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Copy of Fado

Musica Portuguesa

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Transcript of Copy of Fado

Fado Origem A palavra Fado vem do latín "fatum"
o que significa destino.

A melancolia e nostalgia do fado foram herdadas das músicas dos mouros. O Fado é um estilo musical Português, que é geralmente cantada por uma pessoa. Evocando temas de emergência urbana, cantando a narrativa do quotidiano, o fado encontra-se associado a contextos sociais pautados pela marginalidade e transgressão, em ambientes frequentados por prostitutas, faias, marujos, boleeiros e marialvas. Historia do Fado Forma Poética do Fado a Reinha do Fado
A partir dos anos 50 do século XX o fado cruzar-se-á definitivamente com a poesia erudita na voz de Amália Rodrigues. A partir do contributo decisivo do compositor Alain Oulman, o fado passará a cantar os textos de poetas com formação académica e obra literária publicada como David Mourão-Ferreira, Luiz de Macedo e, mais tarde, Alexandre O’Neill, Sidónio Muralha ou Vasco de Lima Couto, entre muitos outros. Fado "Estranha Forma de Vida" Fado O fado cristalizou em mito o episódio do envolvimento amoroso do Conde de Vimioso com Maria Severa Onofriana (1820-1846), meretriz consagrada pelos seus dotes de cantadeira e que se transformará num dos grandes mitos da História do Fado. Em sucessivas retomas imagéticas e sonoras, a evocação do envolvimento de um aristocrata boémio com a meretriz, cantadeira de fados, perpassará em muitos poemas cantados, e mesmo no cinema, no teatro, ou nas artes visuais.

A partir do romance A Severa, de Júlio Dantas, publicado em 1901 e transportado para a grande tela em 1931, naquele que seria o primeiro filme sonoro português, dirigido por Leitão de Barros. O fado foi rejeição pela parte da intelectualidade portuguesa. O Teatro de Revista, género de teatro ligeiro tipicamente lisboeta nascido em 1851, descobrirá as potencialidades do fado que, a partir de 1870 integra os seus quadros musicais. O contexto social e cultural de Lisboa com seus bairros típicos, sua boémia, assume protagonismo absoluto no teatro de revista nas ruas, verbenas, associações de recreio e colectividades. Ficariam na história duas formas diferentes de abordar o fado: o fado dançado e estilizado por Francis e o fado falado de João Villaret.

Figura central da história do Fado, Hermínia Silva consagrou-se nos palcos do teatro nas décadas de 30 e 40 do Século XX, somando os seus inconfundíveis dotes de cantadeira com os de actriz cómica e revisteira. O Teatro de Revista No século XIX, corresponde a estabilização formal da forma poética da “décima”, quadra glosada em quatro estrofes de dez versos cada uma, aquela em torno da qual se estruturaria o Fado. A partir das primeiras décadas do século XX o fado conhece uma gradual divulgação e consagração popular, através da publicação de jornais que se consagram ao tema.

O aparecimento das companhias de fadistas profissionais a partir da década de 30, veio permitir a promoção de espectáculos, com elencos de grande nome e a sua circulação pelos teatros de norte a sul do País, ou mesmo em digressões internacionais.

“Grupo Artístico de Fados” com Berta Cardoso, Madalena de Melo, Armando Augusto Freire, Martinho d’Assunção e João da Mata.

“Grupo Artístico Propaganda do Fado” com Deonilde Gouveia, Júlio Proença e Joaquim Campo.

“Troupe Guitarra de Portugal”, integrada por Ercília Costa e Alfredo Marceneiro. A partir dos anos 30 tenderia a ritualizar -se a audição de fados numa frequência a casas de fados, locais que iriam sobretudo concentrar-se nos bairros históricos da cidade, com maior incidência no Bairro Alto. Estas transformações na produção do fado irão necessariamente afastá-lo do campo do improviso, perdendo-se alguma da diversidade dos seus contextos performativos de origem e, por outro lado, obrigar à especialização de intérpretes, autores e músicos. Como tema central o fado foi acompanhando a produção cinematográfica portuguesa até à década de 70. Neste sentido, também em 1947 com O Fado, História de uma Cantadeira protagonizado por Amália Rodrigues em 1963, com O Miúdo da Bica, protagonizado por Fernando Farinha, o cinema português consagra particular atenção ao universo fadista. As décadas de 1940 e 1960 foi conhecida como os “anos de ouro”.

