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Audiologia ocupacional 2

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by

Warlley Müller

on 14 March 2015

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DESENVOLVIMENTO DAS LESÕES NA PAIR

DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL DAS DISACUSIAS

DISCRIMINAÇÃO VOCAL - reservada
TIMPANOGRAMA A
REFLEXO ESTAPÉDICO AUSENTE


DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL DAS DISACUSIAS
DISCRIMINAÇÃO VOCAL PREJUDICADA - RECRUTAMENTO
TIMPANOGRAMA A
REFLEXO ESTAPÉDICO - RECRUTAMENTO
DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL DAS DISACUSIAS
DISACUSIAS CONDUTIVAS

DISCRIMINAÇÃO VOCAL “PRESERVADA”
TIMPANOGRAMA TIPO A ,B OU C
REFLEXO ESTAPÉDICO: ausente

SEMIOLOGIA DA AUDIÇÃO

Dr. Leonardo Barros
Médico Radiologia
Médico do Trabalho
Perito do Trabalho pelo TRT
Staff da Clínica Favaloro
Chefe do Serviço de imagem do Himaba
Perito do IPAMV
Medico do trabalho da empresa Embalart Comércio
Perito do Tribunal de Justica do Espirito Santo.


AUDIOLOGIA OCUPACIONAL 2

Portaria 3214 de 8/6/1978:
Exame audiométrico ( NR-7 ) admissional, periódico e demissional: audiometria tonal ( 500, 1000, 2000, 4000 Hz). Ignora as frequências de 3 e 6 kHz.
Correção (injusta) para o fator idade: 38 anos.
Não exige nada sobre a qualidade do teste e do testador e calibração do equipamento.
Ideal: classificação apoiada em critérios clínicos, sociais e ocupacionais.

MODELOS OFICIAIS

CLASSIFICAÇÃO DAS PAIR

AUDIOLOGIA OCUPACIONAL
Existem várias classificações. Todas criticáveis porque se baseiam na audiometria tonal por via aérea somente.
Válidas para análises epidemiológicas, registro das perdas auditivas, avaliação da eficácia dos PCAs, exames admissionais.
Não tão válidas: para comparação de audiometrias periódicas, como critério de quantificação de perdas auditivas, de indenização por danos ou de notificação previdenciária ( como se faz atualmente).
Para essas situações, precisam ser introduzidas nas rotinas e normas técnicas termos como STS e handicap.

CLASSIFICAÇÃO DAS PAIR

AUDIOLOGIA OCUPACIONAL
Disacusia sensório-neural (3 a 6 K Hz).
O crescimento mais rápido se dá nos primeiros 10 anos de exposição, depois, torna-se mais lento até atingir um platô.
Dificuldade para perceber sons agudos: telefones, campainhas, etc.
Dificuldade de compreensão da fala, principalmente em ambientes ruidosos ( estágio mais avançado acomete área da palavra).
Zumbidos: sensação sonora produzida na ausência de fonte externa geradora de som; geralmente bilateral; pode interferir com atividades diárias; sensação individual não relacionada ao grau de perda auditiva.
Algiacusia; plenitude auricular (fadiga pós-estimulatória).


SINAIS E SINTOMAS:

EFEITOS AUDITIVOS: PAIR

AUDIOLOGIA OCUPACIONAL
ALTERAÇÕES MECÂNICAS E METABÓLICAS:

. Morte das CC com formação de escaras.
. Perdas cumulativas e insidiosas que inicialmente não alteram os limiares para tons puros.
. Aproximadamente 50% das CC apicais podem estar lesadas sem alterar o limiar para tons puros nas baixas frequências.
. Após semanas ou anos de exposição, a perda auditiva começa a ser detectada ao redor de 4 K Hz ( 3 a 6 K Hz ), aproximadamente no primeiro terço da cóclea.
. Esta região é mais sensível devido a fatores metabólicos, anatômicos e vasculares.
. Exposição de longa data: perda abrange as baixas frequências, que são importantes para a compreensão da fala.
EFEITOS AUDITIVOS: PAIR

AUDIOLOGIA OCUPACIONAL
DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL DAS DISACUSIAS

DISACUSIAS CONDUTIVAS
DISACUSIAS SENSÓRIO-NEURAIS
DISACUSIAS MISTAS
DISACUSIAS CENTRAIS
AUDIÇÃO RESIDUAL
ANACUSIA / COFOSE

SEMIOLOGIA DA AUDIÇÃO
K.W.A.S., 41 anos, telefonista.

