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Os impactos da globalização e internacionalização no artesan

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Marcelly Boccia

on 27 November 2013

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Transcript of Os impactos da globalização e internacionalização no artesan

Os impactos da globalização e internacionalização no artesanato têxtil
UNIVERSIDADE ANHEMBI MORUMBI
Cynthia Simonetto
Eliane Lopes
Flávia Bozza
Lívia Sampaio
Marcelly Boccia

Dados
Em 2006 Agência de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex) apontou que o
Brasil exportou R$ 1,41 milhão em artesanato
, sendo R$ 847 mil de Minas Gerais (líder da colocação nacional no segmento), o fato se deve a capacitação em projetos do Sebrae por grande parte dos artesãos. (SEBRAE, 2008, p.36)



O Brasil teve em 2008 de acordo o Ministério do Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio (Mdic), cerca de
8,5 milhões de artesãos, responsáveis por um movimento financeiro anual de R$ 28 bilhões
- Ricardo Guedes, Gerente da Unidade de Atendimento Coletivo. (SEBRAE, 2008, p.28).

O período de 2008 a 2012 registrou um aumento de 32,3% das exportações brasileiras em serviços, o que ampliou a participação de serviços de 13,5% do total. (MDIC, 2013, p.4)
DESIGN +
ARTESANATO

Ronaldo Fraga e artesã da Paraíba
Artesanato paulista comercializado pela Sutaco
Almofadas feitas com folha de bananeira
Artesanato paulista comercializado pela Sutaco
EMBU DAS
ARTES:
A HISTÓRIA
Igreja Nossa Senhora do Rosário
EMBU DAS
ARTES:
A história do
ARTESANATO

Bolsa de couro vendida em uma das lojas da Sutaco Artesão: Isma
Pretende-se compreender o tema “
artesanato têxtil
”, suas representações e percepções relacionadas à cultura, tradição, design e qualidade, bem como as influências exercidas em decorrência da
industrialização, globalização
e
internacionalização
de produtos têxteis, levantando os possíveis impactos e fatores no mercado artesanal e o modo como a economia da indústria têxtil vê e se posiciona diante da realidade.
Justificativa
Este estudo pode ser considerado relevante, pois, com base em pesquisas bibliográficas e de campo, foi possível observar que em decorrência do rápido desenvolvimento industrial e produtivo dos últimos séculos, o
artesanato perdeu seu espaço comercialmente
. Porém, no dias atuais, devido justamente aos impactos causados pelos mencionados fatores ao artesanato, surgiu a preocupação em
valorizar essa atividade rica em valores e significados
. O artesanato representa cultura, criatividade e uma tradição que é passada de geração em geração — e tem grande importância no Brasil. Logo, faz-se necessário preservá-lo para que essa tradição se perpetue.
Objetivos
O objetivo geral deste estudo é
aprofundar e investigar o tema do artesanato têxtil e seu valor
enquanto tradição, cultura, capacidade criativa, atividade econômica e sustentável; além disso, visa-se entender como a
industrialização, a globalização e a internacionalização
atuam sobre o artesanato têxtil na sociedade e na economia da indústria têxtil brasileira.
Metodologia da pesquisa
Utilizou-se como metodologia a
pesquisa de campo
, a qual foi realizada em regiões onde o artesanato se destaca, sugerindo resultados e conclusões acerca do estudo. Na pesquisa de campo, foram aplicadas
entrevistas e questionários
com profissionais e consumidores, com base em levantamentos bibliográficos. Os dados secundários foram coletados em
livros, teses, jornais, sites e revistas técnicas
.
A pesquisa
O processo de
globalização
por mais paradoxal que possa aparentar
valorizou o ‘fazer manual’
, o artesanato atualmente é a compensação da produção em massa, incentivando o resgate de cultura e a identidade de cada região. (SEBRAE, 2008, p. 7-8)
Industrianato
Atualmente, a fita não é produzida no local de origem, e grande parte de sua produção é feita em São Paulo, sendo adquirida pela Bahia. As fitas são vendidas em rolos e são feitas de poliéster, não mais de algodão ou seda como no início, pois o novo material é mais barato e possui maior durabilidade. (MARTINS; PINHEIRO, 2012, p. 5)
Manufatura (ARTESANATO, 2013)
“O artesanato deixou de ser o único meio de fabricação para se tornar uma forma alternativa de produção” (KUBRUSLY; IMBROISI, 2011, p. 11-12).
O artesanato, além de valorizar a diversidade cultural brasileira, tem grande importância socioeconômica, pois beneficia principalmente pessoas das classes D e E. “É um forte amortecedor social”, considera Luiz Carlos Barboza, diretor técnico do Sebrae. Ao se destacar o artesanato de cada região, o trabalhador e a cultura local são valorizados e isso impulsiona o consumo desse tipo de objeto. (SEBRAE, 2008, p. 8)
Fonte: johnandbethanyarndt.com
Fonte da imagem: EMILIA, Maria Kubrusly; IMBROISI, Renato. DESENHO DE FIBRA – artesanato têxtil no Brasil. Rio de janeiro: Ed Senac, 2011.
Fonte: www.eventolistas.com.br
Projeto Meias Órfãs
Projeto Meias Órfãs realizado pela estilista brasileira Márcia Carvalho, capacitou costureiras e artesãs.
O projeto pretende promover inclusão social, gerar renda e sustentabilidade, além de extrair de circulação o tecido que possivelmente seria introduzido como lixo no meio ambiente.
.
Fonte: www.iguatemiportoalegre.com.br
Peças Artesanais: Coleção Velho Chico. (Fraga, 2010)
Fonte: www.nopreach.com
“a principal função do designer é traduzir para o artesão as necessidades dos consumidores” - Christina Franco, consultora do Sebrae.

