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Parnasianismo

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Transcript of Parnasianismo

O Parnasianismo brasileiro está relacionado ao Parnaso grego, inspirado no monte Parnaso, na Grécia central onde havia a consagração a Apolo e às musas. O monte Parnaso, como lar das musas e de Apolo, patrono das artes, é, portanto, o lar imaginário dos poetas. A lira, instrumento de cordas de Apolo, acompanhava o canto e as declamações poéticas, com o tempo, serviu de base para o termo lírico, gênero literário que expressa as emoções subjetivas de maneira ritmada. O mito de Parnaso serviu de símbolo maior para uma geração de poetas que se opuseram aos exageros do subjetivismo e do sentimentalismo romântico. Essa geração foi chamada de parnasiana. No lugar dos poemas românticos, a nova geração de poetas propunha uma poesia mais objetiva, de elevado nível vocabular, racionalista, perfeita do ponto de vista formal. O Parnasianismo brasileiro, apesar da grande influência européia, não foi exatamente uma cópia dele, pois não se prendeu rigorosamente à objetividade e às descrições realistas. Afastou-se do sentimentalismo romântico, mas não excluiu o subjetivismo. A poesia parnasiana teve por base a poesia romântica, mas os parnasianos optaram por registrar atentamente as sensações e as impressões, em vez de expressar momentos emotivos. Essas são algumas características do Parnasianismo organizadas em manuais e livros didáticos, contudo não formam um padrão fixo: * Objetividade;
*Esteticismo;
* Arte pela arte;
* Apreço por coisas e fatos exóticos;
* Visão mais carnal que espiritual do amor;
* Temas da antiguidade clássica;
* Uso da frase na ordem direta;
* Escolha de palavras raras;
* Preferência pelas rimas ricas;
* Universalismo. Língua Portuguesa

Última flor o Lácio, inculta e bela,
És, a um tempo, esplendor e sepultura:
Ouro nativo, que na ganga impura
A bruta mina entre os cascalhos vela...

Amo-te assim, desconhecida e obscura.
Tuba de alto clangor, lira singela,
Que tens o trom e o silvo da procela,
E o arrolo da saudade e da ternura! Amo o teu viço agreste e o teu aroma
De virgens selvas e de oceano largo!
Amo-te, ó rude e doloroso idioma,

em que da voz materna ouvi: "meu filho!",
E em que Camões chorou, no exílio amargo,
O gênio sem ventura e o amor sem brilho! Alberto de Oliveira é considerado pela crítica o poeta mais parnasiano de todos os nossos poetas. Vaso grego

Esta de áureos relevos, trabalhada
De divas mãos, brilhante copa, um dia,
Já de aos deuses servir como cansada
Vinda do Olimpo, a um novo deus servia.

Era o poeta de Teos que a suspendia
Então, e, ora repelta ora esvasada,
A taça amiga aos dedos seus tinia,
Toda de roxas pétalas colmada. Raimundo Correia formava, com os outros dois, a tríade parnasiana do Brasil. Foi, igual a Olavo Bilac, um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras. Mal secreto

Se a cólera que espuma, a dor que mora
N'alma, e destrói cada ilusão que nasce,
Tudo oq ue punge, tudo o que devora
O coração, no rosto se estampasse;

Se eu pudesse o espírito que chora
Ver através da máscara da face,
Quanta gente, talvez, que inveja agora
Nos causa, então piedade nos causasse!
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