BERA (11/10/1999)

Latências e intervalos inter-picos dentro dos parâmetros da normalidade.
Limiar:
OD: 15 dB HL
OE: 20 dB HL

SEMIOLOGIA DA AUDIÇÃO

TESTES OBJETIVOS
REFLEXO ESTAPÉDICO
BERA
TESTES SUBJETIVOS
SRT; AUDIOMETRIAS REPETIDAS
PROVA DE STENGER
PROVA DE LOMBARD

SIMULAÇÃO E DISSIMULAÇÃO

Alterações sutis podem ser detectadas antes das alterações audiométricas.
Otoemissões por produto de distorção ( PD):
Monitora as alterações cocleares induzidas pelo ruído.
4 a 6 kHz.
Indica lesões iniciais antes da audiometria.
Trabalhador portador de PAIR ( limiares < 50 dB NA): indica o estado da lesão e possível progressão em diferentes frequências.

OTOEMISSÕES
SEMIOLOGIA DA AUDIÇÃO
SEMIOLOGIA DA AUDIÇÃO

CSCFC

Impairment: perda auditiva (prejuízos).
Disabilities: incapacidades; dificuldades auditivas resultantes de uma perda; dependem da magnitude da lesão e de como o individuo utiliza a audição na vida diária.
Handicap: desvantagens experimentadas no cotidiano pelo portador de PAIR, não só pela lesão mas também pelos fatores não auditivos (socialização, diminuição da auto-estima, afastamento).


CRITÉRIOS A SEREM CONSIDERADOS
( EFEITOS NÃO AUDITIVOS DO RUÍDO )

CLASSIFICAÇÃO DAS PAIR
AUDIOLOGIA OCUPACIONAL
Normas Previdenciárias (Decr. 611 de 21/7/1992):
Benefícios para perdas auditivas residuais: média tritonal, perdas médias > 50 dB, lado melhor.
Não enquadra PAIR.
Já existe consenso e recomendação para que se aplique somente para trauma acústico como acidente-tipo. Para as demais perdas auditivas ocupacionais – critérios clínicos, ocupacionais e admissionais.

MODELOS OFICIAIS

CLASSIFICAÇÃO DAS PAIR
AUDIOLOGIA OCUPACIONAL
EFEITOS AUDITIVOS: PAIR

Feixe olivococlear cruzado ( sist. eferente): controla as contrações lentas das CCE que regulam as contrações rápidas ( amortecedor).
Músculos do estribo e do martelo.
Condicionamento: exposições prévias com baixo nível do mesmo ruído provocam uma diminuição dos desvios do limiar quando o indivíduo é posteriormente exposto a um ruído intenso.

FATORES DE PROTEÇÃO:

AUDIOLOGIA OCUPACIONAL
STS: Significant Threshold Shift (mudança significativa dos limiares auditivos).
Diferença das médias aritméticas > 10 dB para as freq. 500, 1000, 2000 Hz ou 3000, 4000, 6000 Hz.
Piora em frequências isoladas > 15 dB.

3. ALTERAÇÕES COCLEARES – STS

CORRELAÇÕES ANÁTOMOPATOLÓGICAS

EFEITOS AUDITIVOS: PAIR

AUDIOLOGIA OCUPACIONAL
2. ALTERAÇÕES COCLEARES – PTS

CORRELAÇÕES ANÁTOMOPATOLÓGICAS

EFEITOS AUDITIVOS: PAIR

AUDIOLOGIA OCUPACIONAL
TTS: Temporary Threshold Shift ( desvio temporário dos limiares auditivos).
Alterações discretas das CC, edema das terminações nervosas auditivas, alterações vasculares, exaustão metabólica, modificações químicas intracelulares, diminuição da rigidez dos estereocílios, alterações no acoplamento deles na membrana tectorial.
Reversíveis, havendo recuperação do limiar mesmo com algumas células lesadas – ainda não detectadas pela audiometria.
1 - ALTERAÇÕES COCLEARES - TTS
CORRELAÇÕES ANÁTOMOPATOLÓGICAS:

EFEITOS AUDITIVOS: PAIR

AUDIOLOGIA OCUPACIONAL

AUDIOLOGIA OCUPACIONAL
DESENVOLVIMENTO DAS LESÕES NA PAIR

AUDIOLOGIA OCUPACIONAL


Características do ruído
Tempo de dose de exposição
Susceptibilidade individual
Exposição simultânea a produtos químicos ototóxicos
Deficiência de ferro: pode facilitar a lesão coclear.
Perdas unilaterais (estímulo binaural produz um menor TTS).
Drogas ototóxicas.
Prematuridade.
Idade avançada

AUDIOLOGIA OCUPACIONAL
EFEITOS AUDITIVOS
AUDIOLOGIA OCUPACIONAL
É uma perda auditiva súbita decorrente de uma única exposição a pressão sonora intensa ou devido a trauma físico do ouvido, crânio ou coluna cervical.

EFEITOS AUDITIVOS

TRAUMA SONORO
PAIR

EFEITOS DO RUÍDO SOBRE A AUDIÇÃO

AUDIOLOGIA OCUPACIONAL
EFEITOS DO RUÍDO SOBRE A AUDIÇÃO

Efeitos auditivos

Efeitos não auditivos

AUDIOLOGIA OCUPACIONAL
DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL DAS DISACUSIAS

DISCRIMINAÇÃO VOCAL MUITO RUIM
TIMPANOGRAMA A
REFLEXO ESTAPÉDICO AUSENTE


DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL DAS DISACUSIAS
DISACUSIAS SENSÓRIO-NEURAIS

VIA ÓSSEA:
liminares > 25dB

VIA AÉREA:
liminares > 25dB


DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL DAS DISACUSIAS
GAP AÉREO-ÓSSEO

VIA ÓSSEA PRESERVADA

VIA AÉREA:

limiares > 25dB


DISACUSIAS CONDUTIVAS

Sons encontrados no CAE resultantes da atividade fisiológica da
cóclea associada ao processo auditivo.
Origem na atividade das CCE (eletromotilidade).
PAIR: lesão coclear principalmente das CCE.
Monitora a função coclear.
Teste objetivo, não invasivo, rápido, grande sensibilidade e especificidade.

OTOEMISSÕES
SEMIOLOGIA DA AUDIÇÃO
Mais atualizados, flexíveis e independem da padronização oficial.
Classificação clínica e ocupacional.
Classificação clínica ( Goodman 1965 ASHA 7, 262-263).
CRITÉRIOS TÉCNICOS

CLASSIFICAÇÃO DAS PAIR

AUDIOLOGIA OCUPACIONAL
DISCRIMINAÇÃO VOCAL
TIMPANOGRAMA
REFLEXO ESTAPÉDICO


CSCFC

DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL DAS DISACUSIAS
DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL DAS DISACUSIAS

VIA ÓSSEA:
liminares > 25dB
frequências

VIA AÉREA:
liminares > 25dB

GAP AÉREO-ÓSSEO


DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL DAS DISACUSIAS
DISACUSIAS CONDUTIVAS


Classificação ocupacional:
Médias de limiares por grupos de frequências:
Vários autores.
duas colunas: 500, 1000, 2000 Hz e 3000, 4000 e 6000 Hz.

Classificação ocupacional:
Análise visual: Merluzzi: 25 dB; valoriza alargamento do entalhe; cuidado com “ perda mista”.

Classificação clínica:
Usada também para 3 a 6 kHz.
Fácil análise visual e valoriza a profundidade do entalhe em detrimento do seu alargamento.

CRITÉRIOS TÉCNICOS

CLASSIFICAÇÃO DAS PAIR
AUDIOLOGIA OCUPACIONAL
Alterações do fluxo coclear.
Alterações ciliares: amolecimento,colapso, fusão.
Aumento da lesão das CC, com formação de escaras e degeneração das fibras nervosas do Órgão de Corti.
Não há possibilidade de recuperação do limiares auditivos.
Pode estar contaminado pelo TTS.