“nós designers, atuamos como interlocutores entre a comunidade e o mercado [...] o artesanato é o ponto de equilíbrio dessa equação” - Ronaldo Fraga
Tripple bottom line. Fonte: A3P (2009, p.21)
Em 1964, com o 1º Salão de Artes Plásticas do Embu o município ganhou a dimensão que hoje possui, nacional e internacionalmente.
No final de 1969, surge a famosa Feira de Artes e Artesanato, onde é exposta uma grande diversidade de artigos artesanais dos mais variados tipos; a partir daí, a região passou a desenvolver as suas atrações turísticas.
A feira
“O artesanato significa muito pra mim porque eu sempre gostei, sempre achei bonito e um dia acreditei que essa poderia ser minha profissão. Abandonei minha antiga atividade [eletricista] e hoje trabalho só com artesanato. Já faz oito anos e não me arrependo” - Julião.
Capela e feira de Embu das Artes (FEIRA, s.d.).
Artesão Julião: faz casacos e ponchos.
Apesar da preferência por executar individualmente seus produtos, as técnicas em sua maioria, foram passadas de geração para geração e isso, segundo os entrevistados, garante que a cultura artesanal não desapareça.
Casa do Artesão e placa da Incubadora.(arquivo pessoal)
Casacos e ponchos feitos em tear - artesão Julião.
"Hoje produzimos tudo, fizemos muito e o que não falta são fornecedores do que for necessário: vestuário, calçado, alimento, locomoção; tudo para atender a massa. Aí gera produtos massificados, lógico. Agora começa o ciclo inverso, as pessoas sentem a necessidade de se apegarem a coisas que agregam valor emocional pra elas. Eu gosto de artesanato e qualquer artefato feito à mão por isso. Ninguém vai ter igual e aquilo tem tal significado pra mim."
Lúcia Silvestre (consumidora)
"Talvez por estarem em contato com coisas que eles não têm no país deles, os turistas compram mais e valorizam mesmo. Acho que aqui no Brasil o artesanato não é tão valorizado justamente porque tem muito. O povo daqui ainda gosta mais de marca, essas coisas. E o pessoal de fora vê o artesanato daqui como uma extensão da cultura do Brasil, eles dão mais valor mesmo."
Iracema (artesã)
Ronaldo Fraga
Fonte: www.revistabrasileiros.com.br
Sobre o tema
Fonte da imagem: EMILIA, Maria Kubrusly; IMBROISI, Renato. DESENHO DE FIBRA – artesanato têxtil no Brasil. Rio de janeiro: Ed Senac, 2011.
Fonte: www.sutaco.com.br
Fonte: www.sutaco.com.br
Fonte: www.sutaco.com.br
Fonte: www.sutaco.com.br
Fonte: www.sutaco.com.br
Foto: arquivo pessoal.
Foto: arquivo pessoal.
Fonte: www.fatoexpresso.com.br
[...] Mergulhei literalmente neste universo de lendas e conflitos numa paisagem humana colorida e bordada por marinheiros, caboclos d’água e mulheres-peixe. [...] É um diálogo entre a minha narrativa de moda e a rica cultura do rio que mais desperta afeto entre os brasileiros. (FRAGA, 2010)

Fonte: www.venhaasampa.blogspot.com
Fonte: arquivo pessoal;
Igreja Nossa Senhora do Rosário
Foto: arquivo pessoal
"Outro dia eu vi uma cortina feita inteira de crochê e ornamentada com miçangas brilhantes, um espetáculo. Minha filha enlouqueceu com a cortina e fui perguntar o preço. A moça disse que custava tanto e, sem que eu falasse nada, ela mesma já se apressou em dizer que poderia dar desconto. Eu pagaria sem o menor problema o preço inicial, que eu não havia achado tão caro justamente pelo trabalho feito ali. Mas lógico que aceitei pagar menos, já que ela mesma ofereceu. Aí acho errado. Desvalorizou o próprio trabalho."
Reinaldo (consumidor)
O artesanato do Embu é reconhecido? Ele pode estar perdendo espaço por causa do industrianato presente na feira?

"Este é um dilema, na verdade, pois tem público para tudo. Por esse motivo fica difícil encontrar a solução do problema. Por mim, deveria fazer uma limpa. Mas quais são os desdobramentos a curto prazo? Pois a médio e a longo prazo seria fantástico! Que gestor que quer criar indisposições, deixar de colocar seus correligionários para ganhar um “dinheirinho”? Ou que entende a diferença do que tem valor, em detrimento do preço? É complicado."
Genny Abdelmalack
Foto: arquivo pessoal
Foto: arquivo pessoal
“As pessoas com maior poder aquisitivo (luxo) gostam do feito à mão por dar a sensação de exclusividade, com o fato de o produto ter uma qualidade diferenciada; mas para a maioria (classe C, principalmente) se for industrializado é bom, pois é tudo igual (na forma) e isto é perfeito, já que assim não parece feito em casa por falta de poder aquisitivo”.
Genny Abdelmalack
Pergunta de pesquisa
A seguinte pergunta de pesquisa orientou a elaboração deste Trabalho: quais os
efeitos da produção em série na moda
, em relação à criação, ao desenvolvimento e à sobrevivência tanto do artesão quanto do artesanato têxtil?
Foto cedida pela professora Genny Abdelmalack
Foto: arquivo pessoal.
Foto: arquivo pessoal.
Foto: arquivo pessoal.
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