: Braziliense, 1994. [coleção Primeiros Passos].

TAVARES, F.M.B. O Jornalismo Especializado e a especialização periodística.
Revista Comunicação Midiática
, v. 5, p. 115-133, 2009.
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