Em 1953 foi o inicio do concurso da Grande Noite do Fado que se realizará anualmente. Reunindo centenas de candidatos das várias colectividades e agremiações da cidade, este concurso, tradicionalmente realizado no Coliseu dos Recreios.
Em quadras ou quadras glosadas, quintilhas, sextilhas, decassílabos e alexandrinos, esta poesia popular evoca os temas ligados ao amor, à sorte e ao destino individual, à narrativa do quotidiano da cidade. Sensível às injustiças sociais, revestiu-se inúmeras vezes, de um vincado carácter de intervenção. Ultrapassando as barreiras da cultura e da língua, com Amália o Fado consagrar-se-ia definitivamente como um ícone da cultura nacional. Durante décadas e até à data da sua morte, em 1999, caberia a Amália Rodrigues, o protagonismo a nível nacional e internacional. A divulgação internacional do Fado começara já a esboçar-se a partir de meados da década de 30, em direcção ao continente africano e ao Brasil, destinos preferenciais para actuação de artistas como Ercília Costa, Berta Cardoso, Madalena de Melo, Armando Augusto Freire ou João da Mata, entre outros artistas. A partir da década de 1950 é que a internacionalização do Fado se consolida con Amália Rodrigues. Os primeiros registos discográficos produzidos em Portugal datem do inícios do século XX. Em 1925 tinhan início as emissões da primeira estacao de radio portugues, o CT1AA, onde o Abílio Nunes passou a integrar o fado nas suas emissões. Incluindo emissões em directo dos Teatros, bem como apresentações musicais ao vivo nos estúdios, promovendo ainda, a título experimental, a transmissão de um programa de fados da responsabilidade do violista Amadeu Ramin. Com o golpe militar de 28 de Maio de 1926 o fado sofreria inevitavelmente profundas mutações ao nível da concessão de licenças a empresas promotoras de espectáculos, nos mais diversificados recintos, dos direitos de autor, da obrigatoriedade de visionamento prévio de programas e repertórios cantados, da regulamentação específica para a atribuição da carteira profissional, da realização de contratos entre outros aspectos. Introduzida em Portugal a partir das colónias inglesas de Lisboa e do Porto, referências de gosto e mentalidade cultural da época, conheceu uma grande divulgação nos salões europeus de meados do século XVIII. Vai surgindo nas fontes históricas a designação “guitarra portuguesa” atestando possivelmente o modelo de seis pares de cordas, uma alteração provavelmente introduzida em Portugal, e a partir de 1840 surgem notícias da sua associação ao contexto performativo fadista onde assumirá um plano de absoluta centralidade. De entre os guitarristas, Armando Augusto Freire, por Armandinho foi autor de inúmeros fados e variações, deixando uma escola da qual saíram, entre outros, Jaime Santos, Carvalhinho, Raúl Nery e José Fontes Rocha. A revolução de Abril de 1974 veio instaurar um Estado democrático em Portugal. Nos anos imediatamente seguintes à revolução a interrupção, por dois anos, do concurso da Grande Noite do Fado, ou a diminuição radical da presença do fado em emissões radiofónicas ou televisivas, atestam bem a hostilidade ao fado.

Só a estabilização do regime democrático devolveria ao fado o seu espaço próprio a partir de 1976 e no ano seguinte, vinha a lume o álbum Um Homem na Cidade por um dos maiores expoentes da canção urbana de Lisboa, figura central da internacionalização do fado, Carlos do Carmo. Ja nos anos 90 o fado consagrar-se-ia, definitivamente nos circuitos da World Music Internacional con Mísica e Cristina Branco, respectivamente no circuito francês e na Holanda.

Nos anos 90, outro nome que se destaca no panorama do Fado é Camané, com grande consagração. Também surge uma nova geração de talentosos intérpretes como Mafalda Armauth, Katia Guerreiro, Maria Ana Bobone, Joan Amendoeira, Helder Moutinho, Gonçalo Salgueiro,

No circuito internacional Mariza assume protagonismo absoluto, desenhando um percurso fulgurante, ao longo do qual tem legitimamente colhido succesivos prémios na categoria de World Music. O Teatro de Revista No teatro de revista, com refrão e orquestrado, o fado será cantado quer por famosas actrizes, quer por fadistas de renome, cantando o seu repertório. Consagraçao Popular do Fado O Fado e o Golpe Militar O Fado na Cidade Os Anos de Ouro Consagraçao Internacional do Fado Guitarra Portuguesa O Fado e a Democracia O Fado Moderno
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