PTS: Permanent Threshold Shift ( desvio permanente dos limiares auditivos).


2. ALTERAÇÕES COCLEARES – PTS
CORRELAÇÕES ANÁTOMO-PATOLÓGICAS

EFEITOS AUDITIVOS: PAIR

AUDIOLOGIA OCUPACIONAL
EFEITOS DO RUÍDO SOBRE A AUDIÇÃO
TRAUMA SONORO

LESÃO INSTANTÂNEA
PICO DE ENERGIA SONORA
COM OU SEM BLAST

AUDIOLOGIA OCUPACIONAL
DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL DAS DISACUSIAS
PRESBIACUSIA

DISACUSIAS SENSÓRIO-NEURAIS

CSCFC

SEMIOLOGIA DA AUDIÇÃO

CSCFC

SIMULAÇÃO E DISSIMULAÇÃO

DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL DAS DISACUSIAS
DISACUSIAS CONDUTIVAS

SEMIOLOGIA DA AUDIÇÃO

CSCFC

SIMULAÇÃO E DISSIMULAÇÃO

LOCALIZAÇÃO DA LESÃO
Por que em torno de 4000Hz?
AUDIOLOGIA OCUPACIONAL
4Khz

. Ponto de maior impacto – de 6 a 8 mm da janela oval
. Suprimento sanguíneo na região de 4Khz (anatomia vascular da membrana basilar)
. Porção basal é mais estimulada
. Ressonância da orelha externa 15 a 20 dB entre 3 e 4Khz, resultando > estresse.





Ápice



Base da
Cóclea
AUDIOLOGIA OCUPACIONAL
METABÓLICA
MECÂNICA
LESÃO
MECANISMOS E LOCAL DE LESÃO
Patologia cumulativa e insidiosa.
Progride ao longo dos anos de exposição:
Média 85 dB SPL
8h por dia
Regularmente, por vários anos

EFEITOS AUDITIVOS
EFEITOS DO RUÍDO SOBRE A AUDIÇÃO
AUDIOLOGIA OCUPACIONAL
DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL DAS DISACUSIAS
DISACUSIAS SENSÓRIO-NEURAIS

COCLEAR
RETROCOCLEAR
CENTRAL

AUDIOMETRIA

IMITÂNCIOMETRIA

OEA; ECoG

VENG

SEMIOLOGIA DA AUDIÇÃO

AUDIOLOGIA OCUPACIONAL
DEGENERAÇÃO DAS CÉLULAS DE SUPORTE

DEGENERAÇÃO DAS CÉLULAS CILIADAS INTERNAS

LESÃO COCLEAR

FISIOPATOLOGIA DA PAIR
DEGENERAÇÃO DAS CÉLULAS CILIADAS EXTERNAS

Audiologia Ocupacional
ZUMBIDO

RECRUTAMENTO

INÍCIO EM 6,4 e 3KHz

NÃO PROFUNDA*

IRREVERSÍVEL

BILATERAL

NEUROSSENSORIAL

* Máximo de 40dB nos graves e 75dB nos agudos
NÃO PROGRIDE SEM RUÍDO

4Khz

4Khz

4Khz







































































AUDIOLOGIA OCUPACIONAL

RESULTADOS AUDIOMÉTRICOS


Vilma A. Okamoto 2008

BERA
Simulação bilateral
Simulação unilateral
DISACUSIAS SENSÓRIO-NEURAIS
DISACUSIAS MISTAS
DISACUSIAS MISTAS
AUDIÇÃO RESIDUAL
ANACUSIA
CONCEITO DE PAIR
CONCEITO DE TRAUMA ACÚSTICO
A perda auditiva induzida por ruído (PAIR), relacionada ao trabalho, é uma diminuição gradual da acuidade auditiva decorrente da exposição continuada em níveis elevados de pressão sonora
EFEITOS AUDITIVOS
TRAUMA SONORO
PAIR
CARACTERÍSTICAS DA PAIR
FATORES QUE INFLUENCIAM A PAIR
AUDIOLOGIA OCUPACIONAL
Obrigado!
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