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Geomonumentos de Lisboa

Este recurso visa a divulgação do património geológico da cidade de Lisboa. Através dum percurso ao longo da cidade de Lisboa, vamos observando, nas rochas, diversos eventos que contam a história da Terra.
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on 14 November 2013

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Transcript of Geomonumentos de Lisboa

Geomonumentos de
Lisboa

Geomonumento do Rio Seco
Geomonumento da Rua Aliança Operária
Foi este calcário, em algumas ocorrências conhecido por LIOZ, que assegurou, ao longo dos séculos, o essencial da alvenaria, da cantaria e da estatuária de Lisboa.

Nesta pedreira os calcários foram também explorados para o fabrico de CAL.
Níveis de carvão

Geomonumento da Rua Virgílio Correia
Geomonumento da Quinta do Lambert
Geomonumento do Parque da Pedra
Geomonumento da Av. Duarte Pacheco
Geomonumento da Av. Calouste Gulbenkian
Geomonumento da Rua Sampaio Bruno
Colónias de briozoários
Geomonumento da Av. Infante Santo
Nódulos de sílex
Geomonumento da Rua dos Eucaliptos
Geomonumento do Parque da Bela Vista
Geomonumento da Rua da Judiaria
Geomonumento do Forte de Santa Apolónia
Níveis de ostraídeos
(ostras de grandes dimensões)
Geomonumento da Rua Capitão Leitão
Geomonumento da Quinta da Granja
Rio Tejo
Aqui foi mar há 97 milhões de anos
Há 97 milhões de anos, no Período Cretácico Superior, o nível global dos oceanos subiu e o mar invadiu grande parte das terras emersas.

Na região de Lisboa, tínhamos um mar pouco profundo, de águas quentes, propícias à sedimentação de organismos produtores de esqueleto (conchas) de natureza calcária e de vasas (lamas) da mesma natureza.

Proveniente do continente, chegavam aqui argilas que deram origem a bancadas de calcários margosos (calcário com argila) a que se sobrepõem níveis de calcários compactos, com fósseis.

Desses fósseis destacam-se os RUDISTAS, lamelibrânquios (moluscos) coloniais, construtores de bancos recifais, aqui testemunhados nas camadas de calcário.
Neste local existia então um ambiente marinho litoral, pouco profundo, propício à sedimentação de vasas calcárias e argilosas e à precipitação da sílica dissolvida na água.

Milhões de anos depois, os sedimentos foram transformados em calcário. A sílica, por seu lado, originou o sílex contido no calcário.

O sílex, ou pederneira, é uma rocha muito dura, usada na Pré-história no fabrico de utensílios e, mais tarde, nas primitivas armas de fogo.

São vários os locais na região de Lisboa onde se explorou esta matéria-prima.

Aqui existiu um vulcão há 75 milhões de anos
Depois de se elevar acima do nível do mar e de ser terra firme, a região que é hoje Lisboa (e grande parte da Estremadura) foi sede de intenso e prolongado vulcanismo.

A escarpa conservada no Geomonumento da Rua Aliança Operária testemunha uma espessa escoada de LAVA BASÁLTICA saída de um VULCÃO, nas proximidades, há cerca de 75 milhões de anos, no final do período CRETÁCICO.

Aqui foi um pântano há 24 milhões de anos
No MIOCÉNICO INFERIOR a região de Lisboa era baixa, plana e alagadiça (pântano).

A ténue ligação ao mar promovia a existência de águas estagnadas, pobres em oxigénio (condições anóxicas), o que inibia os processos de decomposição biológica, favorecendo a conservação de matéria orgânica.

Estas condições levaram à formação de níveis carbonosos, negros, e de níveis argilosos de cor acinzentada.

Aqui foi litoral há 17 milhões de anos
No MIOCÉNICO INFERIOR existia aqui um ambiente marinho, pouco profundo, propício à formação de calcários, ricos em fósseis de moluscos, algas e corais.

Com a descida do nível do mar estes terrenos ficaram emersos e percorridos por rios, ladeados de praias fluviais e planícies aluviais onde pastavam rinocerontes (Gaindatherium), porcos selvagens (Bunolistriodon), cervídeos (Dorcatherium) e parentes próximos dos actuais elefantes (Prodeinotherium).

Meracricedonton e Democricetodon, pequenos mamíferos primitivos actualmente extintos, também aqui procuravam alimentos.

Além destes restos de mamíferos, existem nestas areias fósseis de répteis e de peixes de água doce, salobra e marinha, o que denuncia a proximidade da linha de costa.

Aqui foi rio há 15
milhões de anos
No MIOCÉNICO MÉDIO, a região de Lisboa ficava junto ao estuário de um grande rio, onde a água doce se misturava com a água salgada do mar.

Neste ambiente de transição, rico em matéria orgânica, instalaram-se grandes bancos de ostras (Gryphaea gryphoides). Alguns exemplares destas ostras chegam a atingir os 40 cm de comprimento.

Os estratos geológicos maioritariamente compostos por fósseis unidos por uma matriz designam-se por lumachellas.

Aqui foi praia há 12 milhões de anos
No MIOCÉNICO MÉDIO A SUPERIOR, a região de Lisboa ficava Era uma praia, de águas quentes, propícias à proliferação de organismos produtores de conchas de natureza calcária, com destaque para ostras e equinodermes que ficaram incluídos em calcários.

Da erosão das rochas carbonatadas, originaram-se grande parte dos litoclastos (detritos) que compõem estas areias.

Em meios urbanos, como a cidade de Lisboa, não é expectável encontrarmos referências da evolução e dinâmica terrestre logo, através dos afloramentos geológicos ainda existentes - Geomonumentos, podemos observar essa história geológica .......


No percurso que se segue iremos observar rochas ígneas e diversos tipos de rochas sedimentares.

Contudo, antes de iniciarmos o percurso, vejamos como se formam essas rochas
Este escarpado é o
que resta da frente de
exploração de uma
PEDREIRA DE BASALTO,
rocha que ainda se pode
observar nas velhas
calçadas da cidade.
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